
A assistência ao trabalho de parto e ao parto determina a qualidade da experiência com o nascimento, tem repercussão na vida reprodutiva e sexual da mulher, no amadurecimento pessoal e na construção da maternidade. O corpo ocupa o centro deste processo e neste sentido, a abordagem GDS tem a amplitude conceitual e metodológica para pensar e analisar o corpo em movimento, o corpo quanto história pessoal e campo da experiência pessoal.
Venha já marcar sua aula experimental no Studio Metacorpus copacabana, Rua Barata Ribeiro Nº668. Tel: 4124-2576 Procurar Silvana Souza e Diego Ramon.
O osteossarcoma (OS) é um tumor maligno primário de ossos mais frequente em crianças, adolescentes, adultos e jovens. Seu pico de incidência ocorre na segunda década de vida; representa aproximadamente 5% das doenças malignas da infância e adolescência. Nos últimos 25 anos, observou-se uma melhora significativa no prognóstico de pacientes com OS, especialmente aqueles com doença localizada.
O assoalho pélvico ou como também é conhecido, o diafragma pélvico, é formado pelos músculos levantadores do ânus e coccígeo. Ele se estende entre o púbis anteriormente e o cóccix posteriormente e de uma parede lateral da pelve até a outra.
A coluna vertebral apresenta quatro curvaturas normais. As curvaturas torácica e sacral, com concavidade anterior, estão presentes desde o nascimento e são referidas como curvaturas primárias. As curvaturas lombar e cervical, com concavidade posterior desenvolvem-se em decorrência da sustentação de peso em uma posição ereta, depois que a criança começa a se sentar e levantar. Como essas curvaturas não estão presentes desde o nascimento, são denominadas curvaturas vertebrais secundárias...



*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes.
Para fazer sua inscrição entre em contato com Diego Ramon: diegosramon@gmail.com e Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com.
Equipe de Pilates RJ
Diego Ramon e Silvana Souza
Outra instituição a oferecer aulas é o prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos. Por lá, pacientes que têm ou tiveram tumor de mama podem usufruir de uma aula por semana, indicada para ajudar no controle dos sintomas, como dor e fadiga. Na Suny Upstate Medical University, em Siracusa (EUA), as indicações são mais amplas. “Usamos para ajudar na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos”, contou à ISTOÉ Karen Kemmis, fisiologista do exercício e responsável pelo serviço. “Se alguém, por exemplo, sofre com dor no ombro e minha avaliação mostra que essa pessoa não tem um bom controle do movimento nessa região, usamos o Pilates para melhorar os padrões de movimento, prevenindo a ocorrência de mais prejuízos na área”, explicou.

No centro americano, o método é utilizado ainda para auxiliar na reabilitação de portadores de doenças neurológicas. “Entre eles estão indivíduos com doença de Parkinson e que sofreram acidente vascular cerebral”, contou Karen. Nesses casos, além de contribuir para a melhora de movimentos prejudicados, estimula a habilidade de concentração.
A tendência de implementar estúdios em hospitais já começa a ser vista também por aqui. Exemplos são os hospitais Brasil, Integrante da Rede D’Or, e Albert Einstein, ambos em São Paulo. “Usamos como continuidade do tratamento ortopédico em pacientes que tiveram alta”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, do Albert Einstein.
A instituição atende em média 20 pessoas por mês. “É uma atividade segura, que preserva bastante as articulações”, acrescenta Simone. A equipe responsável pelas aulas é formada apenas por fisioterapeutas. E o cuidado é intenso. “O médico nos manda uma carta dizendo o que o paciente tem, o que ele não pode fazer e quais objetivos devem ser atingidos”, diz a fisioterapeuta Marta Cordeiro Pereira, do Hospital Brasil. No Rio de Janeiro, a técnica está na lista das atividades sugeridas pela Clínica Cardiomex, coordenada por médicos especializados em medicina do esporte e cardiologia. “Entre outros benefícios, o Pilates reduz o estresse”, diz a cardiologista Isa Bragança.

Mas não só o uso clínico do método tem merecido atenção dos cientistas. Responder a perguntas ainda não esclarecidas na área do fitness também é objeto frequente das pesquisas. Quem busca o Pilates apenas como uma forma de malhação vê na prática um modo de ganhar força e flexibilidade. E, claro, melhorar a definição da área abdominal. Mas será que isso pode mesmo ser atingido? De acordo com os pesquisadores que têm se dedicado a estudar a prática, sim. E a boa notícia é que os resultados aparecem pouco depois das primeiras aulas. Foi a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Centro de Saúde da Turquia. Ao acompanhar um grupo de 38 mulheres sedentárias, eles perceberam que cinco semanas após o início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Nas 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. Pesquisa semelhante realizada na Universidade do Estado do Colorado (EUA) constatou esses mesmos ganhos entre voluntários de meia-idade. “E os benefícios foram percebidos com a prática de exercícios de intensidade relativamente baixa, que podem ser realizados sem aparelhos”, anotou no estudo June Kloubec, coordenadora do trabalho.
Mas há o outro lado da moeda. Após testes realizados para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pela pesquisadora Michele Olson, da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), acendeu-se o alerta vermelho para a crença de que o Pilates pode ser usado como método de emagrecimento por si só. O que Michele constatou foi que a queima calórica das aulas da modalidade é baixa. No nível básico, uma hora de Pilates equivale a menos de 200 calorias. “Pilates é um treino de força e resistência”, disse Michele à ISTOÉ. “Se a pessoa quer queimar calorias, o melhor é praticar corrida ou spinning”, acrescentou. Isso não significa dizer, porém, que é preciso trocar o estúdio pelo tênis. O Pilates pode ajudar a emagrecer. “Ao começar a praticar, o aluno percebe mudanças positivas no corpo, como força, alinhamento postural, menos dores”, diz a fisioterapeuta Kátia Pinho, do Studio Airmid, de São Paulo. “Sua autoestima aumenta muito, o que é fundamental para iniciar um programa de emagrecimento.”
Além disso, ele contribui para manter o peso. O trabalho muscular aumenta a massa magra no corpo que, por sua vez, potencializa o consumo calórico do organismo. Na prática, quer dizer que ganhar músculos (e para isso o Pilates é muito válido) aumenta a quantidade de calorias consumidas pelo corpo para manter-se, pois as células musculares gastam mais energia para funcionar do que as células de gordura. Mais uma das qualidades do Pilates.




Venha já marcar sua aula experimental no Studio Metacorpus copacabana, Rua Barata Ribeiro Nº668.
Tel: 4124-2576
Procurar Silvana Souza e Diego Ramon.
Silvana Souza
Assista ao vídeo e entenda por que o pilates também é considerado um remédio precioso :
No mundo do fitness, a explosão de novas modalidades é uma constante. Mas, normalmente, com a mesma velocidade com que surgem, elas desaparecem após poucos meses. Quando resistem, tornam-se aqueles fenômenos que mudam a história da malhação e a maneira como enxergamos a atividade física. Foi assim com o surgimento da aeróbica, com a expansão da musculação e assim está sendo com o Pilates. Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método rapidamente caiu no gosto dos bailarinos, que o usavam como complemento ao treino. Mas foi só a partir da década de 90 que se popularizou, atraindo milhares de adeptos em todo o mundo e tornando-se a maior revolução do fitness dos últimos anos. Só nos Estados Unidos, primeiro país a receber um estúdio com aulas da modalidade (ministradas pelo próprio Pilates em Nova York), estima-se que cerca de dez milhões de pessoas o pratiquem. No Brasil, não há dados precisos, mas o crescimento pode ser observado pela grande quantidade de estúdios e de pessoas que se confessam fãs do Pilates. “A rápida percepção dos resultados incentiva cada vez mais gente a aderir à técnica”, analisa a fisioterapeuta Solaine Perini, presidente da Associação Brasileira de Pilates. “Isso faz dele o método de condicionamento físico que mais ganha adeptos no mundo.”
As razões para se buscar o Pilates são as mais variadas. Há desde os desejosos de esculpir o corpo (inspirados por celebridades como a cantora Madonna, que credita parte de sua boa forma à técnica) até os interessados em exercícios capazes de ajudar na prevenção ou na recuperação de problemas como dores e lesões. Como anseios tão diferentes cabem dentro de um mesmo método? “Pilates se preocupou em criar uma técnica que trabalha a saúde como um todo”, considera Inelia Garcia, uma das primeiras instrutoras do método no Brasil e hoje dona de um império com mais de 47 estúdios e dez mil alunos espalhados por todo o País. “O corpo torna-se mais forte, flexível e resistente”, diz. “Na parte mental, os exercícios melhoram a concentração e a memória. E o trabalho com a respiração ajuda no controle das emoções”, completa.
A abrangência das lições deixadas por Pilates chama mesmo a atenção. Vem de uma preocupação constante que guiou o seu trabalho: imprimir ciência à técnica. Toda a metodologia de Pilates parte do conceito de “centro de força” (ou power house). O termo, por ele criado, define a região central do corpo humano. “São os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome”, diz Aline Haas, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e instrutora certificada pela Pilates Method Alliance, dos Estados Unidos. “Eles são os flexores e extensores da coluna e do quadril e estão na musculatura profunda da pelve.” De acordo com os princípios preconizados por Pilates, fortalecer essa região é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.
RECEITA
Lech é um dos médicos que indicam a prática aos pacientes
Ao compreender o trabalho muscular realizado durante os movimentos, Pilates criou exercícios e aparelhos capazes de estimular os músculos, inclusive os mais profundos e em geral pouco acionados no cotidiano. Os resultados são tão impressionantes que têm ocupado o tempo dos cientistas. Parte deles está especialmente interessada em levantar mais do que transformações corporais que o método pode proporcionar. Querem conhecer as suas possíveis indicações terapêuticas.
E o que se descobriu até agora é alentador. Um exemplo: trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica.
RECURSO
Simone, do hospital Albert Einstein (SP),
usa a técnica na reabilitação de lesões
Corrobora com o trabalho italiano a revisão proposta pelo fisioterapeuta Edward Lim, do Hospital Geral de Cingapura – a primeira sobre o tema. Lim reuniu sete pesquisas de diversas partes do mundo. Todas sobre o efeito do Pilates em pacientes com dores na parte inferior da coluna. A conclusão: o método é realmente válido para tratar o problema. “Mas os exercícios precisam ser estruturados para atender aos variados quadros clínicos dos pacientes”, disse Lim à ISTOÉ.
Como o que ocorre com a dor lombar, o uso da técnica para casos de fibromialgia também vem ganhando respaldo científico. Em especial após a divulgação dos primeiros resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Uludag, na Turquia. A equipe acompanhou 50 voluntárias durante 12 semanas. Divididas em dois grupos, metade das mulheres frequentou aulas de Pilates e as demais foram orientadas a praticar exercícios de relaxamento e alongamento em casa. Enquanto o primeiro grupo relatou melhoras significativas na dor, o segundo teve alterações positivas bem pequenas.
CLÍNICA
No Hospital Brasil (SP), a fisioterapeuta Marta atende pacientes indicados por médicos
As comprovações têm encorajado médicos a indicar a técnica a seus pacientes. “É um recurso muito útil, em especial nos casos de dor nas costas sem causa específica”, afirma o traumatologista e ortopedista Alberto Mendes, de São Paulo. “Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna”, diz o médico. O reconhecimento da importância do método também pode ser medido por sua incorporação pela fisioterapia. “Temos uma resolução que ampara o fisioterapeuta no uso do Pilates como recurso terapêutico”, diz Wiron Correia Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia.
A chave para entender esses benefícios está em um dos fundamentos preconizados pelo alemão Pilates: o equilíbrio. “Quando as cadeias musculares estão em equilíbrio, há redução da dor”, explica Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, que também indica o método. Pessoas em busca de redução da dor já formam um grupo comum nos estúdios. “Em 80% dos casos, nossos alunos vêm com esse objetivo”, conta Juliana Takiishi, coordenadora de Pilates do Centro de Bem-Estar Levitas, em São Paulo. Parte deles chega às aulas por conta própria. A outra, por recomendação médica.
O fluxo de pacientes dos consultórios para os estúdios tem inspirado outra tendência: a oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais. Na Clínica Mayo, centro de referência médica mundial, localizada nos Estados Unidos, o interesse nos benefícios que a técnica pode oferecer a pessoas doentes é tão grande que a instituição está realizando uma pesquisa para delinear melhor os ganhos obtidos. “Há um grande número de pessoas que tiveram câncer aderindo ao método”, informa a médica Daniela Stan, da instituição americana. A pesquisadora está concluindo um estudo com 15 mulheres, previsto para ser publicado no início de 2012. Durante três meses, as voluntárias participaram de aulas na instituição sob os olhos atentos de Daniela. “Há melhoria dos movimentos no lado do corpo afetado pela doença, assim como maior flexibilidade”, disse à ISTOÉ. “Também notamos melhora no humor e na satisfação com o corpo.”
Continuação na outra postagem....

Regularmente recebo a seguinte pergunta: Como é realizado um tratamento pelo Método GDS ?
Por esta razão, resolvi postar um pequeno resumo.
O método GDS trabalha com o conceito de que nossa atitude postural e a forma de nosso corpo deriva de uma multiplicidade de fatores, desde a genética até o psiquismo e o comportamento. Estes fatores fazem parte da natureza humana e globalidade não está restrita somente aos aspectos biomecânicos. Essa é a razão de ser difícil resumir e citar o que é o mais importante no Método.
Para começar a entender o Método deve-se saber que Godelieve Struyf definiu seis famílias de músculos (AM, PM, PA, AP, AL, PL) que dão ao corpo a possibilidade de se expressar. A cada uma destas famílias corresponde uma tipologia psicocorporal presente em todos os seres humanos em proporções variadas. Entretanto, elas podem, em consequência de uma constância de tensão, aprisionar o corpo em uma determinada tipologia, dificultando sua adaptabilidade mecânica e comportamental e tornando-se, então, fonte de sofrimento. Neste momento, configuram-se no corpo os encadeamentos musculares. A proposta do Método GDS é a leitura precisa dessa linguagem a fim de determinar os meios de desfazer essa prisão muscular para que o corpo possa reencontrar a liberdade de movimentos e de expressão.
A partir da avaliação da PULSÃO PSICOCORPORAL (corresponde ao modo de funcionamento do momento. Fala de uma motivação. Ex: Um modo de funcionamento PM fala de uma necessidade de ação, PA ideal, AM afeto), do POTENCIAL DE BASE (São as predisposições de preenchimento. Refere-se ao tamanho e a qualidade dos potenciais PM, PA e AM) e da leitura das MARCAS morfológicas (úteis, aceitáveis ou desorganizantes caso não preenchamos o potencial de base), podemos delimitar o TERRENO de predisposições associados a queixa do paciente.
Godelieve Struyf lembra que estas informações não servem para rotular o indivíduo, uma vez que pulsão, potencial e marcas só servem para para entender quais as ferramentas que o paciente nos fornece e qual o melhor caminho para iniciar a relação terapêutica.
Entre as estratégias biomecânicas, utilizamos a da ESTRELA que tem o objetivo de ajustar o controle das cadeias no que chamamos de penta-coordenação. Isso demonstra que o Método foge do binômio alongar-fortalecer. Da estratégia da ESTRELA deriva a do TRIÂNGULO que busca sempre a relação entre três cadeias, sendo que a causal é colocada no ápice do triângulo. Desta forma podemos entender quem está em carência e quem está em sofrimento. Isso facilita entender como muitas vezes a causa está longe do sintoma. A estratégia da LEMNISCATA é utilizada com o objetivo de regularizar a passagem de tensão entre as cadeias mioarticulares. Uma técnica específica do método é a "ACCORDAGE" que tem como objetivo ajustar cadeias musculares de pontos fixo opostos.
Godelieve Stuyf lembra que não existem técnicas boas ou más. Todas são boas, quando adaptadas ao paciente. Todas são más, quando é o paciente que precisa se adaptar a elas. O Método, então, permite fazer uma leitura precisa do contexto em que se insere o quadro patológico, cabendo ao profissional empregar os recursos terapeuticos próprios do Método ou qualquer outro que faça parte da vivência profissional do terapeuta.
Alexandre de Mayor
As Inscrições e informações de cursos e eventos, encontram-se disponíveis no site www.apgds.com.br
Fonte:
. Campignion P. Aspectos Biomecânicos Cadeias Musculares e Articulares Método G.D.S. Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.
. Campignion P. Cadeias Ântero-laterais - Cadeias Musculares e Articulares Método G.D.S. São Paulo: Summus; 2008.
. Campignion P. Cadeias Postero-laterais - Cadeias Musculares e Articulares Método G.D.S. São Paulo: Summus; 2009.
. Campignion P. Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998.
. Denys-Struyf G. Cadeias Musculares e Articulares. São Paulo: Summus; 1995.
. Valentin B. Autobiografia de um bípede- As Cadeias Musculares e Articulares Método G.D.S. Florianópolis: Ed. Insular; 2009.
. As Cadeias Musculares GDS e suas Aplicações Terapêuticas. 2007, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. I.
. O Método GDS de Cadeias Musculares em Movimento. 2008, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. II.
. O Método GDS de Cadeias Musculares no Exercício das Interações. 2009, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. III.
. Inforchaînes: Association Internationale des Praticiens de la méthode G.D.S.

O principal objetivo deste estudo é demonstrar como a oclusão pode alterar a postura física do indivíduo e, em conseqüência, os fatores químicos e emocionais também. O aspecto estrutural do organismo envolve a postura corporal, a qual é anatomicamente determinada pela inter-relação entre ossos e músculos, que se adaptam, moldam-se e movimentam-se de acordo com as "informações" que recebem. Estas "informações" provêm dos captores sensitivos, que são capazes de gerar alterações posturais. Esses captores podem ser os olhos, os ouvidos internos, o sistema nervoso central, os pés ou o sistema estomatognático. Será dado maior enfoque ao sistema estomatognático, por ser esta a principal área de atuação do cirurgião-dentista. O sistema estomatognático é formado por elementos: 1. Passivos: -ossos de sustentação; - articulação temporomandibular; - gonfose (articulação dento-alveolar) e - dentes. - . Ativos: - mucosa bucolingual; - músculos (mastigadores, cutâneos, supra e infra-hióideos); - tendões; - glândulas e - vasos e nervos. Todas essas estruturas devem interagir de forma harmônica, para executarem adequadamente as diversas funções das quais participa esse sistema, sendo as principais: - sucção; - deglutição; - mastigação; - respiração; - fonação; - início da digestão e - equilíbrio postural. Essas funções são de extrema importância para o equilíbrio do organismo e, para que haja harmonia entre elas, todos os elementos formadores do sistema devem trabalhar interagindo adequadamente entre si. A estrutura óssea do sistema estomatognático é formada por ossos que se interligam através de sincondroses; exceto a mandíbula, a qual é ligada ao sistema por tendões e músculos, formando a articulação temporomandibular. Esta articulação é uma das mais requisitadas do corpo humano, sendo movimentada constantemente em muitas das atividades diárias, como a fala e a deglutição, por exemplo. Além destas funções, essa articulação tem importância fundamental no equilíbrio da postura corporal. Segundo CASTILLO (1999)10, a articulação temporomandibular, que se encontra entre o osso temporal e a mandíbula, consiste de duas superfícies articulatórias: - a face articular superior, que faz parte do osso temporal e apresenta uma concavidade na parte posterior (chamada de fossa mandibular) e uma convexidade anterior (a eminência mandibular), e - a face articular inferior, que é chamada de processo condilar e tem forma convexa, o que não permite uma perfeita harmonia entre as duas superfícies articulatórias. Esta falta de harmonia é equilibrada pelo disco articular. A articulação é estabilizada pela cápsula articular, pelos ligamentos extra e intracapsulares e pelos ligamentos auxiliares, como os ligamentos estilomandibular e esfenomandibular. A articulação temporomandibular movimenta-se basicamente em três direções: - movimento para cima e para baixo da mandíbula; - protrusão e retração da mandíbula e - movimento lateral da mandíbula. Esses movimentos são realizados pelos seguintes músculos: - levantadores: músculos temporal, masseter e pterigóideo medial; - depressores: ventre anterior do músculo digástrico, platisma e, como músculos auxiliares, o milo-hióideo e o genio-hióideo; - de protrusão: músculo pterigóideo lateral (contração simétrica); - de retração: ligamentos inferiores e horizontais do músculo temporal e do ventre posterior do músculo digástrico e - de lateralização: músculo pterigóideo lateral (contração unilateral). Na depressão da mandíbula, os dois processos condilares abaixam-se e depois movimentam-se para a frente, levando consigo o disco. No levantamento da mandíbula, o movimento ocorre na seqüência exatamente oposta, sendo de extrema importância a elasticidade do disco articular, o que permite a volta do côndilo à sua posição original, após uma forte distensão. Na protrusão e na retração, a mandíbula é movimentada para a frente ou para trás, enquanto que os dentes permanecem em contato. Na protrusão, os processos condilares vão da fossa mandibular até entrarem embaixo das eminências articulares. Na retração, os côndilos movimentam-se para uma posição mais posterior, dentro da fossa articular. Nos movimentos laterais, o côndilo do mesmo lado para o qual a mandíbula se movimenta gira em torno do seu eixo sagital, permanecendo na fossa mandibular. O côndilo do lado oposto sai da fossa e movimenta-se para baixo do tubérculo articular. Esses movimentos exigem uma coordenação precisa da contração de determinados grupos musculares e, para que sejam realizados de forma harmônica, é necessário um controle da postura, com base em um tono normal da musculatura. Essa harmonia e coordenação são feitas através do sistema neuromuscular e seus receptores. Para que as articulações temporomandibulares apresentem funcionamento e posicionamento adequados, é preciso que: - Os músculos utilizados para seu funcionamento tenham tensões similares, à direita e à esquerda. - A abertura e fechamento da boca sejam realizados sem desvios; ou seja, essa abertura ou fechamento não deve realizar trajetória oblíqua, em baioneta, ou em dupla baioneta. - Os freios labiais estejam centralizados e coincidentes, em oclusão e durante a abertura bucal (o exame através dos freios é mais confiável do que as linhas interincisivas, pois é mais comum um desvio dental do que dos freios). - A movimentação mandibular seja realizada sem qualquer ruído ou sintomatologia dolorosa. | |
Para que esses princípios sejam respeitados, é necessário que os dentes estejam posicionados de forma que sua oclusão ocorra sem a necessidade de qualquer desvio mandibular. A presença de um contato prematuro faz com que o sistema neuromuscular capte esse "trauma dental" e envie uma mensagem para que o posicionamento mandibular seja alterado, na tentativa de que o maior número possível de dentes se toquem. Quando isso ocorre, toda a musculatura envolvida na movimentação mandibular readapta-se, para realizar a oclusão da forma menos traumática possível. Muitas vezes, essa readaptação muscular para uma nova postura mandibular leva a um posicionamento patológico do côndilo, podendo ocorrer um mal funcionamento da articulação, que seria caracterizado principalmente por qualquer tipo de ruído ou sintomatologia dolorosa na movimentação mandibular. Além do possível mal funcionamento da articulação, deve-se evidenciar que as cadeias musculares envolvidas na movimentação mandibular também trabalharão de forma inadequada para promover uma oclusão menos traumática. Os grupos musculares antagônicos realizarão contrações com diferentes tônus, causando um desequilíbrio nas cadeias musculares do corpo todo, pois, segundo SOUCHARD (1990)14, os segmentos do corpo humano estão anatômica e funcionalmente relacionados através das cadeias musculares, cujos comportamentos elásticos caracterizam a postura. Quando na movimentação mandibular todo esse sistema muscular trabalha com um tônus normal, interagindo adequadamente entre si, observa-se que a abertura e o fechamento da boca são realizados sem qualquer desvio (tanto no sentido látero-lateral, como no sentido ântero-posterior). Se observar-se que, para haver a oclusão, não há a necessidade de qualquer desvio mandibular, ou seja, os dentes estão dispostos de modo que a mandíbula não tem de realizar qualquer desvio para uma máxima intercuspidação habitual (M.I.H.), têm-se em oclusão uma Relação Cêntrica Fisiológica dos côndilos mandibulares. Define-se Relação Cêntrica Fisiológica como sendo a posição dos côndilos mandibulares na qual os dentes estejam em oclusão e a musculatura envolvida na movimentação mandibular apresente tônus normal, interagindo sinergicamente entre si. É extremamente importante ressaltar que esta posição condilar é muito particular para cada indivíduo, sendo impossível determiná-la corretamente sem antes verificar-se o adequado funcionamento muscular | |
| Segundo BRICOT(1999)3, o sistema estomatognático está diretamente conectado às cadeias musculares por intermédio dos músculos da abertura mandibular e do osso hióide, que tem um papel de pivô fundamental, mas também através dos músculos que são o contra-apoio da oclusão e da deglutição: esternoclidomastóideo, trapézio, peitorais etc. Todo desequilíbrio do sistema estomatognático poderá, através destas vias, repercutir sobre o conjunto do sistema tônico postural. Também segundo BRICOT3: O sistema estomatognático põe em comunicação as cadeias musculares anteriores e posteriores, sendo que a língua e a mandíbula estão diretamente ligadas à cadeia muscular anterior; e a maxila, por intermédio do crânio, está em relação com as cadeias posteriores, ressaltando-se que o osso hióide tem papel fundamental nessa comunicação, assim como a propriocepção entre as duas arcadas e a propriocepção da articulação temporomandibular.Os desequilíbrios do sistema estomatognático descompensam o sistema tônico postural, assim como os desequilíbrios do sistema tônico postural perturbam o sistema estomatognático, através dos núcleos do nervo trigêmeo, ao longo do tronco encefálico, e dos numerosos aferentes para as formações que intervêm no equilíbrio tônico-postural. | |
A Posição Mandibular Condiciona a Postura Corporal | |||||
MOLINA (1989)9 dividiu os músculos do aparelho estomatognático em dois grupos:
BALTERS (1955)1 já afirmava que toda anomalia dentofacial vem acompanhada de anomalias de postura .11
Através desta análise, pode-se verificar, por exemplo, que um paciente que apresenta uma oclusão de classe II de ANGLE pode estar com o osso hióide posicionado de tal forma que exerça uma tensão exagerada da musculatura supra-hióidea, causando posteriorização da mandíbula e a conseqüente oclusão em classe II. Do mesmo modo, uma posição mais superior do hióide pode levar a uma diminuição na tensão da musculatura supra-hióidea, podendo ocasionar no indivíduo uma tendência à oclusão tipo classe III de ANGLE.
Conclui-se, então, que o reposicionamento mandibular é possível e, muitas vezes, extremamente necessário, para que o equilíbrio postural e funcional do indivíduo seja adequado. | |||||
Postura Corporal de Forma Sistêmica | |||||
Tomando o paciente como um “todo” e tentando dar ao tratamento um enfoque sistêmico, cabe ao dentista atentar para todos os aspectos que estejam relacionados com o seu trabalho, sendo que o emocional do paciente pode influenciar diretamente no diagnóstico e nos resultados do seu tratamento. Estudos anatômicos tendem a utilizar imagens bidimensionais, ficando assim perdido um elemento muito importante: a vida emocional. “A emoção produz formas.” Sentimentos ou pensamentos desencadeiam reações no sistema muscular, alterando a postura do corpo.
| |||||
Conclusão | |||||
Este estudo evidencia alguns aspectos importantes da influência da oclusão na postura corporal, assim como as alterações causadas na oclusão provenientes de desarmonias do sistema tônico-postural. Percebe-se, então, a necessidade de o cirurgião-dentista saber diagnosticar a causa dos desequilíbrios oclusivos e o que estes podem ocasionar na postura corporal. A postura do indivíduo é resultado dos seus aspectos físicos, químicos e emocionais, sendo que a intervenção em qualquer um destes pode afetar diretamente os restantes. Observa-se, então, a necessidade do conhecimento sistêmico do organismo para avaliar-se a extensão de qualquer tratamento. “... um corpo que não é o corpo da vegetoterapia, nem o corpo simbólico.., mas uma arquitetura geneticamente programada, em permanente construção e desconstrução, pulsando segundo afetos, com suas câmaras e válvulas, sempre em busca de mais vida, inflando, esvaziando, adensando ou enrijecendo de acordo com seu grau de tolerância aos ritmos da excitação gerada pelas experiências de amor ou decepção, medo ou agressão, agonia ou prazer.” 8 | |||||
Referências Bibliográficas | |||||
1. BALTERS, W.: Reflexmechanismus und Funktionsablauf. Fortsch Kieferorthop, v. 16(4), p: 325-7, 1995.
| |||||


Então... a bacia é a residência de AM.
O tronco está em perda de equilíbrio para trás, a atividade de grupos musculares anteriores que garante o equilíbrio. São principalmente os músculos anteriores e medianos do tronco, por isso a abreviatura AM. O corpo parece querer recuar ou apoiar-se contra uma parede, ou sentar-se. Tem ligação com afetuosidade, acolhimento, posição fetal (STRUYF, 1995).
Os músculos do períneo são os proprietários desta casa que tem três andares. É um lugar sólido e bastante espaçoso. Não pense você que, por causa disso, eles vivam confinados. Pelo contrário, eles estão sempre recebendo a vista de alguns amigos. PM, por exemplo, é um visitante sempre bem vindo, desde que não se exceda em suas ações. Afinal de contas, é de sua responsabilidade a manutenção desta casa de pé. PM tem seu feudo nos membros inferiores para verticalizar os ilíacos e o sacro. Por sua vez, o músculo transverso do abdome de PA-AP e ilíaco de AP estabelecerão um antagonismo complementar com o glúteo mínimo de AL, para controlar a abertura das asas ilíacas no plano frontal. Inclusive, tanto AL quanto PL têm seus pivôs primários da pulsão psicocomportamental na articulação do quadril.
Aliás, vale a pena voltar à questão da assimetria fisiológica. Eu ainda não tinha mencionado que nossas cadeias musculares são duplas, o que temos do lado direito, teremos também do lado esquerdo, a menos que encontremos alguma agenesia muscular. Mesmo levando isso em conta, é preciso saber que existe uma dominância de AM, AL e PA à direita, enquanto PM, PL e AP prevalecem à esquerda. Esta assimetria fisiológica se deve à disposição das vísceras. Por essa razão, no plano frontal, observaremos a asa ilíaca mais frontalizada à direita pela ação útil do glúteo mínimo (AL). Este músculo ainda agirá na flexão e rotação interna do quadril se estiver em excesso. Em compensação, verificaremos a ação do quadrado femoral mais marcante à esquerda, realizando conjuntamente a abertura do ísquio e a rotação externa de quadril. É essa ação que faz do quadrado femoral um amigo confidente dos donos da casa. Ele é quem aconselha, em seu feudo (articulação do quadril), os músculos do períneo a não se trancarem em sua casa. AL, por outro lado, tem seu feudo na cintura escapular, mais ativo à direita. Seu representante é o latíssimo do dorso. A marca útil fisiológica deste músculo é a ancoragem da cintura escapular à bacia, o que controlará PL nos membros superiores.
A bacia se localiza em um região central do corpo. Por esse motivo é importante transmitirmos aos nossos pacientes e alunos a imagem de uma casa e a sensação de um local bem estruturado em sua solidez. É um grande engano pensar que os pés são a nossa base ! Afinal, nossos membros inferiores precisam responder aos nossos constantes desequilíbrios, como ocorre durante a marcha, para podermos levar nossa casa sempre conosco. Essa residência não gosta de muita "agitação", embora seja um território de muita passagem de tensão mecânica. Portanto, sua principal característica é não ter "bagunça". Para isso, é necessário mantermos a casa sempre arrumada, organizada. Já tivemos oportunidade de discutir que as massas (pélvica, torácica e cefálica) são zonas de resistência. Quando elas assumem um comportamento mais elástico é porque as alavancas (intermassas) não estão cumprindo a ação de adaptabilidade e ajustamento. O contrário também é verdadeiro, intermassas fixadas obrigando as massas a se tornarem elásticas e compensarem a ausência de mobilidade. Não esqueça de que as articulações sacro-ilíacas e a sínfise púbica funcionam como juntas de dilatação e, por essa razão, não permitem movimentos em grande amplitude. Mas isso tudo só funciona segundo algumas "regras de convivência": todos os amigos precisam se respeitar em suas individualidades e, o mais importante, ninguém pode se atrever a dar ordens aos donos da casa !
Agora, vamos para um assunto que sempre gera algum tipo de confusão. A nutação e contra-nutação sacro-ilíaca. Acredito que a dificuldade na compreensão dessa mecânica seja colocar, no mesmo cenário, o movimento sacro-ilíaco com o que ocorre na articulação do quadril. É importante lembrar que quando estudamos em um livro de fisiologia articular, como por exemplo o Kapandji, didaticamente os movimentos articulares são descritos de forma isolada. Mas, se pensarmos nas tipologias GDS, tudo ficará mais fácil. Você verá !
Nossa referência é a estrutura psicocorporal PA sem excesso. No plano sagital, todas as massas estão alinhadas ao eixo vertical GDS. A oitava vértebra torácica está no ápice da cifose e as intermassas (as lordoses funcionais) estão corretamente ritmadas por AP e, portanto, pouco acentuadas. Importante! Nosso raciocínio é "estático" para podermos entender a dinâmica e os terrenos de predisposição. A bacia que funciona em PA vista sagitalmente, tem a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) e o púbis alinhados a uma vertical com o solo. Além disso, uma segunda linha que passa pelas vértebras sacrais (S1 e S2) formam, com a linha descrita anteriormente, um ângulo de 51 graus.
Diferente de PA que está perfeitamente alinhada ao eixo vertical e "aponta" em direção ao céu como uma flecha, AP tem suas massas "desmontadas", fazendo um "zig-zag" neste eixo de referência. Isso se deve à ausência de atividade muscular. Todavia, observamos que, tanto a bacia como as demais massas, não perdem sua horizontalidade. AP deveria funcionar em alternância com PA, como na respiração fisiológica. Porém, existe, uma terceira atitude postural, PA-AP. Neste caso, PA toma conta da massa cefálica e torácica, enquanto AP desenvolve a hiperlordose lombar e anteverte globalmente toda a pelve.
No "andar de cima", observamos em PA-AP uma hiperpressão torácica, ou seja, tórax bloqueado em inspiração. Philippe Campignion aponta que "os pilares do diafragma, beneficiando-se de um ponto fixo superior, graças à fáscia endotorácica, que é mantida elevada pelo recuo da coluna cervicodorsal, mantém a região de D12 a L3 para frente e para cima". Já no "andar inferior", hiperpressão abdominal e diástase dos retos do abdome. O músculo psoas (AP) não é mais capaz de manter a ritmicidade da intermassa e assume um ponto fixo no fêmur. Embora o diafragma e o psoas estejam com pontos fixos em sentidos opostos, eles acabam agindo sinergicamente para levar toda a coluna lombar para frente. Nesse caso, teremos a confirmação de uma "verdadeira lordose", de D12 até L5. O músculo ilíaco, também da cadeia AP, sustenta esse quadro e anteverte toda a bacia. Os joelhos, por sua vez, são levados ativamente em recurvatum, uma vez que, o músculo reto anterior do quadríceps femural aproximará suas inserções, reforçando ainda mais a báscula anterior da bacia e, também, agindo na ascensão da patela. Acabei de descrever uma atitude postural onde a bacia está antevertida globalmente. No segmento pélvico, a ação apontada ocorreu estritamente na articulação do quadril. O osso sacro, por sua vez, acompanhou conjuntamente esse movimento sem qualquer modificação em sua articulação com o ilíaco.
As cadeias musculares que agem sobre o osso sacro poderiam entrar nessa estória. Quem age sobre esse osso são as cadeias AM e PM, cadeias musculares do eixo estrutural. Mas, antes de pensar em colocar AM - PM e AL - PL, estas duas últimas que fazem parte do eixo relacional e, por isso, tem ação sobre o ilíaco, tente entender como cada uma participa mecanicamente na organização da bacia.
Vamos lá ....
O que AL faz na bacia ? anteversão do ilíaco e frontalização da asa ilíaca. O que é isso ? Observe como referência a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS). Então, no plano sagital a EIAS estará mais baixa e em uma visão frontal, afastada lateralmente em relação à linha média do corpo. Essa marca se deve, principalmente, à ação do glúteo mínimo. Porém, se este músculo estiver em excesso, observaremos a aproximação de suas extremidades (corda de arco). Em vez de assumir, somente, um ponto fixo mecânico no fêmur, veremos também a rotação interna com flexão e adução. Nessas duas situações, o eixo de referência foi o da articulação do quadril. Vamos por isso em prática. Faça um "X" com seu antebraço. O antebraço esquerdo corresponde ao osso ilíaco e o direito ao sacro. A interseção dos antebraços é a articulação sacro-ilíaca. O cotovelo esquerdo é a articulação do quadril. Você vai movimentar somente o braço esquerdo (ilíaco) na direção da aproximação dos cotovelos. Acabaste de realizar a anteversão do ilíaco. Primeiramente, tente acompanhar o raciocínio. O músculo glúteo mínimo tomou ponto fixo no fêmur antevertendo o ilíaco. Mas o que aconteceu na interseção (articulação sacro-ilíaca)? Alterou a posição? Isso foi uma contra-nutação do ilíaco. Apenas do ilíaco! Duas ações. Uma no quadril, a anteversão do ilíaco e a outra na articulação sacro-ilíaca, a contra-nutação do ilíaco.
Vou colocar uma AM no excesso para verticalizar o sacro. Mas desta vez o ilíaco não terá a ação excessiva de AL. Cruze novamente os antebraços e mova apenas o antebraço direito no sentido da aproximação dos cotovelos. Agora você acabou de realizar uma contra-nutação do sacro. Percebeu o que aconteceu na interseção? Finalmente, AL e AM juntos... Então, anteversão da bacia e contra-nutação do sacro e do ilíaco.
Tarefa número 1 para consolidar o conhecimento, afastar os cotovelos. Neste caso o antebraço esquerdo será a PL, enquanto o direito a PM. Não esqueça que com PL, ocorrerá movimento na articulação do quadril. Sendo assim, você precisa visualizar o que acontece, também na sacro-ilíaca. Faça somente a retroversão do ilíaco (PL). Também teve uma modificação na relação do ilíaco com o sacro (nutação do ilíaco). Certo ? Depois, faça apenas a nutação do sacro por PM. Finalmente os dois movimentos simultâneos, retorversão do ilíaco com nutação do sacro e do ilíaco. Irei propor um outro exercício. Como seria AL com PM? Aproveite para fazer todas as combinações possíveis. Para fecharmos este raciocínio, quais os músculos envolvidos nas diferentes formas de organização da bacia? Quais seriam as estruturas que estão sobrecarregadas em cada uma destas combinações? Quem vai prestar "socorro" diante das diferentes hiper-solicitações mecânicas?
Para concluir deixo a minha sugestão para uma futura análise de alguns distúrbios que acometem a bacia, a região lombo-sacra, o púbis e a articulação do quadril. Sempre peça licença antes de entrar em qualquer casa. Principalmente, quando for de uma pessoa que você não conhece bem. Tente entender como a casa funciona antes de propor mudanças na decoração. Uma casa AM vai ser bem diferente de uma casa PM. Ou melhor, o que é fisiológico para uma pessoa pode não ser para uma outra. Lembre que por trás da organização de nossa "casa pélvica" existe um psicocomportamento. Nossas estruturas corporais não funcionam como os eletrodomésticos. Afinal, diferentes destes, quando "quebram", não as podemos jogar no lixo ! Cada casa pode funcionar com algumas características muito particulares. Sendo assim, busque encontrar as relações de controle que mantenham uma boa afinidade entre todos os seus convidados.
Alexandre de Mayor.


