terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pilates na reabilitação



O método pilates é um trabalho que se baseia em exercícios de força e mobilidade utilizando para tais técnicas e exercícios específicos. Este método permite desenvolver nos seus praticantes uma maior tomada de consciência corporal.
Em todos os princípios do método que são: concentração, controle, centro (power house), movimento fluido, precisão e respiração, que reside em uma base comum: a especificidade de cada ser humano numa dimensão biopsicossocial, isto é, a capacidade desta modalidade se adaptar e se direcionar às diferentes características de cada praticante. Neste sentido, são inúmeros os estudos e os profissionais de saúde que associam a sua prática a inúmeros benefícios, concretamente ao nível da prevenção e tratamento de algumas patologias (como por exemplo, os problemas de próstata, a incontinência urinária, entre outros), melhoria do equilíbrio, dos níveis de atenção e de concentração, da coordenação neuromotora, da mobilidade articular, da redução de dores da coluna, melhoria do sistema imunitário e do sistema linfático, aumento dos níveis de conhecimento de si próprio.
Será neste sentido, e tendo em conta todos os princípios e metodologias utilizadas pelo método Pilates, que podemos considerar a sua prática uma importante fonte de estímulo do bem-estar global. O método obedece a uma seqüência de módulos que se divide em: Básico, Intermediário e Avançado. Os equipamentos são usados em todos os módulos, com variações nos ângulos, na carga e a freqüência dos movimentos. 
Os exercícios devem ser feitos suavemente com o máximo de atenção e não devem ser executados automaticamente. Para isso, um mesmo movimento não é repetido mais do que 10 vezes.
Joseph Pilates criou mais de 500 exercícios diferenciados que em comum fortalecem e alongam toda musculatura do corpo, melhoram a flexibilidade e a coordenação e proporcionam relaxamento, muita conscientização corporal sem contar o constante trabalho respiratório e os cuidados com a correção da postura.
A prática freqüente da técnica de Pilates traz os seguintes benefícios: fortalece o corpo, especialmente a musculatura abdominal; alonga e dá flexibilidade; desenvolve a consciência corporal e melhora a coordenação; ajuda a descomprimir lesões na coluna; prepara áreas enfraquecidas para a reabilitação; deixa as articulações mais móveis; desenvolve os músculos que suportam a coluna, aliviando dores crônicas na região; eleva a capacidade de contração muscular; aumenta a densidade óssea; melhora a postura e induz a combater o estresse; diminui a tensão e fadiga; relaxa e ajuda a combater o estresse; aumenta a capacidade respiratória e cardiovascular; desperta, revitaliza e dá sensação de leveza; otimiza o desempenho de atletas; diminui o percentual de gordura corporal; estimula a circulação; diminui a tensão pré-menstrual; auxilia no tratamento de complicações nos joelhos, ombros e panturrilhas, acidentes automobilísticos, reumatismo, poliomielites, pós-cirurgias, pré e pós-parto.
Um dos grandes princípios do Pilates é o alinhamento do centro de força, juntamente com a respiração. Em outras palavras, o método atua no sentido de alinhar os 3 pontos da coluna vertebral, occipital, dorsal média e sacro respeitando suas curvas fisiológicas lordoses cervicais e lombares, e cifose torácica, em um auto-crescimento, ao mesmo tempo em que trabalha a respiração, liberando a região superior do tórax. Somado a isso, há a utilização de abdominais (em especial o transverso do abdômen), formando um centro alinhado, forte e equilibrado, que constitui a base para todos os movimentos do corpo humano.
O Pilates também pode trazer diversos benefícios para os praticantes da terceira idade. O método garante o aumento da densidade óssea; libera a tensão das articulações, deixando-as mais móveis e flexíveis; aumenta a capacidade respiratória e cardiovascular; melhora a postura, evitando possíveis lesões de coluna; e desenvolve o corpo e os músculos, diminuindo a fadiga do dia a dia. 
Mediante a isso, pode-se dizer que o método Pilates de condicionamento físico está apto à proporcionar satisfação total aos praticantes da terceira idade que desejam obter uma melhor qualidade de vida, aproveitando ao máximo seu corpo e sua saúde.
O Método Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para o fisioterapeuta na reabilitação, apresentando benefícios variados, quando aplicado de acordo com seus princípios, e poucas contra-indicações, além do seu uso voltado ao fitness. A maioria das contra-indicações não impede a aplicação do método, apenas exige algumas alterações e cuidados, enfatizando que o método seja individualizado. As indicações são muitas e variadas, podendo ser aplicado em populações especiais como gestantes idosos e atletas e também em vários problemas ortopédicos. Segundo diversos estudos, os resultados do Método Pilates, no que compete ao tratamento de desvios posturais e distúrbios osteomioligamentares, têm sido satisfatórios. Há carência de estudos sobre o método, em diferentes aplicações, sendo necessária maior ênfase em pesquisas na área, utilizando amostras maiores.

Fonte:
  • Costa, T.A. Benefícios do método Pilates na reabilitação. 
  • Comunello, J.F. Benefícios do método Pilates e sua aplicação na reabilitação.

Imagem:
  • Studio de Pilates Metacorpus.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O períneo e o pilates




O assoalho pélvico ou como também  é conhecido, o diafragma pélvico,  é formado pelos músculos levantadores do ânus e coccígeo. Ele se estende entre o púbis anteriormente e o cóccix posteriormente e de uma parede lateral da pelve até a outra. 
Os músculos do assoalho pélvico têm importantes funções, contraem-se para manter a continência urinária e fecal e relaxam-se permitindo o esvaziamento intestinal e vesical, evitam o deslocamento dos  órgãos  pélvicos e  participam da responsividade sexual feminina normal,  sendo extremamente distendidos para permitir o parto. Mas, devem-se contrair novamente durante o pós-parto para permitir a continuidade das suas diversas funções. 
Os músculos do períneo controlam funções essenciais como a micção , a defecação e a ereção.
Tomando o exemplo do períneo feminino na micção e na defecação, que são comuns aos dois sexos, analisaremos inicialmente os mecanismos da continência urinária e da micção.

Controle urinário

A bexiga é um reservatório que permite compensar a secreção permanente de urina pelos rins e o controle da sua evacuação. A repleção da bexiga provoca um desejo de micção. Dessa forma, a continência e a micção voluntária são funções extremamente importantes para a autonomia das pessoas.
A continência urinária permite o enchimento progressivo da bexiga, órgão mais anterior da pelve. Enquanto o músculo esfíncter interno da uretra , formado pelo músculo liso, estiver contraído, a bexiga mantém a continência urinária. Um segundo músculo, o esfíncter externo da uretra, formado por músculo estriado, ou seja, voluntário, situado na uretra membranosa, no plano superficial do períneo, controla a continência e o curso da micção. É a contração voluntária desse esfíncter que permite retardar a micção quando ocorre um forte desejo de urinar.


A micção ou ato de urinar depende de quatro fatores:
  • o relaxamento do músculo esfíncter interno da uretra;
  • a contração do detrusor, músculo liso da parede da bexiga;
  • o relaxamento do músculo esfíncter externo da uretra posterior;
  • a contração dos músculos da cinta abdominal, diafragma e músculos largos do abdome, oblíquo interno e, sobretudo, o transverso.
Controle fecal (os das fezes)

As fezes acumulam-se no reto, porção terminal, calibrosa, que se segue ao colo sigmóide, por sua vez uma continuação do colo descendente. Quando o reto está cheio, ocorre o desejo de evacuação.
A continência fecal é controlada por duas ações:
  • ação do músculo levantador do ânus, parte do plano superficial do períneo e formado de fibras musculares estriadas, ou seja, voluntárias, em torno do músculo precedente. Ela controla a contenção e também, pelo seu relaxamento, a evacuação.
A evacuação está sob a dependência de quatro fatores;
  • o relaxamento do músculo levantador do ânus, retificando o canal anal;
  • a contração da musculatura lisa da parede do reto, particularmente dos feixes longitudinais  e das fibras circulares, num mecanismo peristáltico, ou seja, contração sucessiva de fibras em ondas progressivas em direção distal; 
  • o relaxamento do esfíncter externo do ânus;
  • a contração dos músculos da cinta abdominal, diafragma e músculos largos do abdome (particularmente o oblíquo externo e, sobretudo, o transverso). 
Uma das opções de tratamento é o treinamento funcional do assoalho pélvico, que consiste em contrações específicas dos músculos que o compõem e tem como benefícios a melhora da percepção e consciência corporal da região pélvica,  o  aumento da  sua vascularização, tonicidade e força muscular. Com estes exercícios perineais podem-se prevenir e tratar diversos problemas que surgem com o enfraquecimento dos músculos pubococccígeos.
O método Pilates é um programa de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade, e dedica-se a explorar o potencial de mudança do corpo humano. 
Um estudo realizado com mulheres idosas com diagnóstico de incontinência urinária de esforço, após realizarem o método Pilates visando o fortalecimento do assoalho pélvico, revelou que o método foi eficiente reduzindo as perdas urinárias e aumentando a força muscular do períneo.
Atualmente o Método Pilates vem sendo assunto de diferentes estudos, que buscam comprovar os benefícios relatados por praticantes do método.
A fisioterapia dispõe de vários métodos que têm como objetivo o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, pois a melhora da função desta musculatura favorece uma contração consciente e efetiva, conquistando benefícios relacionados aos elementos de sustentação e melhora da resistência uretral. 
A continência  é assegurada por uma pressão intrauretral maior que a intravesical. 
Neste sentido o músculo elevador do ânus pode funcionar como um segundo esfíncter, pois ele contorna e envolve a uretra proximal. Quando ocorre aumento da pressão intra-abdominal ou deseja-se interromper o jato miccional o elevador do ânus é recrutado, podendo diminuir ou eliminar a perda involuntária de urina durante o esforço.
Para fazer este trabalho, daremos algumas dicas tiradas da revista Pilates: 

- Feche os olhos, inspire… e ao expirar tente afundar o umbigo, isto é, vai encolhendo a barriga tentando mandar todo o ar para fora, principalmente o que sobe para o peito.
- Nesse momento você imagina que está fechando uma calça bem apertada e se não encolher a barriga, o zíper pode pinçar a sua pele e o botão da calça não fecha (nesse momento você está conectando o abdome transverso que vai fazer o efeito do tubo da pasta de dente – se você apertar o tubo a pasta vai para outro lugar e é isso o que acontece com as vísceras e órgãos internos.)

Agora imagine que você começou a urinar mas vai interromper o fluxo, puxando tudo para dentro e para cima de volta (nesta hora você está conectando o assoalho pélvico, que no efeito do tubo da pasta de dente seria a tampa que não deixa a pasta descer, portanto as vísceras vão subir em direção a caixa torácica. E ao mesmo tempo que eleva a Bexiga e o Útero, vai também contribuir para o aumento dos espaços intervertebrais diminuindo a compressão dos discos entre as vértebras.

Exercícios do pilates que trabalham os músculos adutores e do períneo:

Horse


Instruções:

1. Sentado sobre o Barrel com as pernas abduzidas.
2. Aduza membros inferiores, elevando o corpo e trancando o "xixi" para trabalhar bem o períneo.
3. Retorne à posição inicial.

Ponte no solo com flex ring

















Objetivos:
Fortalecer glúteo máximo, bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso, gastrocnêmio, sóleo e mobilização de coluna.

Instruções:

1. Deitado em decúbito dorsal, pernas flexionadas a 90º, apoiar a ponta dos pés no solo.
2. Eleve o quadril do mat e aperte o flex ring trancando o "xixi".
3. Retorne a posição inicial.


Sit Up


Objetivos:
Fortalecer abdômen e mobilizar a coluna.

Instruções:
1. Deitado em decúbito dorsal, pés apoiados e segurando a barra torre com as mãos.
2. Realize a flexão do tronco levando a barra em direção ao teto e peça o comando ao aluno para trancar o "xixi" quando tiver realizando o movimento.
3. Retorne à posição inicial desenrolando o tronco.

Fonte:
  • Andreazza E., Serra E. A influência do método pilates no fortalecimento do assoalho pélvico.
  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008.
  • Metacorpus Studio de Pilates.
  • Revista Pilates

Imagens:
  • Netter
  • Google
  • Metacorpus




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The hundred


Vamos falar do exercício mais conhecido no Pilates, o The Hundred.
É um exercício que pode ser realizado no solo ou nos aparelhos e tem como principal objetivo o trabalho do abdomen e dos membros inferiores, o músculo reto abdominal, oblíquos, transverso abdominal e reto femoral. 
É concentrado no centro do corpo e sua energia parte para as extremidades. 

Forma correta de ser executado:

Instruções:

1. Deitado em decúbito dorsal, cotovelos estendidos com ombros, coxofemoral e joelhos flexionados a 90º.
2. Estenda as duas pernas, aproximadamente a 45º em relação ao solo, leve o queixo no peito e retire as costas do solo até o nível das escápulas. Simultaneamente abaixe os dois braços.
3. Retorne a posição inicial.

Este exercício pode ser executado para frente e fazendo uma extensão dos ombros levando o tronco em diagonal.

Cuidados:
Certifique-se que a coluna lombar permaneça em contato com o solo. Caso não consiga, eleve as pernas em um ângulo maior para preservar a coluna lombar. 
Cuidado também com os movimentos exagerados de flexão anterior e flexão lateral, os corpos vertebrais rolam sobre o núcleo, enquanto as articulações zigoapofisárias orientam os movimentos. O disco intervertebral fica então em formato de cone, com a base posteriormente, e o núcleo pulposo é empurrado para trás. Sua pressão sobre as fibras posteriores do anel fibroso aumenta. 
Esses movimentos produzem um estresse compressivo em um lado dos discos e um estresse de tensão no outro lado, ao passo que a rotação da coluna vertebral cria um estresse de cisalhamento nos discos. Durante a realização das atividades diárias, a compressão é a forma mais comum de sobrecarga a que a coluna vertebral é submetida. 


Para alunos avançados e sem comprometimento da região lombar, o aluno pode bombear para cima e para baixo com movimentos rápidos durante a expiração.
A ideia final é realizar 100 ações de bombeamento com os braços (10 sequências de 10 respirações), daí o nome do exercício.

Contra-indicação:

Esse exercício é potente mas não deve ser passado para todos os alunos, principalmente quem tem hiperlordose lombar. O músculo psoas tem origem retroperitoneal na superfície anterior do processo transverso, na borda lateral dos corpos vertebrais de T12 a L5. Insere-se no trocânter menor do fêmur e em curta distância abaixo da borda medial do seu eixo. No caso de uma pessoa com padrão hiperlordótico é comum encontrar um psoas encurtado e tenso, assim quando o individuo se encontra a 90º de quadril e é solicitado um movimento de extensão o aumento do braço de alavanca vai para 45º para se executar o Hundred, o reto abdominal por estar fraco acaba tracionando o psoas que traciona as vértebras lombares anteriormente levando a um aumento da hiperlordose lombar. Então, para pessoas com hiperlordose e dor nesta região, o indicado seria exercícios para o  fortalecimento dos músculos do "core", garantir uma boa estabilização do centro para então evoluir e não ter nenhuma complicação. 


Fonte: 
  • Apostila do curso de Formação básica em Pilates Metacorpus
  • Haal J. S., Biomecânica Básica, Manole, 5ª edição, São Paulo, 2009.
  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008.
  • Rev. Bras. Anestesiol. vol.57 no.2 Campinas Mar./Apr. 2007
     
Imagens:
  • Google


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Curso Avançado Pilates RJ Dezembro de 2011

Curso Avançado - Rio de Janeiro - RJ

Pilates no tratamento das patologias da Coluna!


Profissionais da área de Fisioterapia que fizeram suas formações em Pilates em solo e equipamentos serão contemplados nesse curso que se aprofunda numa visão terapêutica da técnica sobre as Patologias da Coluna Vertebral!
As inscrições estão abertas. Garanta já a sua vaga!

Podem participar do Curso Avançado de Pilates no tratamento das Patologias da Coluna, os fisioterapeutas com certificação em Instrutores de Pilates.*

Carga horária: 40 horas/aula
O curso é ministrado de sexta a domingo das 08h às 18h. Durante os intervalos é servido coffee break.

Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.

Dezembro de 2011:
16, 17 e 18 de Dezembro de 2011, duração: 1 Final de Semana


Conteúdo programático:

Pilates no Tratamento das Patologias da Coluna

  • Cadeias Musculares
    • Sua importância para o tratamento.
    • Principais Acometimentos das cadeias.
    • Tecido fascial e sua influência sobre a musculatura.
    • A importância do diafragma nas cadeias musculares e na reabilitação postural.
  • Clinical Reformer
    • Exercícios na barra móvel.
    • Exercícios de propriocepção na barra T.
  • Disco de rotação.
  • Flex Ring.
  • Exercícios de solo.
  • Exercícios associados com a meia lua.
  • Studio Reformer,Cadeira Combo e Cadillac
  • Hiperlordose
  • Hipercifose
  • Escoliose
  • Espondilólise
  • Espondilolistese
  • Hérnia de Disco
  • Espondilite Anquilosante
  • Osteoporose
  • Músculos chaves e tratamento específico das patologias através do Pilates.
  • Indicações e contra-indicações.
  • Retificações x Curvaturas.
  • Abordagem Biomecânica aplicadas às patologias.
  • Estabilização Postural Estática x Dinâmica.
  • Efeitos das cargas nos ossos.


Equipe Ministrante: 
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos. 

Instrutores supervisores:

Dr. Michel Henriques Salgado

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Fisioterapeuta do Inst. Nac. de Traumato-Ortopedia – INTO
  • Fisioterapeuta do Centro de futebol Zico de 2000 a 2002
  • Pós-graduado em Acupuntura
  • Formação em: Fisioterapia, Pilates, Kabat, Mulligan, Estabilização segmentar vertebral, Método Klein, Taping e Kinésio Tape.
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo

Dr. Sérgio Machado Cunha

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Formação em: Fisioterapia – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo Gestão na Saúde, séries ISO 9000, 9001, 9002 – Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Ferramentas da qualidade e Índices de desempenho - Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Curso de Chefia e Liderança – Renato Carneiro – UERJ
  • Trabalhos apresentados em Ergonomia e DORT - IBMR
A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade. 

Informações Complementares 
Os participantes receberão material didático impresso e Certificado quando da conclusão do curso. 

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes. 

Entre em contato com os instrutores de pilates da metacorpus para mais informações:

Diego Ramon: diegosramon@gmail.com

Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mobilidade de coluna no pilates



A coluna vertebral apresenta quatro curvaturas normais. As curvaturas torácica e sacral, com concavidade anterior, estão presentes desde o nascimento e são referidas como curvaturas primárias. As curvaturas lombar e cervical, com concavidade posterior desenvolvem-se em decorrência da sustentação de peso em uma posição ereta, depois que a criança começa a se sentar e levantar. Como essas curvaturas não estão presentes desde o nascimento, são denominadas curvaturas vertebrais secundárias. Apesar de as curvaturas cervical e torácica se alterarem muito pouco durante o crescimento a curvatura lombar aumenta cerca de 10% entre os 7
e os 17 anos de idade. A curvatura vertebral (postura) é influenciada pela hereditariedade, condições patológicas, estado mental do indivíduo e forças às quais a coluna é submetida habitualmente. Sob o aspecto mecânico, as curvaturas possibilitam à coluna vertebral absorver mais choques sem ocasionar lesões do que se a coluna vertebral fosse sem curvaturas.
Os ossos passam por processos constantes de modelamento e remodelamento em resposta às magnitudes e direções das forças que agem sobre elas. De maneira semelhante, as quatro curvaturas podem se alterar quando a coluna vertebral é submetida habitualmente a forças assimétricas.
Como uma unidade, a coluna vertebral possibilita movimentação nos três planos de movimento, assim com a circundução. Pelo fato de a movimentação permitida entre duas vértebras adjacentes ser muito reduzida, os movimentos da coluna vertebral envolvem sempre um grande número de segmentos móveis. A amplitude de movimento permitida em cada segmento móvel é determinada pelas contenções anatômicas que variam ao longo das regiões cervical, torácica e lombar da coluna vertebral.
A amplitude de movimento para flexão/ extensão dos segmentos móveis é considerável nas regiões cervical e lombar, com valores representativos de até 17º na articulação vertebral C5-C6 e 20º em L5-S1. Entretanto, na coluna torácica, em virtude da orientação das faces articulares, a amplitude de movimento excursiona de cerca de apenas 4º em T1 e T2 até aproximadamente 10º em T11-T12.
As amplitudes de flexão- extensão na coluna lombar variam bastante de acordo com o indivíduo e com a idade. Dessa forma, todos os números informados são de casos particulares ou médios.

  • A extensão que se acompanha de uma hiperlordose lombar, tem uma amplitude de 30º.
  • A flexão, que se acompanha de uma retificação da lordose lombar, tem uma amplitude de 40º.
Por outro lado, a amplitude máxima de flexão- extensão se situa entre L4-L5: 24º, em seguida em ordem decrescente de amplitude, vem as interlinhas L3-L4 e L5-S1, ambas com 18º, e praticamente com o mesmo valor as interlinhas L2-L3 com 12º, e L1-L2, com 11º. A coluna lombar inferior parece muito mais móvel no plano da flexão- extensão que a coluna lombar superior segundo Kapandji.
Indivíduos que passam mais de 8 horas por dia sentados sem uma prática de atividade física regular, terão uma série de problemas posturais voltados mais para a região cervical e lombar. Durante a postura sentada existe uma compressão maior dos discos que a postura ereta e piora quando o indivíduo fica sentado em uma posição relaxada, jogando a pelve para a frente ou em flexão de tronco. A má postura envolve a rotação posterior do sacro em relação ao osso ilíaco, a ampliação do espaço do disco intervertebral em L5-S1 e a compressão dos ligamentos da região ílio-lombar.

Na posição sentada com apoio isquiático, numa postura dita de digitação sem apoio sobre o encosto, o peso do corpo repousa unicamente sobre os ísquios e a pelve permanece com um equilíbrio instável, mais solicitado na direção da anteversão, provocando um hiperlordose lombar e uma acentuação das curvaturas torácica e cervical.
Na posição sentada em em apoio isquiofemoral, conhecida como posição do cocheiro, com o tronco inclinado anteriormente, algumas vezes repousando sobre os joelhos com os membros superiores, o apoio se faz sobre os túberes isquiáticos e a face posterior das coxas. A pelve fica em anteversão  e o aumento da curvatura torácica leva a uma retificação da lordose lombar. Posição de repouso dos músculos da goteira paravertebral, ela é comumente adotada de forma instintiva pelos doentes com espondilolistese, pois diminui o efeito de cisalhamento sobre o disco lombossacral, permitindo o relaxamento dos músculos do plano posterior.
Em posição de apoio isquiossacral, o tronco completamente deslocado posteriormente repousa sobre o encosto da cadeira e o apoio se faz nos túberes isquiáticos e face posterior do sacro e do cóccix. A pelve fica em retroversão, a lordose lombar se retifica, a cifose torácica aumenta e a cabeça pode se inclinar anteriormente sobre o tórax, ao mesmo tempo que a lordose cervical se inverte. Essa também é uma posição de repouso, podendo levar ao sono, porém, a respiração é dificultada pela flexão do pescoço e pelo peso da cabeça repousando sobre o esterno. Essa posição, reduzindo o deslizamento anterior da quinta vértebra lombar e relaxando os músculos posteriores da coluna lombar, ameniza as dores da espondilolistese.



O decúbito dorsal com os membros inferiores estendidos é a posição mais comumente adotada para repouso, a tração dos músculos psoas causa uma hiperlordose lombar e produz um vazio sob a região lombar.


No decúbito dorsal com os membros inferiores em flexão, o relaxamento do psoas provoca uma retroversão da pelve e uma diminuição da lordose lombar, a escavação lombar se assenta no plano de apoio, determinando um melhor relaxamento dos músculos da coluna vertebral e do abdome.


Na posição dita de "relaxamento", obtida com auxílio de almofadas ou em certas cadeiras especiais, o plano de apoio torácico é côncavo, provocando uma retificação das lordoses lombar e cervical; um apoio sobb os joelhos flete o quadril, relaxando os músculos psoas e posteriores da coxa.
No decúbito lateral, a coluna forma uma curvatura sinuosa, a partir de uma convexidade lombar inferior, a linha das fossetas sacrais e a linha dos ombros se unem  acima da pessoa. A coluna torácica forma uma curvatura convexa superiormente. Essa postura não permite um relaxamento muscular geral e acarreta algumas dificuldades respiratórias durante anestesias.



Quanto ao decúbito ventral, ele apresenta todos os inconvenientes do decúbito dorsal (hiperlordose lombar), agravados pelas dificuldades respiratórias devidas ao apoio sobre a caixa torácica. O abdome empurrando seu conteúdo em direção ao diafragma faz com que ele diminua sua excursão, provocando uma possível obstrução do corredor respiratório pelo plano de apoio ou corpos estranhos. Entretanto, numerosas pessoas adotam essa posição para dormir, embora o sono não se conserva uma mesma posição durante muito tempo, o que permite um relaxamento sucessivo de todos os grupos musculares e, sobretudo, uma troca constante dos pontos de apoio, já que sabemos que a permanência de pontos de apoio por mais de três horas pode causar escaras por falta de vascularização do tegumento.


Exercícios do pilates para mobilização da coluna:

Knee Stretch Round


Hamstring stretch (mobilização de coluna e alongamento de Isquiotibiais)




Rolling Back Down Up


Fonte:

  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008.
  • Haal J. S., Biomecânica Básica, Manole, 5ª edição, São Paulo, 2009.


Imagens:

  • Google
  • Kapandji


domingo, 6 de novembro de 2011

Cadeias Fasciais


Introdução

A fáscia tem sido descrita como o tecido mais penetrante no corpo, representando uma rede tridimensional da cabeça aos pés. O Tecido fascial liga e percorre todo o corpo, as áreas mais espessas transmitem tensão em muitas direções, e sua influência é sentida em pontos distantes, assim como o nó em uma malha pode distorcer a malha, sendo que, qualquer parte da estrutura fascial deformada ou distorcida, pode haver a imposição de tensões negativas em aspectos distantes - e nas estruturas que ela divide, envolve, enreda e suporta, e com a qual se conecta, assim, a congestão ou mau funcionamento de um órgão interno serão sentidos como uma dor localizada, às vezes bastante forte sob pressão da superfície, mesmo num ponto distante da sua origem. 

Fascial Superficial e Profunda

Manheim divide a fáscia em superficial e profunda. A fáscia superficial é um emaranhado solto de tecido fibroelástico conectado à face interna da pele, provendo constante feedback consciente e inconsciente ao sistema nervoso central. 
A fáscia profunda varia em densidade e é responsável pela compartimentalização do corpo separando e envolvendo órgãos viscerais. Epimísio, perimísio e endomísio representam folhas fasciais contribuindo para a eficiência no desenvolvimento de tensão muscular. 
Músculos e fáscias são funcionalmente ligados combinando as propriedades de tecidos contráteis e não-contráteis. Mecanismos reflexos também contribuem com a função e desenvolvimento neural via receptores na fáscia subcutânea, pele e tecidos conectivos. Pelas suas expansões a aponeurose superficial envolve profundamente todo o sistema contrátil muscular, é um envoltório funcional. 
A massa visceral contida na cavidade abdominal encontra-se em perpétuo movimento e há uma membrana que interliga todos os órgãos, o peritônio, que é formado pela fáscia superficial. 
O SNC é cercado pelo tecido fascial (dura-máter) que se conecta ao osso do crânio, de forma que a disfunção desses tecidos pode ter efeitos profundos e disseminados. 
O Sistema Nervoso está ligado a tecidos e estruturas circundantes e são essenciais para amplitude de movimento normal do sistema nervoso. Quando o corpo não está em alinhamento, a fáscia pode realizar seu trabalho até um ponto crítico. Então, se uma área da fáscia alcançou sua expansão máxima e não pode cobrir a área designada, o restante da fáscia deve mover-se até aquela parte. A distorção da fáscia causa em outra parte do corpo uma compressão pela parede da fáscia que a cobre. Enquanto as outras áreas da fáscia tentam manter pressões iguais em todas as partes do corpo, a fáscia fica totalmente alongada, e acomodações futuras não podem ser feitas. As partes que podem ser comprimidas irão sustentar compressão máxima para compensar aquelas estruturas que não podem ser comprimidas. A única maneira que o corpo pode permanecer ereto contra a gravidade é adotando mais assimetrias posturais. 
Segundo Bienfait, não há deformidade única, isolada ou localizada; não pode haver correção única, isolada ou localizada. Todo tratamento fisioterapêutico de uma deformidade ou de uma simples limitação articular só pode ser global. 
O nome da fáscia varia segundo o órgão que ela recobre: 
- aponeuroses para os músculos; 
- pleura para os pulmões; 
- pericárdio para o coração; 
- peritônio, mesentério ou aumento (maior e menor) para as vísceras abdominais; 
- meninges para o sistema nervoso.

Mecânica Fascial 



O comportamento mecânico da fascia tem um papel essencial em todas em as funções e na manutenção da integridade anatômica de suas várias peças. 
Na análise final, as funções de sistema fascial como uma unidade, mas para uma compreensão melhor dos mecanismos subjacentes, nós estudaremos primeiramente ao nível local antes de analisar os mecânicos do sistema no conjunto. 

Nível Mecânicos Local

O nível mecânico local da fascia tem muitas e variadas consequências, os tecidos executam papéis vitais nas áreas tão diversas quanto à suspensão e a proteção, a retenção, a separação, a absorção de choque, e a atenuação da pressão.

Suspensão e Proteção

Suspensão

Os elementos fasciais que possuem um papel em suspender as várias estruturas do o corpo interno como, por exemplo, o mesentério, os ligamentos, e fascia verdadeiros garantem a coesão interna fornecendo pontos de apoio, os quais mantêm cada órgão em seu lugar apropriado. 
A sustentação resultante é firme, mas, na maioria dos casos, não são rígidas, de modo que cada órgão retenha algum grau de mobilidade, isto é, algum jogo no sistema do acessório. 
A mobilidade essencial para a habilidade de responder às forças diversas a que o corpo humano regularmente exposto, também participa no contexto geral da mobilidade do próprio corpo - que é essencial para a expressão completa do corpo, em muitas funções diferentes e processos fisiológicos. 


O conjunto da fascia tem um papel importante na suspensão de outras estruturas, não somente nas cavidades do corpo, mas igualmente na periferia. Os elementos da fascia tais como as aponeuroses e os ligamentos constituem o sistema de apoio para todos os músculos e articulações, visto que as fascias verdadeiras suportam todas as estruturas. 
Este sistema periférico investe e fornece pontos de acessório para todo o as estruturas, os nervos, os músculos, e as articulações onde as mesmas são escoradas em pontos fixos nos ossos. Assim, o sistema fascial tem um papel fundamental em manter a integridade anatômica do corpo no conjunto de suas estruturas. 
A integridade da estrutura do tecido ósseo depende do estado funcional do próprio tecido e, pela extensão, da condição fisiológica do corpo no conjunto. Por si só, um osso é inútil - sua funcionalidade e suas interações com outros elementos esqueléticos dependem exclusivamente dos meios do acessório que a unem aos ossos vizinhos. 
Embora o esqueleto forneça a estrutura e pontos de escora, não obstante, dependente em tecidos macios para a manutenção de sua coesão e função, ou seja, depende da fascia. Conseqüentemente, há uma inevitável, recíproca interdependência entre os tecidos esqueléticos e macios - e desse modo entre a estrutura e a função e a função e a estrutura. O papel da fascia em suspender outras estruturas varia de acordo com a região do corpo considerado. 
As fascias têm capacidades diferentes para esticar em posições diferentes, por exemplo, a pele pode esticar dez vezes mais do que pode um tendão - este reflete o fato de que o tendão está composto por fibras do tipo arranjadas paralelamente, visto que uma variedade de tipos diferentes de fibras está na pele e nos pacotes funcionados em todos os sentidos. 
A espessura de fibras do colágeno é órgão-específico, mas igualmente muda com idade. A elasticidade da fascia tende a diminuir com idade. A função da suspensão mostra a adaptação notável às situações diferentes. Assim, durante a gravidez o útero torna-se dilatado, enorme, que necessita de alongamento de todos os ligamentos associados - sem nenhum tipo de dor. O útero é dilatado, mas não somente, também a cavidade abdominal, dilatando as fascias da parede abdominal, outra vez sem causar nenhuma dor. Em outro, as situações fisiológicas em que os ligamentos uterinos são sujeitados ao esforço e à tensão, respondem transformando-se uma calcificação mais grossa e submetendo-se; nada como este acontece durante a gravidez. 
Após o parto, o útero reverte gradualmente a seu estado normal, isto é, ele retrai para recuperar seus tônus e elasticidade original. Este fenômeno pré-programado pode conduzir um pensar que as fascias têm algum tipo de memória mecânica. 
A obesidade, por exemplo, uma circunstância que pode ser considerada patológica. Alguns povos sobre uma quantidade enorme de peso, tendo por resultado uma acumulação do tecido adiposo a todos os níveis. O aumento considerável no volume necessita distensão das fascias para conter o tecido em excesso. Entretanto, quando o peso é perdido outra vez, especial se o processo é gradual, as fascias quase sempre voltam ao tônus e elasticidade original. Isto é um notável exemplo de adaptação. 
Há outros exemplos. O rim é contido em um saco fascial que seja suspendido por vários ligamentos e pela artéria renal. Se o sistema de suspensão torna-se afrouxado, o órgão experimenta o prolapso e a artéria renal torna-se esticado. Entretanto, o rim pode com sucesso ser restaurado a sua posição normal pela manipulação osteopática e, contanto que isto é feito a tempo, pelo rim é restabelecido logo em sua posição correta e a volta das estruturas de apoio o seu tônus. 
As fascias demonstram um grau notável de maleabilidade que permite a elas adaptar-se constantemente às forças a que são assunto. Entretanto, eles sejam igualmente capazes da reversão a sua configuração original porque estão pré-programados para reconhecer o estado fisiológico normal do corpo, contanto que eles são dados algum auxílio exterior dentro de um prazo razoável. 

Proteção

Além do que seu papel na manutenção, as fascias igualmente são à base de um protetor mecanismo que garante a integridade física e fisiológica do corpo, ou seja, a homeostasia. O mecanismo da proteção depende de um número de fatores diferentes e é baseado não somente na solidez, mas igualmente na contractibilidade e na elasticidade do tecido fascial. 
Manutenção da Integridade anatômica 
As fascias, em virtude de sua força, protegem a integridade anatômica das partes diferentes do corpo e ajudam os órgãos a preservar sua forma. Isto não depende da rigidez completa, mas ao contrário, é o resultado da flexibilidade e adaptação. O grau exato de flexibilidade varia entre partes diferentes do corpo. Assim, as fascias que revestem os rins e o fígado, ou aqueles que mantêm a estrutura das artérias, embora dotado com uma medida do potencial elástica, tenha um tônus muito mais forte do que as fascias dos intestinos, estômago, veias, e uretra. Estes são todos os órgãos que estão sujeitos às variações da forma e da pressão, dependendo de seu estado de integridade.

Cadeias principais de Fascias

Dado o ubiquidade das fascias, pode-se dizer que as cadeias fasciais estão em toda parte no corpo. Certamente, se um se concentra em uma área particular, é sempre possível identificar uma cadeia fascial porque é esta unidade que atua como a correia de transmissão para a propagação da força. Entretanto, como nós vimos, as funções principais do corpo envolvem sempre o corpo no conjunto. Isto significa que as cadeias importantes são distantes, mais extensivas, ligando o corpo inteiro de uma extremidade a outro. 
Mesmo neste nível, nós poderíamos descrever um grande número de cadeias diferentes. Entretanto, a análise anatômica das fascias, incluindo o sentido e a espessura de suas fibras, e seu índice do colágeno, assim como a função mais específica de determinadas partes do corpo comparado com o outro, conduz-nos a acreditar que determinadas cadeias fascial estão trazidas preferencialmente no jogo em mecânicas humanas. 
Nós focalizaremos em algumas das cadeias fasciais as mais importantes. A transmissão da força para o interior de uma cadeia fascial ocorre não somente para cima ou para baixo, mas igualmente do interior para a parte externa e reciprocamente. No cruzamento os pontos, estas cadeias podem mesmo passar de um lado do corpo ao outro. Algumas das cadeias na função do tronco principalmente em um sentido oblíquo e conseqüentemente igualmente ligam um lado do corpo ao outro. Obviamente, toda a cadeia fascial comportar-se na mesma maneira, se a energia é ascendente ou descendente. Nós olharemos algumas cadeias internas, externas, e meningeal, embora elas devam sempre ser todas cadeias relacionadas permanentemente um com o outro.

Cadeias externas

Começam no membro Inferior: 
Três cadeias fasciais diferentes que começam aqui serão descritas: 
• uma lateral 
• uma anterior 
• uma posterior


Cadeia Lateral

Começando no pé, levanta-se através dos seguintes elementos: 
• o fascia lateral do pé 
• pontos de transferência no joelho e na cabeça da fíbula 
• segue a superfície anterolateral da coxa através do intervalo iliotibial e da fascia lata 
• pontos de transferência no quadril e na pelve 
Aqui encontra uma cadeia horizontal ligando ao períneo através dos piriformes e dos músculos obturadores internos. 
Da pelve ascendente: 

• qualquer um ao longo de um caminho anterior que segue os abdominais do músculo reto e então as fascias torácicas 
• pontos de transferência na clavícula 
• finalmente chegando ao crânio lateral através do fascia superficial; 
• ou ao longo de um caminho do posterior que segue o fascia toracolombar 
• chega à peça posterior da cintura escapular, onde dá forma a um ponto de transferência na escapula 
• onde encontra a cadeia oblíqua da cintura escapular através das fascias dos músculos externos do rotador do ombro 
• finalmente chegando à peça posterior da base do crânio através das fascias do trapézio, do esplênio, e da cadeia anterior dos músculos longíssimos

Cadeia Anterior

Começando no pé, levanta-se através dos seguintes elementos: 
• a fascia anteromedial do pé 
• dá forma a um ponto de transferência na superfície medial do joelho 
• onde a parte de toda a força pode ser transmitida à parte anterolateral da coxa pelas fibras fascial oblíquas 
• segue então as fascias dos músculos adutores 
• dá forma a um ponto de transferência no púbis e o ligamento inguinal antes de levantar-se, como a cadeia precedente, com os abdominais do músculo reto e então possivelmente de passar sobre ao outro lado através das fascias dos músculos oblíquos 
• Na pelve, encontra duas cadeias internas: 
- um representado pela fascia ilíaca do 
- outra cadeia perineal através do fascia perineal superficial


Cadeia Posterior

Começar no pé: 
• segue o fascia do posterior da vitela 
• dá forma a um ponto de transferência no joelho 
• segue preferencial o fascia do bíceps femoral 
• dá forma a um ponto de transferência nas nádegas com o ísquio, sacro, cóccix, o ligamento sacrotuberal, e então finalmente na crista ilíaca. 
Dela levanta-se atrás na mesma maneira que a cadeia externa, e pode-se igualmente cruzar-se sobre ao outro lado através das fibras oblíquas do fascia toracolombar. 
• Nas nádegas, encontra outras duas cadeias: 
- uma cadeia horizontal: 
A cadeia perineal através do cóccix e dos ligamentos sacroespinhal e sacrotuberal 
- outra, uma cadeia vertical: a cadeia da dura-máter através do cóccix e as fibras que são contínuas entre a dura-máter e ligamento sacrotuberal através do sacro e do cóccix. 


Começa no membro superior 
Nós cobriremos uma cadeia medial e uma lateral. 

Cadeia Medial

Começa na mão: 
• segue a borda anteromedial dos músculos ao epicôndilo medial do úmero 
• dá forma a um ponto de transferência no cotovelo; 
• aqui, alguma da energia pode ser transmitida na cadeia lateral pelas fibras oblíquas da aponeurose do bíceps 
• segue o septo intermuscular medial 
• estende então através do fascia coracobraquial 
• dá forma a um ponto de transferência no acrômio e na clavícula 
• terminação no crânio anterolateral através do fascia cervical superficial e das aponeuroses dos músculos escalenos 


Cadeia lateral

Os trabalhos laterais da cadeia o mais pesadamente no membro e, como será discutido mais tarde, no ele superiores são nesta cadeia que a ajuda osteopática será o mais frequentemente necessária. 
Começar no pulso, a cadeia segue: 
• qualquer um a borda anterolateral do fascia ao longo do raio 
• ou a borda posterolateral do mesmo fascia 
• dá forma a um ponto de transferência na superfície lateral do cotovelo 
• segue o septo intermuscular lateral; 
• no deltóide “V,” pode continuar em dois sentidos diferentes: 
- um trajeto anteromedial através da peça medial do fascia do deltóide. 
Aqui ele segue ao longo de uma cadeia composta das fascia peitorais e então segue o mesmo trajeto que a cadeia interna. 
- ou ao longo de um caminho posterolateral através da borda lateral do fascia do deltóide, dando forma a um ponto de transferência na espinha da omoplata. 
Aqui, ele encontra a cadeia oblíqua do posterior representada pelas fascias do dorso do latissimus e dos músculos laterais do rotador, e finalmente chega à base do crânio seguindo o mesmo trajeto que cadeia do posterior. 

Cadeias internas

Nós focalizaremos em três cadeias internas: 
• um perineal 
• uma central 
• uma misturada 

Cadeia periférica 

Nós começaremos com esta cadeia no períneo, mas deve-se recordar que está ligando às cadeias externas através da fascia perineal e àquelas dos piriformes e dos músculos obturadores. 
Começa no períneo: 
• continua acima através da fascia dos transversais ou do peritônio 
• dá forma a um ponto de transferência no diafragma 
• segue o fascia endotorácica 
• chega à cintura escapular, onde dá forma a um ponto de transferência 
• segue então aproximadamente o mesmo trajeto que as cadeias externas a revestimento na base do crânio. 
Deve-se notar que as cadeias periféricas podem igualmente passar pelas pleuras para chegar ao ombro em algumas fascias acima da pleura (conhecida também como o diafragma de Bourgerey) e de lá passa até a base do crânio como todas as cadeias restantes.


Cadeia central

Nós começaremos com esta cadeia no diafragma, mas deve-se recordar que abaixo, há um sistema inteiro de fascia de apoio, e que os fascia abdominais são contínuos com os fascia pélvicos. Do diafragma, esta cadeia segue: 
• o pericárdio 
• o fascia faringobasilar 
• na tomada torácica, faz a conexão com o profundo e o meio os fascia cervicais, e conseqüentemente alguma energia podiam ser reorientados para os ossos de apoio; 
• subseqüentemente, dá forma a um ponto de transferência no osso hióide; aqui também, o fascia cervical superficial podia absorver alguma energia; 
• chega então na base do crânio através do pterigotemporomaxilar e fascia do interpterigoideo 
• de onde pode continuar na dura-máter do cérebro através de extensões que encontram as fascia acima mencionadas.

Cadeia Mista

Do períneo, segue: 
• o fascia umbilico-pre-vesical 
• dá forma a um ponto de transferência no umbigo 
• onde encontra os transversais da fascia 
• ou segue o ligamento redondo do fígado e do ligamento falciforme 
• dá forma a um ponto de transferência no diafragma 
• de qual segue o mesmo trajeto que a periferia ou cadeia central descrita acima.

Cadeia Meningeal

Seu mais baixo ponto de partida é o cóccix, mas, como notável previamente, pode ser influenciado pelas cadeias internas, pelas fascias perineal, ou pelas cadeias externas que dê forma a pontos de transferência no cóccix, no sacro, e no púbis. 
Levanta-se então na coluna vertebral onde faz a contato com muitos pontos transferência com as vértebras (que seria como uma proteção e um sistema alternativo): 
• anterior: com o ligamento vertebral do posterior comum sobre o comprimento inteiro da coluna, dois pontos de transferência de que seja particular forte: 
- a parte mais inferior do ligamento coccigeal 
- seus pontos de acessório superiores no C2 e no C3; 
• lateral: a dura-máter manda duas extensões meningeais laterais, quais viajam com o nervo até o forâmen intervertebral. Aqui, é unido fortemente em torno da borda do osso, dando forma desse modo a pontos forte bilateral assim como raízes espinais. Isto impede “overstretching” das raízes e da medula espinal. 
• Então entra na cavidade craniana através do forâmen magno, ao redor qual é unido fortemente.
Dentro do crânio, esta cadeia espalha para fora para unir tudo sobre a cavidade craniana. As articulações são a maioria pronunciada na base do crânio. A fim de garantir melhor mobilidade e para realçar sua função protetora, dá forma a dois grandes septos: 
- o tentorium do cerebelo, que fornece ancoragem horizontal realçado 
- o cerebelo do falx e o cerebri do falx, que são unidos à crista galli e que fornecem a ancoragem sagital realçada. 
É contínuo com a superfície exterior do crânio: 
• em sua base, com suas extensões em torno dos nervos cranianos. 
• as fascias epicraniais através das cavidades venosas dural pontos principais do umedecimento. 

Maior Ponto de Amortecedor 

As cadeias de fascias transmitem a mobilidade durante todo o corpo, mas é igualmente um foco para forças que puderam perturbar sua função. De modo que estas forças não sejam transmitidas automaticamente tudo ao longo da cadeia, há uns pontos de amortecimento especiais distribuídos durante toda cadeia. Alguma destes, localizado na convergência aponta, seja particular importante. Nós mencionaremos especificamente, movendo-se de ascendente abaixo: 
• cintura pélvica 
• diafragma 
• cintura escapular 
• osso hióide 
• articulação occipitocervical

Cintura pélvica

Ponto de transferência entre os membros mais baixos e: 
• o tronco 
• o períneo

Isto representa um ponto da convergência para as forças, em resposta a que é permanentemente de adaptação, de controlo, e de reorientação em virtude de suas mobilidade e arquitetura. Aqui, descendo, em ascensão, e transversal (através da cadeia interna) as forças estão umedecidas e dissipadas assim que alcançarem um nível crítico. 
Este é um exemplo perfeito de como a dinâmica fascial afeta os mecânicos totais do corpo. Ao executar este tipo de teste nos pacientes que são comprimidos (em quem as fascia são geralmente afetadas), um deve ser especial atento porque estes pacientes têm uma tendência a cair para trás - esteja pronto para suportá-los.

Testes de escuta para os membros inferiores

O método geral para todos os testes de escuta envolve colocação da mão em uma determinada região do corpo com o propósito de detectar anomalia subjacente. É igualmente possível colocar as duas mãos em alguma distância e senti-las se a mobilidade que se estabelece entre os dois pontos é normal ou não. 
Após anos de experiência, e com requintada sensibilidade particular, o objetivo último é poder colocar uma ou ambas as mãos em qualquer parte do corpo e detectar um centro da tensão, seja onde for ao corpo. Esta não é uma ambição menor - algumas a conseguem, mas deve-se admitir que seja raro. 
Para vir para trás aos membros inferiores, nós estamos indo agora cobrir o protocolo para os vários testes com suas variações: o paciente, naturalmente, está em supino e completamente relaxado. 
Colocam-se as mãos horizontalmente no lado dorsal dos pés: sinta se o movimento é harmonioso ou se parece haver alguma tendência para puxar dentro em um sentido específico. 
Tal puxar indicaria uma linha central patológica: uma mudança na organização dentro o tecido conexivo devido a algum traumatismo (do tipo) criou um vetor preferido do movimento não-fisiológico. Subseqüentemente, a tensão deve ser seguida traseira, passo a passo, até que o ponto de partida preciso estiver identificado. 
A fim de confirmar o que você sente passivamente, deslocando a mão sempre tão ligeiramente - mais como se você estivesse a ponto do deslocar, ou pensando no deslocamento, um pouco do que realmente desloca. 
Se o deslocamento está no sentido do centro da tensão, nenhuma resistência estará oferecida. De um lado, se o movimento está no sentido errado, diretamente você sentirá a tensão opor-se ao movimento. As modalidades e os princípios que são a base de testes da mobilidade são as mesmas para tudo as partes do corpo e conseqüentemente não exigem uma descrição mais adicional. 
Todos os testes de tensão são executados com o paciente em uma posição supina. Nós preferimos começar no pé e mover-se para cima para a pelve em uma maneira passo a passo.

Sente-se o tornozelo

Colocando uma mão no lado dorsal do pé, e a outro na borda mais baixa da tíbia. Em uma situação normal, você deve sentir o movimento entre as duas mãos qual se harmoniza em todos os planos espaciais, como se você manipulasse uma esfera.

Sente-se o joelho

No lugar onde cedem os côndilos tibiais, e o outro na parte mais inferior do fêmur, com exclusão da patela. Em uma situação normal, a lateral, o superior, e a tradução inferior devem estar livres, como deve rodar, com os últimos frequentemente dominantes. 


Sentir a coxa e abaixo

Coloca-se um plano da mão no meio da coxa, e o outro no lado anterior, lateral da tíbia. A mão cefálica deve sentir a rotação interna e externa, com anterior dominante. A rotação externa deve dominar na mão caudal. 


Nós vimos que as fascias do membro mais baixo estão compostas das fibras que funcionam nas direções diferentes, o mecanismo liga a coxa-pé, são as fibras mediais oblíquas que predominantemente na coxa, e lateralmente fibras oblíquas no pé mais baixo. 

Sentir o Membro Inferior 

Sentir o membro inferior inteiro, o fisioterapeuta pega uma posição ao lado do paciente. Coloca-se um plano da mão no lado anterolateral da parte mais inferior da coxa. Sinta o movimento do membro mais baixo do todo, com a rotação externa predominante. De fato, as peças externas anteriores de todas as fascias são mais grossas e mais fortes. Este teste de tensão pode ser executado em ambos os lados. 

Testes para os membros superiores

Como testes previamente mencionados, de sensibilidade para os membros superiores, sejam mais complicados do que aqueles para os membros mais baixos. Em alguns casos, um teste de sensibilidade não pode mesmo com sucesso ser executado nesta região. A dificuldade é devido às características especiais dos membros superiores, que pareceriam ser conectados paralelamente, um pouco do que em série, ao descanso do corpo. Se sua mão é colocada na superfície dorsal da mão do paciente na maneira normal, a sensação da mobilidade está significativamente menos do que no membro mais baixo - e a situação é a mesma com testes de tensão locais.

Sentir o braço e o antebraço

Coloca-se uma mão na superfície anterior externa do braço abaixo do `V do deltóide, 'e a outro abaixo do cotovelo dobra os músculos do epicôndilo. Use a mão cefálica para sentir um movimento com a rotação externa predominante; a mão caudal sentirá um movimento com a rotação interna predominante. 

Sentindo o membro superior inteiro

O fisioterapeuta pega uma posição no lado do paciente. Uma mão é colocada sobre a articulação do cotovelo na peça inferior do úmero, onde o movimento predominante será rotação interna. Este teste de tensão pode ser executado em ambos os lados simultaneamente. 
Esta dívida aos músculos poderosos da caixa e as suas fascias associados está puxando o membro superior na rotação interna? Nós temos mencionado já a tendência natural da parte superior do corpo para a rotação interna. Conseqüentemente, pareceria que, nos termos do sentido de sua mobilidade, o comportamento do membro superior é exatamente oposto àquele do membro mais baixo. Podia esta sendo estabelecido um equilíbrio geral e criar desse modo o contrapeso funcional?



Testes de escuta para o abdômen


Aqui, nós não estamos indo considerar em detalhe, todos os testes de escuta possíveis para o abdômen - este tem sido coberto já em muitos outros textos, incluindo Manipulação visceral II por Jean-Pierre Barral. Considere as dificuldades encontradas nesta região. A dificuldade principal é relacionada ao grande número de estruturas que são encontrados sob a mão, incluindo o peritônio, as fascias, os ligamentos, o mesentério, e os órgãos. 
Outra dificuldade está a uma profundidade da palpação - quantas camadas lá estão entre o fascia superficial e o fascia renal! O princípio geral no que diz respeito ao abdômen é colocado o plano da mão em torno do umbigo e da sensação para alguma tensão. 
A fim de estreitar para baixo o diagnóstico, pode ser necessário mover a mão no sentido da tensão percebida para fixar para baixo tão próxima a sua origem como possível. Na situação normal, a mobilidade do abdômen é similar àquela de todos os outros tecidos, isto é, a mão deve flutuar sobre a cavidade abdominal com liberdade em todos os planos espaciais. 

Testes de escuta para o tórax

O tórax é uma região em que o tecido é particular móvel. A dificuldade consiste na distinção entre os tecidos superficiais e mais profundos, onde há dois sistemas fasciais principais, a saber, o pericárdio e as pleuras. 
Além, no tórax mais baixo, há o diafragma. O paciente deve estar em uma posição supina, com o fisioterapeuta posicionado na cabeça. 

Parte mais inferior do tórax

Espalhe as mãos largamente abertas nos lados do tórax, com os dedos que seguem os reforços posteriores, e os polegares aguçados medialmente. Teste o tórax no conjunto, e faça então uma comparação lateral. Em uma pessoa normal, este cilindro elástico deve parecer poder mover-se ao redor em todos os planos sem nenhum bloqueio. Um método alternativo, o fisioterapeuta pelo lado do paciente e do revestimento cefálico. 

Parte superior do tórax

Esta região é especial difícil por causa da presença, além do que as fascias superficiais, do pericárdio, da abóbada da pleura, e das fascias que seja contínuo com a cintura escapular. 
Teste das Duas-mãos 

Com ambas as mãos largas, abra nos lados do tórax, e na base das mãos colocando apenas abaixo da clavícula, espalhe os dedos para cobrir os músculos peitorais e apontam os polegares em um sentido medial. No normal a situação, o movimento sentido sob as mãos deve ser harmonioso. Se lá é o presente das tensões, este pode ser: 
• na direção medial, se o problema está na fascia superficial diretamente sobre o esterno

Tratamento com ênfase em Membro Inferior: 
Aponeuroses relativas à planta do pé

Em conseqüência de muitas distorções a que o pé é exposto, a tensão seriamente anormal é comum nas aponeuroses relativa à planta do pé. Tal tensão inibirá o pé e a função, podendo impedir a terapia bem sucedida baseada em técnicas estruturais. Com o propenso paciente e seu pé dobrou-se, penetram profundamente para sentir o cordão estrutural que suporta o arco relativo à planta do pé. 
Primeiramente, aplique o deslizamento da pressão, concentrando-se na área que é a mais sensível. Enganche então o ligamento com as pontas dos dedos e esticam-no em um sentido transversal. 
Esta técnica é extremamente dolorosa, assim deve-se primeiramente advertir o paciente e obter sua permissão. Nunca exceda o limite de dor tolerável. Dado estas precauções básicas, a manipulação deve ser firme, mas breve. Os resultados são frequentemente muito rápidos - na maioria vasta dos casos, uma ou duas sessões bastarão, embora mais possam ser necessários se a lesão é de longa data e o ferimento original era muito sério. 


Se há um dente reto patológico do salto que origina da tuberosidade calcânea, trate a aponeurose relativa à planta do pé primeiramente, e concentre então seus esforços na tuberosidade propriamente, aplicando a pressão com rotação. Trate então a fascia em torno do salto, e ascensão para trás para cima ao longo do tendão calcâneo até a vitela, onde a tensão reside o mais geralmente no plano da segmentação entre as duas barrigas dos músculos de gastrocnêmicos. Além disso, a dor do tratamento não deve durar demasiado tempo. Frequentemente o processo torna-se reduzido e desaparece-se às vezes completamente. 

Tratamento: Fascia Tibial

A fascia que investe diretamente a tíbia frequentemente é envolvida em umas mais baixas lesões do membro e é frequentemente chave ao tratamento bem sucedido de problemas do joelho e do tornozelo. 
Isto é tratado com o paciente supino e seu joelho estendido ou dobrado, com o pé que descansa na maca. Aplique o deslizamento da pressão ao longo da fascia com esticão, massagem, e rotação em todos os pontos da limitação. 
Uma vez que todas as limitações foram relaxadas, será possível deslizar o dedo toda a maneira ao longo do fascia sem encontrar nenhum impedimento ao progresso ou induzir nenhuma dor. Tratar a fascia tibial é frequentemente chave a um problema de um tornozelo dorido associado com a dificuldade no que diz respeito à flexão relativa à planta do pé. Depois da distorção, o esticão repentino envolvido por um movimento impróprio é absorvido inteiramente pelo fascia tibial.
Embora isto preserve os ligamentos do tornozelo, pode criar a tensão e induzir as limitações do fascia tibial próprias. 
Deve-se igualmente indicar que a fascia tibial é uma área comum a problemas ginecológicos que são projetados. Isto causa mudanças em reflexos fascial, usualmente em torno do meio do aspecto lateral da tíbia, e em torno do côndilo medial, sob a forma do edema, da infiltração, e da dor. Tratar tais áreas tem frequentemente um impacto no problema ginecológico subjacente. A função da fascia tibial inteira é danificada às vezes sem serem alguns pontos de foco específicos da limitação. O tratamento consistirá sentir e induzir: qualquer um (igualmente sabido como global) em uma modalidade geral coloca-se a parte mais inferior da tíbia e a outro sobre a parte superior; ou adotando uma aproximação mais localizada, movendo-se gradualmente cada vez mais perto de estruturas localizadas. 
Uma vez que isto se liberou, você deve terminar usando uma técnica geral que afete o fascia inteiro.


Coxa


Na maioria vasta dos casos, os problemas aqui envolvem apenas a lateral ou apenas a coxa medial.

Coxa lateral

Estas são distorções que envolvem o fascialata. Com o paciente supino e seus pés esticados para fora, use as pontas de dois ou três dedos para aplicar o deslizamento da pressão ao longo do intervalo iliotibial. 
Você encontrará frequentemente ondulações nos tecidos, sorte como de um telhado ondulado. Você deve firmemente trabalhar para reduzir a intensidade das ondulações, um cume de cada vez. 
Os pontos dolorosos serão encontrados todos ao longo da fascia sob a forma dos nódulos - estes podem ser reduzidos pela massagem e por movimentos rotatórios. Aqui, como em todos os casos do tratamento fascial, terapia eficaz conduzirão à tensão reduzida, redução principal na dor associada, e naturalmente funcionalidade melhorada


Coxa Medial

Com o paciente supino, o joelho e o quadril dobraram-se ligeiramente, o fisioterapeuta pega uma posição ao lado do paciente, com seu joelho sobre a tabela. Descanse o aspecto lateral da coxa do paciente de encontro a sua própria coxa. Colocam as pontas dos dedos de ambas as mãos ao longo do plano da segmentação entre os músculos do adutor, e aplique então uma pressão de esticão. 
Se há uma limitação mais séria, colocam ambos os polegares na borda superior dos músculos de adutor e execute um esticão transversal movimento, empurrando para a maca.



Fascia do nervo Ciático

Nós terminaremos com o membro mais baixo falando sobre o tratamento do fascia do nervo ciático. Este pode ser o local de irritação crônica, e a razão para a persistência da dor ciática. Às vezes problemas com este fascia pode mesmo ser a causa da dor ciática. A técnica consiste realmente em usar o polegar - com o paciente propenso ou posição - para seguir o trajeto do nervo ciático em volta às nádegas, ou para seguir mesmo acima a tensão através do fascia lombodorsal até as vértebras cervicais. 
Naturalmente, em quase todos os casos, o paciente retém uma memória indelével que tratam o do polegar que acaricia levemente a área para ser tratado e que sai de uma sensação que tomasse um tempo longo desaparecer.

A ciática do paciente é melhorada todas às vezes? Isto surpreendeu-nos sempre que nós procuramos uma explanação por muitos anos. Na extremidade, a explanação é simples, contudo é uma compreensão profunda da anatomia que a fornece. O nervo ciático é investido por um fascia, e a tensão no nervo causa inevitável a irritação do fascia. Este é um exemplo de como os remédios tradicionais têm quase sempre algum tipo da fundação na verdade. 
Os esforços induzidos pela técnica parecem causar fascia amnésia acima, que se realizam de repente quando sua função está danificada. O estímulo forte expulsa a exaustão e restaura a memória da situação fisiológica normal. Nós adaptamos este princípio e temos usado frequentemente com sucesso. O paciente é propenso. Depois que você identificou a área interditado (que é geralmente em torno do meio da coxa, como descrito mais cedo), introduza as pontas do dedo de ambas as mãos profundamente e execute então o esticão transversal, longitudinal. 
Abaixe o comprimento da fascia até a vitela, que no ponto será mais confortável para você, se coloca uma coxa na maca e aplica a pressão acima do pé dobrado do paciente. Não obstante sua posição, você prossegue então a esticar ou usar a pressão inibir o ponto específico. 
Não é necessário, na maioria vasta dos casos, usarem tal pressão forte que o paciente sente a dor. Nem, naturalmente, é necessário trabalhar o membro mais baixo inteiro com o polegar, porque o mesmo resultado pode ser obtido pelo procedimento muito mais delicado. 


Depois que tal aproximação, é observada frequentemente a função, notável a atenuação ou o desaparecimento melhorado do sinal de Lasègue. Naturalmente, esta técnica não é a única modalidade do tratamento para a ciática, e é acoplada sempre com um exame meticuloso para causas possíveis. Além disso, precisa frequentemente ser combinada com outras técnicas. 
Nota do autor: Este artigo tem por objetivo dar ênfase ao estudo das cadeias fasciais, os subtítulos avaliação e tratamento é a faixa bônus.


REFERÊNCIAS

BIANCHINI, L. de P; Moreira, M.R. Influência da Manipulação Miofascial sobre a Amplitude Articular. Terapia Manual, Londrina, V. 2, n. 2, p. 78 - 80, out. 2003 / dez. 2003.

BIENFAIT, M. Estudo e tratamento do esqueleto fibroso. Fáscias e Pompagens. São Paulo, SP: Ed. Summus Editorial, 1999.

Excerpts from “The Fasciae”. Eastland Press: 2006.

MANHEIN, C. The Miofascial Release Manual. Thorofare, NJ: Editora Slack Incorporated; 2001. 
PAOLETTI, Serge. Le fasce: Ruolo dei tessuti nella meccanica umana. Ed. Sully. 



 
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