sábado, 22 de outubro de 2011

Matéria da Metacorpus na revista Exame- 28/09/2011



Como conseguir clientes para o seu negócio

São Paulo – Quando os fisioterapeutas Sergio Machado e Michel Salgado decidiram abrir uma academia de pilates, a Metacorpus Studio Pilates, descobriram que precisariam produzir os próprios equipamentos, já que o mercado não supria a demanda. "Desde o início a gente conversava com os amigos e a primeira cliente foi justamente uma amiga que se interessou e quis comprar antes mesmo de abrirmos a empresa", conta Salgado. Machado já trabalhava dando aulas de pilates e a experiência prévia ajudou a conseguir os primeiros clientes para o estúdio também. Eles contam que o espaço ficou pronto na sexta-feira e na segunda já tinham alunos matriculados. Para Rose Mary Lopes, professora e coordenadora do núcleo deempreendedorismo da ESPM, ter uma experiência prévia na área ajuda e muito a conseguir clientes. Começar um negócio sem conhecer quem são os potenciais consumidores é um erro de planejamento e pode custar a vida da pequena empresa. "Eu não acredito em começar um negócio ficar esperando os clientes chegarem. Antes de abrir, você teria que ter uma lista de pessoas que se interessam pelo produto antes mesmo de estar à venda", explica Dalton Vietsi, professor de gestão de marketing da Trevisan Escola de Negócios.

1. Ative sua rede de contatos
O primeiro passo para conseguir clientes é espalhar a notícia de que a empresa existe. "Desde o começo, o que funciona é o networking e o boca a boca – real ou virtual - dos clientes também", conta Salgado. Acione sua rede de contatos e comunique amigos, familiares e conhecidos de que você está se dedicando a um novo negócio. "Aproveitar as redes sociais para manter contato é um bom caminho", ensina Rose. Vietsi faz uma ressalva para que o contato não pareça inconveniente. "Vale sempre ativar a rede pessoal, mas implorar ajuda significa insegurança. O grande desafio de conseguir clientes é a comunicação de como abordar as pessoas", diz.

2. Conheça o perfil dos clientes
Se você não tem uma rede de contatos específica do seu negócio, como era o caso dos sócios da Metacorpus Studio Pilates, faça um estudo e descubra quem seriam os seus clientes potenciais. Visitar os concorrentes e conhecer muito bem o negócio e sua região de atuação ajudam nesta tarefa. "Em uma loja, faça o trabalho de relações públicas, divulgue e se aproxime das pessoas. É interessante ver quem são os tomadores de decisão na sua área", sugere Rose. Quando o negócio já estiver em operação, mantenha contato permanente com os clientes através de e-mails e divulgações. "Saiba quem são, o que querem e como trabalhar a oferta para os potenciais clientes", diz Vietsi.

3. Encontre formadores de opinião
Como boa parte do começo de um negócio depende do boca a boca, colocar sua empresa na pauta de quem entende do negócio pode ser uma boa estratégia. "Principalmente para os negócios de serviços, quanto mais exposição houver, melhor. Por isso, mesmo que você já tenha uma base de consumidores, visite potenciais clientes. Não pare de buscar novos compradores", sugere Vietsi. Como neste setor as pessoas se baseiam em referências que colhem com amigos e familiares, é importante também atrair a atenção de quem entende do assunto. "É interessante identificar pessoas formadoras de opinião e convidá-las a experimentar seu serviço. Se você tem um restaurante, por exemplo, busque conhecer os críticos da sua região", diz a professora da ESPM.

4. Prepare os vendedores
Não adianta fazer publicidade do seu negócio e, quando o cliente decide conhecer, ele encontra um atendimento ruim. Treine o time de vendedores para que eles não causem constrangimento ou desconforto nos consumidores. "Esteja preparado para o ato de vender. Não é empurrar nem forçar. Vender precisa ser uma oferta, uma sugestão. Os vendedores devem estar prontos a oferecer soluções e se propor a ajudar sem forçar a decisão do consumidor", ensina Vietsi.

5. Relacione-se
Depois que o momento de conquista dos primeiros clientes passar e a empresa estiver caminhando bem, não se esqueça de consolidar o relacionamento com os consumidores. Para o professor da Trevisan Escola de Negócios, manter um relacionamento mais duradouro garante que os clientes lembrem e prefiram a sua empresa. "O empresário precisa estar o tempo todo tentando entender o cliente, saber onde ele está e criar um pequeno banco de dados com telefone e endereço para saber quem compra na sua loja", diz Vietsi.

domingo, 16 de outubro de 2011

MÉTODO GDS - O EQUILÍBRIO DO HOMEM DE PÉ


Muitos métodos e técnicas na área da terapia corporal se propõem a avaliar e tratar os "distúrbios da postura". Porém, antes de tudo, um profissional deve utilizar as ferramentas terapêuticas de que dispõe, de modo coerente com aquilo em que acredita. Existem diferentes formas de observar o homem e o seu corpo. Meu objetivo, ao longo desse último mês, foi descrever uma outra possibilidade. Pela visão do Método de Cadeias Musculares e Articulares GDS, o homem se movimenta no espaço em uma direção que é física, mas também é psíquica. Nenhum gesto acontece aleatoriamente, afinal somos impregnados por nossas motivações e experiências.

Ainda dentro desse assunto corpo-linguagem, faço referência à Profª Joelle Van Nieuwenhuyze para reforçar esse tema. Em seu trabalho intitulado Influência das pulsões psico-comportamentais sobre os desequilíbrios morfo-estáticos do eixo vertical, a autora cita as pesquisas de Albert Mehrabian, no campo da linguística. Nesta pesquisa foi demonstrado o quanto prevalece a comunicação transmitida através do corpo e dos gestos, em relação às demais formas. Essa linguagem do corpo à qual me refiro, corresponde a 55% da nossa forma de comunicação. O som da voz e as intonações participam de 38%, enquanto que as palavras, em si, contribuem com apenas 7%.


Os estudos na área da posturologia tem o objetivo de verificar e regularizar "os distúrbios da posição ortostática". Assim sendo, procura-se fazer uma avaliação semiológica do homem, na posição de pé, em relação aos planos anatômicos (frontal, sagital e horizontal). No plano frontal serão observadas as oscilações anatômicas a partir da comparação entre as referências encontradas no lado esquerdo e direito do corpo. Por exemplo, a altura das patelas, as espinhas ilíacas anterosuperiores, os acrômios, a altura das pregas glúteas na visão dorsal, o alinhamento dos processos espinhosos de L3 e C7 no eixo vertical. Já no plano sagital, com uma referência cefália a partir de um olhar vertical, traça-se uma linha em direção ao solo, passando anteriormente ao conduto auditivo. Esse eixo deverá passará por dentro do quadril, anteriormente aos corpos vertebrais da coluna lombar. Os marcos anatômicos deverão ser idênticos nos dois perfis. Caso contrário, será um sinal de rotação axial no plano horizontal. Em seguida, uma análise do tônus muscular se faz necessária para compreender as assimetrias e corrigi-las.

O que seria realmente uma assimetria? Talvez um descuido da natureza termos nascido com apenas um fígado e um estômago? E os nosso dois pulmões de tamanhos diferentes? Será que diminuíram o esquerdo pois não havia mais espaço dentro do tórax para o coração e os grandes vasos sanguíneos?



Para dar continuidade a esse raciocínio, descreverei uma história contada por nosso professor belga, Alain d`Ursel, durante sua conferência no II Congresso Internacional da APGDS, em Bruxelas.

Era uma vez... Uma senhora que viu o corpo em movimento no espaço, a olhar para cima... em ação para a frente... voltar para si mesmo nos seus apoios... que se exterioriza... que se interioriza... que pode viver tão fluido, adaptável e variando as direções. Este corpo atua como uma unidade onde o gesto e aquilo que o anima são apenas um. Esta senhora se chamava Godelieve Denys Struyf.


Mme. Struyf percebeu que o corpo se movimentava e se ajustava a todo instante. Por essa razão, para analisar o homem de pé, colocou o seu eixo de referência vindo do chão. Posição esta, bem diferente da linha de gravidade utilizada pelos posturólogos. Esse marco localiza-se no terço inferior da perna em seu ponto tangente mais recuado. Portanto, para podermos fazer uma leitura precisa de todas as possibilidades de funcionamento psicocorporais, devemos, antes de observarmos "as formas", as assimetrias, precisamos entender "de que maneira" nos equilibramos. Ou melhor, como "oscilamos" nosso corpo a partir dessa linha de referência que está no chão.


Nesse momento, para quem está começando a acompanhar esta coluna semanal, sugiro a leitura do texto publicado no dia 29 de março - Cadeias Musculares GDS - Alguns conceitos psicocorporais http://www.apgds.com.br/homolog/detalhesnoticias.aspx?codigo=80

Além disso, aproveito a oportunidade para anexar o link com os livros do professor Philippe Campignion, diretor mundial da formação biomecânica do Método GDS de Cadeias Musculares e Articulares - http://www.gruposummus.com.br/search.php?editora=all&termo=Philippe+Campignion&tipo=autor


Então... Nossas cadeias articulares constituem um sistema de três massas (pélvica, torácica e cefálica) e suas três respectivas alavancas. Cabe às alavancas se movimentarem através de pivôs acionados por nossas cadeias musculares. É importante lembrar que todo esse sistema é interdependente. O que acontece em uma massa ou alavanca terá repercussão nos demais segmentos do corpo.

Entre todos os pivôs "mecânicos" encontrados no corpo, cada cadeia muscular possui um, que chamamos de pivô primário da pulsão psicocorporal. Esse pivô, que também atua na mecânica, se diferencia dos demais, por ser o lugar específico do corpo onde uma motivação se materializará. No instante que acontece uma motivação, é deflagrada a atividade de músculos nesse local, que por reflexo miotático, recrutará todo um encadeamento de músculos específicos. O corpo, então, assumirá uma forma característica dentro da linha de referência GDS.

Assim, minha necessidade de ação (que está relacionada à estrutura psicocorporal PM) acionará seu pivô primário no tornozelo através do músculo sóleo. A ação muscular tracionará a tíbia posteriormente, gerando uma cascata de ativações musculares (encadeamentos), desequilibrando o corpo para frente do eixo de referência. Em uma situação fisiológica, os músculos deveriam reestabelecer o desequilíbrio desencadeado por essa motivação, e assim, transitarmos de uma atitude postural para outra. Nesse caso, nos referimos a uma "linguagem falada" do corpo.

A todo momento, tenho destacado o papel das cadeias musculares e das cadeia articulares. Porém, nesse sistema de movimentação de massas, alavancas e pivôs, não podemos esquecer das estruturas do tecido conjuntivo (fáscias, aponeuroses, tendões e ligamentos) que tem função estruturalmente importante nessa organização psicocorporal. Certamente abordaremos as atribuições destes tecidos em outra ocasião.


Vamos voltar às motivações. Mas, desta vez, estarei me referindo ao excesso, para melhor ilustrar o comportamento desse sistema.


Já a minha necessidade de afeto (que está relacionada a estrutura psicocorporal AM) acionará seu pivô primário que encontra-se no joelho. Agora é a ação do gastrocnêmio medial e grácil que serão os motores dessa pulsão. No plano sagital, veremos um desequilíbrio posterior, onde as massas estarão, predominantemente, atrás do eixo de referência.

As estruturas PA e AP estão associadas ao ideal. PA têm seu pivô primário no pescoço e AP, não o possui, uma vez que precisa "transitar" entre todas as estruturas do corpo para manter a ritmicidada e adaptabilidade funcional. Em PA, encontramos todas as massas horizontalizadas e perfeitamente alinhadas ao eixo GDS. Isso se deve ao "motor" da pulsão, músculo longo do pescoço, que ativará reflexamente os músculos sub-occipitais com ponto fixo para cima. Por sua vez, AP no excesso, se refere à ausência de atividade muscular. Assim, ela está no sentido oposto de PA. É o retorno. As massas em AP "desmontam", fazendo um "zig-zag" no eixo de referência. Todavia, observamos que as massas não perdem sua horizontalidade. Existe, ainda, uma terceira atitude postural, PA-AP. Neste caso, PA toma conta da massa cefálica e torácica, enquanto AP desenvolve a hiperlordose lombar e anteverte globalmete toda a pelve.

Os pivôs das estruturas AL e PL, cadeias do eixo relacional, encontram-se na articulação do quadril. Estas serão melhor observadas no plano frontal. Porém, no excesso, verificamos que as estruturas "transbordam" para o plano sagital. Em AL constatamos uma aproximação das massas, um achatamento. Já em PL, uma projeção anterior da massa pélvica e arqueamento posterior na massa torácica.


Ao falarmos de excesso, dizemos que uma cadeia muscular está imprimindo uma ação desorganizante em diferentes tecidos, o que provocará, por sua vez, a reação de outras cadeias musculares. Dessa forma, não será mais possível utilizarmos uma outra atitude postural, um outro modo de funcionamento. Agora, podemos afirmar que estamos diante de uma "linguagem gravada".


Semana que vem continuarei com esse mesmo assunto, porém, adicionarei alguns novos ingredientes.


Abraço.


Bibliografia

. Campignion P. Aspectos Biomecânicos - Cadeias Musculares e Articulares - Método G.D.S. - Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.
Link: http://www.gruposummus.com.br/search.php?editora=all&termo=Philippe+Campignion&tipo=autor

. Mehrabian A. Inference of attitudes from noverbal communication in two channels. The Journal of Counselling Psychology: vol.31,1967 (p.248-52).

. d`Ursel A. Nos os sont élastiques: sens et conscience protègent nos articulations IN: Inforchaînes: La revue des praticiens de la Méthode G.D.S. Bulletins trimestriels édités et diffusés par les APGDS, France e Belgique: 2 ème semestre 2010 (p.8-11).

. Manderveld P. Le corps est language IN: Inforchaînes: La revue des praticiens de la Méthode G.D.S. Bulletins trimestriels édités et diffusés par les APGDS, France e Belgique: nº 18 juillet 2004.

. Nieuwenhuyze J. V. Influence des pulsions psycho-comportementales sur les desequilibres morpho-statiques de l`axe vertebral IN: Inforchaînes: La revue des praticiens de la Méthode G.D.S. Bulletins trimestriels édités et diffusés par les APGDS, France e Belgique: nº 25 décembre 2006 (p.8-12).



Alexandre de Mayor.

Curso de Formação em Pilates Metacorpus Outubro-RJ



Curso de Formação - Rio de Janeiro - RJ
Pilates: Uma visão atual na área da saúde



Meta do curso: Proporcionar aos profissionais da área da saúde uma nova visão sobre o mercado de atividade física e qualidade de vida, através de exercícios que conciliam condicionamento físico e terapia corporal com a finalidade de reequilibrar o corpo e cuidar de vários tipos de patologias músculo esqueléticas.

Podem participar do curso os profissionais e estudantes (a partir do 6°período) das áreas de Fisioterapia e Educação Física, e profissionais de áreas afins com consulta prévia à Metacorpus.

Inauguração do Novo Studio Metacorpus Pilates!


Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.
Turma de Outubro de 2011:
21, 22 e 23 de Outubro de 2011, Módulo I
28, 29 e 30 de Outubro de 2011, Módulo II

Atenção! Ganhe 5% de desconto, fazendo sua reserva até 30 dias antes do início do curso

Carga horária: 120 a 200 horas/aula*
80 horas/aula – 2 módulos teórico/práticos (de sexta a domingo em dois finais de semana)
40 horas/aula - estágio supervisionado obrigatório
80 horas/aula – estágio supervisionado opcional (sem custo adicional, desde que dentro do prazo)
* A hora/aula definida pelo MEC equivale a 45 minutos.

Prazo total para realização do estágio - 3 semanas para conclusão a contar da data inicial do curso, em dias de semana.

O curso é ministrado de sexta a domingo, das 08:00 às 18:00. Durante os intervalos é servido coffee break.

Conteúdo programático:
Princípios do Método
Avaliação Postural
Biomecânica dos Movimentos e seus diferenciais perante outras atividades.
Ações das cadeias musculares nos exercícios
Exercícios de Solo
Bola
Meia lua
Rolo
Exercícios nos aparelhos
Reformer
Cadeira
Wall unit
Trapézio
Ladder barrel
Exercícios para Propriocepção e Tração articular (Teórico-Prático)
Patologias
Abordagem Fisiológica e biomecânica
Principais patologias de coluna, ombro, quadril, joelhos, tornozelo
Indicações e contra-indicações dos exercícios
Estudos de casos clínicos reais
Técnicas para montar uma Aula
Objetivos
Diferenciação e adaptações dos exercícios
Dinâmicas de aulas com até 3 alunos
Público especial: Gestantes, Hipertensos, Atletas.
Associação de Técnicas de mobilização articular, kabat e RPG aplicadas ao Método Pilates.
Medicina preventiva
Como Montar um Studio
Estratégias de Propaganda e Marketing
Logística
Consultoria em Mercado de Trabalho
Avaliação


Equipe Ministrante:
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos.

Instrutores supervisores:
Dr. Michel Henriques Salgado
Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
Fisioterapeuta do Inst. Nac. de Traumato-Ortopedia – INTO
Fisioterapeuta do Centro de futebol Zico de 2000 a 2002
Pós-graduado em Acupuntura
Formação em: Fisioterapia, Pilates, Kabat, Mulligan, Estabilização segmentar vertebral, Método Klein, Taping e Kinésio Tape.
Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo
Dr. Sérgio Machado Cunha
Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
Formação em: Fisioterapia – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação
Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo Gestão na Saúde, séries ISO 9000, 9001, 9002 – Carlos Fajardo – Estácio de Sá
Ferramentas da qualidade e Índices de desempenho - Carlos Fajardo – Estácio de Sá
Curso de Chefia e Liderança – Renato Carneiro – UERJ
Trabalhos apresentados em Ergonomia e DORT - IBMR
A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade.

Informações Complementares

Os participantes receberão material didático impresso, álbum de fotos do curso em CD e certificados quando da conclusão do curso.

OBS: Os certificados só serão emitidos mediante o mínimo de 75% de freqüência, avaliação teórica e prática do conteúdo e o cumprimento total da carga horária de estágio supervisionado.

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes.


Para fazer sua inscrição entre em contato com Diego Ramon: diegosramon@gmail.com e Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com.


Equipe de Pilates RJ

Diego Ramon e Silvana Souza

domingo, 2 de outubro de 2011

Pilates na IstoÉ II

Continuação...

Outra instituição a oferecer aulas é o prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos. Por lá, pacientes que têm ou tiveram tumor de mama podem usufruir de uma aula por semana, indicada para ajudar no controle dos sintomas, como dor e fadiga. Na Suny Upstate Medical University, em Siracusa (EUA), as indicações são mais amplas. “Usamos para ajudar na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos”, contou à ISTOÉ Karen Kemmis, fisiologista do exercício e responsável pelo serviço. “Se alguém, por exemplo, sofre com dor no ombro e minha avaliação mostra que essa pessoa não tem um bom controle do movimento nessa região, usamos o Pilates para melhorar os padrões de movimento, prevenindo a ocorrência de mais prejuízos na área”, explicou.



No centro americano, o método é utilizado ainda para auxiliar na reabilitação de portadores de doenças neurológicas. “Entre eles estão indivíduos com doença de Parkinson e que sofreram acidente vascular cerebral”, contou Karen. Nesses casos, além de contribuir para a melhora de movimentos prejudicados, estimula a habilidade de concentração.

A tendência de implementar estúdios em hospitais já começa a ser vista também por aqui. Exemplos são os hospitais Brasil, Integrante da Rede D’Or, e Albert Einstein, ambos em São Paulo. “Usamos como continuidade do tratamento ortopédico em pacientes que tiveram alta”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, do Albert Einstein.

A instituição atende em média 20 pessoas por mês. “É uma atividade segura, que preserva bastante as articulações”, acrescenta Simone. A equipe responsável pelas aulas é formada apenas por fisioterapeutas. E o cuidado é intenso. “O médico nos manda uma carta dizendo o que o paciente tem, o que ele não pode fazer e quais objetivos devem ser atingidos”, diz a fisioterapeuta Marta Cordeiro Pereira, do Hospital Brasil. No Rio de Janeiro, a técnica está na lista das atividades sugeridas pela Clínica Cardiomex, coordenada por médicos especializados em medicina do esporte e cardiologia. “Entre outros benefícios, o Pilates reduz o estresse”, diz a cardiologista Isa Bragança.


Mas não só o uso clínico do método tem merecido atenção dos cientistas. Responder a perguntas ainda não esclarecidas na área do fitness também é objeto frequente das pesquisas. Quem busca o Pilates apenas como uma forma de malhação vê na prática um modo de ganhar força e flexibilidade. E, claro, melhorar a definição da área abdominal. Mas será que isso pode mesmo ser atingido? De acordo com os pesquisadores que têm se dedicado a estudar a prática, sim. E a boa notícia é que os resultados aparecem pouco depois das primeiras aulas. Foi a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Centro de Saúde da Turquia. Ao acompanhar um grupo de 38 mulheres sedentárias, eles perceberam que cinco semanas após o início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Nas 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. Pesquisa semelhante realizada na Universidade do Estado do Colorado (EUA) constatou esses mesmos ganhos entre voluntários de meia-idade. “E os benefícios foram percebidos com a prática de exercícios de intensidade relativamente baixa, que podem ser realizados sem aparelhos”, anotou no estudo June Kloubec, coordenadora do trabalho.

Mas há o outro lado da moeda. Após testes realizados para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pela pesquisadora Michele Olson, da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), acendeu-se o alerta vermelho para a crença de que o Pilates pode ser usado como método de emagrecimento por si só. O que Michele constatou foi que a queima calórica das aulas da modalidade é baixa. No nível básico, uma hora de Pilates equivale a menos de 200 calorias. “Pilates é um treino de força e resistência”, disse Michele à ISTOÉ. “Se a pessoa quer queimar calorias, o melhor é praticar corrida ou spinning”, acrescentou. Isso não significa dizer, porém, que é preciso trocar o estúdio pelo tênis. O Pilates pode ajudar a emagrecer. “Ao começar a praticar, o aluno percebe mudanças positivas no corpo, como força, alinhamento postural, menos dores”, diz a fisioterapeuta Kátia Pinho, do Studio Airmid, de São Paulo. “Sua autoestima aumenta muito, o que é fundamental para iniciar um programa de emagrecimento.”

Além disso, ele contribui para manter o peso. O trabalho muscular aumenta a massa magra no corpo que, por sua vez, potencializa o consumo calórico do organismo. Na prática, quer dizer que ganhar músculos (e para isso o Pilates é muito válido) aumenta a quantidade de calorias consumidas pelo corpo para manter-se, pois as células musculares gastam mais energia para funcionar do que as células de gordura. Mais uma das qualidades do Pilates.



Venha já marcar sua aula experimental no Studio Metacorpus copacabana, Rua Barata Ribeiro Nº668.

Tel: 4124-2576

Procurar Silvana Souza e Diego Ramon.

Pilates na IstoÉ I

Confiram a matéria desta semana sobre pilates na IstoÉ com foto minha no artigo. Agradecendo a Metacorpus pela oportunidade e reconhecimento do meu trabalho que tanto amo!!

Silvana Souza

A força do pilates

O método começa a ser indicado por médicos e ganha espaço dentro dos hospitais para auxiliar na recuperação de males como dor, câncer e doenças neurológicas

Rachel Costa

Assista ao vídeo e entenda por que o pilates também é considerado um remédio precioso :

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No mundo do fitness, a explosão de novas modalidades é uma constante. Mas, normalmente, com a mesma velocidade com que surgem, elas desaparecem após poucos meses. Quando resistem, tornam-se aqueles fenômenos que mudam a história da malhação e a maneira como enxergamos a atividade física. Foi assim com o surgimento da aeróbica, com a expansão da musculação e assim está sendo com o Pilates. Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método rapidamente caiu no gosto dos bailarinos, que o usavam como complemento ao treino. Mas foi só a partir da década de 90 que se popularizou, atraindo milhares de adeptos em todo o mundo e tornando-se a maior revolução do fitness dos últimos anos. Só nos Estados Unidos, primeiro país a receber um estúdio com aulas da modalidade (ministradas pelo próprio Pilates em Nova York), estima-se que cerca de dez milhões de pessoas o pratiquem. No Brasil, não há dados precisos, mas o crescimento pode ser observado pela grande quantidade de estúdios e de pessoas que se confessam fãs do Pilates. “A rápida percepção dos resultados incentiva cada vez mais gente a aderir à técnica”, analisa a fisioterapeuta Solaine Perini, presidente da Associação Brasileira de Pilates. “Isso faz dele o método de condicionamento físico que mais ganha adeptos no mundo.”

As razões para se buscar o Pilates são as mais variadas. Há desde os desejosos de esculpir o corpo (inspirados por celebridades como a cantora Madonna, que credita parte de sua boa forma à técnica) até os interessados em exercícios capazes de ajudar na prevenção ou na recuperação de problemas como dores e lesões. Como anseios tão diferentes cabem dentro de um mesmo método? “Pilates se preocupou em criar uma técnica que trabalha a saúde como um todo”, considera Inelia Garcia, uma das primeiras instrutoras do método no Brasil e hoje dona de um império com mais de 47 estúdios e dez mil alunos espalhados por todo o País. “O corpo torna-se mais forte, flexível e resistente”, diz. “Na parte mental, os exercícios melhoram a concentração e a memória. E o trabalho com a respiração ajuda no controle das emoções”, completa.

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A abrangência das lições deixadas por Pilates chama mesmo a atenção. Vem de uma preocupação constante que guiou o seu trabalho: imprimir ciência à técnica. Toda a metodologia de Pilates parte do conceito de “centro de força” (ou power house). O termo, por ele criado, define a região central do corpo humano. “São os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome”, diz Aline Haas, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e instrutora certificada pela Pilates Method Alliance, dos Estados Unidos. “Eles são os flexores e extensores da coluna e do quadril e estão na musculatura profunda da pelve.” De acordo com os princípios preconizados por Pilates, fortalecer essa região é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.

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RECEITA
Lech é um dos médicos que indicam a prática aos pacientes

Ao compreender o trabalho muscular realizado durante os movimentos, Pilates criou exercícios e aparelhos capazes de estimular os músculos, inclusive os mais profundos e em geral pouco acionados no cotidiano. Os resultados são tão impressionantes que têm ocupado o tempo dos cientistas. Parte deles está especialmente interessada em levantar mais do que transformações corporais que o método pode proporcionar. Querem conhecer as suas possíveis indicações terapêuticas.

E o que se descobriu até agora é alentador. Um exemplo: trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica.

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RECURSO
Simone, do hospital Albert Einstein (SP),
usa a técnica na reabilitação de lesões

Corrobora com o trabalho italiano a revisão proposta pelo fisioterapeuta Edward Lim, do Hospital Geral de Cingapura – a primeira sobre o tema. Lim reuniu sete pesquisas de diversas partes do mundo. Todas sobre o efeito do Pilates em pacientes com dores na parte inferior da coluna. A conclusão: o método é realmente válido para tratar o problema. “Mas os exercícios precisam ser estruturados para atender aos variados quadros clínicos dos pacientes”, disse Lim à ISTOÉ.

Como o que ocorre com a dor lombar, o uso da técnica para casos de fibromialgia também vem ganhando respaldo científico. Em especial após a divulgação dos primeiros resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Uludag, na Turquia. A equipe acompanhou 50 voluntárias durante 12 semanas. Divididas em dois grupos, metade das mulheres frequentou aulas de Pilates e as demais foram orientadas a praticar exercícios de relaxamento e alongamento em casa. Enquanto o primeiro grupo relatou melhoras significativas na dor, o segundo teve alterações positivas bem pequenas.

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CLÍNICA
No Hospital Brasil (SP), a fisioterapeuta Marta atende pacientes indicados por médicos

As comprovações têm encorajado médicos a indicar a técnica a seus pacientes. “É um recurso muito útil, em especial nos casos de dor nas costas sem causa específica”, afirma o traumatologista e ortopedista Alberto Mendes, de São Paulo. “Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna”, diz o médico. O reconhecimento da importância do método também pode ser medido por sua incorporação pela fisioterapia. “Temos uma resolução que ampara o fisioterapeuta no uso do Pilates como recurso terapêutico”, diz Wiron Correia Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia.

A chave para entender esses benefícios está em um dos fundamentos preconizados pelo alemão Pilates: o equilíbrio. “Quando as cadeias musculares estão em equilíbrio, há redução da dor”, explica Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, que também indica o método. Pessoas em busca de redução da dor já formam um grupo comum nos estúdios. “Em 80% dos casos, nossos alunos vêm com esse objetivo”, conta Juliana Takiishi, coordenadora de Pilates do Centro de Bem-Estar Levitas, em São Paulo. Parte deles chega às aulas por conta própria. A outra, por recomendação médica.

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O fluxo de pacientes dos consultórios para os estúdios tem inspirado outra tendência: a oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais. Na Clínica Mayo, centro de referência médica mundial, localizada nos Estados Unidos, o interesse nos benefícios que a técnica pode oferecer a pessoas doentes é tão grande que a instituição está realizando uma pesquisa para delinear melhor os ganhos obtidos. “Há um grande número de pessoas que tiveram câncer aderindo ao método”, informa a médica Daniela Stan, da instituição americana. A pesquisadora está concluindo um estudo com 15 mulheres, previsto para ser publicado no início de 2012. Durante três meses, as voluntárias participaram de aulas na instituição sob os olhos atentos de Daniela. “Há melhoria dos movimentos no lado do corpo afetado pela doença, assim como maior flexibilidade”, disse à ISTOÉ. “Também notamos melhora no humor e na satisfação com o corpo.”

Continuação na outra postagem....




domingo, 25 de setembro de 2011

Pergunta..... Como é realizado um tratamento pelo Método GDS ?


Regularmente recebo a seguinte pergunta: Como é realizado um tratamento pelo Método GDS ?


Por esta razão, resolvi postar um pequeno resumo.


O método GDS trabalha com o conceito de que nossa atitude postural e a forma de nosso corpo deriva de uma multiplicidade de fatores, desde a genética até o psiquismo e o comportamento. Estes fatores fazem parte da natureza humana e globalidade não está restrita somente aos aspectos biomecânicos. Essa é a razão de ser difícil resumir e citar o que é o mais importante no Método.

Para começar a entender o Método deve-se saber que Godelieve Struyf definiu seis famílias de músculos (AM, PM, PA, AP, AL, PL) que dão ao corpo a possibilidade de se expressar. A cada uma destas famílias corresponde uma tipologia psicocorporal presente em todos os seres humanos em proporções variadas. Entretanto, elas podem, em consequência de uma constância de tensão, aprisionar o corpo em uma determinada tipologia, dificultando sua adaptabilidade mecânica e comportamental e tornando-se, então, fonte de sofrimento. Neste momento, configuram-se no corpo os encadeamentos musculares. A proposta do Método GDS é a leitura precisa dessa linguagem a fim de determinar os meios de desfazer essa prisão muscular para que o corpo possa reencontrar a liberdade de movimentos e de expressão.

A partir da avaliação da PULSÃO PSICOCORPORAL (corresponde ao modo de funcionamento do momento. Fala de uma motivação. Ex: Um modo de funcionamento PM fala de uma necessidade de ação, PA ideal, AM afeto), do POTENCIAL DE BASE (São as predisposições de preenchimento. Refere-se ao tamanho e a qualidade dos potenciais PM, PA e AM) e da leitura das MARCAS morfológicas (úteis, aceitáveis ou desorganizantes caso não preenchamos o potencial de base), podemos delimitar o TERRENO de predisposições associados a queixa do paciente.

Godelieve Struyf lembra que estas informações não servem para rotular o indivíduo, uma vez que pulsão, potencial e marcas só servem para para entender quais as ferramentas que o paciente nos fornece e qual o melhor caminho para iniciar a relação terapêutica.

Entre as estratégias biomecânicas, utilizamos a da ESTRELA que tem o objetivo de ajustar o controle das cadeias no que chamamos de penta-coordenação. Isso demonstra que o Método foge do binômio alongar-fortalecer. Da estratégia da ESTRELA deriva a do TRIÂNGULO que busca sempre a relação entre três cadeias, sendo que a causal é colocada no ápice do triângulo. Desta forma podemos entender quem está em carência e quem está em sofrimento. Isso facilita entender como muitas vezes a causa está longe do sintoma. A estratégia da LEMNISCATA é utilizada com o objetivo de regularizar a passagem de tensão entre as cadeias mioarticulares. Uma técnica específica do método é a "ACCORDAGE" que tem como objetivo ajustar cadeias musculares de pontos fixo opostos.

Godelieve Stuyf lembra que não existem técnicas boas ou más. Todas são boas, quando adaptadas ao paciente. Todas são más, quando é o paciente que precisa se adaptar a elas. O Método, então, permite fazer uma leitura precisa do contexto em que se insere o quadro patológico, cabendo ao profissional empregar os recursos terapeuticos próprios do Método ou qualquer outro que faça parte da vivência profissional do terapeuta.


Alexandre de Mayor


As Inscrições e informações de cursos e eventos, encontram-se disponíveis no site www.apgds.com.br


Abaixo, apresento a bibliografia do Método. Nas revistas da APGDS, que são editadas anualmente, encontram-se algumas possibilidades do emprego do Método. Todo esse material poderá ser encontrado no dia da Jornada Científica. Além disso, na sessão deste blog, é possível acessar a tese de mestrado de Renata Ungier, o artigo de Maria José Arribas e a revista Olhar GDS vol I (2007).

Fonte:

. Campignion P. Aspectos Biomecânicos – Cadeias Musculares e Articulares – Método G.D.S. – Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.

. Campignion P. Cadeias Ântero-laterais - Cadeias Musculares e Articulares – Método G.D.S. São Paulo: Summus; 2008.

. Campignion P. Cadeias Postero-laterais - Cadeias Musculares e Articulares – Método G.D.S. São Paulo: Summus; 2009.

. Campignion P. Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998.

. Denys-Struyf G. Cadeias Musculares e Articulares. São Paulo: Summus; 1995.

. Valentin B. Autobiografia de um bípede- As Cadeias Musculares e Articulares – Método G.D.S. Florianópolis: Ed. Insular; 2009.

. As Cadeias Musculares GDS e suas Aplicações Terapêuticas. 2007, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. I.

. O Método GDS de Cadeias Musculares em Movimento. 2008, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. II.

. O Método GDS de Cadeias Musculares no Exercício das Interações. 2009, Rio de Janeiro: Revista da Associação de Praticantes do Método GDS (APGDS), Vol. III.

. Inforchaînes: Association Internationale des Praticiens de la méthode G.D.S.


III Congresso Internacional do método GDS



O Rio de Janeiro terá o prazer e a honra de sediar o III Congresso Internacional do Método GDS, com o tema: AS ATIVIDADES FÍSICAS E O MOVIMENTO: UM NOVO ENFOQUE. O evento acontecerá de 24 a 26 de agosto de 2012, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC): Rua Visconde e Silva 52, Botafogo - Rio de Janeiro. Abraço e até breve!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Importância da Oclusão na Postura do Indivíduo Segundo a Visão Sistêmica


O principal objetivo deste estudo é demonstrar como a oclusão pode alterar a postura física do indivíduo e, em conseqüência, os fatores químicos e emocionais também.
O aspecto estrutural do organismo envolve a postura corporal, a qual é anatomicamente determinada pela inter-relação entre ossos e músculos, que se adaptam, moldam-se e movimentam-se de acordo com as "informações" que recebem. Estas "informações" provêm dos captores sensitivos, que são capazes de gerar alterações posturais. Esses captores podem ser os olhos, os ouvidos internos, o sistema nervoso central, os pés ou o sistema estomatognático.
Será dado maior enfoque ao sistema estomatognático, por ser esta a principal área de atuação do cirurgião-dentista.
O sistema estomatognático é formado por elementos:
1. Passivos:
-ossos de sustentação;
- articulação temporomandibular;
- gonfose (articulação dento-alveolar) e
- dentes.
- . Ativos:
- mucosa bucolingual;
- músculos (mastigadores, cutâneos, supra e infra-hióideos);
- tendões;
- glândulas e
- vasos e nervos.
Todas essas estruturas devem interagir de forma harmônica, para executarem adequadamente as diversas funções das quais participa esse sistema, sendo as principais:
- sucção;
- deglutição;
- mastigação;
- respiração;
- fonação;
- início da digestão e
- equilíbrio postural.
Essas funções são de extrema importância para o equilíbrio do organismo e, para que haja harmonia entre elas, todos os elementos formadores do sistema devem trabalhar interagindo adequadamente entre si.
A estrutura óssea do sistema estomatognático é formada por ossos que se interligam através de sincondroses; exceto a mandíbula, a qual é ligada ao sistema por tendões e músculos, formando a articulação temporomandibular. Esta articulação é uma das mais requisitadas do corpo humano, sendo movimentada constantemente em muitas das atividades diárias, como a fala e a deglutição, por exemplo. Além destas funções, essa articulação tem importância fundamental no equilíbrio da postura corporal.
Segundo CASTILLO (1999)10, a articulação temporomandibular, que se encontra entre o osso temporal e a mandíbula, consiste de duas superfícies articulatórias:
- a face articular superior, que faz parte do osso temporal e apresenta uma concavidade na parte posterior (chamada de fossa mandibular) e uma convexidade anterior (a eminência mandibular), e
- a face articular inferior, que é chamada de processo condilar e tem forma convexa, o que não permite uma perfeita harmonia entre as duas superfícies articulatórias. Esta falta de harmonia é equilibrada pelo disco articular.
A articulação é estabilizada pela cápsula articular, pelos ligamentos extra e intracapsulares e pelos ligamentos auxiliares, como os ligamentos estilomandibular e esfenomandibular.
A articulação temporomandibular movimenta-se basicamente em três direções:
- movimento para cima e para baixo da mandíbula;
- protrusão e retração da mandíbula e
- movimento lateral da mandíbula.
Esses movimentos são realizados pelos seguintes músculos:
- levantadores: músculos temporal, masseter e pterigóideo medial;
- depressores: ventre anterior do músculo digástrico, platisma e, como músculos auxiliares, o milo-hióideo e o genio-hióideo;
- de protrusão: músculo pterigóideo lateral (contração simétrica);
- de retração: ligamentos inferiores e horizontais do músculo temporal e do ventre posterior do músculo digástrico e
- de lateralização: músculo pterigóideo lateral (contração unilateral).
Na depressão da mandíbula, os dois processos condilares abaixam-se e depois movimentam-se para a frente, levando consigo o disco. No levantamento da mandíbula, o movimento ocorre na seqüência exatamente oposta, sendo de extrema importância a elasticidade do disco articular, o que permite a volta do côndilo à sua posição original, após uma forte distensão.
Na protrusão e na retração, a mandíbula é movimentada para a frente ou para trás, enquanto que os dentes permanecem em contato. Na protrusão, os processos condilares vão da fossa mandibular até entrarem embaixo das eminências articulares. Na retração, os côndilos movimentam-se para uma posição mais posterior, dentro da fossa articular.
Nos movimentos laterais, o côndilo do mesmo lado para o qual a mandíbula se movimenta gira em torno do seu eixo sagital, permanecendo na fossa mandibular. O côndilo do lado oposto sai da fossa e movimenta-se para baixo do tubérculo articular.
Esses movimentos exigem uma coordenação precisa da contração de determinados grupos musculares e, para que sejam realizados de forma harmônica, é necessário um controle da postura, com base em um tono normal da musculatura.
Essa harmonia e coordenação são feitas através do sistema neuromuscular e seus receptores.
Para que as articulações temporomandibulares apresentem funcionamento e posicionamento adequados, é preciso que:
- Os músculos utilizados para seu funcionamento tenham tensões similares, à direita e à esquerda.
- A abertura e fechamento da boca sejam realizados sem desvios; ou seja, essa abertura ou fechamento não deve realizar trajetória oblíqua, em baioneta, ou em dupla baioneta.
- Os freios labiais estejam centralizados e coincidentes, em oclusão e durante a abertura bucal (o exame através dos freios é mais confiável do que as linhas interincisivas, pois é mais comum um desvio dental do que dos freios).
- A movimentação mandibular seja realizada sem qualquer ruído ou sintomatologia dolorosa.
Para que esses princípios sejam respeitados, é necessário que os dentes estejam posicionados de forma que sua oclusão ocorra sem a necessidade de qualquer desvio mandibular.
A presença de um contato prematuro faz com que o sistema neuromuscular capte esse "trauma dental" e envie uma mensagem para que o posicionamento mandibular seja alterado, na tentativa de que o maior número possível de dentes se toquem. Quando isso ocorre, toda a musculatura envolvida na movimentação mandibular readapta-se, para realizar a oclusão da forma menos traumática possível.
Muitas vezes, essa readaptação muscular para uma nova postura mandibular leva a um posicionamento patológico do côndilo, podendo ocorrer um mal funcionamento da articulação, que seria caracterizado principalmente por qualquer tipo de ruído ou sintomatologia dolorosa na movimentação mandibular.
Além do possível mal funcionamento da articulação, deve-se evidenciar que as cadeias musculares envolvidas na movimentação mandibular também trabalharão de forma inadequada para promover uma oclusão menos traumática. Os grupos musculares antagônicos realizarão contrações com diferentes tônus, causando um desequilíbrio nas cadeias musculares do corpo todo, pois, segundo SOUCHARD (1990)14, os segmentos do corpo humano estão anatômica e funcionalmente relacionados através das cadeias musculares, cujos comportamentos elásticos caracterizam a postura.
Quando na movimentação mandibular todo esse sistema muscular trabalha com um tônus normal, interagindo adequadamente entre si, observa-se que a abertura e o fechamento da boca são realizados sem qualquer desvio (tanto no sentido látero-lateral, como no sentido ântero-posterior).
Se observar-se que, para haver a oclusão, não há a necessidade de qualquer desvio mandibular, ou seja, os dentes estão dispostos de modo que a mandíbula não tem de realizar qualquer desvio para uma máxima intercuspidação habitual (M.I.H.), têm-se em oclusão uma Relação Cêntrica Fisiológica dos côndilos mandibulares.
Define-se Relação Cêntrica Fisiológica como sendo a posição dos côndilos mandibulares na qual os dentes estejam em oclusão e a musculatura envolvida na movimentação mandibular apresente tônus normal, interagindo sinergicamente entre si.
É extremamente importante ressaltar que esta posição condilar é muito particular para cada indivíduo, sendo impossível determiná-la corretamente sem antes verificar-se o adequado funcionamento muscular
Segundo BRICOT(1999)3, o sistema estomatognático está diretamente conectado às cadeias musculares por intermédio dos músculos da abertura mandibular e do osso hióide, que tem um papel de pivô fundamental, mas também através dos músculos que são o contra-apoio da oclusão e da deglutição: esternoclidomastóideo, trapézio, peitorais etc. Todo desequilíbrio do sistema estomatognático poderá, através destas vias, repercutir sobre o conjunto do sistema tônico postural.
Também segundo BRICOT3:
O sistema estomatognático põe em comunicação as cadeias musculares anteriores e posteriores, sendo que a língua e a mandíbula estão diretamente ligadas à cadeia muscular anterior; e a maxila, por intermédio do crânio, está em relação com as cadeias posteriores, ressaltando-se que o osso hióide tem papel fundamental nessa comunicação, assim como a propriocepção entre as duas arcadas e a propriocepção da articulação temporomandibular.Os desequilíbrios do sistema estomatognático descompensam o sistema tônico postural, assim como os desequilíbrios do sistema tônico postural perturbam o sistema estomatognático, através dos núcleos do nervo trigêmeo, ao longo do tronco encefálico, e dos numerosos aferentes para as formações que intervêm no equilíbrio tônico-postural.




A Posição Mandibular Condiciona a Postura Corporal

MOLINA (1989)9 dividiu os músculos do aparelho estomatognático em dois grupos:
1. aqueles que agem diretamente sobre a mandíbula – pterigóideo lateral, masseter, temporal, pterigóideo medial, músculo digástrico, esternoclidomastóideo e trapézio, e
2. os que estão relacionados indiretamente com a função, o movimento e a posição mandibular, que são os músculos da face, o platisma e o elevador da escápula.
O mesmo autor ainda estudou a participação de grupos musculares da região superior da coluna cervical, do pescoço e dos ombros durante a mastigação de alimentos duros.6
DARLING; KRAUS (1994)5 relataram que a mudança da postura da cabeça interfere na posição de repouso mandibular e que a intervenção fisioterápica pode ser eficaz na melhoria da postura da cabeça.6
BOYD (1987)2 estudou, em vinte e cinco indivíduos, os músculos temporal anterior, masseter e digástrico anterior e os resultados obtidos indicaram que a atividade eletromiográfica dos músculos da mastigação é alterada pelo posicionamento da cabeça.6
HALBERT (1958)7 descreveu que as alterações da postura da cabeça levavam a uma situação de desvantagem biomecânica da musculatura dessa região, devido às estreitas relações anatomofuncionais do sistema da mastigação propriamente dito com a região cervical e a cintura escapular.6
VALENTINO et al. (1991)16 procuraram correlacionar a postura, posição mandibular e oclusão dental, através de registros eletromiográficos dos músculos masseter, temporal, paravertebrais torácicos e lombares, durante modificações do arco plantar com utilização de palmilhas. Os autores concluíram que modificações do arco plantar estimulam mecanorreceptores neuronais, finalizando com a contração de músculos antigravitários, que promovem reajustes na posição da cabeça e no centro de gravidade, causando uma modificação no plano de oclusão.
De forma complementar, VALENTINO; MELITO (1991)17 discorreram sobre a relação funcional entre os músculos masseter, temporal anterior, temporal posterior e digástrico com os músculos fibular longo, tibial anterior e gastrocnêmio.6
Experimentalmente4,15, diagnosticou-se que uma modificação do apoio no chão modifica o ciclo mastigatório, e sua correção também.12

BALTERS (1955)1 já afirmava que toda anomalia dentofacial vem acompanhada de anomalias de postura .11
ROCABADO13 desenvolveu uma análise que presta um grande auxílio na determinação da posição da cabeça em relação à coluna cervical e ao osso hióide. Essa análise verifica:
? A rotação da cabeça em relação à coluna cervical, sendo que esta rotação pode apresentar-se ? dentro da normalidade ? para posterior, havendo uma conseqüente diminuição do espaço suboccipital, podendo o indivíduo apresentar algias crânio-faciais; ou para anterior, com um conseqüente aumento do espaço sub-occiptal, podendo o indivíduo apresentar verticalização ou inversão da lordose fisiológica cervical.
? O espaço funcional entre o osso occipital e a primeira vértebra cervical, o qual, quando fora da normalidade (diminuído ou aumentado), pode implicar tensão muscular e dor local, podendo isso ser resultado da contração inadequada da musculatura de sustentação e mal posicionamento do sistema pescoço, cabeça e cintura escapular.

-O espaço funcional entre a primeira e a segunda vértebras cervicais, o qual, quando fora da normalidade (diminuído ou aumentado), pode levar o indivíduo a apresentar síndrome de dor facial, distúrbios ópticos (ardor e pressão atrás dos olhos), zumbido nos ouvidos, desequilíbrio postural etc.
- O posicionamento do osso hióide em relação à mandíbula e à coluna cervical, podendo através deste posicionamento verificar as condições de funcionamento da musculatura de sustentação do complexo "crânio-coluna cervical-osso hióide".

Através desta análise, pode-se verificar, por exemplo, que um paciente que apresenta uma oclusão de classe II de ANGLE pode estar com o osso hióide posicionado de tal forma que exerça uma tensão exagerada da musculatura supra-hióidea, causando posteriorização da mandíbula e a conseqüente oclusão em classe II. Do mesmo modo, uma posição mais superior do hióide pode levar a uma diminuição na tensão da musculatura supra-hióidea, podendo ocasionar no indivíduo uma tendência à oclusão tipo classe III de ANGLE.

Como foi dito anteriormente, BRICOT (1999)3 afirma que qualquer desequilíbrio no sistema estomatognático pode descompensar o sistema tônico-postural, e que o contrário também ocorre, o que se verifica no fato de que a posição mandibular condiciona a posição cérvico-escapular, assim como a posição cérvico-escapular também condiciona a posição mandibular.
Pessoas que apresentam qualquer tipo de classe II normalmente têm a cabeça e os ombros projetados para anterior; já os indivíduos que apresentam classe III, normalmente, projetam a cabeça e os ombros para posterior. Estes posicionamentos ocorrem para que o sistema neuromuscular possa adaptar-se a um novo equilíbrio, para que o eixo de sustentação consiga ser mantido e esses indivíduos consigam manter-se em pé e movimentar-se.
Através das informações aqui descritas, pode-se afirmar que a posição mandibular não é estática; que a posição dos côndilos na cavidade glenóide é influenciada pela oclusão e também pelas cadeias musculares e o sistema neuromuscular.
Indivíduos que apresentem um padrão do tipo classe II (esquelética ou dental) podem estar com os côndilos em posição mais posterior na cavidade glenóide, ou podem estar numa posição anteriorizada e rotacionados no sentido horário, podendo causar uma retrusão da mandíbula e um aumento da dimensão vertical.
Pessoas com padrão classe III podem apresentar os côndilos colocados numa posição mais anterior dentro da cavidade glenóide ou podem ter os côndilos posicionados mais posteriormente dentro da cavidade glenóide e rotacionados no sentido anti-horário, podendo causar uma diminuição da dimensão vertical.

Conclui-se, então, que o reposicionamento mandibular é possível e, muitas vezes, extremamente necessário, para que o equilíbrio postural e funcional do indivíduo seja adequado.
O dentista, sendo um profissional da área da saúde, deve saber identificar desequilíbrios posturais e a respectiva sintomatologia, provenientes do aparelho estomatognático, assim como qualquer desequilíbrio do sistema estomatognático proveniente de qualquer outra desarmonia nas cadeias musculares em outras áreas do corpo.
Um tratamento protético ou ortodôntico, para ser corretamente realizado, deve ter seu planejamento feito de acordo com as considerações já relatadas, ou seja: esse tratamento deve ser realizado visando a restabelecer um adequado posicionamento dos côndilos e da mandíbula, podendo assim proporcionar ao paciente a possibilidade de o restante do corpo ficar em equilíbrio postural.
O cirurgião-dentista deve saber verificar o funcionamento adequado e harmônico de todo o aparelho estomatognático e as implicações provenientes de qualquer desordem deste; pois, muitas vezes, desequilíbrios nesta região vão-se refletir em outras partes do corpo, não apresentando sintomatologia no complexo orofacial.
Qualquer intervenção realizada que influencie na oclusão do paciente deve ser feita com consciência. Cabe ao dentista saber identificar um mal posicionamento articular e seus respectivos desequilíbrios musculares ? que podem apresentar sintomatologia dolorosa ou não ?, para que o profissional não seja responsável por perpetuar ou até agravar desarmonias neuromusculares provenientes do sistema estomatognático e que, portanto, presume-se, sejam adequadamente tratadas pelo dentista.
Pode-se citar como exemplo um indivíduo que procura um ortopedista ou um fisioterapeuta, queixando-se de dor na região lombar, e, após exame local e radiográfico, verifica-se uma acentuação da lordose nesta região. Na maioria das vezes um aumento da lordose da região lombar ocorre simultaneamente a um aumento da lordose cervical (para que as cadeias musculares possam se compensar) e esse aumento da lordose cervical pode ser causado por um desequilíbrio do sistema estomatognático, ou seja , a causa real do problema deste indivíduo pode ser de competência do cirurgião-dentista resolver.
O cirurgião-dentista deve tentar sempre que possível “montar” a oclusão do seu paciente coincidente com a Relação Cêntrica Fisiológica descrita anteriormente. Por esse motivo, tratamentos ortodônticos e protéticos devem ser planejados levando-se em consideração todos esses aspectos e não somente análises cefalométricas ou posicionamentos condilares preestabelecidos, pois estes são estáticos e o posicionamento mandibular não o é.
Indivíduos que apresentem oclusão do tipo classe II ou classe III podem ter esta alterada pelo incorreto posicionamento mandibular, assim como indivíduos que mostrem uma oclusão em classe I podem ter esta alterada se os côndilos e a mandíbula estiverem adequadamente bem posicionados.
Qualquer tratamento que altere a oclusão do indivíduo deve estar sempre compatível com um adequado funcionamento das cadeias musculares e, conseqüentemente, com um bom posicionamento mandibular.

Postura Corporal de Forma Sistêmica
Tomando o paciente como um “todo” e tentando dar ao tratamento um enfoque sistêmico, cabe ao dentista atentar para todos os aspectos que estejam relacionados com o seu trabalho, sendo que o emocional do paciente pode influenciar diretamente no diagnóstico e nos resultados do seu tratamento.
Estudos anatômicos tendem a utilizar imagens bidimensionais, ficando assim perdido um elemento muito importante: a vida emocional.
“A emoção produz formas.” Sentimentos ou pensamentos desencadeiam reações no sistema muscular, alterando a postura do corpo.
Pode-se exemplificar a influência das emoções no aspecto estrutural do indivíduo, analisando-se o “stress”.
Uma pessoa, quando está nervosa ou estressada, tende a retesar seus músculos de tal forma que chegam a apresentar sintomatologia dolorosa. Com essa alteração do tônus muscular, não é difícil perceber-se que a postura do indivíduo sofre deformações, mudanças.
O corpo adapta-se para defender-se e, freqüentemente, esta adaptação é o único caminho que o indivíduo encontra para reagir diante de algumas situações (mesmo não sendo a forma mais adequada). Mediante a duração deste estado de “alerta” do organismo, a forma que este adquire pode consolidar-se.
Através do exemplo dado, pode-se imaginar a dificuldade que muitas vezes surge quando se deseja alterar a forma, postura e tônus muscular de um paciente.
As posturas corporais são também reflexos do emocional na estrutura física do corpo. O indivíduo, muitas vezes, necessita adquirir certas posturas diante das situações vividas, as quais nem sempre são passíveis de alteração (mesmo que seja para o equilíbrio do organismo).
A tensão de toda a musculatura ou o seu tônus muscular está diretamente relacionado com as emoções.
A pessoa adquire posturas diante de certas situações da vida, as quais muitas vezes são difíceis de alterar, dependendo muito da dispoaição do indivíduo para modificá-las. A musculatura reflete esta postura emocional e, como os ossos moldam-se de acordo com a pressão ou tração muscular, por conseqüência, os ossos também mostram características da personalidade do indivíduo com suas formas.
Por que há casos que recidivam e outros não? Será que as causas são sempre estruturais?
Ao contrário do que se possa imaginar, o aspecto emocional do paciente está diretamente ligado ao resultado do nosso trabalho.
Infelizmente, sinto termos pouca formação psicológica, para enxergarmos a importância dos pensamentos e sentimentos do nosso paciente e percebermos a dimensão com que influenciam o andamento de qualquer tratamento.

Conclusão

Este estudo evidencia alguns aspectos importantes da influência da oclusão na postura corporal, assim como as alterações causadas na oclusão provenientes de desarmonias do sistema tônico-postural.
Percebe-se, então, a necessidade de o cirurgião-dentista saber diagnosticar a causa dos desequilíbrios oclusivos e o que estes podem ocasionar na postura corporal.
A postura do indivíduo é resultado dos seus aspectos físicos, químicos e emocionais, sendo que a intervenção em qualquer um destes pode afetar diretamente os restantes. Observa-se, então, a necessidade do conhecimento sistêmico do organismo para avaliar-se a extensão de qualquer tratamento.
“... um corpo que não é o corpo da vegetoterapia, nem o corpo simbólico.., mas uma arquitetura geneticamente programada, em permanente construção e desconstrução, pulsando segundo afetos, com suas câmaras e válvulas, sempre em busca de mais vida, inflando, esvaziando, adensando ou enrijecendo de acordo com seu grau de tolerância aos ritmos da excitação gerada pelas experiências de amor ou decepção, medo ou agressão, agonia ou prazer.” 8

Referências Bibliográficas

1. BALTERS, W.: Reflexmechanismus und Funktionsablauf. Fortsch Kieferorthop, v. 16(4), p: 325-7, 1995.
2. BOYD, C. H.: The effect of head position on eletromyographic evaluations of representative mandibular position muscle groups. J Cran Prac, v.5, p.50-53, 1987.
3. BRICOT, BERNARD: Posturologia. São Paulo: Ícone, 1999.
4. C. R. DOUGLAS: Tratado de Fisiologia, 1994
5. DARLING, D. W.; KRAUS, S.: Relationship of head posture and rest position of the mandible. J Prosthet Dent, v.1, p.111-115, 1994.
6. FARAH, E. A.; TANAKA, C.: Postura e Mobilidade da Coluna Cervical e do Tronco em Portadores de Alterações Miofuncionais Orais. Rev. APCD. São Paulo: v.51 n.2/171-75p., mar./abr. 1997.
7. HALBERT, R.: Eletromyographic study of the head position. J Can Dent Assoc, v.24, p.11-23, 1958.
8. KELEMAN, STANLEY: Anatomia Emocional. São Paulo: Summus, 1992.
9. MOLINA, O. F.: Fisiopatologia Craniomandibular (oclusão e ATM). São Paulo: Pancast, 1989.
10. MORALES, R.C.: Terapia de Regulação Orofacial. São Paulo: Memnon, 1999.
11. NOGUEIRA De Sá, N. Jr.: Iniciação à Odontologia Sistêmica. In: - Espaço Funcional. Rio de Janeiro: Pedro Primeiro, 2001.
12. NOGUEIRA De Sá, N. Jr.: Iniciação à Odontologia Sistêmica. In: PERES, A. C.; PERES, R. L. - Relação da Postura do Sistema Estomatognático com a Postura Corporal. Rio de Janeiro: Pedro Primeiro, 2001.
13. ROCABADO, M.: The proceedings of the 5th International Conference IFOMT, Vancouver, 1984.
14. SOUCHARD, Ph. E.: Reeducação Postural Global. São Paulo: Ícone, 1990.
15. STEENKS, M. H. & de WIGER, A.: Disfunção da Articulação Temporomandibular do Ponto de Vista da Fisioterapia e da Odontologia – Diagnóstico e Tratamento , 1996.
16. VALENTINO, B. et al.: The functional relationship between the occlusal plane and the plantar arches. An EMG study. Surg Radiol Anat, v.13, p.171-174, 1991.
17. VALENTINO, B.; MELITO, F.: Functional relationship between the muscles of mastigation and the muscles of the leg. Surg Radiol Anat, v.13, p. 33-37, 1991.

Fonte: http://odontologiasistemica.com.br/oclusao_postura.htm


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sábado, 17 de setembro de 2011

MÉTODO GDS - DISCUTINDO A RELAÇÃO ... MECÂNICA DA BACIA



Antes de casar, sempre escutei que toda relação passa por momentos de "crise". Me lembro como se fosse hoje, um amigo me revelando que estava vivendo a crise dos 7 anos de casamento. O tempo passou e, como quem tem hora marcada no consultório, a crise bateu na minha porta. Foi aí que minha esposa e eu constatamos que, de fato, esse período existe. É a mais pura verdade! Por isso eu vou te mostrar alguns sinais e sintomas.
Motivado por esse projeto de construir uma família, todo casal debutante vai às compras e adquire uma nova geladeira para comportar uma maior quantidade de alimentos, uma televisão e um "home theater" para poder curtir melhor os momentos a dois. Conclusão, o casal se endividará para deixar a casa "novinha". Mas toda alegria dura pouco ! Acontece que esses aparelhos têm um tempo de validade. Eles fazem parte da mesma central sindical e a data da assembléia geral, por coincidência, foi marcada para o dia do seu 7º aniversário de casamento. Por unanimidade, todos decidirão se quebrar ao mesmo tempo. Quando o "caos" se instalar em sua casa e vocês estiverem diante de decidir suas prioridades, muita coisa se revelará.
- Televisão ou geladeira ?
- Eu não vivo sem os comentários esportivos do domingo à noite !
- Tudo bem, vai beber cerveja quente com os amigos !

Posso dizer que minha família superou esse problema. Refletimos juntos e concluímos que a crise não é nossa, é dos eletrodomésticos, que têm vida própria e coabitavam a nossa casa como se fossem os verdadeiros proprietários. Eles são "zumbis" iguais ao do vídeo clip Thriller de Michael Jackson. Essa semana, a geladeira e o depurador de ar do fogão fizeram um divórcio litigioso. Desde então, tivemos que aceitar 2 novos inquilinos. Só não sei até quando vai durar essa nova relação.

O tema deste texto era ... Lembrei! Discutindo a relação ... mecânica da bacia. Ah... e no último texto prometi escrever sobre a nutação e contra-nutação sacro-ilíaca.



Então... a bacia é a residência de AM.
O tronco está em perda de equilíbrio para trás, a atividade de grupos musculares anteriores que garante o equilíbrio. São principalmente os músculos anteriores e medianos do tronco, por isso a abreviatura AM. O corpo parece querer recuar ou apoiar-se contra uma parede, ou sentar-se. Tem ligação com afetuosidade, acolhimento, posição fetal (STRUYF, 1995).
Os músculos do períneo são os proprietários desta casa que tem três andares. É um lugar sólido e bastante espaçoso. Não pense você que, por causa disso, eles vivam confinados. Pelo contrário, eles estão sempre recebendo a vista de alguns amigos. PM, por exemplo, é um visitante sempre bem vindo, desde que não se exceda em suas ações. Afinal de contas, é de sua responsabilidade a manutenção desta casa de pé. PM tem seu feudo nos membros inferiores para verticalizar os ilíacos e o sacro. Por sua vez, o músculo transverso do abdome de PA-AP e ilíaco de AP estabelecerão um antagonismo complementar com o glúteo mínimo de AL, para controlar a abertura das asas ilíacas no plano frontal. Inclusive, tanto AL quanto PL têm seus pivôs primários da pulsão psicocomportamental na articulação do quadril.

Aliás, vale a pena voltar à questão da assimetria fisiológica. Eu ainda não tinha mencionado que nossas cadeias musculares são duplas, o que temos do lado direito, teremos também do lado esquerdo, a menos que encontremos alguma agenesia muscular. Mesmo levando isso em conta, é preciso saber que existe uma dominância de AM, AL e PA à direita, enquanto PM, PL e AP prevalecem à esquerda. Esta assimetria fisiológica se deve à disposição das vísceras. Por essa razão, no plano frontal, observaremos a asa ilíaca mais frontalizada à direita pela ação útil do glúteo mínimo (AL). Este músculo ainda agirá na flexão e rotação interna do quadril se estiver em excesso. Em compensação, verificaremos a ação do quadrado femoral mais marcante à esquerda, realizando conjuntamente a abertura do ísquio e a rotação externa de quadril. É essa ação que faz do quadrado femoral um amigo confidente dos donos da casa. Ele é quem aconselha, em seu feudo (articulação do quadril), os músculos do períneo a não se trancarem em sua casa. AL, por outro lado, tem seu feudo na cintura escapular, mais ativo à direita. Seu representante é o latíssimo do dorso. A marca útil fisiológica deste músculo é a ancoragem da cintura escapular à bacia, o que controlará PL nos membros superiores.

A bacia se localiza em um região central do corpo. Por esse motivo é importante transmitirmos aos nossos pacientes e alunos a imagem de uma casa e a sensação de um local bem estruturado em sua solidez. É um grande engano pensar que os pés são a nossa base ! Afinal, nossos membros inferiores precisam responder aos nossos constantes desequilíbrios, como ocorre durante a marcha, para podermos levar nossa casa sempre conosco. Essa residência não gosta de muita "agitação", embora seja um território de muita passagem de tensão mecânica. Portanto, sua principal característica é não ter "bagunça". Para isso, é necessário mantermos a casa sempre arrumada, organizada. Já tivemos oportunidade de discutir que as massas (pélvica, torácica e cefálica) são zonas de resistência. Quando elas assumem um comportamento mais elástico é porque as alavancas (intermassas) não estão cumprindo a ação de adaptabilidade e ajustamento. O contrário também é verdadeiro, intermassas fixadas obrigando as massas a se tornarem elásticas e compensarem a ausência de mobilidade. Não esqueça de que as articulações sacro-ilíacas e a sínfise púbica funcionam como juntas de dilatação e, por essa razão, não permitem movimentos em grande amplitude. Mas isso tudo só funciona segundo algumas "regras de convivência": todos os amigos precisam se respeitar em suas individualidades e, o mais importante, ninguém pode se atrever a dar ordens aos donos da casa !

Agora, vamos para um assunto que sempre gera algum tipo de confusão. A nutação e contra-nutação sacro-ilíaca. Acredito que a dificuldade na compreensão dessa mecânica seja colocar, no mesmo cenário, o movimento sacro-ilíaco com o que ocorre na articulação do quadril. É importante lembrar que quando estudamos em um livro de fisiologia articular, como por exemplo o Kapandji, didaticamente os movimentos articulares são descritos de forma isolada. Mas, se pensarmos nas tipologias GDS, tudo ficará mais fácil. Você verá !

Nossa referência é a estrutura psicocorporal PA sem excesso. No plano sagital, todas as massas estão alinhadas ao eixo vertical GDS. A oitava vértebra torácica está no ápice da cifose e as intermassas (as lordoses funcionais) estão corretamente ritmadas por AP e, portanto, pouco acentuadas. Importante! Nosso raciocínio é "estático" para podermos entender a dinâmica e os terrenos de predisposição. A bacia que funciona em PA vista sagitalmente, tem a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) e o púbis alinhados a uma vertical com o solo. Além disso, uma segunda linha que passa pelas vértebras sacrais (S1 e S2) formam, com a linha descrita anteriormente, um ângulo de 51 graus.

Diferente de PA que está perfeitamente alinhada ao eixo vertical e "aponta" em direção ao céu como uma flecha, AP tem suas massas "desmontadas", fazendo um "zig-zag" neste eixo de referência. Isso se deve à ausência de atividade muscular. Todavia, observamos que, tanto a bacia como as demais massas, não perdem sua horizontalidade. AP deveria funcionar em alternância com PA, como na respiração fisiológica. Porém, existe, uma terceira atitude postural, PA-AP. Neste caso, PA toma conta da massa cefálica e torácica, enquanto AP desenvolve a hiperlordose lombar e anteverte globalmente toda a pelve.


No "andar de cima", observamos em PA-AP uma hiperpressão torácica, ou seja, tórax bloqueado em inspiração. Philippe Campignion aponta que "os pilares do diafragma, beneficiando-se de um ponto fixo superior, graças à fáscia endotorácica, que é mantida elevada pelo recuo da coluna cervicodorsal, mantém a região de D12 a L3 para frente e para cima". Já no "andar inferior", hiperpressão abdominal e diástase dos retos do abdome. O músculo psoas (AP) não é mais capaz de manter a ritmicidade da intermassa e assume um ponto fixo no fêmur. Embora o diafragma e o psoas estejam com pontos fixos em sentidos opostos, eles acabam agindo sinergicamente para levar toda a coluna lombar para frente. Nesse caso, teremos a confirmação de uma "verdadeira lordose", de D12 até L5. O músculo ilíaco, também da cadeia AP, sustenta esse quadro e anteverte toda a bacia. Os joelhos, por sua vez, são levados ativamente em recurvatum, uma vez que, o músculo reto anterior do quadríceps femural aproximará suas inserções, reforçando ainda mais a báscula anterior da bacia e, também, agindo na ascensão da patela. Acabei de descrever uma atitude postural onde a bacia está antevertida globalmente. No segmento pélvico, a ação apontada ocorreu estritamente na articulação do quadril. O osso sacro, por sua vez, acompanhou conjuntamente esse movimento sem qualquer modificação em sua articulação com o ilíaco.

As cadeias musculares que agem sobre o osso sacro poderiam entrar nessa estória. Quem age sobre esse osso são as cadeias AM e PM, cadeias musculares do eixo estrutural. Mas, antes de pensar em colocar AM - PM e AL - PL, estas duas últimas que fazem parte do eixo relacional e, por isso, tem ação sobre o ilíaco, tente entender como cada uma participa mecanicamente na organização da bacia.


Vamos lá ....

O que AL faz na bacia ? anteversão do ilíaco e frontalização da asa ilíaca. O que é isso ? Observe como referência a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS). Então, no plano sagital a EIAS estará mais baixa e em uma visão frontal, afastada lateralmente em relação à linha média do corpo. Essa marca se deve, principalmente, à ação do glúteo mínimo. Porém, se este músculo estiver em excesso, observaremos a aproximação de suas extremidades (corda de arco). Em vez de assumir, somente, um ponto fixo mecânico no fêmur, veremos também a rotação interna com flexão e adução. Nessas duas situações, o eixo de referência foi o da articulação do quadril. Vamos por isso em prática. Faça um "X" com seu antebraço. O antebraço esquerdo corresponde ao osso ilíaco e o direito ao sacro. A interseção dos antebraços é a articulação sacro-ilíaca. O cotovelo esquerdo é a articulação do quadril. Você vai movimentar somente o braço esquerdo (ilíaco) na direção da aproximação dos cotovelos. Acabaste de realizar a anteversão do ilíaco. Primeiramente, tente acompanhar o raciocínio. O músculo glúteo mínimo tomou ponto fixo no fêmur antevertendo o ilíaco. Mas o que aconteceu na interseção (articulação sacro-ilíaca)? Alterou a posição? Isso foi uma contra-nutação do ilíaco. Apenas do ilíaco! Duas ações. Uma no quadril, a anteversão do ilíaco e a outra na articulação sacro-ilíaca, a contra-nutação do ilíaco.

Vou colocar uma AM no excesso para verticalizar o sacro. Mas desta vez o ilíaco não terá a ação excessiva de AL. Cruze novamente os antebraços e mova apenas o antebraço direito no sentido da aproximação dos cotovelos. Agora você acabou de realizar uma contra-nutação do sacro. Percebeu o que aconteceu na interseção? Finalmente, AL e AM juntos... Então, anteversão da bacia e contra-nutação do sacro e do ilíaco.

Tarefa número 1 para consolidar o conhecimento, afastar os cotovelos. Neste caso o antebraço esquerdo será a PL, enquanto o direito a PM. Não esqueça que com PL, ocorrerá movimento na articulação do quadril. Sendo assim, você precisa visualizar o que acontece, também na sacro-ilíaca. Faça somente a retroversão do ilíaco (PL). Também teve uma modificação na relação do ilíaco com o sacro (nutação do ilíaco). Certo ? Depois, faça apenas a nutação do sacro por PM. Finalmente os dois movimentos simultâneos, retorversão do ilíaco com nutação do sacro e do ilíaco. Irei propor um outro exercício. Como seria AL com PM? Aproveite para fazer todas as combinações possíveis. Para fecharmos este raciocínio, quais os músculos envolvidos nas diferentes formas de organização da bacia? Quais seriam as estruturas que estão sobrecarregadas em cada uma destas combinações? Quem vai prestar "socorro" diante das diferentes hiper-solicitações mecânicas?

Para concluir deixo a minha sugestão para uma futura análise de alguns distúrbios que acometem a bacia, a região lombo-sacra, o púbis e a articulação do quadril. Sempre peça licença antes de entrar em qualquer casa. Principalmente, quando for de uma pessoa que você não conhece bem. Tente entender como a casa funciona antes de propor mudanças na decoração. Uma casa AM vai ser bem diferente de uma casa PM. Ou melhor, o que é fisiológico para uma pessoa pode não ser para uma outra. Lembre que por trás da organização de nossa "casa pélvica" existe um psicocomportamento. Nossas estruturas corporais não funcionam como os eletrodomésticos. Afinal, diferentes destes, quando "quebram", não as podemos jogar no lixo ! Cada casa pode funcionar com algumas características muito particulares. Sendo assim, busque encontrar as relações de controle que mantenham uma boa afinidade entre todos os seus convidados.

Alexandre de Mayor.

Bibliografia

. Campignion P. Aspectos Biomecânicos - Cadeias Musculares e Articulares - Método G.D.S. - Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.

. Campignion P. Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998.

. Denys-Struyf G. Les chaînes musculaires et articulaires. Bruxelas: SBORTM (société belge d`ostéopathie et de recherche en thérapie manuelle); première édition 1979.

. Denys-Struyf G. La déformation des articulations sacro-iliaques, incidence sur la physiologie et les algies de la lombo-sacrée. Bruxelas: SBORTM (société belge d`ostéopathie et de recherche en thérapie manuelle); 1983.

. Kapandji IA. Physiologie articulaire: schémas commentés de mécanique humaine. Paris: Maloine; 1999.

Fonte: http://www.apgds.com.br/homolog/

 
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