sexta-feira, 2 de março de 2012

Lesões do Nervo Radial

LESÕES DO NERVO RADIAL
O nervo radial origina-se do tronco posterior do plexo braquial, sendo composto por fibras nervosas das raízes de C5 a T1. Em seu trajeto podem ocorrer traumas, os quais podem resultar em paralisias temporárias (neuropraxia) ou definitivas (axoniotmese e neurotmese). O nervo radial é responsável pela inervação muscular do trí­ceps braquial e de todos os músculos extensores e supinadores do antebraço, e inervação sensitiva: Responsável pela sensibilidade posterior do braço, antebraço, dorso lateral da mão e 4 primeiros dedos.
Recomendo ler o texto do site do EMG LAB (Laboratório de Eletromiografia) de Curitiba. 

Inervação sensitiva da mão: Em amarelo a área inervada pelo nervo ulnar, em roxo pelo nervo mediano e em laranja o radial.

O nervo radial pode ser lesionado em qualquer ponto de seu percurso. Naturalmente, a sintomatologia irá variar de acordo com a região onde ocorreu a lesão. Neste sentido, podemos identificar 3 locais comuns de lesão traumática do nervo radial:



LESÕES OCORRIDAS NA AXILA
A "Paralisia da muleta" é uma lesão causada pela pressão excessiva na axila devido ao uso inadequado de muletas. Esta compressão geralmente se manifesta como uma neuropraxia.
A figura ao lado ilustra bem o plexo braquial em seu trajeto descendente e sua relação com as estruturas ósseas do Membros Superior. Dá pra perceber como o plexo é vulnerável na região axilar.

PERDA MUSCULAR: São afetados o Tríceps, os extensores de punho e dedos.

PERDA DE MOVIMENTO: Lesões do Nervo radial Lesões em ou acima da axila resultam em paralisia de todos os músculos inervados. Clinicamente, isto se manifesta como:

* Fraqueza de extensão e flexão do antebraço - tríceps e braquiorradial 



* Queda do pulso e incapacidade de preensão - paralisia dos extensores do punho e dedos



* Fraqueza dos músculos abdutor longo do polegar e extensor 

PERDA SENSORIAL: Perda de sensibilidade no dorso da mão e antebraço adequadas para a distribuição cutânea - ver anatomia do nervo radial



TESTE: É importante a avaliação sensorial na região mencionada além de avaliar a força do braquioradial, extensores de cotovelo e punho.




LESÕES NO SULCO DO NERVO RADIAL DO ÚMERO

ETIOLOGIA: fratura diafisária do úmero, paralisia do sábado à noite, injeções

MÚSCULOS AFETADOS: extensor de punho e dedos, mas o tríceps e ancôneo são poupados. Isto acontece pois em seu trajeto descendente pelo braço, o nervo radial emite ramos para os músculos braquiorradial (também recebe fibras do musculocutâneo) e extensor radial longo do carpo antes de passar pelo sulco do nervo radial. Quem quiser mais detalhes tem uma figura excelente do n. radial e seus ramos neste link


PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores de punho e da articulação metacarpofalangeana. A articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos.



RESULTADO: queda do punho e incapacidade de preensão, extensão do cotovelo está OK


PERDA SENSORIAL: primeiro interósseo.

TESTE: força do extensor de punho.



CURIOSIDADES:
“Paralisia de sábado à noite” é o nome que se dá à lesão do nervo radial causada ao apoiar a face interna do braço na parte posterior de uma cadeira por um longo período de tempo (como na imagem abaixo). Isto geralmente acontece após o indivíduo diluir sua consciência em álcool na noitada, daí o nome.



Um outro nome criativo a lesão do nervo radial nesta região é "Paralisia dos amantes" também causada por uma compressão na face interna do braço, mas desta vez, o mecanismo de lesão é associada aos amantes, que após uma noite de volúpia adormecem, porém o paciente descuidado deixa o braço funcionar como travesseiro para a cabeça da companheira, como na imagem abaixo. (OBS: devido ao conteúdo extremamente erótico deste comentário, a ilustração precisou ser considerada moralmente aceitável pela LVDMBC - Liga das Velhinhas Defensoras da Moral e dos Bons Costumes antes de sua publicação no blog)

LESÕES OCORRIDAS NO ANTEBRAÇO
ETIOLOGIA: Trauma, acidente cirúrgico, fratura/luxação da cabeça do rádio.

MÚSCULOS AFETADOS: extensores de punho e dedos, mas nestes casos o extensor radial do carpo é poupado
PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores da articulação metacarpofalangeana, nestes casos a articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos. NÃO há queda da mão por causa da preservação do extensor radial do carpo e a preensão também está preservada
IMPORTANTE: Não acontece queda de punho e dedos e nem perda de preensão. Extensão de cotovelo está OK!
PERDA SENSORIAL: Não há perda sensorial pois o ramo sensitivo radial superficial está intacto
TESTE: testar força de extensores de metacarpo-falangeana

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pilates pós carnaval- humor

Procure o Studio da Metacorpus mais próximo da sua casa e marque já uma aula experimental.
http://metacorpuspilates.com.br/studios.asp


Diego Ramon e Silvana Souza- Equipe de Pilates Metacorpus RJ.
Rua: Barata Ribeiro, 668. Copacabana- RJ
Tel: (21): 4124-2576

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pilates e qualidade de vida no Brasil


Bem-estar, saúde e qualidade de vida. Esses são os grandes resultados vivenciados pelos praticantes do Pilates, um sistema de exercícios que promove o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Desenvolvido pelo alemão Joseph H. Pilates no início do século 20, a técnica que une condicionamento físico e mental conquistou adeptos no Brasil e no mundo, ganhando a cada dia mais espaço, seja em ambientes de fisioterapia ou mesmo em academias de ginástica. 
Com o objetivo de fortalecer músculos e articulações e melhorar a flexibilidade do corpo, os exercícios de Pilates ensinam a consciência da respiração, alinhamento da coluna e fortalecimento dos músculos dorsais profundos. O método trabalha o corpo como um todo, promovendo saúde, beleza e qualidade de vida.
A prática dos movimentos naturais permite o controle sobre o corpo, levando em conta a concentração, a percepção de si, o alongamento e a flexibilidade, além da força e do desenvolvimento físico. 
Ao contrário da ginástica convencional, o foco do Pilates não está na quantidade, mas na qualidade da execução dos movimentos. A qualidade e a precisão deles é que são focadas. Por isso, concentração, precisão e controle dos movimentos são essenciais para alcançar resultados significativos em um tempo mais curto do que o esperado. O Pilates conta com mais de 500 exercícios que vão dos níveis básico ao avançado e devem ser executados sob orientação profissional. 
Os exercícios são aplicados de acordo com as necessidades do indivíduo. Aos poucos os movimentos tornam-se cada vez mais complexos, conforme o praticante evolui na técnica.
Para atingir os benefícios e ter uma melhor eficácia na série de atividades, essa técnica utiliza seis princípios que já foram citados em outra postagem, mas vele a pena reforçar: respiração, concentração, centro, precisão, fluidez e controle. 

Princípios

Respiração: ao realizar uma respiração completa, na expiração é expelido todo ar impuro e na inspiração é trazido o ar fresco, promovendo mais vitalidade ao corpo. Durante a fase de esforço, utilizamos a expiração  e a inspiração para preparar o movimento.

Concentração: é a conexão entre o corpo e a mente, garante o desenvolvimento da consciência corporal. O praticante deve colocar sua atenção em cada gesto. Com o objetivo de trabalhar o corpo, é necessário estar em sintonia com a mente, pois é ela que vai comandar a ação muscular. Para realizar um dado movimento, é necessário prestar a máxima atenção para ter uma execução plena e eficaz. 

Centro: centro de força (powerhouse) de onde se organizam os movimentos. Toda a energia requerida pela execução de exercícios é iniciada no centro de força, fluindo para as extremidades e garantindo a estabilidade da coluna.

Precisão: para usufruir na totalidade dos benefícios dos exercícios de Pilates, é necessário que se preste atenção em cada detalhe, executando as poses de modo preciso. A qualidade do exercício é mais importante que a quantidade.

Fluidez: a execução do exercício é feita de forma fluida e harmoniosa. Os movimentos são contínuos e ritmados, evitando, assim, tensão, rigidez e mal- estar. 

Controle: é a essência do método, pois, quando o trabalho é feito a partir do centro e com alta contração, terá como resultado o controle total do movimento a ser executado. A realização plena do movimento evita lesões e gera resultados positivos. 

Benefícios

Diversos são os benefícios do Pilates, seja para a mente, seja para o corpo. Entre eles, estão: condicionamento do corpo, melhora da capacidade cardiorrespiratória, com desenvolvimento da função e eficiência pulmonar e melhora da circulação; aumento da força; elasticidade muscular e mobilidade articular; alívio do estresse e da tensão; otimização do desempenho esportivo; melhoria do desempenho sexual; melhoria das funções neuromusculares; despertar da consciência e controle corporal, permitindo uma conduta postural correta; diminuição da porcentagem de gordura corporal; aumento da densidade óssea; melhoria do estado geral de saúde. Além disso, estão inclusos; aumento da estabilidade para a pélvis e os ombros; prevenção de doenças e reabilitação física; mais equilíbrio e coordenação; alívio de dores; promoção do bem-estar; integração entre corpo, mente e espírito. 

Aparelhos

Para a execução dos exercícios, Joseph Pilates desenvolveu aparelhos apropriados para o seu método: o cadillac, o reformer, a cadeira e o barrel.

Cadillac: inspirado nas camas hospitalares do campo de concentração na Primeira Guerra mundial, quando Pilates adaptou alguns acessórios como alças e molas. As barras e os diversos acessórios auxiliam na execução dos movimentos para praticantes saudáveis ou na reabilitação de lesões. Praticantes em níveis avançados utilizam as barras de ferro localizados na parte superior do equipamento, similar às barras paralelas utilizadas por ginastas em suas acrobacias. Foi desenvolvido para corrigir e estimular novas formas de equilíbrio, desenvolver força, flexibilidade, mobilidade articular e estabilidade a a partir do centro de força. Há mais de 80 possibilidades de exercícios, além de suas variações.


Reformer: composto por molas, alças e tiras de couro (que hoje são cordas), funciona como um carro que corre sobre uma plataforma de madeira. A resistência das molas pode ser alterada para diminuir ou aumentar a potência, dificultando ou facilitando a execução dependendo de cada movimento. Existem cerca de 100 exercícios diferentes que podem ser executados : deitado, ajoelhado, sentado e de pé.



Cadeira: utilizando a resistência das molas, a wunda chair foi inspirada no trabalho de artistas de circo. Ele permite uma ampla variedade de movimentos, exigindo fortalecimento, flexibilidade muscular, controle do equilíbrio e alinhamento corporal.
É possível trabalhar em várias posições: sentado, deitado, apoiado nos joelhos, em frente, atrás ou em pé sobre ela , fazendo da cadeira o mais funcional dos aparelhos. As molas podem ser alteradas conforme o exercício e a intensidade.


Barris: o small barrel (conhecido como meia- lua), é o menos deles. Já o ladder barrel foi inspirado no aparelho "cavalo" da ginástica olímpica. Os exercícios nos barris trabalham no alongamento axial e na descompressão discal, além de promover alinhamento e equilíbrio entre os grupos musculares do tronco, corrigindo maus hábitos posturais. Pode-se trabalhar em decúbito dorsal , ventral, em cima e na lateral. 



História do Pilates no Brasil

No Brasil, o método chegou apenas nos anos 1990, na Bahia, sob a iniciativa de Alice Becker, hoje diretora da Physio Pilates, a primeira brasileira a se certificar para instrução do Pilates. A dançarina Ruth Rachou, em 1993, trouxe a técnica para o espaço de dança Ruth Rachou em São Paulo. Em 1994, Maria Cristina Rossi Abrami, certificada pelo Physicalmind Institute, nos EUA, iniciou as suas atividades com pilates em São Paulo, no centro de Ginástica Postural Angélica (CGPA). Em 1996, Inélia Garcia, após ter feito a sua certificação com Romana Kryzanowska, iniciou também em São Paulo os trabalhos com a técnica de Pilates. Licenciada pelo The Pilates Studio, Inélia promove cursos de formação no Brasil. Já Elaine de Markondes é responsável pela difusão do pilates em Curitiba desde 1997.
A Metacorpus iniciou sua marcante e inovadora trajetória no ramo do método Pilates em 2002, na cidade do Rio de Janeiro. Naquele ano, os fisioterapeutas Michel Henriques Salgado e Sérgio Machado Cunha, com muita coragem, vontade de acertar e sem medo de arriscar, produziram os seus próprios aparelhos para a prática de exercícios e, com um primeiro e notável diferencial no mercado, introduziram o uso de aço inoxidável nas partes metálicas dos equipamentos. O grande sucesso alcançado durante a festa de inauguração, inclusive com encomendas de aparelhos, levou os profissionais a vislumbrarem a possibilidade de produzir os equipamentos com excelência, qualidade e preços mais acessíveis aos praticados no mercado. 
Sergio e Michel começaram a obter excelentes resultados no tratamento de patologias aplicando o Pilates como técnica. Resolveram, então, montar um curso que possibilitasse aos profissionais da área da Saúde a formação em Pilates e, consequentemente, a difusão da técnica para tratamento de pacientes e como ferramenta de condicionamento físico. 
Com o passar do tempo, a Metacorpus cresceu e tornou-se uma das principais empresas especializadas na técnica do Pilates, tratando patologias e ministrando cursos e aulas em studios espalhados pelo Brasil. Hoje, a empresa opera em 15 estados brasileiros com cursos regulares e possui studios próprios em várias das principais capitais destes estados. 
Com sede própria na cidade do Rio de Janeiro, a empresa produz atualmente três linhas de produtos para Pilates: Clinical, Elite e Padrão. Os produtos Metacorpus são reconhecidos pela excelência e qualidade e utilizados por todo o mercado Latino Americano e também por clientes da América do Norte, Europa e África. 
O Know How no manejo do aço inoxidável vem de longa data, tanto é que a Metacorpus também fabrica móveis e estruturas pré-concebidas em aço inoxidável. Neste ramo de atividade a Metacorpus interage com profissionais das áreas de engenharia, arquitetura e decoração que possuem mais de 20 anos de experiência no manejo das matérias primas essenciais (aço inoxidável e madeiras maciças). Contamos ainda com profissionais das áreas de Fisioterapia, Educação Física, Fonoaudióloga, Pedagogia, Engenharia, Contabilidade, Administração, Arquitetura, Dança, Decoração, Comunicação e Direito que enriquecem a empresa com idéias e mantêm a qualidade dos produtos e serviços prestados. 
A Metacorpus perseguirá continuamente suas metas de promover o bem estar físico e mental de seus clientes através do Método Pilates e fornecer produtos e serviços que viabilizem ao profissional da área de saúde aplicar o Método Pilates. Para tal se coloca no mercado da saúde como referência para produtos e serviços para o método Pilates. 


Para informações na compra dos aparelhos e na realização dos cursos, entrem em contato com  a Central da Metacorpus: 0800-2826051.

                            

Fonte:
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O cérebro preparado para aprender




Estudando para provas?? Comece pensando em como atingir seu "estado de aprendizagem"
Até o momento, os neurocientistas têm-se centrado na identificação das estruturas cerebrais ativadas durante o processo de aprendizado. "Mas ninguém olhou para o estado de preparação" diz John Gabrieli doMassachusetts Institute of Techonology (MIT). "A ideia é identificar, antes do evento, se o cérebro estrá preparado para aprender".
Gabrieli e colaboradoes usaram a Ressonância Magnética Funcional de varredura para monitorar a atividade do cérebro de 20 voluntários e verificar se o cérebro de fato entra em um "estado de aprendizagem". Foram apresentadas 250 imagens, uma de cada vez, e foi pedido aos voluntários que as memorizassem. Duas horas depois, as imagems foram mostradas novamente aos voluntários, no entanto elas foram misturadas com outrs 250 imagens novas. Foi solicitado aos voluntários que lembram-se quais as imagens foram vistas no primeiro momento.
Olhando os resultados, a equipe ficou surpresa ao descobrir que momentos antes das imagens que foram lembradas serem apresentadas aos voluntários foi verificado baixo nível de atividade na área parahipocampal - região conhecida por ser altamente ativa durante a aprendizagem. "Talvez o fato desta região estar menos ativa signifique que houve uma 'limpeza' - ou seja, esta região estava mais aberta para o estímulo provocar uma resposta", sugere Gabrieli.
Para investigar mais profundamente, a equipe tentou melhorar o escore de teste de memória subsequente dos participantes através da apresentação de imagens apenas quando eles apresentassem esse padrão de atividade cerebral (baixo nível de atividade na área parahipocampal). "Houve uma melhora em torno de 30% na tarefa de memória", diz Gabrieli (NeuroImage, DOI:10.1016/l.neuroimage.2011.07.063).
A equipe do MIT está trabalhando agora em uma maneira de monitorar essa "preparação para aprender" usando eletroencefalografia (EEG) - uma técnica de monitoramento cerebral mais portátil e mais barata. A ideia de Gabrielli é tornar o aprendizado mais eficiente, e seletivamente ensinar o cérebro preparado. "Você poderia imaginar um sistema de aprendizagem baseado em computador que pararia quando o cérebro não estivesse preparado para aprender, e reiniciar o aprendizado quando ele estiver", diz ele.
Leonardo Cohen, do National Institute of Health (NIH), em Bethesda, Maryland, acredita que o próximo passo seria recompensar esses indivíduos para ajudá-los a entrar nesse estado de preparação por vontade própria. "Otimizar estas regiões do cérebro seria uma forma mais sofisticada de se aproximar de uma tarefa de aprendizagem", diz Cohen. "É uma ideia muito emocionante".
Uma terceira abordagem seria encontrar uma maneira de estimular o mesmo padrão no cérebro de uma pessoa. Já foi mostrado que a estimulação cerebral usando correntes elétricas pode impulsionar uma série de funções cognitivas. Esta técnica poderia nos ajudar a nos tornarmos melhores alunos?
"A combinação de estimulação cerebral com a abordagem de Gabrieli poderia levar o desempenho a um nível mais alto", diz Cohen. Ele sugere ensinar o indíviduo, uma vez que ele esteja no estado de preparação, e, em seguida estimular áreas do cérebro conhecidas por estarem envolvidas na consolidação da memória para fortificar o processo de aprendizagem: talvez o melhor na otimização do cérebro.

FONTE: www.newscientist.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Diferentes formas de contração muscular durante a prática do Pilates



A estimulação neural de um músculo faz com que os elementos contráteis de suas fibras tentem encurtar-se ao longo do eixo longitudinal. Os termos isométrico e estático descrevem a atividade muscular sem qualquer modificação perceptível no comprimento das fibras musculares. Uma contração muscular dinâmica produz movimento do esqueleto. As contrações concêntricas e excêntricas representam os dois tipos de contrações musculares dinâmicas.


  • A contração concêntrica ocorre quando o músculo se encurta e observa-se movimento articular à medida que a tensão aumenta.

 

A figura ilustra uma contração concêntrica no item (a) ao elevar um haltere da posição do cotovelo estendido para a posição fletida. Outrossim, ao levantar um garfo para levar o alimento do prato para a boca torna-se necessária uma contração concêntrica do músculo bíceps. 

  • A contração excêntrica ocorre quando a resistência externa ultrapassa a força muscular e o músculo se alonga à medida que a tensão aumenta no item (c). O peso é abaixado lentamente contra a força da gravidade. À semelhança da analogia para o alimento em uma contração muscular concêntrica, a volta do garfo para o prato envolve uma contração excêntrica do músculo bíceps. As fibras musculares (mais especificamente, os sarcômeros) dos músculos das extremidades superiores se alongam numa contração excêntrica para evitar que o peso (ou o garfo) caia sobre a superfície. No levantamento de pesos, com bastante frequência os músculos agem excentricamente quando o peso retorna lentamente para a posição inicial a fim de dar início a uma nova contração concêntrica (encurtamento). A contração muscular excêntrica durante essa fase da "recuperação" representa um acréscimo para o trabalho total e a eficácia da repetição do exercício.
  • A contração isométrica ocorre quando um músculo gera força e tenta encurtar-se mas não consegue superar a resistência externa. Do ponto de vista da física, este tipo de contração muscular, não produz qualquer trabalho externo. Uma contração isométrica (estática) pode gerar uma quantidade considerável de força apesar da ausência de alongamento ou de encurtamento perceptivo dos sarcômeros musculares e do subsequente movimento articular.
O termo isotônico, que deriva da palavra grega isotonos (iso significa o mesmo ou igual, tonos significa tensão ou esforço), refere-se comumente às contrações musculares concêntricas e excêntricas, pois ocorre um movimento em ambos os casos. Este termo carece de precisão quando aplicado à maioria das contrações musculares dinâmicas que envolvem movimento; a capacidade efetiva do músculo de gerar força varia continuamente quando o ângulo articular se modifica através da ADM.

Por isso no Pilates da Metacorpus trabalhamos com foco nessas contrações juntamente com a respiração. Inspirar para preparar o movimento, expirar na fase concêntrica, parar no final desta fase, manter uma isometria puxando o ar e na fase excêntrica que também é de grande importância, realizaremos o movimento retornando para a fase inicial durante a expiração. O aluno mantendo a Power House que foi citada no post anterior e fazendo essas fases da contração controlando o movimento, ganhará estabilização do centro e principalmente terá segurança e conforto na realização dos exercícios, livre de dor e de qualquer compensação.  

Fonte:
  •  McArdle W.D., Katch F.I., Katch V.L., Fisiologia do Exercício, 6ª edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2008. 
Imagens:
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ron Fletcher



Um dos primeiros alunos do próprio Joseph H. Pilates e bailarino de Martha Graham, em Nova York, Fletcher abriu seu próprio estúdio e agregou elementos importantíssimos ao método original, os quais são usados até hoje no mundo todo.

Biografia
Nascido em 1921, na pequena Dogtown na fronteira entre Missouri e Arkansas, em sua tenra idade sua única visão era um horizonte distante. Porém, no final de sua adolecência, com uma pequena educação formal e nada mais do que alguns dólares no bolso, um casaco e um coração repleto de sonhos, ele deixou a zona rural do sul em busca das luzes e uma promessa, em Nova York City.
A princípio, ele trabalhou como redator publicitário e outros trabalhos chatos, mas um concerto de dança mudou a trajetória de sua vida e o levou ao seu primeiro grande chamado: a Dança. Com formação zero em dança, mas em mesma intensidade de certeza, confiança e determinacão, Ron foi capaz de persuadir a grande Martha Graham a aceita-lo em sua companhia de dança. Trabalhando com ela e mais tarde com o grande coreógrafo Yeichi Nimura -, Ron encontrou a maior inspiração criativa de sua vida. Durante esse período, uma lesão no joelho o levou a sua outra grande inspiração: o casal Joseph e Clara Pilates.
O Pilates em sua vida
Durante seus 30 anos de carreira no mais alto nível da indústria do entretenimento, que inclui, em sua maioria, coreografias de produções da Broadway, filmes em Hollywood, o International Ice Capades, clubes noturnos e cabarets de Chigado a Paris e Nova Orleans, o trabalho de Ron com Joseph e Clara Pilates foi constante e para o qual voltava ano após ano.
Através da luta e vicissitudes da indústria do entretenimento, bem como através dos desafios pessoais de alcoolismo intenso, Ron Fletcher continuou a trabalhar e aprender com o casal Pilates. Eles foram seus professores e mentores, e ele seu discípulo e protegido. De 1968 a 1971 – após a morte de Joseph Pilates – Ron estudou com Clara Pilates, foi quando ele começou a forjar a idéia de se engajar para o resto de sua vida ao desenvolvimento, evolução e disseminação do método Pilates.
Pilates ganha o mundo
Em 1971, em seu movimento para a preservação do método Pilates e levar para o mundo experimentar, Ron abriu o seu primeiro estúdio de Pilates na costa oeste, em Beverly Hills, Califórnia. Uma vez lá, ele foi saudado pela imprensa local e nacional como um guru de fitness e devido à publicidade que recebeu, abrir seu estúdio foi nada menos que fenomenal. Em 1978, ele publicou seu livro “Every Body Is Beautiful”, que recebeu diversas críticas. Encorajado por Clara, ele continuou a desenvolver o método Pilates, incorporando conceitos e técnicas, como a Respiração Percussiva, Fletcher Towelwork, Floorwork e Barrework.
Em 2003, Ron foi autorizado e, assim, aprovou o The Ron Fletcher Program of Study (Programa de Ron Fletcher de Estudo – em tradução livre), um currículo abrangente e uma escola desenvolvida a fim de divulgar sua visão única do método Pilates. O Programa recebeu licenciamento formal do estado em 2007 e é atualmente ensinado em cinco campi nos Estados Unidos, bem como em 8 países ao redor do mundo.
Ron deixa saudades e súditos
Ron Fletcher era um professor generoso e espirituoso, um mentor sempre disponível, uma alma dotada com um coração de leão. Um mestre guiado unicamente pela graça de seu poder divino superior. Amado por todos à sua volta, amava profundamente em troca.
Seus olhos azuis nunca deixou de piscar, a sua mente brilhante nunca falhou, ele sempre estava alerta até o fim. O mundo perde um grande visionário e amoroso mestre e os céus ganham uma alma generosa e amada.
Uma homenagem à sua memória está programada para o dia 5 de Maio de 2012 em Tucson, no Arizona.
A pedido de Ron, doações podem ser feitas, em sua memória, para sua causa animal preferida. Ron faleceu de causas naturais, no dia 6 de dezembro de 2011.
Fonte: 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Turma do curso de formação em Pilates Metacorpus RJ- Janeiro de 2012

Parabéns aos novos instrutores de Pilates da Metacorpus- RJ. Muito sucesso!!

Diego Ramon e Silvana Souza



domingo, 29 de janeiro de 2012

Power house - Pilates


Princípios do método de Pilates:

1. Concentração: mente e corpo interagindo.
2. Controle
3. Centro: Power House e alongamento axial.
4. Movimento fluido
5. Precisão
6. Respiração: preparar o movimento na inspiração e execução do movimento na expiração.

Vamos dar mais ênfase no 3º e 6º princípio, no centro, na nossa casa de força o "POWER HOUSE" e a respiração durante a prática do Pilates.

Músculo reto do abdome

Os dois músculos do reto do abdome formam duas faixas musculares estendidas na face anterior do abdome, de um lado e de outro da linha mediana.
Suas inserções superiores se efetuam nas quinta, sexta e sétima cartilagens costais, assim como no processo xifóide. 
A espessa faixa muscular que se segue às suas inserções, estreita-se gradualmente, intercalada por intersecções tendíneas: duas intersecções acima do umbigo, uma na altura do umbigo e uma abaixo. O músculo reto do abdome é então um músculo poligástrico. A largura do corpo muscular é nitidamente menor abaixo do umbigo para dar origem a um potente tendão que se fixa na margem superior do púbis, na sínfise púbica, enviando expansões para o lado oposto e em direção aos adutores. Os dois músculos retos do abdome são separados, na linha mediana, por um espaço mais largo acima do umbigo que abaixo: a linha alba.
Eles estão contidos em uma bainha aponeurótica, a bainha do músculo reto do abdome, formada pelas aponeuroses de terminação dos músculos largos das parede abdominal. 
A tonicidade dos grandes retos do abdome é, certamente, responsabilidade por manter o esterno vertical, enquanto o transverso controla a abertura do ângulo do Charpy e também o excesso de elevação do tórax inferior. 
Tudo que foi citado reproduz-se a cada contração inspiratória do diafragma. Notemos que todos os músculos ativos nessa ação fazem parte de um mesmo encadeamento musculoaponevrótico, descrito por Godelieve Denys- Struyf sob o nome de cadeia póstero- anterior (PA).

Músculo transverso do abdome

Os músculos transversos do abdome formam a camada mais profunda dos músculos largos da parede abdominal. Eles se inserem posteriormente no ápice dos processos transversos das vértebras lombares.
As fibras musculares horizontais caminham em sentido lateral e diretamente anterior e contornam a massa visceral.
O transverso do abdome controla a pressão intra-abdominal e a dirige para cima na inspiração, o que contribui para a ereção do tronco, de um lado, e evita o excesso de pressão na pequena bacia, de outro.
Ele suspende o esterno ao resto da caixa torácica, mas podemos também dizer que ele controla a elevação das costelas relativamente ao esterno.
Nos casos de tensão excessiva, ele pode entravar consideravelmente o jogo das costelas. 


Adutores e assoalho pélvico

Os feixes proximais dos adutores tem a ação e fáscia comum com a musculatura do assoalho pélvico. Na conscientização da contração do assoalho pélvico, essas fibras proximais agem como sinergistas para a contração e manutenção da mesma, para a prática do Pilates.



A fase expiratória

Ela corresponde ao relaxamento das ações musculares descritas acima, com exceção da vigilância vertebral. Em particular da região cervical. 
O que costumamos chamar de complacência torácica e que está, para citar Kapandji, "diretamente ligada à elasticidade dos elementos anatômicos do tórax e dos pulmões", leva a caixa torácica à sua posição inicial assim que ocorre o relaxamento das ações musculares descritas. 
Para melhor compreender este fenômeno, convém se deter um instante na fisiologia costal: o arco costal articula-se posteriormente com o disco intervertebral e a apófise transversa da vértebra inferior. Está articulado na frente como esterno por intermédio da cartilagem costal. 
As quatro primeiras costelas têm uma cartilagem própria cada uma, enquanto da 5ª à 10ª costela elas têm uma cartilagem em comum. As duas últimas não se articulam na frente (flutuantes).

A respiração forçada

A partir do que ocorre na respiração dinâmica natural, dois outros conjuntos musculares secundários vão intervir na respiração forçada. 
Quando aumentam as necessidades de oxigênio, a respiração forçada requer a intervenção de outros músculos, alguns dos quais pertencem a essas duas cadeias. Estes, como veremos, são recrutados a partir da ação dos músculos eretores da coluna vertebral e por intermédio de "músculos de revezamento" ou de ligação.

A respiração para reeducar


A respiração natural reflexa, como define Godelieve, necessita de uma grande liberdade articular e portanto, muscular, na caixa torácica e no conjunto do corpo. 
Em certos casos, somos levados a recorrer, no início do tratamento, a certas maneiras de respirar, não para educar, mas para liberar o corpo de suas tensões ou para obter uma ganho de mobilidade nas articulações torácicas. 
Quando um Mezierista pede ao paciente para estufar a barriga na expiração. Não se deve ver nisso um aprendizado de como respirar corretamente, mas simplesmente um modo se obter um certo aumento da mobilidade torácica para baixo. Essa é a respiração paradoxal do diafragma, para Françoise Mézières, todos os indivíduos tendem a estar bloqueados em inspiração. O expirar facilita o relaxamento pelo alongamento dos músculos envolvidos no bloqueio torácico em posição inspiratória. É por esta razão que, no método Mézières e o Pilates da Metacorpus, o tempo forte, ativo, é a expiração. Porém, por vezes, isso leva certos pacientes a pensar que somente a expiração é ativa. Trata-se na verdade de ganhar mais amplitude para a expiração e ter uma melhor ativação do Power House. 
Os músculos do Power House que se situam na região abdominal são os mesmos utilizados na manobra de valsalva. O que é manobra de valsalva? É uma manobra fisiológica onde se aumenta a pressão intra-abdominal fechando a glote, os esfíncteres  que ao  mesmo tempo utilizam as musculaturas do transverso e do reto abdominal para expulsão forçada do ar, assim aumentando a área de contato das descargas de peso efetuadas pela coluna lombar. Apesar desta manobra apresentar compensações fisiológicas negativas, ela é utilizada de forma instintiva quando se levanta um peso com os membros superiores do chão efetuando uma flexão do tronco.
Esta posição é uma postura onde o braço fixo da alavanca tende a resistir a um torque de 6 a 8 vezes maior do que o normal, incidindo vetores de força sobre o disco intervertebral L5-S1. A manobra entra neste momento servindo de suporte para a diminuição em até 50% do impacto compressivo e de cisalhamento proporcionado por esta alavanca. 
Considerando que a valsalva se utiliza de uma restrição expiratória total, o power house usa os mesmos músculos expiratórios efetuando uma expiração longa e controlada. Desta maneira, preconizando uma maior ativação deste grupo muscular citado, e se beneficiando da vantagem mecânica que o aumento da PIA proporciona quanto a diminuição do impacto da coluna lombar durante a estática e a dinâmica. Segundo Kapandji, simplesmente a manobra associa o fechamento da glote e de todos os orifícios abdominais, transformando, assim, a cavidade tóraco-abdominal numa cavidade fechada para a contração mantida dos músculos expiratórios e, especialmente, dos músculos abdominais. Deste modo, a pressão aumenta notavelmente na cavidade tóraco-abdominal e a converte numa viga rígida situada na frente da coluna vertebral que transmite as forças à cintura pélvica e ao períneo.
Neste mundo desumanizado, o homem, condenado a viver excessivamente no agir, não mais respira. As tensões musculares acumuladas progressivamente o encadeiam e entravam o jogo diafragmático. Toda emoção influi diretamente sobre o ritmo cardíaco e respiratório, assim como sobre o equilíbrio das pressões entre as duas cavidades, torácica e abdominal. 
O diafragma encontra-se entre os primeiros músculos afetados pela emoção. Ele também é atingido pela melancolia, pelo medo, pela angústia, pela cólera. Somente a alegria o libera. 
Certas expressões populares são reveladoras: 
"manter a respiração em suspenso"
"cortar a respiração"
"ficar sem fôlego"
"ficar sem ar".
Dizemos também a alguém que nos contraria: "me deixe respirar"!
Enfim, quantas coisas escondidas ressurgem frequentemente no momento da liberação do diafragma , criando embaraçosos ao terapeuta manual e necessitando, às vezes, de um acompanhamento psicoterapêutico paralelo. O diafragma, não seria como um vídeo gravado que contém a história da pessoa?  Essa história pode sufocá-la inconscientemente, e o corpo então necessita trapacear para poder ainda respirar. 
Liberar a respiração, não seria isso uma primeira etapa para a comunicação?
Então, respire adequadamente, contraia os músculos durante toda a prática do exercício de Pilates, fale isso com o seu instrutor, peça que ele explique como deve contrair o Power House, que isso vai dar proteção, segurança durante a prática e evitar lesões futuras ou ganho de estabilização que precisa ter para alívio das dores. 

Fonte:

  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008. 
  • .Campignion F., A Respiração para uma vida saudável, Summus 2ª edição, São Paulo 1998.
Imagens:
  • Google



 
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