domingo, 11 de dezembro de 2011

Curso de Formação em Pilates Metacorpus RJ- Janeiro de 2012


Curso de Formação - Rio de Janeiro - RJ

Pilates: Uma visão atual na área da saúde


Meta do curso: Proporcionar aos profissionais da área da saúde uma nova visão sobre o mercado de atividade física e qualidade de vida, através de exercícios que conciliam condicionamento físico e terapia corporal com a finalidade de reequilibrar o corpo e cuidar de vários tipos de patologias músculo esqueléticas.

Podem participar do curso os profissionais e estudantes (a partir do 6°período) das áreas de Fisioterapia e Educação Física, e profissionais de áreas afins com consulta prévia à Metacorpus.

Inauguração do Novo Studio Metacorpus Pilates!


Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.
Turma de Janeiro de 2012:
20, 21 e 22 de Janeiro de 2012, Módulo I
27, 28 e 29 de Janeiro de 2012, Módulo II

Atenção! Ganhe 5% de desconto, fazendo sua reserva até 30 dias antes do início do curso

Carga horária: 120 a 200 horas/aula*
  • 80 horas/aula – 2 módulos teórico/práticos (de sexta a domingo em dois finais de semana)
  • 40 horas/aula - estágio supervisionado obrigatório
  • 80 horas/aula – estágio supervisionado opcional (sem custo adicional, desde que dentro do prazo)
* A hora/aula definida pelo MEC equivale a 45 minutos.

Prazo total para realização do estágio - 3 semanas para conclusão a contar da data inicial do curso, em dias de semana. 


O curso é ministrado de sexta a domingo, das 08:00 às 18:00. Durante os intervalos é servido coffee break. 

Conteúdo programático:
  • Princípios do Método
  • Avaliação Postural
  • Biomecânica dos Movimentos e seus diferenciais perante outras atividades.
  • Ações das cadeias musculares nos exercícios
  • Exercícios de Solo
    • Bola
    • Meia lua
    • Rolo
  • Exercícios nos aparelhos
    • Reformer
    • Cadeira
    • Wall unit
    • Trapézio
    • Ladder barrel
  • Exercícios para Propriocepção e Tração articular (Teórico-Prático)
  • Patologias
    • Abordagem Fisiológica e biomecânica
    • Principais patologias de coluna, ombro, quadril, joelhos, tornozelo
    • Indicações e contra-indicações dos exercícios
    • Estudos de casos clínicos reais
  • Técnicas para montar uma Aula
    • Objetivos
    • Diferenciação e adaptações dos exercícios
    • Dinâmicas de aulas com até 3 alunos
    • Público especial: Gestantes, Hipertensos, Atletas.
  • Associação de Técnicas de mobilização articular, kabat e RPG aplicadas ao Método Pilates.
  • Medicina preventiva
  • Como Montar um Studio
  • Estratégias de Propaganda e Marketing
  • Logística
  • Consultoria em Mercado de Trabalho
  • Avaliação


Equipe Ministrante: 
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos. 

Instrutores supervisores:

Dr. Michel Henriques Salgado

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Fisioterapeuta do Inst. Nac. de Traumato-Ortopedia – INTO
  • Fisioterapeuta do Centro de futebol Zico de 2000 a 2002
  • Pós-graduado em Acupuntura
  • Formação em: Fisioterapia, Pilates, Kabat, Mulligan, Estabilização segmentar vertebral, Método Klein, Taping e Kinésio Tape.
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo

Dr. Sérgio Machado Cunha

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Formação em: Fisioterapia – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo Gestão na Saúde, séries ISO 9000, 9001, 9002 – Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Ferramentas da qualidade e Índices de desempenho - Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Curso de Chefia e Liderança – Renato Carneiro – UERJ
  • Trabalhos apresentados em Ergonomia e DORT - IBMR
A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade. 

Informações Complementares 

Os participantes receberão material didático impresso e certificados quando da conclusão do curso. 

OBS: Os certificados só serão emitidos mediante o mínimo de 75% de freqüência, avaliação teórica e prática do conteúdo e o cumprimento total da carga horária de estágio supervisionado. 

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes. 


Para garantir sua vaga entre em contato com a equipe de pilates metacorpus Copacabana-RJ:


Diego Ramon: diego@metacorpus.com.br
Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com

Curso de Formação em Pilates nov/dez 2011





Fechamos o curso de pilates da Metacorpus do ano de 2011 com chave de ouro.
Parabéns turma, bem vindos ao mundo de pilates e também pela dedicação, vocês vão longe!!
Uma homenagem da equipe de pilates Metacorpus Copacabana-RJ.


Diego Ramon e Silvana Souza

SGA- Stretching global ativo

Passei por uma experiência muito boa essa semana com o curso de SGA do Souchard, são auto posturas que trabalham o stretching (alongamento) de determinados grupos musculares e que ajudam a melhorar o desempenho de atletas ou de não atletas, mas que melhora o desempenho do indivíduo pela compreensão da biomecânica do seu gesto no esporte ou do seu posto de trabalho e dos principais elementos a serem alongados.
Quando se coloca tensão em cadeia muscular, sendo a pessoa perfeitamente global, apenas alguns gramas serão necessários para que se obtenha eficácia; o componente "tempo" colocado à disposição será utilizado e, para conseguir esse alongamento, será preciso dosar com critério a noção de quantidade e a de qualidade de alongamento num fundo expiratório.
O Stretching Global Ativo, é o único que inclui alongamentos globais provenientes de uma técnica de reeducação, hoje em plena expansão. Esses modos de alongamentos vêm amadurecendo há mais de vinte anos e agora se tornam operacionais.
Foi preciso voltar a encontrar alongamentos que fossem suaves, e não doloridos, com forças homeopáticas, e não com pesos, tudo isso segundo uma visão global.

Evolução

Há trinta anos, começava-se a descobrir os alongamentos, em que eram utilizados principalmente os movimentos circulares ou de pêndulos dos membros superiores e inferiores.
Depois houve época do stretching (do inglês stretch, quer dizer, alongar). De fato, tratava-se de um modo mais lógico de conceber o alongamento; chegava-se, enfim, à compressão segundo a qual era necessário
introduzi-los para a preparação física dos esportistas e até mesmo para o seu bem-estar.
Certos animais nunca descuidam de seus momentos de alongamentos.
Como todas as atividades solicitam os músculos do corpo, tanto os dinâmicos quanto os estáticos, a prática da flexibilização atenuará os efeitos da contração.
Como consequência dessa contração, o gesto terá menos amplitude, menos facilidade e, assim, menos eficácia. O atleta deverá aumentar seu treinamento para manter o mesmo nível, ou anular os inconvenientes alongando-se. A flexibilidade do músculo permitirá uma melhor contração e utilização para executar seu movimento.
Chegar a estirar além do ponto de rigidez de um grupo muscular é, ademais, suficientemente complexo, já que isso deve ser feito em sentido oposto a todas as fisiologias do músculo e evitando todas as compensações, a fim de justificar a manutenção prolongada em postura de alongamento. Em relação à duração do esforço, o tempo de trabalho realmente eficaz reduz-se a poucas penas.
A flexibilidade ideal é, portanto, aquela que nos permite obter as amplitudes articulares perfeitas em todos os níveis.
As compensações locais ou com repercussão a distância, que decorrem de uma atividade esportiva intensa, deverão ser atenuadas a fim de permitir a facilidade global do movimento em curto prazo e diminuir os riscos de desequilíbrio corporal em longo prazo. 
O relaxamento e o bem-estar serão interessantes tanto para os esportistas quanto para um sedentário. Frequentemente em uma sessão de fisioterapia, temos a impressão de ter falhado no plano fisiológico, com ganhos mínimos para os esportistas, e ele próprio acaba contando que teve um ótimo relaxamento global depois da sessão e que nunca se sentiu tão bem!
Não se pode afirmar que a prática do SGA permite evitar todos os acidentes musculares ou de articulação, mas ela pode diminuir bastante seus riscos. Nesses problemas, podem intervir muitos outros fatores, o estresse, o equilíbrio psicológico, as predisposições genéticas etc, que poderão ser tratadas com uso de outras técnicas. 
Já coloquei em prática com meus alunos e o relato é de que se sentiram bem após a auto-postura. Para isso deve ser feito uma avaliação e encaixar com a necessidade de cada um.

Alguns exemplos de auto-posturas utilizadas no SGA:

Fonte:

  • Grau, N. SGA- A serviço do esporte, Stretching Global Ativo, 2003, coleção é saúde.
  • Souchard. P. Fundamentos do SGA- RPG a serviço do esporte, 2004, coleção é saúde.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Abordagem GDS na assistência ao trabalho de parto


A assistência ao trabalho de parto e ao parto determina a qualidade da experiência com o nascimento, tem repercussão na vida reprodutiva e sexual da mulher, no amadurecimento pessoal e na construção da maternidade.
O corpo ocupa o centro deste processo e neste sentido, a abordagem GDS tem a amplitude conceitual e metodológica para pensar e analisar o corpo em movimento, o corpo quanto história pessoal e campo da experiência pessoal. 
O método GDS por valorizar as diferenças pessoais inscritas no corpo sensório-motor favorece que o raciocínio clínico seja ampliado para a apreensão da pessoa e não só para o binômio disfunção-tratamento. Assim, a abordagem GDS favorece intervenções voltadas para a promoção de saúde, isto é, para autonomia da pessoa no cuidado de si e para a potência de cada um para estabelecer seu modo de viver.
Esses são princípios fundamentais quando se discute qualquer intervenção no corpo da mulher em trabalho de parto, pois gravidez e parto são expressões de saúde e da potência do feminino. Neste sentido, a assistência profissional deve ter qualidade de acompanhamento individualizado e com ações que antecipem riscos e sofrimento.
A assistência ao trabalho de parto está sempre vinculada às representações sociais ligadas ao parto em cada cultura. Adapta-se às múltiplas condições socioeconômicas e transforma-se com as mudanças históricas. 
Atualmente, a assistência ao parto é objeto de inúmeras condutas e motivo de controvérsias: discute-se o que deve ser deixado à ordem do natural e o que significam intervenções obstétricas necessárias; que práticas do passado devem ser mantidas, baseadas em evidências e que outras devem ser abandonadas; que tecnologias são apropriadas e respeitam a fisiologia feminina,; que procedimentos estão baseados em efetividade e segurança; se o saber científico responde por todos os saberes e deve se sobrepor às crenças e à cultura de cada mulher e o significado particular e pessoal da vivência do parto. 
A proposta de atuação fisioterapêutica durante o trabalho de parto situa-se no contexto da participação ativa e consciente da mulher, no respeito pelo corpo em seus aspectos objetivos e subjetivos, na independência motora que torna o corpo um instrumento ativo para facilitar o processo do trabalho de parto e do parto vaginal. 
A ação do fisioterapeuta no acompanhamento do trabalho do parto não é uma prática estabelecida entre nós, tampouco incluída no sistema único de saúde; as experiências são isoladas, com pacientes de clínica privada ou em maternidade-escola, ao contrário de países desenvolvidos onde o fisioterapeuta integra a equipe obstétrica. Em decorrência, há uma ocorrência, há uma carência de publicações brasileiras e faltam estudos em fisioterapia que demonstrem a mobilidade funcional para as exigências do trabalho de parto, contribuindo para a melhora da assistência ao trabalho de parto da mulher moderna.


Fonte:

  • Revista Olhar GDS- Reeducação das Lombalgias Crônicas, 2010.

Imagem:
  • Google

ALONGAR O CORPO TODO ATRAVÉS DO STRETCHING GLOBAL ATIVO


O Stretching Global Ativo (SGA) é uma derivação da Reeducação Postural Global (RPG), método revolucionário desenvolvido por Phillipe Souchard, que visa a prevenção e a correção de desvios posturais.

 
O SGA nasceu da necessidade de orientar atletas e técnicos quanto a melhor maneira de levar adiante os treinos e a prática desportiva, sem contudo prejudicar a estrutura física destes indivíduos. 

Criado por Phillipe Souchard em 1995, o SGA mantém os princípios do RPG, de forma a tirar o melhor proveito da fisiologia dos músculos envolvidos em cada modalidade esportiva, respeitando às características individuais dos atletas.

No SGA, a maneira de executar um alongamento decorre de determinados princípios anatômicos, biomecânicos e físicos. Esses princípios integram a base do trabalho de reeducação postural global.
 

O SGA é um alongamento progressivo 
e não forçado, 
aplicado de forma global e específica 
para cada pessoa. 

É global porque vários músculos são solicitados simultaneamente (inclusive os da respiração), sem que haja compensações em outras partes do corpo, ou seja, preservando o eixo e o espaço das articulações, as curvaturas da coluna e dos discos intervertebrais.

 
O SGA utiliza posturas de alongamento  com a duração de até 10 minutos cada postura. 


As sessões de 50 minutos podem ser individuais ou em grupo, com uma freqüência de no mínimo 2 vezes por semana. 


É indicado para todas as idades a partir da pré-adolescência.


Fonte: sbrpg

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pilates em 12 perguntas- Revista Época


Mitos e verdades sobre a prática que tem se espalhado pelas academias do país

BRUNO SEGADILHA

SAÚDE A atriz Regiane Alves num estúdio de pilates, no Rio. Ela diz que seu corpo ficou mais definido e que a prática melhorou sua postura  (Foto: Daryan Dornelles/ÉPOCA)
SAÚDE
A atriz Regiane Alves num estúdio de pilates, no Rio. Ela diz que seu corpo ficou mais definido e
que a prática melhorou sua postura (Foto: Daryan Dornelles/ÉPOCA)
Tudo o que Madonna faz vira moda. Com o pilates, isso levou mais de dez anos para acontecer. Na década de 1990, quando Madonna começou a mostrar sua incrível flexibilidade nos palcos, o público perguntava qual era a técnica que garantia à cantora movimentos precisos e coluna impecavelmente reta, mesmo nas posições mais bizarras, como de cabeça para baixo e com as pernas abertas em 180 graus. “É uma mistura de ioga e pilates”, dizia ela.
Os benefícios prometidos pela ioga já eram conhecidos. A curiosidade girava em torno do método criado pelo alemão Joseph Pilates no começo do século passado. Baseado no movimento dos animais e de crianças durante suas brincadeiras, Pilates – ou Papa Joe, como ficou conhecido nos Estados Unidos – criou uma série de exercícios com o objetivo de melhorar a própria saúde. Pilates sofreu de raquitismo e asma na infância. Com isso, chegou à idade adulta com um corpo franzino. Aos 32 anos, depois de adotar o método em si mesmo, passou a exibir um corpo de fazer inveja aos atletas mais bem treinados e a disseminar a prática entre amigos e conhecidos. A técnica envolve o fortalecimento da musculatura do abdome, que ele chamava de power house (ou casa de força, na tradução do inglês). A definição dos músculos, principalmente do abdome, a melhora na postura e o aumento da flexibilidade são alguns dos benefícios propagados pelos praticantes.
Karina Arruda na posição side lying, no aparelho de pilates chamado de barril  (Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)
Karina Arruda na posição side lying, no aparelho de pilates chamado de barril
A designer de 42 anos teve um diagnóstico de hérnia de disco. Nas crises, Karina não
conseguia levantar da cama. Hoje, pratica exercícios avançados e afirma ter abolido o uso de
analgésicos para aliviar as dores. 
(Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)

Antes de começar as aulas de pilates, achava normal tomar remédios constantemente"
KARINA ARRUDA 

Estima-se que existam mais de 8 milhões de alunos de pilates nos Estados Unidos, de acordo com os dados da Sporting Goods Manufacturers Association, entidade que reúne os maiores fabricantes de artigos esportivos. No Brasil, são 8 mil estúdios de pilates e, por ano, surgem mais de 200 novas casas. Os números são baseados nas vendas dos maiores fabricantes de aparelhos no país. 
Sérgio Sacchi no solo na posição chamada teaser  (Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)
Sérgio Sacchi no solo na posição chamada teaser
O empresário de 44 anos tinha lesões na coluna pelo excesso de esportes. Sacchi viu nos
exercícios de baixo impacto do pilates uma alternativa para continuar treinando.
O resultado, diz ele, foi um
corpo mais enxuto.(Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)

Sempre fui grande e sempre gostei de me exercitar. Uma das minhas preocupações era não ficar muito musculoso  "
SÉRGIO SACCHI 
A atriz Regiane Alves, de 33 anos, é adepta dos exercícios há cinco anos. Ela conheceu o método durante uma aula de ioga, quando o professor chamou a atenção para sua postura excessivamente curvada. Animada com os resultados, não parou mais. “Melhorou tudo no meu corpo: a postura, meu alongamento e meus músculos, que ficaram mais definidos.” 
Os alunos de pilates exibem uma série de benefícios objetivos da prática. Mas entre os argumentos dos entusiastas há alguns mitos. Há quem diga que o pilates evita crises de hérnia e faz crescer. O fortalecimento da musculatura do abdome pode diminuir o número de crises de hérnia, dependendo do local da lesão. Mas não há como garantir o fim de crises em qualquer pessoa, tampouco o fim de todas as crises. A reeducação postural pode ajudar alguém a recuperar centímetros que já tinha e estavam escondidos sob uma postura curva. Mas ele não adiciona tamanho à estrutura óssea. Entenda essas e outras questões 
1- Qual a diferença entre pilates e ioga?
A ioga é uma prática originada na Índia há mais de 5 mil anos. O pilates é uma técnica ocidental de cerca de 100 anos. Conhecida como um estilo de vida que prega a harmonia entre corpo, mente e espírito, a ioga tem um apelo metafísico. “Os exercícios são uma forma de elevação espiritual”, afirma Shakti Leal, coordenadora do espaço Nirvana no Rio. No pilates, equilíbrio e concentração são questões objetivas. Os movimentos de cada exercício são tão complexos, que é quase impossível executá-los sem uma boa dose de concentração. 
2- Pilates é feito no chão ou em aparelhos?
Nos dois. Nos aparelhos, as aulas geralmente são individuais. O aluno tem total supervisão do professor. As molas permitem que cada aparelho se adapte ao corpo e à postura do aluno, sem forçar demais nem machucar. Por esses dois motivos, as aulas com equipamentos são mais indicadas a quem tem algum tipo de lesão.


No chão, é possível fazer aulas em grupos maiores, embora os estúdios normalmente evitem lotar suas sessões. Nas academias, esse número pode chegar a 30 praticantes. Apesar de envolver movimentos livres e sem o auxílio de aparelhos, as aulas no chão, afirmam profissionais da área, não são mais difíceis nem exigem mais esforço. Os exercícios de solo e com aparelhos produzem os mesmos resultados.

3- O pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
 Não. Os exercícios do pilates fortalecem, mas não fazem os músculos crescer tanto quanto a musculação. O pilates trabalha mais com a repetição de movimentos e menos com o aumento das cargas. Além disso, as molas usadas nos aparelhos oferecem um tipo de exercício diferente dos executados na musculação. “As molas produzem resistência constante e movimentos precisos”, diz Isabel Sacco, professora de biomecânica da Universidade de São Paulo (USP). “Na musculação, a eficiência do movimento depende do ângulo correto de cada exercício.” Outra diferença é que os exercícios de pilates feitos no chão trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto na musculação cada exercício estimula, normalmente, um músculo por vez.


“O pilates me deu um corpo mais definido e menos inchado”, afirma o empresário Sérgio Sacchi, de 44 anos. Depois de descobrir três hérnias de disco, consequência de anos de exercícios sem alongamento adequado, tinha parado com as atividades físicas. Sacchi conheceu o pilates há dez anos. “Foi a alternativa que encontrei para me exercitar, depois dos problemas na coluna.”

4- Pilates cura hérnia e outros problemas na coluna? 
Não existe cura para hérnia ou outras lesões, mas há meios de atenuá-las e reduzir as dores. Médicos e fisioterapeutas indicam pilates como uma boa opção para quem tem lesões na coluna por causa dos exercícios de baixo impacto, do fortalecimento dos músculos abdominais e da correção de problemas posturais. “Indico a prática a meus pacientes, assim como recomendo a reeducação postural (RPG) e a fisioterapia tradicional”, afirma Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp.


A designer Karina Arruda, de 42 anos, recorreu ao pilates para cuidar da postura. Depois de sua primeira gravidez, há três anos, Karina começou a sentir dores e descobriu uma hérnia de disco. Por indicação médica, procurou as aulas de pilates e, depois de seis meses, parou com os analgésicos. “Não tomo mais nada”, diz. A dona do estúdio onde Karina treina, Luciana Araújo, diz que muitos alunos chegam por indicação médica.

5- Pilates evita lesões futuras?
Não. Para os especialistas, não há como comprovar que o fortalecimento da musculatura do abdome proteja a coluna contra novas lesões. “É uma besteira”, afirma Daniel Feldman, reumatologista da Unifesp. “O fortalecimento desses músculos não evita lesões.”  

  

6- Pilates emagrece?

Não necessariamente. Apesar de alguns exercícios exigirem um grande esforço físico, o objetivo do método não é a perda de peso. Para quem quer emagrecer, atividades aeróbicas são a melhor opção.  


7- Pilates faz crescer?

Não. O pilates não acrescenta centímetros mágicos à estrutura óssea de seus praticantes. Mas melhora a postura. Por causa da postura mais ereta, temos a impressão de que crescemos, porque andamos menos curvados. 

8- Quais são as variações do pilates?
É um assunto controverso entre os adeptos do método. Ao longo dos anos, os exercícios criados por Pilates foram incorporando novidades e se espalharam pelo mundo. Nas academias, o método ganhou adaptações, como swim pilates (na piscina), jumpilates (que alterna três minutos de pulos com um de pilates), iogilates (pilates e meditação). Os mais puristas afirmam que as variações da técnica criada por Papa Joe não são pilates. Assim, bolas e exercícios na água seriam uma deturpação da prática. “Estão usando o nome de um gênio da forma errada”, afirma Romana Kryzanowska, americana que se considera sucessora de Joseph Pilates. Mas Pilates nunca registrou seu método e Romana não foi sua única discípula.  


9- Pilates tem algum perigo? 

Assim como acontece com qualquer exercício, o pilates mal executado pode agravar as lesões de quem procura o método com fins terapêuticos ou mesmo causar novas lesões. “Cuidado com professores que defendam uma coluna completamente reta ou que peçam para o aluno ‘encaixar o quadril’, posição em que o quadril se move para a frente e a curvatura lombar tende a ficar mais reta”, afirma Isabel Sacco. Isabel explica que, ao tentar reverter a curvatura normal da coluna, diminuímos sua capacidade de resistir a cargas e a deixamos mais vulnerável a lesões.  

10- Como saber se a academia de seu bairro é séria?
A melhor maneira de se precaver na hora de escolher o estúdio ou a academia é verificar quem são os professores e quantas horas de aulas eles têm em sua formação. As principais instituições que emitem certificados no Brasil são reconhecidas pela Pilates Method Aliance, aliança internacional do método, e exigem um mínimo de 450 horas de aula. Esse número pode ser alterado para 360 horas de aula em cursos de especialização, como previsto pelo MEC. Os dois modelos são confiáveis. “Fuja de professores que tenham um workshop de fim de semana como único treinamento para dar aulas de pilates”, afirma Alice Becker, presidente da Aliança Brasileira de Pilates. 

11- Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa? 
Não. Crianças abaixo de 6 anos ainda não têm estrutura óssea, dos músculos e ligamentos completamente formados. Pessoas com osteoporose grave ou com lesões graves na coluna também não devem praticar. 

12- Existe algum limite para o número de aulas? 
Assim como na musculação, especialistas recomendam que os músculos descansem por 48 horas. Como no pilates a musculatura do core é sempre exercitada, o ideal é alternar os dias. Isso dá uma média de três vezes por semana.


Assista a vídeos de pilates
Sergio Sachi 
  






Karina Arruda 
  

 
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