terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pilates em 12 perguntas- Revista Época


Mitos e verdades sobre a prática que tem se espalhado pelas academias do país

BRUNO SEGADILHA

SAÚDE A atriz Regiane Alves num estúdio de pilates, no Rio. Ela diz que seu corpo ficou mais definido e que a prática melhorou sua postura  (Foto: Daryan Dornelles/ÉPOCA)
SAÚDE
A atriz Regiane Alves num estúdio de pilates, no Rio. Ela diz que seu corpo ficou mais definido e
que a prática melhorou sua postura (Foto: Daryan Dornelles/ÉPOCA)
Tudo o que Madonna faz vira moda. Com o pilates, isso levou mais de dez anos para acontecer. Na década de 1990, quando Madonna começou a mostrar sua incrível flexibilidade nos palcos, o público perguntava qual era a técnica que garantia à cantora movimentos precisos e coluna impecavelmente reta, mesmo nas posições mais bizarras, como de cabeça para baixo e com as pernas abertas em 180 graus. “É uma mistura de ioga e pilates”, dizia ela.
Os benefícios prometidos pela ioga já eram conhecidos. A curiosidade girava em torno do método criado pelo alemão Joseph Pilates no começo do século passado. Baseado no movimento dos animais e de crianças durante suas brincadeiras, Pilates – ou Papa Joe, como ficou conhecido nos Estados Unidos – criou uma série de exercícios com o objetivo de melhorar a própria saúde. Pilates sofreu de raquitismo e asma na infância. Com isso, chegou à idade adulta com um corpo franzino. Aos 32 anos, depois de adotar o método em si mesmo, passou a exibir um corpo de fazer inveja aos atletas mais bem treinados e a disseminar a prática entre amigos e conhecidos. A técnica envolve o fortalecimento da musculatura do abdome, que ele chamava de power house (ou casa de força, na tradução do inglês). A definição dos músculos, principalmente do abdome, a melhora na postura e o aumento da flexibilidade são alguns dos benefícios propagados pelos praticantes.
Karina Arruda na posição side lying, no aparelho de pilates chamado de barril  (Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)
Karina Arruda na posição side lying, no aparelho de pilates chamado de barril
A designer de 42 anos teve um diagnóstico de hérnia de disco. Nas crises, Karina não
conseguia levantar da cama. Hoje, pratica exercícios avançados e afirma ter abolido o uso de
analgésicos para aliviar as dores. 
(Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)

Antes de começar as aulas de pilates, achava normal tomar remédios constantemente"
KARINA ARRUDA 

Estima-se que existam mais de 8 milhões de alunos de pilates nos Estados Unidos, de acordo com os dados da Sporting Goods Manufacturers Association, entidade que reúne os maiores fabricantes de artigos esportivos. No Brasil, são 8 mil estúdios de pilates e, por ano, surgem mais de 200 novas casas. Os números são baseados nas vendas dos maiores fabricantes de aparelhos no país. 
Sérgio Sacchi no solo na posição chamada teaser  (Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)
Sérgio Sacchi no solo na posição chamada teaser
O empresário de 44 anos tinha lesões na coluna pelo excesso de esportes. Sacchi viu nos
exercícios de baixo impacto do pilates uma alternativa para continuar treinando.
O resultado, diz ele, foi um
corpo mais enxuto.(Foto: Rogerio Cassimiro/ÉPOCA)

Sempre fui grande e sempre gostei de me exercitar. Uma das minhas preocupações era não ficar muito musculoso  "
SÉRGIO SACCHI 
A atriz Regiane Alves, de 33 anos, é adepta dos exercícios há cinco anos. Ela conheceu o método durante uma aula de ioga, quando o professor chamou a atenção para sua postura excessivamente curvada. Animada com os resultados, não parou mais. “Melhorou tudo no meu corpo: a postura, meu alongamento e meus músculos, que ficaram mais definidos.” 
Os alunos de pilates exibem uma série de benefícios objetivos da prática. Mas entre os argumentos dos entusiastas há alguns mitos. Há quem diga que o pilates evita crises de hérnia e faz crescer. O fortalecimento da musculatura do abdome pode diminuir o número de crises de hérnia, dependendo do local da lesão. Mas não há como garantir o fim de crises em qualquer pessoa, tampouco o fim de todas as crises. A reeducação postural pode ajudar alguém a recuperar centímetros que já tinha e estavam escondidos sob uma postura curva. Mas ele não adiciona tamanho à estrutura óssea. Entenda essas e outras questões 
1- Qual a diferença entre pilates e ioga?
A ioga é uma prática originada na Índia há mais de 5 mil anos. O pilates é uma técnica ocidental de cerca de 100 anos. Conhecida como um estilo de vida que prega a harmonia entre corpo, mente e espírito, a ioga tem um apelo metafísico. “Os exercícios são uma forma de elevação espiritual”, afirma Shakti Leal, coordenadora do espaço Nirvana no Rio. No pilates, equilíbrio e concentração são questões objetivas. Os movimentos de cada exercício são tão complexos, que é quase impossível executá-los sem uma boa dose de concentração. 
2- Pilates é feito no chão ou em aparelhos?
Nos dois. Nos aparelhos, as aulas geralmente são individuais. O aluno tem total supervisão do professor. As molas permitem que cada aparelho se adapte ao corpo e à postura do aluno, sem forçar demais nem machucar. Por esses dois motivos, as aulas com equipamentos são mais indicadas a quem tem algum tipo de lesão.


No chão, é possível fazer aulas em grupos maiores, embora os estúdios normalmente evitem lotar suas sessões. Nas academias, esse número pode chegar a 30 praticantes. Apesar de envolver movimentos livres e sem o auxílio de aparelhos, as aulas no chão, afirmam profissionais da área, não são mais difíceis nem exigem mais esforço. Os exercícios de solo e com aparelhos produzem os mesmos resultados.

3- O pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
 Não. Os exercícios do pilates fortalecem, mas não fazem os músculos crescer tanto quanto a musculação. O pilates trabalha mais com a repetição de movimentos e menos com o aumento das cargas. Além disso, as molas usadas nos aparelhos oferecem um tipo de exercício diferente dos executados na musculação. “As molas produzem resistência constante e movimentos precisos”, diz Isabel Sacco, professora de biomecânica da Universidade de São Paulo (USP). “Na musculação, a eficiência do movimento depende do ângulo correto de cada exercício.” Outra diferença é que os exercícios de pilates feitos no chão trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto na musculação cada exercício estimula, normalmente, um músculo por vez.


“O pilates me deu um corpo mais definido e menos inchado”, afirma o empresário Sérgio Sacchi, de 44 anos. Depois de descobrir três hérnias de disco, consequência de anos de exercícios sem alongamento adequado, tinha parado com as atividades físicas. Sacchi conheceu o pilates há dez anos. “Foi a alternativa que encontrei para me exercitar, depois dos problemas na coluna.”

4- Pilates cura hérnia e outros problemas na coluna? 
Não existe cura para hérnia ou outras lesões, mas há meios de atenuá-las e reduzir as dores. Médicos e fisioterapeutas indicam pilates como uma boa opção para quem tem lesões na coluna por causa dos exercícios de baixo impacto, do fortalecimento dos músculos abdominais e da correção de problemas posturais. “Indico a prática a meus pacientes, assim como recomendo a reeducação postural (RPG) e a fisioterapia tradicional”, afirma Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp.


A designer Karina Arruda, de 42 anos, recorreu ao pilates para cuidar da postura. Depois de sua primeira gravidez, há três anos, Karina começou a sentir dores e descobriu uma hérnia de disco. Por indicação médica, procurou as aulas de pilates e, depois de seis meses, parou com os analgésicos. “Não tomo mais nada”, diz. A dona do estúdio onde Karina treina, Luciana Araújo, diz que muitos alunos chegam por indicação médica.

5- Pilates evita lesões futuras?
Não. Para os especialistas, não há como comprovar que o fortalecimento da musculatura do abdome proteja a coluna contra novas lesões. “É uma besteira”, afirma Daniel Feldman, reumatologista da Unifesp. “O fortalecimento desses músculos não evita lesões.”  

  

6- Pilates emagrece?

Não necessariamente. Apesar de alguns exercícios exigirem um grande esforço físico, o objetivo do método não é a perda de peso. Para quem quer emagrecer, atividades aeróbicas são a melhor opção.  


7- Pilates faz crescer?

Não. O pilates não acrescenta centímetros mágicos à estrutura óssea de seus praticantes. Mas melhora a postura. Por causa da postura mais ereta, temos a impressão de que crescemos, porque andamos menos curvados. 

8- Quais são as variações do pilates?
É um assunto controverso entre os adeptos do método. Ao longo dos anos, os exercícios criados por Pilates foram incorporando novidades e se espalharam pelo mundo. Nas academias, o método ganhou adaptações, como swim pilates (na piscina), jumpilates (que alterna três minutos de pulos com um de pilates), iogilates (pilates e meditação). Os mais puristas afirmam que as variações da técnica criada por Papa Joe não são pilates. Assim, bolas e exercícios na água seriam uma deturpação da prática. “Estão usando o nome de um gênio da forma errada”, afirma Romana Kryzanowska, americana que se considera sucessora de Joseph Pilates. Mas Pilates nunca registrou seu método e Romana não foi sua única discípula.  


9- Pilates tem algum perigo? 

Assim como acontece com qualquer exercício, o pilates mal executado pode agravar as lesões de quem procura o método com fins terapêuticos ou mesmo causar novas lesões. “Cuidado com professores que defendam uma coluna completamente reta ou que peçam para o aluno ‘encaixar o quadril’, posição em que o quadril se move para a frente e a curvatura lombar tende a ficar mais reta”, afirma Isabel Sacco. Isabel explica que, ao tentar reverter a curvatura normal da coluna, diminuímos sua capacidade de resistir a cargas e a deixamos mais vulnerável a lesões.  

10- Como saber se a academia de seu bairro é séria?
A melhor maneira de se precaver na hora de escolher o estúdio ou a academia é verificar quem são os professores e quantas horas de aulas eles têm em sua formação. As principais instituições que emitem certificados no Brasil são reconhecidas pela Pilates Method Aliance, aliança internacional do método, e exigem um mínimo de 450 horas de aula. Esse número pode ser alterado para 360 horas de aula em cursos de especialização, como previsto pelo MEC. Os dois modelos são confiáveis. “Fuja de professores que tenham um workshop de fim de semana como único treinamento para dar aulas de pilates”, afirma Alice Becker, presidente da Aliança Brasileira de Pilates. 

11- Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa? 
Não. Crianças abaixo de 6 anos ainda não têm estrutura óssea, dos músculos e ligamentos completamente formados. Pessoas com osteoporose grave ou com lesões graves na coluna também não devem praticar. 

12- Existe algum limite para o número de aulas? 
Assim como na musculação, especialistas recomendam que os músculos descansem por 48 horas. Como no pilates a musculatura do core é sempre exercitada, o ideal é alternar os dias. Isso dá uma média de três vezes por semana.


Assista a vídeos de pilates
Sergio Sachi 
  






Karina Arruda 
  

domingo, 27 de novembro de 2011

Osteossarcoma e Pilates



O osteossarcoma (OS)  é um tumor maligno primário de ossos mais frequente em crianças, adolescentes, adultos e jovens. Seu pico de incidência ocorre na segunda década de vida; representa aproximadamente 5% das doenças malignas da infância e adolescência.
Nos últimos 25 anos, observou-se uma melhora significativa no prognóstico de pacientes com OS, especialmente aqueles com doença localizada.
Antes da década de 70, esses pacientes eram tratados apenas em cirurgias, porém mais da metade deles apresentava recidiva sistêmica da doença em menos de 6 meses e 90% evoluíam para óbito por progressão da doença. A partir de 1970, vários estudos randomizados mostraram que a associação de quimioterapia a cirurgia permitiu melhorar significativamente os índices de cura. Nas últimas décadas, observaram-se também significativos avanços na qualidade das próteses ortopédicas e no uso, cada vez mais frequentes, de cirurgias conservadoras; esses avanços representam uma importante contribuição para a qualidade de vida desses pacientes.
Pacientes com doença localizada tem um prognóstico mais favorável do que aqueles com doença metastática. Idade, volume, local e ressecabilidade de tumor primário, bem como nível sérico de desidrogenase láctica (LDH) e resposta a quimioterapia neoadjuvante, são as características clínicas com reconhecida importância prognóstica.
Dessa forma, pacientes com prognóstico favorável podem se beneficiar de tratamentos menos agressivos, enquanto que, para pacientes com maior risco de recidiva, tem-se investigado o papel de programas terapêuticos de maior dose-intensidade das drogas antineoplásicas conhecidas ou de estudos clínicos com novas drogas.
O conhecimento das características clínicas dos pacientes com OS no nosso meio permitirá identificar estratégias que sejam importantes no delineamento de protocolos terapêuticos adaptados à nossa realidade.
Como osteoblastos do osso normal, as células que formam esse tipo de câncer se torna matriz óssea. Mas a matriz óssea de um osteosarcoma não é tão forte como o de ossos normal.
A maioria dos osteossarcomas ocorrem em crianças e adultos jovens. Adolescentes são os mais comumente afetados devido a faixa etária, mas osteosarcoma pode ocorrer em qualquer idade. Em crianças e adultos jovens, osteossarcoma geralmente se desenvolve em áreas onde o osso está crescendo rapidamente, como perto das extremidades dos ossos longos. A maioria dos tumores se desenvolvem nos ossos ao redor do joelho, tanto no fêmur distal (parte inferior do osso da coxa) ou a tíbia proximal (parte superior da tíbia). O úmero proximal (parte do osso do braço perto do ombro) é o local mais comum. No entanto, osteossarcoma pode desenvolver em qualquer osso, incluindo os ossos da pelve (quadril), ombro, e mandíbula. Isto é especialmente verdadeiro em adultos mais velhos.

Subtipos de osteossarcoma:
Vários subtipos de osteossarcoma podem ser identificados por sua aparência no exame de imagem.
Com base em como eles se parecem sob o microscópio, osteossarcomas podem ser classificados como de alta grau, grau intermediário, ou de baixo grau.
Osteossarcomas de alto grau: Estes são os tipos mais rápido crescimento do osteossarcoma. Quando visto sob um microscópio, elas não se parecem com o osso normal e têm muitas células na processo de divisão.
A maioria dos osteossarcomas que ocorrem em crianças e adolescentes são de alto grau.
Osteossarcoma não é um câncer comum. Cada ano, cerca de 800 novos casos de osteossarcoma são diagnosticados nos Estados Unidos. Cerca de 400 destes são em crianças e adolescentes. A maioria dos osteossarcomas ocorrem em crianças e adultos jovens com idades entre 10 e 30 anos.
Adolescentes são o grupo etário mais afetado, mas osteossarcoma pode ocorrer em qualquer idade. Cerca de 10% de todos os osteossarcomas ocorre em pessoas com idade acima de 60 anos. Respondem por cerca de 3% dos cânceres infantis, mas eles formam uma grande parte menor porcentagem de cânceres de adultos.

Quais são os fatores de risco para osteosarcoma?
Um fator de risco é qualquer coisa que afete a sua chance de adquirir uma doença como o câncer.Fatores de risco relacionados ao estilo de vida são importantes em muitos cânceres em adultos. Exemplos de riscos relacionados com o estilo de vida incluem a obesidade, dietas não saudáveis, não realizar atividade física, fumar e beber álcool em excesso. Mas ao contrário de muitos cânceres de adulto, estilo de vida relacionados com fatores de risco não parecem desempenhar um grande papel no câncer infantil, incluindo a infância.




Pilates é uma técnica de exercício da mente / corpo que se estende e alonga com movimentos fluidos. Ele é único porque muitos dos exercícios são realizados sem sobrecarga nas articulações.
A coluna vertebral alinhada coloca menos stress no pescoço e nas costas.Joseph Pilates criou os exercícios de Pilates na década de 1920 baseado no conceito de "Controllogy", que visa coordenar mente, corpo e espírito. Pilates foi influenciado tanto pela yoga e Tai chi. Consequentemente, muitos dos exercícios feitos no Pilates pode ser semelhante àqueles que você tem feito em uma aula de ioga. Pilates acreditava que a qualidade e não a quantidade, do movimento que era importante. Como resultado, Pilates enfatiza técnicas de respiração adequada a mecânica do corpo junto com o controle e precisão.Pilates acreditava que a coluna foi um verdadeiro indicador de sua saúde, então ele tinha todo o exercício no foco na área abdominal. Ele também desenvolveu exercícios que trabalham e aumentam a mobilidade da coluna e trabalha os músculos nas costas. (Isso também facilita uma boa postura.) 
A técnica de Pilates foi ampliada e modificada por profissionais de saúde, o Pilates praticado hoje é semelhante, mas não precisamente o mesmo que inventado pelo Pilates há 85 anos.Mulheres em tratamento de câncer, muitas vezes encontram-se diante de uma esmagadora quimioterapia, gerando fadiga muscular. Pilates pode oferecer uma introdução suave ou re-introdução de exercícios que podem ajudar as mulheres a conquistar ou reconquistar força e resistência. Pilates também pode ajudá-lo a recuperar uma postura mais ereta porque os exercícios não só trabalham os músculos posturais no tronco e nas costas, mas também exigem que você se concentre em como seu corpo se sente quando se está corretamente alinhado. Fazendo Pilates adequadamente exige concentração nos movimentos que estão sendo realizados.Mulheres que fizeram cirurgia de linfonodos estão em maior risco de desenvolver linfedema. Mulheres em risco de linfedema pode exercer, mas tem que ter cuidado e começar a usar pesos leves lentamente, e então, gradualmente, aumentar a resistência. Uma vez que muitos exercícios do Pilates são exercícios abdominais, eles são um ajuste natural para aqueles alunos com linfedema. Além disso, exercícios abdominais podem aumentar o bombeamento, melhorando o retorno linfático para o lado esquerdo do pescoço, braço esquerdo, tronco e pernas, que pode ajudar o fluxo do fluido linfático. 
A ênfase na respiração, as contrações musculares durante o Pilates pode também ajudar a impulsionar fluido linfático fora da região abdominal e drenar o tronco e braço.
Pilates pode ser executado em equipamentos, tais como reformer  e cadillac, ou no soloÉ aconselhável trabalhar com um especialista que tenha experiência com estes equipamentos.


Coisas a considerar antes de começar Pilates:

1) Sempre obter a permissão do seu médico antes de participar de Pilates ou qualquer
programa de exercícios.
2) Ter uma linha de base DEXA scan ou densitometria óssea (teste de densidade óssea) para ver se você tem baixa densidade óssea (osteopenia ou osteoporose). Se fizer isso, há certos exercícios de Pilates que envolvem flexão e torção da coluna que você deve não fazer ou que devem ser modificados para você.
3) Ter aula com um instrutor de Pilates que tem experiência com os problemas específicos enfrentados 
pelo aluno. É importante trabalhar com alguém que pode se adaptar ou alterar os exercícios para atender às suas necessidades especiais.
4) O aluno pode começar com sessões individuais ou com até 3 alunos por horário antes de se juntar com
uma turma maior de praticantes de Pilates. Se for fazer aulas em grupo, é importante no primeiro momento aprender o básico, como coluna neutra, respiração e controle, antes de embarcar em sessões de grupo.
5) Nada deve ser doloroso. Fale de modo que o exercício pode ser modificado para se adequar a seu corpo!
6) Pilates deve ser relaxante, mas você deve se sentir energizado, alerta e mais forte depois da aula.
7) Pilates é uma atividade difícil já que tem foco mental, concentração e trabalho físico para fazê-lo corretamente. Não desista enquanto os benefícios se tornarão aparentes.

Fonte:      
  • Naomi, A. MA OTR/L CHT. Pilates for Breast Cancer Survivors.
  • Clinical features in osteosarcoma and prognostic implication.

Imagens:
  • Google

sábado, 26 de novembro de 2011

MÉTODO GDS - "RESPIRAR É PREENCHER ESPAÇOS"



Atendo um paciente com problema de quadril, cujo ortopedista indicou fisioterapia antes de reavaliar a necessidade de cirurgia. Durante a última sessão, ele relatou que está percebendo uma redução progressiva da dor. Contente com o precoce resultado e com a possibilidade de "escapar" da cirurgia, ele me fez a seguinte pergunta: como os fisioterapeutas estudam o "físico" na faculdade? A pergunta me soou um pouco ambígua, então aproveitei o modo como ele a elaborou para utilizar um "jogo de palavras". Assim, dei andamento ao assunto desta maneira: ao te prescrever uma medicação anti-inflamatória, seu médico está esperando um resultado na bioquímica dos tecidos que estão sofrendo uma irritação mecânica. Ele também indicou meu trabalho, pois acredita que a fisioterapia irá favorecer uma resposta física, ou melhor, biofísica. Fisioterapeutas, Educadores Físicos, Psicomotricistas e Terapeutas Ocupacionais são profissionais que trabalham com a "física", embora "físico" possa ser um sinônimo da palavra corpo, e o corpo seja o campo de atuação de todas essas profissões.

Vou te explicar melhor ... e continuei o diálogo com meu paciente construindo todo um pensamento. 

No colégio, mais especificamente no ensino médio, você certamente aprendeu diversos conteúdos das "ciências", que podemos transportar para a sua compreensão da fisiologia. Por exemplo, todas as estrutura do corpo apresentam propriedades elásticas distintas. Se eu me refiro a algo que é elástico, é porque sofre variação de comprimento. Para o nosso sistema biomecânico, comprimento está relacionado a uma maior alavanca e, por sua vez, maior capacidade de geração de força. Você se lembrar de Arquimedes? Acredito que não tenha conhecido muitos com esse nome! Este, a quem me refiro, viveu na Grécia há mais ou menos 250 a.C. Foi dele a célebre frase: "Dê-me um ponto de apoio, e moverei o mundo".


E a Lei de Boyle-Mariotte? Esses nomes não são estranhos, não é? Robert Boyle e Edmé Mariotte foram dois cientistas que aparentemente não se conheceram. O primeiro era inglês e o outro, francês. Ambos trabalharam na mesma época e, curiosamente, sobre o mesmo tema. Eles obtiveram o mesmo resultado em suas pesquisas. Por esta razão, a lei de compressibilidade dos gases é conhecida pelo nome dos dois autores. Do que se trata o assunto ? À temperatura constante, o volume ocupado por determinado gás é inversamente proporcional à sua pressão. Assim sendo, se duplicarmos a pressão, o volume será reduzido pela metade (p1xV1 = p2xV2 = constante; p=pressão e v=volume). Qualquer que tenha sido o ano em que você prestou vestibular, com certeza este assunto fez parte de sua prova!


Vou ilustrar isso, agora, para fazer uma ligação com os dois últimos textos que escrevi ...


Tente visualizar uma garrafa aberta para a entrada dos gases atmosféricos. Essa garrafa contem um êmbolo transversal que divide este recipiente em uma câmara superior e outra inferior. Esse êmbolo é móvel e quando você realiza um trabalho para descê-lo dentro da garrafa, essa ação aumentará o volume da câmara imediatamente acima dele. Por sua vez, o volume da câmara de baixo será reduzido, mas a massa não sofrerá alteração. Certo? Acontece que quando a câmara tem o seu volume reduzido sem que ocorra variação da massa, necessariamente teremos aumento da pressão em seu interior.

A partir dos fenômenos que constatamos pelas leis na física, fica mais fácil observamos a biomecânica, e neste caso específico, compreendermos melhor o que se passa no sistema respiratório. Pense, agora, que essa garrafa é a região tóraco-abdominal e o êmbolo é o músculo diafragma. Como sou seu amigo, deixo para você a possibilidade de escolher se a garrafa será de vinho cabernet sauvignon, de Whisky "paraguaio" ou uma pet 2 litros de refrigerante "não importa a marca". Brincadeiras à parte, as leis da física ocorrerão, quaisquer que sejam as garrafas. Porém, devemos ter em mente que a diferença de tamanho das câmaras das garrafas, a disposição do êmbolo e, uma coisa que não foi mencionada, que é o fator de complacência da própria garrafa, afinal a de vinho é feita de um material diferente da pet de refrigerante, poderão interferir na mecânica pressão X volume quando compararmos os diferentes tipos de garrafas.


Vamos transportar isso para os nossos conceitos GDS... Comparar nossas diferentes "garrafas tóraco-abdominais".

Cada tipologia vai fazer um "desenho" dentro da linha de referência GDS. Como as massas e intermassas são interdependentes, ao se posicionarem no espaço, estarão sujeitas aos acordos de nossas cadeias musculares. No último texto disse que PA é a nossa estrutura biomecânica de referência, mas que não devemos considerá-la como um ideal a ser buscado. Ainda mais, por que é impossível encontramos indivíduos arquetipicamente "puros". Nós somos a combinação de todas as estruturas e seus ajustes. Afinal, podemos encontrar alguns ajustes fisiologicamente úteis, enquanto outros estão no nível do aceitável ou, até mesmo, estarem extremamente desorganizantes. 

O que observamos nessa estrutura de referência "ideal"? Em PA com AP, observamos, no plano sagital, todas as massas alinhadas ao eixo de referência GDS. PA coloca ponto fixo em cima na inspiração e AP flexibiliza as intermassas devolvendo as lordoses funcionais durante a expiração. A oitava vértebra torácica estará sempre no ápice da cifose por que AM estará presente em seu feudo, imprimindo sua marca útil. A PM quando útil, por sua vez, agirá no seu feudo que é o membro inferior, verticalizando o ilíaco e o sacro. PL terá uma dupla função na bacia, imprimir a rotação externa nos fêmures e ao mesmo tempo controlar o fechamento dos ísquios. AL ancorará a cintura escapular à bacia. Ela constitui o elo de passagem da tensão entre as cadeias articulares do membro inferior e superior. Sendo assim, temos os feudos de todas as cadeias musculares imprimindo suas marcas úteis, imprescindíveis para a boa fisiologia. Não podemos esquecer que os pivôs precisarão estar livres para as recorrentes recuperações dos desequilíbrios.


O que aconteceria se esse PA entrasse em excesso? Seja em uma PA isolada ou em competição com AP, o tórax terá a forma de um tonel pois estará suspenso à coluna cérvico-dorsal. A pressão na "garrafa tóraco-abdominal" será grande na câmara superior e, também, na inferior. Como tudo está suspenso, nossa fáscia endotorácica impedirá a descida do centro frênico, que corresponde ao nosso êmbolo. As fibras musculares do diafragma assumirão esse ponto fixo que estará mais alto, confirmando a elevação das costelas que também tiveram a ajuda dos intercostais. Qualquer trabalho para reequilibrar a hiperpressão tóraco-abdominal, sem antes devolver a ritmicidade de PA e AP, sobretudo na região cervical, será de pouca valia. 

A PM em excesso coloca nossas massas anteriormente à linha de referência GDS. Com relação ao tórax, este caracteriza-se por seu grande diâmetro ântero-posterior. O diafragma, coitado dele, acompanha anteriormente a horizontalização do esterno, levando consigo o centro frênico para uma posição mais anterior. Resultado: bloqueio inspiratório. A porção vertebral do diafragma toma ponto fixo embaixo pela retificação da coluna dorso-lombar. Resultado 2: bloqueio expiratório. Diferente de PA, que tem excesso de atividade do transverso do abdome, PM tem um abdome flácido. A pressão na câmara superior de nossa "garrafa" estará altíssima, enquanto na câmara inferior, diminuída. Pessoas com esta característica tipológica irão trabalhar exaustivamente o abdome sem sucesso. Se você se "espanta" com o volume anterior do tórax e com o tamanho da "barriga", que tal primeiro, observar o que se passa na região tóraco-lombar?  Talvez trabalhar o enrolamento anterior do corpo sobre uma bola suiça para tirar o excesso de tensão posterior e buscar, em seguida, reprogramar a verticalização do ilíaco, do sacro e do esterno seja um bom começo. Concorda ?

AM em excesso, diferentemente de PM, colocará nossa "garrafa" atrás da linha de referência GDS. Além disso, se caracterizará pela diminuição do diâmetro ântero-posterior. Combinado com AL, teremos, também, a redução do diâmetro lateral, mas com PL, podemos dizer que estaremos diante de um tórax paradoxal, uma vez que encontraremos um aumento do diâmetro lateral. De qualquer maneira, o diafragma assumirá uma posição mais baixa em função da ação cifosante imposta, principalmente, pelo reto do abdome e peitoral maior (feixes esternais e abdominais). A pressão na câmara superior de nossa "garrafa" estará baixa, diferente da inferior que se encontrará bem alta. Sendo assim, a descida do centro frênico só será possível trazendo consigo a coluna dorsal que progressivamente se fixará em uma grande cifose. Quem sabe, o trabalho deva ter início pela redução da pressão da parte inferior da "garrafa" antes de dirigir as atenções para a câmara superior ?  Lembre que esse indivíduo pode estar fixado em uma cifose e algumas estruturas intratorácicas podem estar bem encurtadas. Algumas vezes, a posição em decúbito dorsal na maca pode ser o suficiente para deflagrar algumas reatividades. Uma almofada em triângulo ajuda muito nesses casos. 


E o AP? Pessoalmente, acredito que seja a tipologia mais difícil de se trabalhar. Com relação ao tórax, encontra-se achatado por falta de ação muscular. Por essa razão, tem uma característica astênica. A respiração é predominantemente abdominal pela ausência de suporte mecânico. Nessa tipologia se faz necessário um verdadeiro trabalho de construção estrutural. Coloque o paciente de pé, crie a sensação do suporte ósseo de PM, a percepção da base e do volume corporal de AM, e a noção de eixo e ritmicidade de PA com AP. 

Para finalizar: Philippe Campignion afirma que a respiração está intimamente ligada à mecânica global do corpo e, sobretudo, que respirar é preencher espaços. O autor deixa claro que "tipologia não é defeito". As particularidades respiratórias encontradas nas diversas estruturas arquetípicas não correspondem a desvios patológicos, e é extremamente importante compreender que a forma não necessariamente configura um problema. O excesso, porém, pode levar na direção de um quadro patológico.

Respir-Ações ... Meu livro predileto!!

OBS: "o meu também"!!

Silvana Souza


Abraço,

Alexandre de Mayor


Bibliografia

. Campignion P. Aspectos Biomecânicos - Cadeias Musculares e Articulares - Método G.D.S. - Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.

. Campignion P. Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pilates e psicologia corporal




Pilates é um programa de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade e dedica-se a explorar o potencial de mudança do corpo humano.
O principal músculo da respiração é o diafragma. Ele está conectado à coluna em diversos pontos, desde o topo até a base. além disso se conecta também com músculos, como os abdominais, órgãos internos, além dos nervos, veias e artérias. O músculo diafragmático tem sua primeira contração no momento do nascimento (passagem da vida fetal para extra-uterina), impulsionando o ato respiratório, a circulação e a digestão e intervindo diretamente na fonação.
Um diafragma inibido, que não funciona bem, pode afetar todos estes sistemas e causar uma série de problemas como, por exemplo, dores nas costas, distúrbios gastrointestinais, cefaléias e a própria ansiedade.
Este bloqueio do diafragma, além de estar relacionado a condições de vida, foi se formando durante todo o processo de desenvolvimento infantil. A maioria da educação que recebemos e, até mesmo que transmitimos, é sempre permeada de repressões. O indivíduo, sem poder seguir seu próprio ritmo de desenvolvimento e se expressar sem medo, acaba bloqueando o diafragma e criando a ansiedade que, é "o temor da ocorrência de um perigo ou de uma punição". O bloqueio diafragmático faz com que a pessoa desenvolva o traço caracterial masoquista, capaz de transformar o prazer em desprazer.
O medo da explosão do masoquismo faz com que ele prenda a respiração na ansiedade e suporte até certo ponto, onde será necessário expirar. Dessa forma, o trabalho realizado pelo psicólogo corporal (na vegetoterapia caractero-analítica), a nível diafragmático é centrado na respiração. A ansiedade leva o indivíduo a desenvolver uma atitude respiratória de tipo inspiratório. Assim, a vegetoterapia está voltada particularmente a função expiratória.
O corpo contém a história do indivíduo e é por meio dele que a vegetoterapia busca resgatar emoções e lembranças mais profundas, a fim de restabelecer a motilidade biopsíquica por meio da anulação da rigidez da musculatura.
Uma respiração otimizada, mobiliza a coluna vertebral na região do tórax, que provoca a mobilização do sistema nervoso autônomo que, dentre tantas outras atividades, é responsável pela digestão, reprodução, sono e relaxamento.

Piaget foi um dos grandes estudiosos da Psicologia do Desenvolvimento; dedicou-se exclusivamente ao estudo do desenvolvimento cognitivo, quer dizer, à gênese da inteligência e da lógica. Ele concluiu pela existência de quatro estágios ou fases do desenvolvimento da 3 inteligência. Em cada estágio há um estilo característico através do qual a criança constrói seu conhecimento. Vejamos:

•  Primeiro estágio Î Sensório motor (ou prático) 0 – 2 anos: trabalho mental: estabelecer relações entre as ações e as modificações que elas provocam no ambiente físico; exercício dos reflexos; manipulação do mundo por meio da ação. Ao final, constância/permanência do objeto. 
•  Segundo estágio Î Pré-operatório (ou intuitivo) 2 – 6 anos: desenvolvimento da capacidade simbólica (símbolos mentais: imagens e palavras que representam objetos ausentes); explosão linguística; características do pensamento (egocentrismo, intuição, variância); pensamento dependente das ações externas. 
•  Terceiro estágio Î Operatório-concreto – 7 – 11 anos: capacidade de ação interna: operação. Características da operação: reversibilidade/invariância – conservação (quantidade, constância, peso, volume); descentração/capacidade de seriação/capacidade 
de classificação. 
•  Quarto estágio Î Operacional-formal (abstrato) – 11 anos... A operação se realiza através da linguagem (conceitos). O raciocínio é hipotético-dedutivo (levantamento de hipóteses; realização de deduções). Essa capacidade de sair-se bem com as palavras e essa independência em relação ao recurso concreto permite: ganho de tempo; aprofundamento do conhecimento; domínio da ciência da filosofia. 

Quanto à afetividade, o psicanalista Sigmund Freud afirmava que os dados fornecidos pela psicanálise têm consequências importantes para a compreensão das relações inter-humanas, principalmente ao mostrar que o objeto de relação é um objeto individual construído pelo mundo interno fantástico (de fantasia) variando com nossos investimentos e em função de nossa história e de nossos estados afetivos.
Pode-se ainda destacar os estudos realizados por Henry Wallon, o qual não separou o aspecto cognitivo do afetivo. Seus trabalhos dedicam um grande espaço às emoções como formação intermediária entre o corpo, sua fisiologia, seus reflexos e as condutas psíquicas de adaptação. A atuação está estritamente ligada ao movimento, e as posturas são as primeiras figuras de expressão e comunicação que servirão de base ao pensamento concebido, antes de tudo, como uma das formas de ação. Segundo Wallon, o movimento é a base do pensamento. É a primeira forma de integração com o exterior.
O Pilates otimiza a respiração e potencializa a capacidade respiratória. Em todos os exercícios a respiração é enfatizada como instrumento para atingir qualidade na execução dos movimentos. O contrário também acontece, pois movimentos adequados com a região do tronco estimulam e ampliam a entrada e saída de ar nos pulmões. 
O trabalho desenvolvido na vegetoterapia juntamente com a prática do Pilates praticados pelo paciente ansioso poderá auxiliá-lo a enfrentar melhor a sua ansiedade, na medida em que a capacidade respiratória (principalmente expiração) é modificada.
Se o indivíduo ansioso é capaz de aprender a expirar, podemos, até certo ponto, modificar a sua condição energética diafragmática onde a ansiedade está contida. O Pilates mobiliza a musculatura desta região e, na medida em que a respiração é solicitada durante a execução dos exercícios, esta se torna um ato voluntário e consciente. Esta condição de consciência auxilia a pessoa ansiosa a perceber sua respiração superficial e irregular, muitas vezes apontadas pelo psicoterapeuta da clínica. Quando o indivíduo chegar para o trabalho clínico com o psicoterapeuta já tomou consciência da qualidade da sua respiração e do quando está inspirando e expirando, o que por consequência irá auxiliar em muito no trabalho da vegetoterapia. 
Assim, seja na execução dos exercícios propostos no método Pilates, a solicitação de uma expiração completa estará sempre presente, contribuindo para liberar a ansiedade contida no diafragma destes indivíduos.
Apenas na prática clínica poderá validar a relevância desta proposta de trabalho interdisciplinar entre o psicólogo corporal e um profissional habilitado no método Pilates no auxílio ao indivíduo com ansiedade. Porém, a teoria apresenta argumentos positivos, que se considerados, poderão beneficiar e somar aos trabalhos já realizados em casos de ansiedade.


Fonte:

  • Rosset, J. Psicologia Corporal e Pilates: Trabalhando contra a ansiedade. Trabalho de curso de Especialização em Psicologia Corporal. Centro Reichiano, 2009. 

  • Krueger, M.F. A relevância da afetividade da educação infantil.

Imagem:

  • Google


 
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