quarta-feira, 9 de maio de 2012

I Semana Nacional de Pilates


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Uma abordagem sobre a construção da imagem do corpo na criança a partir do método GDS de cadeias musculares


A associação entre certos distúrbios da coordenação motora e transtornos de comportamento fazem com que o fisioterapeuta se depare, muitas vezes, com pacientes infantis que apresentam sintomas ligados à má construção da imagem do corpo, com queixas comportamentais por parte dos pais e da escola, e até mesmo com diagnósticos de doenças psíquicas. Ao tratar a queixa motora de tais pacientes, este fisioterapeuta não deveria desvinculá-la dos aspectos psico-comportamentais envolvidos.
Este artigo pretende relatar o caso de um paciente pediátrico, cujo tratamento fisioterapêutico seguiu os preceitos do método GDS de Cadeias Musculares (Struyf; Campignion,). Espera-se contribuir para o debate sobre o papel do fisioterapeuta em um modelo ampliado de assistência, que leve em conta conceitos como globalidade e integralidade.
Este tema já foi nosso objeto de estudo em pesquisas  anteriores e aponta para o método GDS como estratégia de tratamento privilegiada neste contexto, exatamente por lidar com a questão da globalidade de forma extremamente abrangente. Nossa fundamentação teórica se fará a partir da literatura do método GDS e de marcos teóricos do campo do desenvolvimento psicomotor.
Foco de nossa escolha terapêutica, o método GDS é um método global de fisioterapia e de abordagem comportamental, de prevenção, de tratamento e de reeducação, baseado sobre a compreensão do terreno predisponente. É ainda um método de leitura corporal e tratamento das disfunções do sistema locomotor, que propõe uma abordagem global do corpo a partir da relação entre os aspectos psico-comportamentais e a atitude postural. A fundamentação teórica do método dedica uma especial atenção ao desenvolvimento psicomotor, pois considera que a atitude e as marcas corporais, assim como a chamada pulsão psico-comportamental, se constroem desde a concepção, a partir de múltiplos fatores (genéticos, comportamentais, psíquicos, culturais, históricos, ambientais, etc.). Neste processo, os primeiros anos de vida são de fundamental importância, pois é neste momento que as cadeias musculares e as estruturas psicocomportamentais vão se instalar – no corpo e no psiquismo – e estabelecer as relações entre si, seja
de maneira saudável ou patológica.
A idéia de imagem do corpo como a imagem tridimensional que temos de nós mesmos, uma percepção de unidade corporal que nos é dada a partir das sensações táteis, cinestésicas e visuais. Esta imagem se organiza como núcleo central da personalidade a partir da relação com o meio. Embora se possa distinguir teoricamente os termos imagem e esquema corporal, adotamos a opção de certos autores por considerar o conceito de imagem do corpo como uma função abrangente que engloba ambos os aspectos.
De fato, a dissociação entre a perspectiva neurofisiológica, que caracteriza o esquema corporal, das questões psíquicas, que envolvem o conceito de imagem corporal, cria uma dualidade que se opõe à nossa visão de globalidade. O método GDS parte do princípio de que o locomotor, o visceral e o psico comportamental se mesclam permanentemente, de múltiplas maneiras, o que significa que a psicossomática é apenas uma das diversas vias possíveis. Este conceito se conecta ao pressuposto de Piret e Béziers de que ”todo gesto é carregado de psiquismo, e o investimento do fator psicológico no movimento é análogo ao da motricidade no psiquismo”. Struyf e Campignion defendem a idéia de que o motor primário da atitude postural é a pulsão psico-comportamental, mas que, em contrapartida, a cristalização desta atitude no corpo pode influenciar o comportamento, constituindo uma via somato-psíquica. Neste sentido, as teorias de Schilder também corroboram com os preceitos do método GDS. O autor considera os padrões psicológicos como uma tendência e uma função, ao invés de um fator estático. Para ele, os processos emocionais geram, fortalecem e dirigem os processos de construção do padrão da imagem corporal, auxiliados por sensações e pela percepção.
Schilder postula, ainda, que o movimento e a dança contribuem positivamente para diminuir esta cristalização, pois o modelo postural se altera a cada gesto, dissolvendo a figuração inicial - fixada -  e possibilitando ao corpo a permanente recriação de seus esquemas. Para ele, “a diminuição da  rigidez da imagem corporal trará consigo uma determinada atitude psíquica. Assim, o movimento influencia a imagem corporal e nos leva de uma mudança da imagem corporal a uma mudança de
atitude psíquica”. É por esta via que se configura a intervenção do fisioterapeuta praticante do método GDS, frente a pacientes que apresentem uma demanda psíquica muito evidente. A abordagem direta das questões ligadas ao psiquismo foge ao campo de trabalho deste profissional, porém, para que o olhar seja realmente globalista, é necessário que a via somatopsíquica seja contemplada. Para tanto, o método disponibiliza uma multiplicidade de estratégias terapêuticas.


O caso que será aqui abordado refere-se a um menino  de 8 anos, que chamaremos pelo pseudônimo de Leo. Ele chegou a receber um diagnóstico de autismo, refutado pela psicanalista responsável por ele durante o período de seu tratamento fisioterapêutico, ainda que apresentasse transtornos psíquicos bastante importantes. No plano motor, seu encaminhamento se deu a partir da queixa paradoxal da mãe: ”é uma criança muito agitada, porém muito passiva”; e do professor de educação física: “ele é ótimo no cognitivo, porém  “vai mal no motor”. Em nossa experiência clínica, observamos, em diversas ocasiões, que uma causa frequente de encaminhamento de crianças ao fisioterapeuta é a questão da agitação excessiva (muitas vezes diagnosticada como transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), geralmente associada à dificuldade na relação espacial (a criança esbarra nos móveis, está sempre cheia de hematomas, etc.).
O relato da mãe de Leo, na primeira avaliação, descreve uma criança que demanda sua atenção em tempo integral. Ela fala sobre as dificuldades na socialização (Leo não é “popular” na escola, como o irmão mais novo). Diz que Leo gosta de brincadeiras, mas somente se não houver regras estabelecidas, pois ele não gosta de regras. Relata com preocupação o fato de Leo fantasiar muito, ter amigos imaginários. Durante o tratamento fisioterapêutico, foi possível entrar em contato com este “mundo imaginário”, recheado de personagens constantes na vida de Leo. A mãe comenta, também,  sobre os desenhos do filho, que revelam grande agressividade e violência. Sua maior preocupação parece ser, entretanto, a performance social de Leo, sua popularidade, sua aceitação, a opinião da família sobre o menino. Leo estuda em uma escola tradicional, de orientação religiosa, frequentada pela comunidade social da qual sua família faz parte. Leo apresenta bom rendimento escolar, pois é uma criança extremamente inteligente, com um fascínio especial pela matemática. É capaz de fazer cálculos muito complexos para sua idade, e se mostra vaidoso por esta habilidade.
De fato, se por um lado o seu  relacionamento social é difícil,  ele se faz respeitar por sua inteligência. A mãe refere ainda que seu filho detesta beijos. Ele se permite abraçar, mas nunca beijar. Tanto ela quanto o próprio menino relatam que ele detesta atividades físicas, especialmente o futebol. O pai nunca compareceu ao consultório, e discorda que seu filho necessite de tratamento.
No método GDS, considera-se que existem três estruturas que constituem o eixo vertical, ou eixo da personalidade fundamental: AM, PM e PA (figura 1). Estas estruturas, ligadas ao plano psico comportamental, encontram-se em paralelo com atitutes posturais que se constroem a partir da ativação de encadeamentos musculares específicos, cuja localização no corpo dá origem às siglas que denominam tais estruturas (respectivamente, ântero-mediana, póstero-mediana e pósteroanterior). Durante o desenvolvimento psicomotor da criança, e mesmo durante o período gestacional, cada uma destas estruturas se organiza em uma sinergia permanente entre o plano motor e o psíquico.
Especialmente na criança, o desenvolvimento motor não se encontra, em nenhum momento, desatrelado do desenvolvimento psíquico. Tendo construído a base das três  estruturas da personalidade, em seu corpo e seu psiquismo, a criança poderá vivenciar uma multiplicidade de experiências.
A estrutura AM, que no corpo é representada por músculos predominantemente situados na região ântero-mediana, é a primeira a se organizar, e de sua boa construção depende primordialmente a saúde psíquica do indivíduo que está se formando. A estruturação do AM está ligada à constituição do ego e do self, isto é, da noção de existir, percepção de si como um corpo integrado, da sensação de habitar este corpo. A maternagem, os cuidados com o bebê, o toque, o olhar e todo o conjunto de manifestações de afeto por parte da mãe ou cuidadora nutrem este AM e contribuem para toda esta construção.Winnicott, pediatra e psicanalista britânico que se dedicou a examinar os primeiros passos do desenvolvimento humano, afirmou ser fundamental que o bebê tenha suas necessidades físicas e afetivas tão bem acolhidas, que experimente a ilusão de existir em unidade  com  o meio que o acolhe. Dito de outra forma, no início, do ponto de vista do observador, existe uma dupla, porém, do ponto de vista do bebê, há uma unidade mãe-bebê. Os cuidados prodigalizados pela mãe dedicada comum promovem a integração das diversas partes do corpo e, ao mesmo tempo, o reconhecimento de que esta unidade “é o bebê”. Trata-se de dois fenômenos fundamentais para a estruturação e o desenvolvimento do self: integração e personalização. A essa altura, o bebê pode
sentir-se ele próprio, bem como podemos afirmar que uma psique habita um corpo.
Progressivamente, ele adquirirá, também, o domínio sobre a consciência de espaço e tempo. É importante ressaltar a importância da pele neste contexto. O toque da mãe vai criando no bebê a noção de contorno, de limites corporais, o que será fundamental na constituição da imagem do corpo e, em última análise, da organização deste AM, tanto do ponto de vista muscular quanto no desenvolvimento emocional. Segundo Piret e Béziers, “a sensação da forma da pele se vincula à imagem de nosso próprio volume e de seu movimento. A manipulação da pele permite recuperar as imagens correspondentes. Sensibilidade profunda e pele nos permitem perceber a forma de nosso corpo”. A mãe suficientemente boa, descrita por Winnicott, seria aquela capaz de nutrir suficientemente o AM de cada bebê, para que a criança integre o psique-soma, imprimindo em seu corpo as marcas mecânicas fundamentais deste encadeamento muscular e possa passar para a etapa seguinte. Se a estrutura AM corresponde simbolicamente à imagem da mãe, PM está ligada à figura do pai. AM dá ao bebê seus limites corporais, mas PM representa os limites externos,  a lei,  as
regras. No corpo, o encadeamento muscular se situa predominantemente na região póstero-mediana. Trata-se do encadeamento muscular responsável pela verticalização, pela estação bípede. No plano comportamental, vincula-se à ação, à performance, ao conhecimento, ao intelecto, à liderança, à realização de projetos, ao olhar para o futuro. Entretanto, se AM não tiver se construído adequadamente, esta PM pode levar a uma agitação excessiva, uma valorização extrema da performance e do “parecer”, uma permanente ansiedade, uma descorporalização. Sem a boa AM, não há boa PM, e a criança pode perder a noção de limites (corporais e sociais) e até mesmo sua percepção de existência.
A estrutura PA é representada, no corpo, por músculos situados profundamente no tronco e pescoço, com uma direção de fibras póstero-anterior. Constitui, na verdade, uma estrutura dupla, com seu complemento AP (encadeamento ântero-posterior). PA e AP respondem, essencialmente, pela alternância: PA é a inspiração e AP, a expiração. No plano psico-comportamental, PA diz respeito à busca do ideal, à construção da individualidade, à espiritualidade, à expressão artística, à busca do belo, justo e correto, ao insight e, de forma simbólica, à “inspiração”. Está ligada ao aparelho psíquico e, consequentemente, aos transtornos do psiquismo. Seu duplo, AP (a “criança”, o caráter lúdico), é responsável pela adaptabilidade, pela saudável alternância de comportamentos, pela possibilidade de desempenhar diferentes papéis.
A expressão destas estruturas, na relação com o meio ambiente, seja  sob forma de extroversão / abertura, ou de introversão / fechamento, se dará pela via do eixo  horizontal ou relacional (figura 1), composto respectivamente pelas estruturas PL (póstero-lateral) e AL (ânterolateral). Estas estruturas relacionais formam, com AP, a chamada tríade dinâmica. As dificuldades que Leo enfrenta nas interações sociais refletem um conflito nesta esfera.
Do ponto de vista biomecânico, os conceitos do método GDS sustentam que é somente a partir de uma AM e uma PM bem constituídas que a PA poderá emergir. Assim, tanto o autocrescimento reflexo, necessário para a saúde postural, quanto a possibilidade de perceber o mundo por uma via mais intuitiva, que leva ao insight e à consequente integração dos conceitos, dependem da liberdade de PA(AP). Esta, por sua vez, advém necessariamente de uma sólida estruturação de AM e PM, que estabelecem os pontos fixos mecânicos adequados e o bom enraizamento psicocomportamental.
No caso de Leo, observa-se uma maturação insuficiente na estruturação de AM, que se traduz na sua relação precária com o corpo e o espaço e em suas dificuldades emocionais, características de um desequilíbrio na relação entre as três estruturas do eixo fundamental.  A  relevância atribuída pela mãe à opinião da família e à popularidade de Leo  reforçam a ansiedade  e a super valorização da performance  intelectual. A carência de uma PM saudável se manifesta na falta de limites no comportamento do menino: não obediência a regras, desrespeito à mãe, a babá e à própria fisioterapeuta, enfim, uma certa dose do
que poderíamos chamar de “má educação”.
Segundo Winnicott , a falha no acolhimento precoce promove as mais variadas perturbações físicas e psíquicas. Como não pretendemos nos aprofundar no estudo dessas falhas, comentaremos, apenas, uma forma particular de reação do bebê a elas, falha essa que o autor denominou atividade anti-social. Neste caso, o objetivo do bebê é cobrar do meio a atenção não recebida, tornando-se, por isso, perito em perturbá-lo. Essas perturbações variam desde uma malestar físico passageiro, até a delinquência franca, percorrendo toda sorte de dificuldades no relacionamento com o outro: tornar-se especialmente bagunceiro, mentiroso, agressivo, bem como apresentar uma série de distúrbios orgânicos. O importante é conquistar a atenção faltosa. Para Winnicott, todavia, na maioria das vezes, o meio cura: os cuidados prodigalizados nessas oportunidades compensam a ausência de continente no tempo devido. Entretanto, em alguns casos,
se  foi ultrapassado o espaço de tempo em que o bebê aguarda o cuidado sem desesperar, será
necessário recorrer a algum atendimento especializado. Pensando nas peculiaridades desse caso, recorremos, mais uma vez, a Winnicott. Ele afirma que, diante de um meio pouco confiável, o bebê pode se tornar perito em observá-lo, com a finalidade de decifrá-lo. Torna-se, assim, tão competente em prever os acontecimentos, esmiuçando o rosto da mãe, quanto um marujo em prever o tempo examinando o céu. Sendo assim, o intelecto (pensar / saber) se torna mais importante que o experimentar, dificultando a integração corpo-psiqué. Traçando um paralelo com o método GDS, pode-se dizer que se configura uma
estrutura PM em excesso, sobre uma AM frágil. Vemo-nos às voltas com crianças extremamente capazes intelectualmente que, todavia, evidenciam uma vida afetiva atribulada ou empobrecida.
Eles perdem a genuinidade alcançada com a personalização, chegando mesmo a desenvolver defensivamente uma personalidade “como se”, um falso self. Este falso self esconde, protege o verdadeiro self, de qualquer nova agressão. A agitação e a agressividade podem se manifestar, então, como uma possibilidade de resposta à falha ambiental. De fato, Winnicott  liga o conceito de agressão às ideias de atividade e motilidade, sendo fundamental para a estruturação no desenvolvimento emocional. A atividade / motilidade viabiliza a descoberta do meio ambiente, porém, quando o meio ambiente invade o bebê, esta motilidade se manifesta como uma reação à invasão, e não mais como fonte de experiências individuais.
Segundo Struyf, “ao tomar consciência daquilo que o bebê não vivenciou, podemos fornecer-lhe, com precisão, algumas informações complementares. Trata-se de experiências, vivências e sensações que sejam suscetíveis de compensar as faltas”. Para a autora, estas experiências podem ser proporcionadas de inúmeras formas, em qualquer etapa da vida, de maneira concreta ou simbólica. A partir deste pressuposto, desenvolve-se toda uma forma de abordagem terapêutica, que buscará imprimir no corpo vivências positivas, no sentido de permitir ao indivíduo integrar suas sensações e se construir como um ser “existente”. Através de experiências ricas em cada uma das estações dos  eixos vertical (AM/PM/PA) e na tríade dinâmica (AL/PL/AP), será possível organizar estas estruturas no corpo e no psiquismo da criança, permitindo uma melhor constituição de sua imagem do corpo e, consequentemente, da sua relação
com o espaço.
Assim, no caso em questão, foi desenvolvido todo um trabalho de reconstrução da estrutura AM, sem perder de vista a necessidade de uma certa contenção PM. É importante deixar claro que, embora AM simbolize a noção de continente, de limites corporais, de contenção do ponto de vista afetivo, se faz necessária uma PM saudável para a contenção social representada pela observação das regras. Este tipo de contenção também confere à criança a sensação de segurança. De fato, a cada vez que a falta de limite no comportamento de Léo tinha como resposta uma atitude mais firme, ou até mesmo severa, por parte da fisioterapeuta, ele se acalmava e o vínculo terapeuta paciente parecia se estreitar. Se, por um lado, se fazia importante a imposição das regras, a escuta e a flexibilidade constituíam, igualmente, uma fonte de experiências positivas, isto é, os limites eram dados, porém sem intransigência. Ao final de cada sessão, era frequente o menino solicitar lápis e papel, para fazer um desenho. É bastante interessante constatar esta necessidade de expressão (PA), depois da construção das duas outras estruturas do eixo fundamental (AM e PM).
A partir de todo este cenário teórico, pode-se descrever uma terapêutica que, em linhas gerais, seguiu um percurso de estimulação da consciência do esqueleto e do contorno corporal, assim como de uma ampliação do repertório de movimento. Para tanto, foram realizadas práticas diversas, especialmente a percussão dos ossos e impressão de sensações sobre a pele (pelo toque direto ou através de objetos). Além disso, procedeu-se a vivências que envolviam a contenção, como, por exemplo, envolver o paciente em mantas e almofadas, criando uma resistência e solicitando que ele se desvencilhasse progressivamente. Este tipo de estratégia aborda diretamente a estrutura AM. Propostas de jogos psicomotores e proprioceptivos, com a utilização de obstáculos em um circuito, também eram recebidos com entusiasmo por Leo, que costumava inclusive solicitá-las ao chegar ao consultório de fisioterapia. Nestes jogos, eram trabalhados conceitos como equilíbrio, adaptabilidade, capacidade de reação, percepção motora, sensibilidade e apoio (“enraizamento”), de uma forma bastante lúdica, tanto com regras bem definidas como permitindo uma certa liberdade criativa. Ou seja, estimulava-se a estrutura PA(AP), com alguns elementosAM e PM.
Embora existam diversos aspectos que poderiam ser discutidos, no que diz respeito à evolução do tratamento de Leo, este artigo pretende fazer um recorte, no que tange à questão da construção da imagem do corpo. Com esta finalidade, será descrito um episódio, que podemos considerar emblemático, sob tal ponto de vista.
Após alguns meses de tratamento, foi realizada uma sessão que, como muitas outras, objetivou a consciência do corpo, com sua estrutura óssea e com a integração de suas diversas partes. Para tanto, procedeu-se primeiramente à percussão de todo o esqueleto. Em seguida, foi realizado um procedimento em terapia manual, em decúbito dorsal, que consistia em um deslizamento sobre a pele, da extremidade de um membro superior à extremidade do membro inferior oposto, invertendo a cada vez o lado, de forma contínua e relativamente vigorosa, passando sempre pela pelve, como centro de referência. De fato, não somente o centro de massa e de gravidade do corpo se localiza na região pélvica, como o método GDS preconiza que a pelve constitui a “encruzilhada” da biomecânica corporal, porta de entrada de tratamento em inúmeras situações. A passagem de tensão entre o lado direito e esquerdo se dá pela via das fibras superficiais dos músculos latíssimo do dorso e glúteo médio contra-lateral (respectivamente cadeias AL e PL), enquanto que, do mesmo lado, ela se dá pelas fibras profundas dos mesmos músculos (cadeia PM) .
No caso de Leo, este procedimento visava construir a sensação de interligação entre as extremidades, que se cruzam na pelve, no sentido de integrar a sensação global do corpo a partir de um centro bem estruturado. Ao final deste trabalho, o menino pediu para fazer um desenho. Tendo recebido, então, lápis
e papel, e ele se pôs a desenhar partes de um corpo: cabeça, tronco com membros superiores e membros inferiores. A fisioterapeuta logo percebeu que as partes estavam separadas. Foi surpreendida, entretanto, pela continuação: Leo, com seu fascínio pela matemática, incluiu, entre os segmentos, o sinal de adição. Em seguida, ao lado, colocou o sinal de “igual” e, finalmente, desenhou a figura completa, testemunha da sua inédita integração da imagem do corpo.
Leo concluiu sua obra escrevendo o nome da fisioterapeuta diversas vezes, tornando-a cúmplice da sua conquista. Com o desenrolar do tratamento, ao longo de quase um ano, Leo tornou-se
progressivamente mais calmo, menos refratário à aceitação de regras, melhor coordenado do ponto de vista motor, mais comunicativo. Infelizmente, a mãe interrompeu o processo precocemente.
Aliás, a psicoterapia também foi descontinuada na mesma época, como tantos outros tratamentos precedentes. A análise desta particularidade não cabe, entretanto, no escopo deste estudo que, como
mencionado anteriormente, pretende se ater ao recorte preciso da questão da imagem do corpo. Leo teria, contudo, um longo caminho a percorrer ainda, que talvez possa ser retomado em outras
terapias futuras.
Este episódio ilustra de maneira singular a importância de um trabalho corporal que contemple a criança de forma integral, sem desvincular os múltiplos aspectos envolvidos. O método GDS propõe uma abordagem que leva em conta o psiquismo e o comportamento, mesmo que a queixa primária seja “apenas” motora. No caso descrito neste estudo, a constatação da falha no desenvolvimento psicomotor levou a estratégias de tratamento que buscaram a reprogramação das estruturas básicas na construção do indivíduo, ou seja, das estruturas / cadeias do eixo vertical ou da personalidade. Todo este contexto permite refletir sobre o papel do fisioterapeuta frente a pacientes que apresentem dificuldades de ordem psico-comportamental, indissociavelmente ligadas a questões motoras. Os resultados obtidos apontam para a relevância de se adotar métodos fisioterapêuticos mais globalistas  – como é o caso do método GDS  – no tratamento de tais pacientes.


Fonte:
  • Renata U.; Aida U. Uma abordagem sobre a construção da imagem do corpo na criança a partir do método GDS de cadeias musculares.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Efeito do Pilates nos distúrbios do sono




O sono é algo relacionado à sobrevivência da espécie, um estado natural inerente a vida dos organismos.  É uma necessidade fisiológica do ser humano, que tem como funções biológicas a restauração e a conservação da energia do organismo, permitindo uma estabilização física e emocional. 
No período de sono o organismo humano entra em repouso habitual e periódico. As características desse estado são: suspensão provisória da consciência, relaxamento dos sentidos e dos músculos, diminuição do ritmo circulatório e respiratório e presença de atividade onírica.  
Em função das exigências da vida moderna, problemas relacionados ao sono ocorrem devido ao excesso de trabalho, alimentação inadequada, vivência de emoções negativas e doenças nervosas, comprometendo assim a saúde de uma pessoa. Inúmeras pessoas têm passado por perturbações ou transtornos relacionados ao sono, como Transtornos Primários do Sono (decorrentes de anormalidades endógenas nos mecanismos 
de geração ou nos horários de sono/vigília e agravados por fatores de condicionamento); Transtorno do Sono relacionado a Transtorno Mental (transtorno de humor ou de ansiedade); Transtorno do Sono devido a uma condição médica geral e Transtorno do Sono induzido por substâncias (geralmente psicoativas)  
A qualidade de vida de uma pessoa depende, portanto, de um período de sono saudável, em virtude dos possíveis problemas que podem ocorrer. Um sono considerado normal é aquele que proporciona ao indivíduo uma sensação de bem-estar ou descanso físico e mental, com recuperação de energias, possibilitando-lhe ter condições adequadas e suficientes para execução das tarefas do dia a dia. 
A privação do sono tem como efeitos a diminuição do desempenho psicomotor, lapsos de atenção, dificuldades de concentração, redução da memória para acontecimentos recentes, mau humor, sensação de fadiga, irritabilidade e até estados confusionais. 
A população busca cada vez mais formas de viver melhor. A “qualidade de vida”, “bem estar”, “vida saudável”, são conceitos vigente nos dias atuais. Uma forma de combater o estresse, transtornos psicológicos e problemas de saúde em geral têm sido nos tempos atuais, a procura e o uso de serviços que recomendam e proporcionam melhoras e manutenção da saúde. Exercícios físicos praticados de forma regular promovem benefícios ao sistema cardiovascular, respiratório, endócrino e muscular, redução da depressão e ansiedade, e melhoria da qualidade e eficiência do sono.  
Uma das recomendações para a melhoria do sono pode ser o Método Pilates, que por meio de seus princípios e filosofia, promove sensações de tranquilidade, bem-estar e consciência corporal, sendo considerado um treinamento físico e mental.
Baseando-se em princípios da cultura oriental, como as noções de concentração, equilíbrio, percepção, controle corporal e flexibilidade, e da cultura ocidental, com sua ênfase relativa à força e ao tônus muscular, o Pilates caracteriza-se como uma tentativa de controle consciente e equilibrado dos músculos envolvidos nos movimentos.
Joseph Pilates definiu seu trabalho como perfeito equilíbrio entre o corpo, mente e espírito, garantindo assim boa saúde e desenvolvimento natural. 
A técnica de Pilates se divide em exercícios realizados no solo e em aparelhos. Todos eles favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores, enquanto eliminam a tensão 
excessiva dos músculos e as compensações, envolvendo uma larga variedade de 
movimentos. 
Os exercícios de solo próprios do Pilates (Mat Pilates) servem de base e complemento para os exercícios em aparelhos, buscando principalmente o fortalecimento da musculatura abdominal e treino do padrão respiratório. Os exercícios seguem uma ordem pré-estabelecida, sendo que cada um deve ser tratado de acordo com a sua individualidade, ou seja, os exercícios são executados de acordo com suas necessidades, 
habilidades e limitações. 
Atualmente, percebe-se uma expansão de adeptos do Pilates por todo mundo, além de um crescimento de livros e textos publicados sobre o método. No entanto, há uma nítida carência de evidências científicas sobre as proposições do Pilates. A opção deste Estudo de caso deve-se ao fato de que tal modalidade, quando inserida em um contexto maior de pesquisa, serve para enriquecer o conhecimento científico da área, visto que permite, a partir de um olhar subjetivo, abrir diferentes possibilidades partindo do mesmo objeto de estudo. 
O objetivo geral do estudo consistiu em descrever os resultados do Mat Pilates nos distúrbios do sono de duas mulheres sedentárias.
Este estudo de caso teve caráter experimental, quantitativo e descritivo, e foi realizado com 2 voluntários do sexo feminino, com idade de 37 e 40 anos e diagnóstico clínico de distúrbio do sono. 
As sessões apresentavam sutis diferenças entre si, levando-se em conta as 
condições das pacientes no momento de cada sessão, e o aumento da dificuldade respeitou 
as características e habilidades individuais. 
Cada sessão era iniciada com 5 minutos de aquecimento, em eram realizados alongamentos leves e organização do padrão respiratório. 
Em seguida eram realizadas as séries para os estabilizadores, com duração de 15 minutos, seguindo o desenvolvimento neuropsicomotor, conceitos de pelve e coluna neutra, dissociação de cinturas e estabilização de tronco: básculas de quadril e cervical, dead bug e arcos do fêmur, dissociação de cintura pélvica, abdominal reto e oblíquo (cair para os lados), side kick, ponte simples e com organização de cintura escapular. 
A partir daí, dava-se início ao desenvolvimento, com duração de 30 minutos. Este momento era realizado baseado nos conceitos de estabilização dinâmica com organização de cintura escapular, articulação da coluna em todos os planos e eixos, descarga de peso em membros superiores e inferiores, integração de movimento e reeducação funcional (pré-spine stretch, flexão lateral da coluna, torção da coluna, extensão da coluna sentado, imprint da coluna, roll up, roll over, single leg stretch, double leg stretch, single leg circle, 
criss cross, single straight leg stretch, double straight leg stretch, hundred, mermaid, pré-swan, organização da cintura escapular em prono, swimming, the cat, rolling like a ball, open leg rocker). 
Para a finalização eram reservados 10 minutos, em que se aplicavam os exercícios de alongamento e relaxamento, dentre eles relaxando a cadeia cruzada, rolamento da coluna em pé, totalizando 60 minutos para cada sessão.
Com base nesse estudo, o Método Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para os distúrbios do sono, sendo considerado um treinamento físico e mental. Por meio de seus princípios e filosofias, promove sensações de tranqüilidade, bem-estar e consciência corporal, além de trabalhar com exercícios onde a sobrecarga é aumentada até um nível ideal e gradativamente, sendo realizado com poucas 
repetições, o que leva a uma melhor resposta na qualidade do sono. 
Além disso, uma respiração otimizada mobiliza a coluna vertebral na região do tórax, provocando a mobilização do sistema nervoso autônomo que, dentre tantas outras atividades, é responsável pela digestão, reprodução, sono e relaxamento. 
O Método Pilates otimiza a respiração e potencializa a capacidade respiratória. Em todos os exercícios a respiração é enfatizada como instrumento para atingir qualidade na execução dos movimentos. O contrário também acontece, pois movimentos adequados com a região do tronco estimulam e ampliam a entrada e saída de ar dos pulmões.
A melhora da ansiedade ocorreu, possivelmente, pela mudança da capacidade respiratória (principalmente a expiração), pois se o indivíduo ansioso é capaz de aprender a expirar, pode-se, até certo ponto, modificar a sua condição energética diafragmática onde a ansiedade está contida. O Pilates mobiliza a musculatura desta região e, na medida em que a respiração é solicitada durante a execução dos exercícios, esta se torna um ato voluntário e consciente. Esta condição de consciência auxilia a pessoa ansiosa a perceber a sua 
respiração superficial e irregular. 
O Pilates, pelos valores obtidos nas avaliações, foi bastante efetivo da melhora dos roncos e do quadro de apnéia do sono, a qual se caracteriza por repetidas obstruções das vias aéreas superiores resultando em episódios de pausas respiratórias, diminuição da oxigenação sanguínea e fragmentação do sono. Uma das indicações para o tratamento destes distúrbios é a prática de exercícios físicos. Esta melhora se deu pelo trabalho respiratório exigido na prática dos exercícios, o que leva a uma grande melhora do padrão respiratório. 
Atualmente, existe pouca literatura específica sobre a área estudada, o que dificultou a elaboração de uma discussão mais completa sobre o assunto. 

CONCLUSÃO 
Diante dos resultados obtidos e identificados na comparação entre os dados da pré e pós-avaliação, conclui-se que o programa de Mat Pilates aplicado, mostrou-se uma importante ferramenta para a melhora do padrão e da qualidade do sono dos indivíduos envolvidos na pesquisa. 
Ao final da pesquisa, observou-se redução do tempo para iniciar o sono, aumento do tempo que permanecem dormindo, minimização da agitação durante o sono (inquietações, roncos e apnéia) segundo relatos do acompanhante, bem como, redução do uso de medicamentos. Em consequência desta grande melhora do padrão e da qualidade do sono, houve melhor rendimento profissional e bem estar físico e emocional.  
Tais resultados positivos são aplicáveis apenas nos casos estudados, mas podem dar indícios da efetividade desta técnica em outros indivíduos com tais distúrbios. Sugere-se, então, a realização de mais estudos experimentais sobre o Mat Pilates por um período de tempo mais longo e com um número maior de pessoas com este diagnóstico. 


Fonte: 

  • EFEITOS DO MÉTODO PILATES NOS DISTÚRBIOS DO SONO: ESTUDO DE CASO. Pollyanna, P.F.S, CEAFI PÓS-GRADUAÇÃO; Adroaldo J. C. J., Mestre em Ciências da Saúde.




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pilates no período gestacional


O período gestacional compreende diversas mudanças corporais . Durante a gestação o desenvolvimento do útero provoca mudanças na forma , no tamanho e na inércia materna. Essas mudanças devem ser respeitadas durante o Pilates.
MUDANÇAS POSTURAIS NA GRAVIDEZ x PILATES
A postura da gestante está influenciada pela modificação do centro da gravidade, que apresenta uma tendência em deslocar-se para frente, devido ao crescimento útero abdominal e aumento ponderal das mamas. Para compensar, o corpo projeta-se para trás, favorecendo o aumento da lordose lombar, os pés se distanciam e as escápulas se dirigem para trás, a porção cervical da coluna condensa-se e projeta-se para frente. Essas modificações têm aumentado a fragilidade da musculatura compensatória das regiões lombossacra e cervical, o que ocasiona lombalgias e cervicalgias freqüentes. As dores lombares estão presentes em aproximadamente 50% das gestantes, demonstram os estudos .
O método Pilates é um programa de exercícios que pode trazer conforto à gravidez e ao parto, com foco na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico , no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Melhora a concentração, a força postural, o equilíbrio, a coordenação e a qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações. Conseqüentemente auxiliará a prevenir as dores lombares, ombros caídos e tensão no pescoço.

MUDANÇAS HORMONAIS NA GRAVIDEZ x PILATES
Além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, os ossos da pelve tornam-se mais frouxos e alongados, preparando-se para o parto. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar.

EXERCÍCIOS ADEQUADOS NO PILATES : RECOMENDAÇÕES
O Pilates é indicado para grávidas desde que realize exercícios adequados e com os devidos cuidados respeitando o período gestacional , porque cada um possui as suas particularidades. Os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação, inicial, intermediária e final, além do pós-parto imediato e seis semanas após.
Existem algumas recomendações que devem ser seguidas durante a prática do Pilates:
* A grávida deve exercita-se confortavelmente, nunca exercitando até a exaustão, sendo assim sendo capaz de manter uma conversação verbal durante a prática.
* Esteja consciente de seu corpo, e pare o exercício se você se sentir cansada, com falta de ar ou tensa.
* As mudanças de direção e de postura devem ser lentas entre um exercício e outro.
* Necessidade de hidratação adequada para manutenção do equilíbrio térmico. O ambiente do Pilates também deve estar com uma temperatura agradável, não treinar em ambientes quentes . A regulação da temperatura depende da hidratação e das condições ambientais. Esses são alguns cuidados para evitar a Hipertermia , principalmente no primeiro trimestre .
* A frequência no Pilates deve ser de 2- 3x / semana para que a gestante possa sentir os benefícios da prática em seu dia-a-dia.
* Nenhuma gestante deve iniciar o Pilates sem passar por uma avaliação e autorização de seu médico . Essa é uma condição fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. Converse com seu médico sobre a prática do Pilates , escute as recomendações e cuidados solicitando a liberação!

CUIDADOS NOS EXERCÍCIOS DE PILATES : O QUE SE DEVE EVITAR!

O que se deve Evitar durante a prática do Pilates no período gestacional :
* Cuidado com alongamento máximo ou movimentos repentinos.
* Evitar a posição supina após 2º trimestre (alguns estudos relatam que já após o primeiro trimestre) . O Conselho Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG) orienta que as gestantes não deitem na posição supina a partir do segundo trimestre. O peso do útero pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o débito cardíaco e dificultando o fluxo sanguíneo da mãe para o feto . Essa condição é conhecida como Hipotensão Supina.
* Não espere fazer ganhos e avanços físicos durante o tempo da gravidez. Use esta oportunidade de aprender sobre seu corpo e respeitá-lo. Este não é o momento de experimentar novos exercícios desafiadores.
*Não colocar em risco o equilíbrio , evitar exercícios com risco de traumatismo abdominal e queda.
* Evitar manobra de Valsalva durante os exercícios de resistência. Respeite a respiração do Pilates associado ao movimento .
* Evitar exercícios de flexão e exercícios com carga alavancada pela coluna podem causar abaulamento dos retos abdominais resultando numa diástase dos retos (separação dos retos abdominais ao longo da linha Alba) . Isso leva a uma instabilidade lombar e , em casos graves , a uma hérnia abdominal .
* Evitar treinos em frequência cardíaca acima de 140 bpm. (intensidade de treino que não ultrapasse 140 bpm ou até 65% (no máximo 70%) da frequência cardíaca máxima (FCM). A freqüência cardíaca da grávida não é elevada pelos exercícios específicos de Pilates, direcionados para gestantes.

PRÁTICA DO PILATES DURANTE TODA A GRAVIDEZ : Primeiro ao Nono mês!!!

Esteja consciente de que mais alguém está se exercitando com você sempre.
Uma mulher grávida que frequenta aulas de Pilates desfruta dos benefícios clássicos da técnica, como foram citados. Quem já era adepta do método e prossegue praticando a atividade, obtém a continuidade de resultados positivos.




sábado, 7 de abril de 2012

Teste sua postura- Auto Avaliação Postural


1º passo

Se posicionar a frente de um espelho

2º passo

Manter sua postura relaxada(sem se auto corrigir) e olhar para frente

3° passo   OBSERVAR

  
01-  Orelhas devem estar alinhadas

02-  Ombros na mesma altura

03 - O espaço entre o braço e o corpo devem ser igual nos dois lados

04 - Os quadris devem estar alinhados

05 -  A face anterior do joelho deve estar voltada para frente.

06 - Os tornozelos devem estar  alinhados os pés bem apoiados.

4° passo

Peça para alguém tirar uma foto de perfil ( lado), manter sua postura relaxada.

5º  passo

Traçar uma linha reta partindo dos tornozelos
 O corpo deve estar equilibrado:

1- A cabeça deve estar ereta

2- Orelhas devem estar alinhadas com os ombros.

3- O abdome não deve estar projetado para frente

4- A linha deve cruzar o pé,  joelhos e meio do quadril   
Resultados :
Se você foi reprovado no seu teste postural nos procure, existem diversas técnicas para melhorar sua postura.

PILATES,GDS, REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL, EQUILÍBRIO NEUROMUSCULAR, MANIPULAÇÃO ARTICULAR.








PILATES METACORPUS COPACABANA- RJ

Fonte:


terça-feira, 3 de abril de 2012

Reeducação Postural Global

Dores ao ficar tempo sentado. Em pé não acha uma posição de conforto. Dores no pescoço durante e após o trabalho. Cansaço generalizado ao final do dia - você está com sintomas de SÍNDROME POSTURAL. A Reeducação Postural Global (R.P.G.) é um método de tratamento criado pelo fisioterapeuta francês em 1980. É um método original e revolucionário que tem com principal objetivo a correção de problemas posturais e quadros de dor. Considera que o nosso sistema muscular é constituído por músculos estáticos e dinâmicos. Os nossos músculos constituem cadeias musculares e devem ser trabalhados em coordenação, alongados em globalidade. As principais cadeias musculares são a cadeia mestra anterior e a posterior. Existem, entretanto, outras cadeias, como a ântero-interna do braço, superior do ombro, lateral do quadril, etc. Todas estas cadeias podem ser exercitadas durante as posturas de R.P.G


· Problemas dentários
· Dores de cabeça

· Edema e formigamento nas mãos e pés.

· Alterações respiratórias

. Acúmulo de gordura localizada.
. Alterações estéticas.


Como o nome já indica, a principal característica do RPG é cuidar do paciente de forma integral, diferentemente da fisioterapia tradicional, que tem a atenção voltada apenas à queixa imediata do paciente, como uma dor aguda, por exemplo. O corpo é uma rede de músculos interligados e as reações sempre ocorrem em cadeia. 

Conjunto de exercícios que fortalecem e alongam os músculos do corpo, mudando a posição da coluna, minimizando  alterações posturais.· 


OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO RPG 

O RPG é famoso por tratar os casos de hérnia de disco, quando as estruturas com função amortecedora entre as vértebras saem do lugar. Lordose, escoliose e cifose também podem ser resolvidas ao longo de algumas sessões de RPG. 

A reeducação corrige desvios nos joelhos e nas articulações, em geral. 
Não cura, mas ajuda muito quem tem artrite, fibromialgia, dores de cabeça e lesões causadas pelo esporte. 
O método não trata apenas só onde dói, mas sim o corpo todo, da cabeça aos pés. 
O tratamento alonga e fortalece os músculos que estão fora de forma. Melhora sua imagem corporal. Orientação e acompanhamento profissional durante o tratamento.



Por que fazer R.P.G.? 



A grande maioria dos problemas articulares é devida a alterações posturais. A correria e o stress do dia-a-dia favorecem o aparecimento de quadros de dor e aquelas pessoas que apresentam problemas posturais têm maior tendência a desenvolverem dores musculares, ligamentares, articulares e discais. O corpo pode adaptar, então, posições antálgicas (para "escapar" da dor), que podem levar a outras lesões adicionais. Em posição ereta é possível verificar o resultado das retrações dos músculos da estática através das alterações posturais. Os músculos estáticos são indispensáveis à manutenção da postura ereta e estão em constante atividades e, portanto têm grande tendência ao encurtamento e rigidez e devem ser alongados.


Fonte:



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pubalgia



Muitos atletas, desportistas, praticantes de futebol, corrida de longa distância entre outros, sentem aquela dor incômoda na região próxima à sínfise púbica, causada por sobrecarga, overuse, trauma direto ou algum golpe produzindo inflamação e dor. Estamos falando da PUBALGIA ou osteíte púbica. Importante realizar diagnóstico diferencial para averiguar possibilidade de fraturas do ramo inferior do púbis (fratura por estresse ou por avulsão) ou estiramento da musculatura interna da coxa na região da virilha.

Para entendermos o mecanismo de lesão, devemos compreender a anatomia da região. O osso Ilíaco (popularmente conhecido como bacia) é composto por três partes: Íleo, Ísquio e o Púbis. O púbis é local de inserção dos músculos adutores e são eles, principalmente, além do reto anterior do abdômen que são envolvidos com a pubalgia. Os músculos desta região, especialmente seus tendões, ficam inflamados devido ao estresse repetitivo na região da sínfise púbica.

Para diferenciar PUBALGIA de OSTEÍTE PÚBICA, devemos considerar o primeiro como sendo dor e inflamação das estruturas ao redor da sínfise púbica, como os tendões dos adutores e do reto abdominal, por exemplo. Em relação a osteíte púbica, o paciente refere dor, especificamente, sobre a região da sínfise púbica, sendo causada pelo estresse mecânico da mesma, podendo haver desnivelamento na sínfise (direita, esquerda).

Os sintomas, geralmente, se assemelham aos de um estiramento muscular, e o atleta pode referir dor durante a corrida, os exercícios abdominais e os agachamentos. Além destes, o atleta/desportista pode sentir dor na região abdominal inferior, irradiando para região interna da coxa. Movimento de passada lateral, cabeceio, flexão quadril e do tronco podem ser dolorosos. A dor piora com o exercício, esforço ou com certas posturas, podendo ser sentida ainda ao subir escadas ou no impulso do quadril para frente. A dor pode ainda irradiar para o períneo, testículos e pode causar lombalgia quando associada a uma lesão da sacroilíaca. A dor e a hipersensibilidade podem ser reproduzidas por pressão ou estiramento da sínfise púbica, ocorrendo também sobre os tendões do adutor longo e do reto do abdômen.

O diagnóstico é clínico, sendo confirmado por radiografia da pelve, para se observar instabilidade da sínfise púbica (alturas diferentes) em mais de 2mm, além de ressonância nuclear magnética para se observar as partes moles.

TRATAMENTO
•    Repouso, Crioterapia (gelo), uso de antiinflamatórios orais e medidas da eletrotermofoterapia para minimizar a dor e acelerar a recuperação;
•    Saindo da fase aguda, pode-se introduzir compressas de água quente sobre a região, promovendo vasodilatação e acelerando a liberação de encefalinas que podem ser benéfícas na diminuição da dor e no relaxamento da musculatura adjacente;
•    Assim que a dor diminuir, iniciar com os exercícios de alongamento (sem dor), para os adutores (região interna da coxa);
•    Desde que não causem dor, os exercícios de fortalecimento abdominal e da região lombar, ex: o Pilates;
•    Exercícios de fortalecimento dos adutores, abdutores, flexores e extensores do quadril;
•    Exercícios de estabilização do tronco e da coluna vertebral;
•    Exercícios no leg press e os semi-agachamentos, tensionando a musculatura glútea, a virilha, o abdômen e a região lombar. Esta técnica ajuda a controlar movimentação excessiva na sínfise púbica;
•    Os exercícios de propriocepção (giroplano, balancinho, mini-tramp) e os funcionais específicos do esporte (giros, deslocamentos, mudanças de direção), desde que não haja dor, bem como, os exercícios pliométricos (saltos).
RETORNO ÀS ATIVIDADES
•    Em casos mais brandos, o atleta/desportista, perderá 3 a 5 dias;
•    Em casos mais graves, repouso e tratamento de 3 semanas a 3 meses, podendo demorar até 6 meses. Neste caso, não deverá retornar até ser capaz de realizar os exercícios pliométricos(saltos e deslocamentos);
•    Se o tratamento conservador não for eficaz, deve-se considerar o tratamento cirúrgico.

BIBLIOGRAFIA
•    CORRIGAN, B E MAITLAND, G.D. Prática Clínica Ortopedia e Reumatologia: Diagnóstico e Tratamento. Ed. Premier, São Paulo, 2000;
•    PRENTICE, W. E. Técnicas de Reabilitação em Medicina Desportiva. 3ª ed. São Paulo, Manole, 2002

Fonte:

sábado, 31 de março de 2012

Curso de Formação em Pilates Rio de Janeiro- Abril/2012



Curso de Formação - Rio de Janeiro - RJ

Pilates: Uma visão atual na área da saúde


Meta do curso: Proporcionar aos profissionais da área da saúde uma nova visão sobre o mercado de atividade física e qualidade de vida, através de exercícios que conciliam condicionamento físico e terapia corporal com a finalidade de reequilibrar o corpo e cuidar de vários tipos de patologias músculo esqueléticas.

Podem participar do curso os profissionais e estudantes (a partir do 6°período) das áreas de Fisioterapia e Educação Física, e profissionais de áreas afins com consulta prévia à Metacorpus.

Inauguração do Novo Studio Metacorpus Pilates!


Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.
Turma de Abril de 2012:
13, 14 e 15 de Abril de 2012, Módulo I
20, 21 e 22 de Abril de 2012, Módulo II

Atenção! Ganhe 5% de desconto, fazendo sua reserva até 30 dias antes do início do curso

Carga horária: 120 a 200 horas/aula*
  • 80 horas/aula – 2 módulos teórico/práticos (de sexta a domingo em dois finais de semana)
  • 40 horas/aula - estágio supervisionado obrigatório
  • 80 horas/aula – estágio supervisionado opcional (sem custo adicional, desde que dentro do prazo)
* A hora/aula definida pelo MEC equivale a 45 minutos.
Prazo total para realização do estágio - 3 semanas para conclusão a contar da data inicial do curso, em dias de semana. 

O curso é ministrado de sexta a domingo, das 08:00 às 18:00. Durante os intervalos é servido coffee break. 

Conteúdo programático:
  • Princípios do Método
  • Avaliação Postural
  • Biomecânica dos Movimentos e seus diferenciais perante outras atividades.
  • Ações das cadeias musculares nos exercícios
  • Exercícios de Solo
    • Bola
    • Meia lua
    • Rolo
  • Exercícios nos aparelhos
    • Reformer
    • Cadeira
    • Wall unit
    • Trapézio
    • Ladder barrel
  • Exercícios para Propriocepção e Tração articular (Teórico-Prático)
  • Patologias
    • Abordagem Fisiológica e biomecânica
    • Principais patologias de coluna, ombro, quadril, joelhos, tornozelo
    • Indicações e contra-indicações dos exercícios
    • Estudos de casos clínicos reais
  • Técnicas para montar uma Aula
    • Objetivos
    • Diferenciação e adaptações dos exercícios
    • Dinâmicas de aulas com até 3 alunos
    • Público especial: Gestantes, Hipertensos, Atletas.
  • Associação de Técnicas de mobilização articular, kabat e RPG aplicadas ao Método Pilates.
  • Medicina preventiva
  • Como Montar um Studio
  • Estratégias de Propaganda e Marketing
  • Logística
  • Consultoria em Mercado de Trabalho
  • Avaliação


Equipe Ministrante: 
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos. 

Instrutores supervisores:

Dr. Michel Henriques Salgado

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Fisioterapeuta do Inst. Nac. de Traumato-Ortopedia – INTO
  • Fisioterapeuta do Centro de futebol Zico de 2000 a 2002
  • Pós-graduado em Acupuntura
  • Formação em: Fisioterapia, Pilates, Kabat, Mulligan, Estabilização segmentar vertebral, Método Klein, Taping e Kinésio Tape.
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo

Dr. Sérgio Machado Cunha

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Formação em: Fisioterapia – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo Gestão na Saúde, séries ISO 9000, 9001, 9002 – Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Ferramentas da qualidade e Índices de desempenho - Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Curso de Chefia e Liderança – Renato Carneiro – UERJ
  • Trabalhos apresentados em Ergonomia e DORT - IBMR
A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade. 

Informações Complementares 

Os participantes receberão material didático impresso e certificados quando da conclusão do curso. 

OBS: Os certificados só serão emitidos mediante o mínimo de 75% de freqüência, avaliação teórica e prática do conteúdo e o cumprimento total da carga horária de estágio supervisionado. 

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes. 


Para maiores informações entrar em contato com os instrutores do studio da Metacorpus Copacabana-RJ:


Diego Ramon: diego@metacorpus.com.br ou


Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com

 
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