domingo, 14 de agosto de 2011

Tornozelo



A articulação do tornozelo e o pé requerem a atenção especial quando o assunto é posicionar-se em pé e manter o equilíbrio, pois é por meio dos receptores táteis da planta do pé e das modificações articulares do tornozelo que somos informandos sobre irregularidades no solo ou obstáculos que precisamos ultrapassar durante a locomoção.
A locomoção humana é uma constante perda e recuperação de equilíbrio. As pernas funcionam como um pêndulo invertido. Quando uma das pernas é usada como ponto de apoio, a bacia se desloca sobre ela como um arco, em um mecanismo extremamente instável, pois esse deslocamento da bacia ocorre quando se faz a flexão da perna oposta para iniciar um novo apoio.
Para que o mecanismo trabalhe com precisão, é necessário ter um alinhamento corporal adequado, uma boa mobilidade da articulação do tornozelo, favorecendo o deslocamento da tíbia para a frente, e , principalmente um pé com arcos transversos longitudinais funcionais.
A manutenção dos arcos plantares sobre o solo durante o andar depende da preservação das forças antagônicas que se estabelecem entre as partes anterior e posterior do pé (arco longitudinal) e entre suas laterais interna e externa (arco transverso). O pé tem de estar preparado para funcionar como uma ventosa, tanto para receber o apoio como para pressionar o chão.

Exercícios para o tornozelo

Exercícios de equilíbrio pós lesão de tornozelo

1. Fique de pé sobre uma perna, mantendo-se completamente imóvel e em equilíbrio. Conte quantos segundos é capaz de sustentar essa posição e tente aumentar o tempo a cada repetição do exercício . Comece com a perna não lesada, para fins de comparação , e depois pratique com a lesada. (6 séries , 3 a 4 vezes ao dia.)
2. Fique de pé sobre uma perna, mantendo o equilíbrio, com os olhos fechados, e aumentando o equilíbrio, com os olhos fechados, e aumentando o tempo a cada exercício. (3 séries , 3 a 4 vezes ao dia.)
3. Fique de pé sobre uma perna, mantendo o equilíbrio. Estenda os braços acima da cabeça e descreva com eles círculos no ar , mantendo o corpo imóvel e em equilíbrio. Cronometre o exercício, com o objetivo de aumentar o tempo de equilíbrio. (3 séries , 2 vezes ao dia.)
4. Fique de pé sobre uma perna com uma bola ou outro objeto leve nas mãos. Jogue a bola para o ar e volte a agarrá-la tantas vezes quantas for possível, mantendo o equilíbrio. (2 séries, 3 vezes ao dia.)
5. Fique de pé sobre uma perna; suba e desça na ponta do pé tantas vezes quantas puder. Conte o máximo que possa fazer sem perda de equilíbrio, e procure aumentar o número, pelo menos uma vez ao dia. (Tente 3 séries de exercício, 2 vezes ao dia.)
6. Fique de pé numa perna, com o pé bem plantado no chão; mantendo o pé plano, dobre o joelho para a frente acima do tornozelo, depois endireite a perna e erga-se na ponta dos pés; dobre de novo o joelho num movimento contínuo e prossiga com a sequência 6 vezes, até atingir 15 movimentos consecutivos. (Tente o exercício 3 vezes ao dia.)
7. Fique de pé sobre uma perna, com os dedos na borda de um degrau e o calcanhar para fora. Deixe o calcanhar descer, depois erga-se sobre os dedos do pé, depois desça de novo o calcanhar e assim sucessivamente, num movimento contínuo, começando com 6 movimentos consecutivos progredindo até 15. (3 vezes ao dia.)
8. Tábua de rolimã. Consiste basicamente numa prancha com a superfície superior lisa e um rolamento embutido na parte de baixo. A ideal é uma prancha circular com um hemisfério por baixo, existente no mercado. Para fazer sua própria tábua de rolimã simplificada, pregue uma madeira de uns 30 cm² a um rolo caseiro para massas.
Coloque o pé no centro da tábua de rolimã e tente manter o equilíbrio, com o rebordo da tábua permanecendo horizontal, conservando-se perfeitamente imóvel. Exercite-se primeiro com o pé bom, depois tente com o do tornozelo lesado. Cronometre o exercício, com o propósito de aumentar seu tempo de equilíbrio. Se estiver usando a tábua feita em casa, coloque primeiro o pé em linha com o rolo, de modo que estará balançando nas direções laterais (inversão e eversão); depois, coloque o pé transversalmente ao rolo, balançando agora para frente e para trás (flexão plantar e flexão dorsal). Pratique na tábua de rolimã pelo menos 2 vezes ao dia, tentando chegar aos 20 minutos de equilíbrio perfeito e contínuo.
9. Se você conseguir manter o equilíbrio sobre a tábua de rolimã durante 20 minutos, torne o exercício mais difícil, balançando-se sobre a tábua e lançando uma bola leve contra uma parede ou para alguém. Alternativamente, realize exercícios com os braços enquanto se equilibra, estendendo-os para os lados, para a frente e sobre a cabeça, a fim de alterar o centro de gravidade. Finalmente, tente equilibrar-se na tábua com os olhos fechados.

Fonte:
.Bertazzo, I. Corpo Vivo-Reeducação do Movimento. Ed. SescSP, São Paulo 2010.
.Grisono, V. Lesões no Esporte. Ed. Martins Fontes, São Paulo 2000.

Imagem:
.Google



Centragem




Pilates com a bola e outros sistemas de exercícios holísticos envolvendo corpo e mente podem ajudar no reaprendizado de como utilizar os músculos abdominais e os músculos hipertensos de controle. Eles não são, entretanto, suficientes para exercitar o corpo. Precisamos exercitar nossas mentes contra os efeitos acumulativos do estresse. Joseph Pilates sabia disso. Quando desenvolveu seu método altamente eficaz de condicionamento físico e mental, buscou o melhor das filosofias orientais e ocidentais de exercícios, visando a perfeita harmonia do corpo, mente e espírito.
Pilates acreditava que todo o movimento deveria ser iniciado a partir do centro de força. Quanto mais forte o centro de força, mais eficaz será o movimento. Esse processo é chamado de centragem e é o princípio fundamental de Pilates. A centragem seria o "abdomen contraído" durante a prática dos exercícios. Sem o trabalho efetivo vindo do centro de força, poderemos nos machucar ou ser incapazes de realizar um movimento por completo.

Exercícios abdominais

Pilates com a bola é uma ótima terapia para dores na coluna lombar. Lembre-se de usar a repiração, principalmente a expiração, para ajudar a contrair o abdomen e proteger a sua região lombar. Cuidado com a tensão na cervical, quanto mais forte for o abdomen, menor será a tensão na cervical. Pode ser feito de 8 a 10 repetições. Joseph Pilates era inflexível quanto ao número de repetições. Ele chamava de excesso de treinamento um erro que lesa, exaure e "envenena" os músculos. É a qualidade que importa o movimento e não a quantidade.
Uma posição eficiente para ensinar a posicionar os músculos abdominais para dentro e para fora é aquela em que os joelhos e as mãos estão apoiadas no chão. Quando falo em umbigo em direção à coluna, gosto de tocar a região inferior do abdomen, como forma de fazer com que o aluno perceba o movimento e que consiga realizá-lo eficazmente. O objetivo principal é fazer com o que o aluno aprenda a criar um "cinturão forte", encaixando os músculos abdominais.
Esse movimento é sutil, a contração do abdomen é feita devagar e de maneira controlada. Os músculos dos glúteos não são envolvidos. Importante evitar a hiperextensão da coluna ou movimentar a pelve. Mantenha o quadril neutro, ombros relaxados, inspire pelo nariz e expire pela boca.

Fonte: .
.Craig, C. Pilates com a bola, Phorte 2ª edição, São Paulo, 2005.

Imagem:
.Studio de Pilates Metacorpus Tijuca-RJ


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Curso de pilates Agosto Metacorpus- RJ



Curso de Formação - Rio de Janeiro - RJ
Pilates: Uma visão atual na área da saúde

Meta do curso: Proporcionar aos profissionais da área da saúde uma nova visão sobre o mercado de atividade física e qualidade de vida, através de exercícios que conciliam condicionamento físico e terapia corporal com a finalidade de reequilibrar o corpo e cuidar de vários tipos de patologias músculo esqueléticas.

Podem participar do curso os profissionais e estudantes (a partir do 6°período) das áreas de Fisioterapia e Educação Física, e profissionais de áreas afins com consulta prévia à Metacorpus.

Inauguração do Novo Studio Metacorpus Pilates!


Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.
Dias 12, 13 e 14 de agosto de 2011 - Módulo I
Dias 19, 20 e 21 de agosto de 2011 - Módulo II

Atenção! Ganhe 5% de desconto, fazendo sua reserva até 30 dias antes do início do curso

Carga horária: 120 a 200 horas/aula*

80 horas/aula – 2 módulos teórico/práticos (de sexta a domingo em dois finais de semana)
40 horas/aula - estágio supervisionado obrigatório
80 horas/aula – estágio supervisionado opcional (sem custo adicional, desde que dentro do prazo)

* A hora/aula definida pelo MEC equivale a 45 minutos.

Prazo total para realização do estágio - 3 semanas para conclusão a contar da data inicial do curso, em dias de semana.

O curso é ministrado de sexta a domingo, das 08:00 às 18:00. Durante os intervalos é servido coffee break.

Conteúdo programático:

Princípios do Método
Avaliação Postural
Biomecânica dos Movimentos e seus diferenciais perante outras atividades.
Ações das cadeias musculares nos exercícios
Exercícios de Solo
Bola
Meia lua
Rolo
Exercícios nos aparelhos
Reformer
Cadeira
Wall unit
Trapézio
Ladder barrel
Exercícios para Propriocepção e Tração articular (Teórico-Prático)
Patologias
Abordagem Fisiológica e biomecânica
Principais patologias de coluna, ombro, quadril, joelhos, tornozelo
Indicações e contra-indicações dos exercícios
Estudos de casos clínicos reais
Técnicas para montar uma Aula
Objetivos
Diferenciação e adaptações dos exercícios
Dinâmicas de aulas com até 3 alunos
Público especial: Gestantes, Hipertensos, Atletas.
Associação de Técnicas de mobilização articular, kabat e RPG aplicadas ao Método Pilates.
Medicina preventiva
Como Montar um Studio
Estratégias de Propaganda e Marketing
Logística
Consultoria em Mercado de Trabalho
Avaliação

Equipe Ministrante:
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos.

A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade.

Informações Complementares

Os participantes receberão material didático impresso, álbum de fotos do curso em CD e certificados quando da conclusão do curso.

OBS: Os certificados só serão emitidos mediante o mínimo de 75% de freqüência, avaliação teórica e prática do conteúdo e o cumprimento total da carga horária de estágio supervisionado.

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes.

Para fazer inscrição no curso entrem em contato com os instrutores da Metacorpus: Diegosramon@gmail.com ou silvanasouzafisio@hotmail.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lesão no ombro ligada ao esporte.



O ombro é uma articulação esférica, formada entre a lateral da escápula e o ápice do úmero (o osso do braço). A escápula forma um disco achatado e circular oposto ao úmero, e esse disco ganha um formato de uma taça em virtude de uma aresta de tecido macio que cobre toda a sua borda. A cabeça do úmero é arredondada, harmonizando-se com a superfície receptora no lado da escápula. Isso significa que a articulação do ombro é muito diferente da do quadril, embora ambas tenham estruturas correspondentes, na medida em que são esféricas e ligam os membros ao tronco.
No topo do ombro temos um arco do osso, o acrômio, que embora esteja estruturalmente separado da articulação, liga-se a ela funcionalmente. O acrômio é formado pela apófise terminal da crista da escápula, que podemos sentir no topo do ombro, e articula-se com a extremidade da clavícula, logo acima da parte anterior do ombro. A espinha da escápula e a clavícula formam um V, com o vértice do V para cima.
Como o ombro está acolchoado por músculos espessos, é difícil encontrar os ossos que formam a articulação. Há também numerosos nervos atravessando a articulação, o que torna bastante desagradável fazer pressão com demasiada força sobre os ossos. Se colocarmos a mão em redor da cabeça do úmero, de modo que o polegar fique na axila, e erguermos o braço lateralmente, poderemos tatear a extremidade arredondada desse osso com o polegar, se movimentarmos o cotovelo para trás e para frente.

Tecidos Moles

O ombro está encerrado numa cápsula muito frouxa, ou bolsa de retenção de tecido, que cobre a totalidade da cabeça do úmero e o prende à borda externa da superfície receptora na escápula. A cápsula espessa-se em ligamentos protetores na parte anterior do ombro, mas a principal proteção da articulação é fornecida pelos tendões que atravessam por trás, por cima e pela frente. O tendão do bíceps, que cruza pela frente do ombro, atravessa na realidade a estrutura articular, adicionando uma outra força estabilizadora à articulação. A parte menos protegida da articulação é seu lado inferior, na axila. Quando temos o braço caído ao longo do corpo, a cápsula articular dobra-se para baixo numa bolsa folgada. Quando se levanta o braço lateralmente, essa folga é eliminada e a cápsula fica estendida, mas não existem faixas espessas de ligamentos ou tendões limitando esse movimento ou protegendo a articulação de um esforço excessivo nessa direção.
O contorno suave, arredondado, do ombro é formado pelo músculo deltóide, que se estende sobre as faces anterior, posterior e superior da articulação.
Separando os tendões em torno do ombro, uns dos outros e da estrutura articular, existem numerosas bolsas serosas (bursas), as quais propiciam o movimento livre de atrito entre os tendões e os tecidos subjacentes.

Funções

O ombro é a articulação mais móvel de nosso corpo. Podemos erguer o braço para a frente, para trás, para o lado e para cima da cabeça. O ombro também gira, permitindo-nos colocar as mãos na nuca ou atrás das costas. Combinando todos esses movimentos acessíveis na articulação, podemos realizar um completo movimento giratório circular, chamado de "circundução", no ombro.
Quando erguemos o braço estendido lateralmente, podemos ver o volumoso músculo deltóide contrair-se para produzir o movimento e sentir o músculo trabalhando colocando uma mão sobre ele. Levando depois o braço à frente, mantendo o cotovelo no ar, podemos sentir a parte anterior do deltóide funcionando sobre a frente do ombro. Se puxarmos o braço para trás, sempre com o cotovelo erguido, sentiremos a contração da porção posterior do deltóide. Quando colocamos o braço ao lado do tórax, com o cotovelo erguido, sentiremos a contração da porção posterior do deltóide. Quando colocamos o braço ao lado do tórax, com o cotovelo fletido em ângulo reto e pressionamos a mão na direção do abdome contra uma resistência fixa, percebemos os músculos rotadores na face anterior do ombro trabalhando isometricamente . Pressionando uma resistência na direção oposta à do nosso corpo com a mão , com o cotovelo fletido, percebemos a contração dos músculos rotadores na face posterior do ombro, pondo a outra mão sobre ele. Na maioria dos movimentos do ombro, há uma interação complexa entre os músculos operantes que se contraem e relaxam para produzir a mais ampla gama possível de movimentos. A articulação não trabalha isoladamente quando movemos o braço. Toda a cintura escapular tem de se movimentar em harmonia, de modo que todos os movimentos do braço envolvem não só o ombro, mas um movimento da escápula em relação à parte posterior das costelas, e um movimento menos distinto, mas importante, nas articulações entre a clavícula e o esterno e o acrômio em cada extremidade delas. De pé, de costas para um espelho, olhando por cima do ombro, vemos as escápulas deslizarem para a frente, contornando o tórax ao esticarmos os braços para a frente. As escápulas deslizam na direção da coluna vertebral, quando levamos os braços para trás, estendendo os ombros.
A combinação de força e mobilidade no ombro permite os arremessos vigorosos, de modo que se pode projetar uma bola ou um disco e bater com violência e rapidez no críquete. O serviço e os golpes de smash no tênis levam-no a descrever um arco completo, torcendo a articulação, quando a raquete é levada para trás do pescoço e depois se aplica um poderoso impulso através da articulação ao se golpear a bola. Em esportes de combate, a mobilidade do ombro permite estender o braço em várias direções para agarrar ou atingir o adversário. No judô e na luta, a potência do ombro puxa ou empurra o adversário para a lona.
O ombro pode suportar grandes forças que tendem a separá-lo ou dividi-lo. Na ginástica, a suspensão nas argolas ou na barra alta divide o ombro através do peso do corpo somado ao efeito da gravidade. Uma parada de mão numa única mão coloca a carga total num ombro. Os halterofilistas sustentam grandes forças de compressão através dos ombros, quando erguem os pesos acima da cabeça em exercícios de arranque.

Dor no ombro

uma dor gradual em um ou ambos os ombros pode ser devida a uma entre várias causas. Para ajudar o médico a diagnosticá-lo com precisão, registre exatamentequando ela sobreveio, o que estava fazendo quando sentiu pela primeira vez , se ocorre à noite ou quando está em repouso, se piora ou alivia de acordo com situações identificáveis, se só acontece durante ou depois do esporte ou se é sentida em outros momentos. A dor no ombro pode ser devida a uma artrite inflamatória ou uma doença articular. Também pode ser reflexa, derivada de outras partes do corpo, por exemplo, de um problema no pescoço ou de uma condição afetando o diafragma, nosso principal músculo respiratório. Muitas vezes, embora se possa achar que a dor esteja especificamente no ombro, pode não haver absolutamente nada de errado na articulação. Um dos mais graves problemas relacionados com a dor no ombro é de natureza cardíaca. Por vezes, a primeira advertência de um problema do coração é uma dor que sobrevém, sem uma causa reconhecível, no ombro esquerdo.

Lesões no ombro

Estiramentos

Os músculos e tendões do ombro podem ser lesados por distensões, estiramentos e excesso de uso, ou por um bloqueio vigoroso a um movimento no instante em que os músculos estão se contraindo. O dano pode ser súbito e traumático, ou gradual e progressivo.
As lesões traumáticas no ombro ocorrem em esportes de contato e de combate, hipismo, ginástica e saltos ornamentais. Você pode cair desastradamente sobre a mão ou o cotovelo, provocando um estiramento na articulação; ser violentamente atingido no braço numa colisão com um adversário, por exemplo, no rúgbi, ou ao bloquear um lançamento no basquete; desequilibrar-se enquanto executa uma parada de mão em ginástica.
As lesões por excesso de uso estão normalmente associadas a esportes em que o ombro é utilizado de modo repetitivo ou contínuo. Os nadadores de competição produzem cerca de 80% de sua força de braçada através dos braços, e seu treinamento de serviços no tênis, de tacadas de golfe, de arco e flecha ou de arremesso no críquete ou no boliche, pode igulamente acarretar um estiramento dos músculos e tensões, que se tornam ineficazes pela fadiga.

O que se sente

Uma vez ocorrida a lesão, você sentirá a dor sempre que mover o ombro, fazendo o músculo ou o tendão lesado contrair-se ou relaxar-se. Se a lesão for na face anterior do ombro, a dor se manifesta ao contrair os músculos e tendões para levar o braço à frente ou virá-lo para dentro, e sente-se um puxão ao levar o braço para trás e retesar os mesmos músculos e tendões. Já quando a lesão é na face posterior do ombro, a contração dos músculos e tendões, para levar o braço para trás ou voltá-lo para fora, o retesamento dos mesmos ao estender o braço para a frente provocam dor.
Uma lesão nos deltóides, no topo do ombro, dói quando estendemos o braço lateralmente contra uma resistência.

O que aconteceu

Neste tipo de lesão, houve um estiramento ou ruptura parcialde algumas fibras musculares ou tendinosas na área afetada. Também alguns dos ligamentos que protegem o ombro podem ter sido danificados. Se você prosseguir com seu esporte e sentir dor na região lesada, provocará novos danos no tecidos afetados. Usando o ombro de forma desastrada, ao tentar evitar machucá-lo, sofrerá de um enfraquecimento quase imediato dos músculos que deixaram de trabalhar normalmente.
O ombro perde então estabilidade que deve a esses músculos e, com isso, seu funcionamento e sua amplitude de movimento normais. Isso cria, por si mesmo, um ciclo de fraquezaprogressiva e dor associada.

Ruptura do tendão do bíceps

O tendão do bíceps, que passa pela articulação do ombro e depois se une ao volumoso músculo bíceps, na face anterior do ombro, pode sofrer uma distensão, como os outros tendões da região. Entretanto, um estiramento grave pode rompê-lo por completo, gerando problemas particulares do ombro. Essa lesão ocorre quando o bíceps é bloqueado em forte contração, por exemplo numa situação em que o atleta está prestes a executar um lançamento com toda a sua força e um adversário lhe puxa subitamente o braço para trás. Ocorre, também, quando cargas excessivas criam uma pressão exorbitante no músculo, por exemplo quando um ginasta nas argolas se mantém na posição do Cristo, sustentado o peso de seu corpo graças ao poder de fixação isométrica da musculatura do ombro.
O que você sente é uma súbita "mordida" no tendão, que pode ser muito dolorosa no momento de sua ocorrência ou só mais tarde.
Os primeiros-socorros consistem em aplicações de gelo e uma tipóia caso ombro esteja muito dolorido. Logo que possível, recorra ao médico ou ao pronto-socorro. Talvez você encaminhado a um especialista ortopédico, para uma cirurgia de reparação do tendão, com seu reatamento ao osso, ou simples sutura das pontas rompidas, dependendo da forma da ruptura.

Bursite

O ombro possui muitas e grandes bolsas (bursas) para movimentos livres de atrito entre tendões e seus tecidos subjacentes. Cada uma delas poderá inflamar-se, porque você esteve usando o ombro de forma errada durante alguma atividade ou devido a uma lesão num tendão ou em alguma das outras estrutas articulares, que causou irritação.
Toda vez que você move o ombro de modo a contrair ou irritar a bolsa inflamada há uma reação de dor. No topo do ombro, a bursite provoca dor quando você estende o braço lateralmente ou quando volta para frente com a palma da mão virada para baixo. Estando a bursite localizada na parte posterior do ombro, a dor se manifesta pela torção do braço em ambas as direções. Pode haver também uma sensação de "mordida" num determinado ponto de movimento do ombro. Evite movimentos dolorosos durante um período de 2 a 3 semanas, para que a bolsa inflamada melhore.
É essencial não recomeçar o esporte cedo demais, para evitar que a bursite se torne um angustiante problema crônico. Depois de ter dado ao ombro repouso suficiente para que a inflamação ceda, eleabore um programa de execrcícios de mobilização e fortalecimento local, com a duração de 1 semana ou 2, começando com os fáceis, em pequeno número e aumentando gradualmente suas quantidades e dificuldades. Quando os exercícios funcionais puderem ser executados sem dor , você estará pronto para retomar seu esporte com segurança.
Entretanto, se surgir um problema recorrente com bursite no ombro, ou se, já de início, a situação se apresenta muito grave, o profissional de saúde poderá encaminhá-lo a um ortopedista para que a bolsa lesada seja removida cirurgicamente. Depois da operação, o cirurgião indicará quando você poderá começar a exercitar o ombro, cumprindo então um processo de recuperação com seu fisioterapeuta que envolverá o fortalecimento e o relaxamento graduais da articulação.

Luxação do ombro

A luxação de uma articulação significa que um dos ossos saiu de suas estruturas de fixação, causando dor, deformação e incapacidade. No ombro, o ápice do úmero salta de seu "encaixe" de ligamentos de tecido mole e de sua cápsula. O ombro é particulamente vulnerável a essa lesão, já que constitui uma articulação móvel e livre, e em muitos esportes está sujeito a violentos traumas. A única parte protegida por uma estrutura óssea é o topo, que está coberto pelo arco formadoentre a clavícula e a parte superior da escápula. O ápice do úmero pode ser empurrado para frente, para baixo ou para trás. Quando ele é deslocado violentamente, a cabeça arredondada do osso se rompe por completo a cápsula articular e seus ligamentos, bem como os músculos ou tendões circunjacentes. Mas, se o osso retorna a seu lugar imediatamente, o que ocorre é uma subluxação. Esse tipo de lesão acontece às vezes, quando cai de uma determinada altura, apoiado sobre a mão, estando esta num certo ângulo. No rúgbi , no judô ou na luta romana, o ombro pode sofrer facilmente uma luxação, quando o braço é estirado fortemente pelo adversário. Nos nadadores, a lesão acontece sob uma pressão relativamente fraca. Isto pelo fato de eles terem os músculos de um lado do ombro superdesenvolvidos, enquanto que os do outro lado ficam relativamente fracos. No nado de costas , são os da parte anterior os mais fracos, permitindo à cabeça do úmero resvalar para frente. Já no crawl a subluxação aocntece do lado inverso.

O que se sente

O deslocamento de um osso da articulação provoca a sensação de que o ombro está todo desconjuntado, e muita dor. Se o úmero permanece luxado, sente-se sua cabeça arredondada em protrusão e um espaço vazio no ombro. Se ele volta ao seu lugar, a sensação desaparece quase por completo, mas é possivel sentir ainda uma folga logo abaixo do topo do ombro.

Tratamento

No caso de uma lesão traumática, aplique gelo sobre o ombro e suspenda o braço numa tipóia em posição confortável. Não tente manipular o osso deslocado para normalizar a articulação, mas procure um médico ou um pronto-socorro de traumatologia para receber tratamento.
Se você sofreu a mesma lesão outras vezes, provavelmente o médico irá encaminhá-lo a um ortopedista, pois poderá precisar de uma cirurgia para recuperar a estabilidade do ombro.
Após a cirurgia, ou após a fase inicial de dor e incapacidade no ombro, você deve fortalecê-lo especificamente, antes de tentar praticar seu esporte de novo. Comece com exercícios isométricos e os dinãmicos mais simples, evitando aqueles que causem dor. Tente realizar duas sessões de meia hora por dia e fazer alguns exercícios isométricos de hora em hora, durante as atividades normais. Com o ombro mais forte, poderá dar início aos exercícios de alongamento e movimentação. Só retome seu esporte depois de ter recuperado o poder e a mobilidade totais no ombro e com o consentimento do especialista. Mantenha uma rotina diária de exercícios de fortalecimento do ombro, pois essa lesão tem fortes probabilidades de continuar acontecendo. Você poderá aceitar o fato de não poder prosseguir na prática de modalidades esportivas de alto risco, como o rúgbi, se houver recorrência, pois até mesmo a reparação cirúrgica traz poucas possibilidades de tornar a articulação suficientemente forte para enfrentar um trauma violento, embora a propicie normalmente estabilidade suficiente para esportes como a natação.

Complicações

Após uma lesão no ombro, você pode verificar que tem uma dor localizada e inflamação no topo do ombro se carregar um peso na mão. Isso pode significar que, junto com a do ombro, há também uma lesão na articulação entre a clavícula e a aresta da escápula. O dano causado pode variar desde uma distensão dos ligamentos que unem a articulação até sua ruptura total, mas o problema só será evidente depois que a dor no ombro tiver cessado. Se a lesão for grave, você sentirá a separação entre os dois ossos no topo do ombro. Uma vez diagnosticado e tratado o problema, inicie um programa gradual de exercícios, fortalecendo e depois mobilizando o ombro aos poucos, sem o forçar a ponto de sentir dor.

Exemplos de alguns alongamentos para casa (ombro congelado):




Fonte:
.Grisono, V. Lesões no Esporte. Ed. Martins Fontes, São Paulo 2000.

Imagens:
.Google

sábado, 23 de julho de 2011

Pilates nas disfunções da coluna



Espondilite Anquilosante

Essa doença tem como características essenciais, a presença de sacroileíte bilateral e alterações inflamatórias nas articulações vertebrais.
O início da doneça, em geral, ocorre no final da primeira ou início da segunda década de vida e, é raro que comece após os 40 anos.
A etiologia é deconhecida, sabe-se que é uma doença reumática (tecido conjuntivo) quje se manifesta por dores nas costas com rigidez matinal e noturna prolongadas. A rigidez melhora com o exercício.


Fatores que poderiam levar a um diagnóstico positivo da Espondilite:

.Início de desconforto nas costas antes dos 40 anos.
.Início insidioso e não abrupto.
.Persistência por mais de três meses
.Rigidez matinal
.Melhora com exercícios

As alterações inflamatórias ocorrem em um estágio inicial da entese, com envolvimento das inserções músculo-tendíneas principalmente ao redor da pelve, pode-se encontrar também na sínfise púbica e no manúbrio esternal. As articulações costovertebrais também são envolvidas com frequência resultando em dor no peito e excursões respiratórias restritas.

Prognóstico

Doença progressiva que leva a anquilose da coluna, quadril e fibrose pulmonar.


Pilates

De acordo com os sintomas e o curso da doença, o Pilates tem grande importância nesta patologia por promover a mobilização segmentar, aumentar a capacidade respiratória, alongamento dos músculos de adaptação das articulações melhorando seu estado geral, retardando as chances da progressão da doença.

Artrite Reumatóide



É uma doença sistêmica inflamatória de etiologia desconhecida que é caracterizada por seu padrão de envolvimento articular simétrico. Seu principal local de agressão é a sinóvia das articulações que no início fica inflamada e depois forma um pannus com invasão óssea causando as deformações.
Na articulação atlantoaxial há eventos inflamatórios levando a um aforuxamento do ligamento transverso, o que produz subluxação anterior da articulação atlantoaxial o que pode ocorrer em toda a coluna cervical.
Às vezes as lesões cervicais podem ser assintomáticas. A principal queixa é dor no pescoço com rigidez, que pode estar associada à vertigem e estalido no pescoço.
A coluna lombar a discite pode causar instabilidade vertebral e destruição do disco.

Pilates

Importante no fortalecimento dos músculos evitando as subluxações e instabilidades. Porém, os exercícios devem ser realizados com cautela e evitando todos os movimentos onde haja carga na coluna cervical.

Fibromialgia



É uma síndrome dolorosa difusa não-inflamatória, não-auto imune e crônica, de etiologia desconhecida com presença de trigger points. Além da dor músculo-esquelética crônica difusa, refere-se à rigidez matinal, fadiga intensa, sono não restaurador e parestesias.
Existe um mapeamento de 11 a 18 pontos dolorosos e podem estar presente por pelo menos três meses.
Há pesquisas de que existe relação neuro-psicoimunoendócrinas com a doença.
Até o momento, não há evidências de que pacientes com fibromialgia tenham um distúrbio inflamatório ou metabólico do sistema músculo-esquelético. Há evidências de pacientes fibromiálgicos descondicionados, o que se dá provavelmente ao desuso como resultado da dor crônica. É postulado que o músculo descondicionado é mais suscetível a microtraumas como um resultado de atividades. Tais microtraumas podem então resultar em maior dor que reduziria ainda mais a atividade, levando a um ciclo vicioso de inatividade muscular, descondicionamento, microtrauma e dor.

Pilates

Faz parte de uma das atividades mais indicadas, pois é uma modalidade de condicionamento gradual, evitando os microtraumas e ao mesmo tempo alongando para evitar a fadiga. O ritmo respiratório promove uma harmonia, equilíbrio mente corpo e um bem-estar global.
O fisioterapeuta deverá apenas ter cuidado com o condicionamento do paciente. Iniciar com um programa leve, constando de alongamento e ritmo respiratório, evoluindo gradualmente, dependendo de cada caso.

Osteoporose



É uma doença sistêmica caracterizada pela diminuição de massa óssea com deterioração da sua estrutura, o que leva a uma redução de sua resistência mecânica, aumentando o risco de fraturas espontâneas ou perante traumas. Na osteoporose existe tanto um déficit na mineralização como na síntese da matriz colágena.

Os principais fatores de risco:

.Histórico familiar
.Baixa estatura e pouco peso
.Pele clara
.Menopausa precoce
.Estilo de vida sedentária
.Ingestão baixa de cálcio
.Tabagismo
.Medicamentos (corticóides, etc).

Pilates

Já foi comprovado que o exercício físico é benéfico para a produção dos osteoblastos e a massa óssea, principalmente exercícios com carga.
No pilates a carga é oferecida pelas molas e ao mesmo tempo a coluna é poupada, pois os exercícios, no início deverão ser feitos nas máquinas onde a coluna é apoiada, evitando movimentos com grandes amplitudes e carga direta na coluna.


Osteoartrose



É um distúrbio músculo-esquelético progressivo e lento que tipicamente afeta as articulações das mãos, colunas, quadril e joelho (articulações que suportam carga). É a principal causa de incapacidade dos idosos.
É caracterizado por dor articular, rigidez após repouso e limitação dos movimentos.

Pilates

Um programa de condicionamento específico tem um papel significante na melhora da amplitude de movimento, função e dor.
Estudos demonstram a eficácia dos exercícios nesta disfunção e também no bem-estar psicológico. Entretando, exercícios com peso podem piorar a cartilagem articular e o osso subcondral.
O correto deve ser exercícios sem cargas que promovem amplitude e alongamento de fácil execução. Tudo isso se encontra no pilates, pois respeitando seus princípios, deverá ser feito um programa adaptado e sem carga nas articulações comprometidas.

Fonte:
.Rocha S; Salgado M; Machado S, Pilates e a terapia manual na hérnia de disco lombar, 1ª edição, Ceará, 2007.

Imagem:
.Google

Espondilólise e espondilolistese



Espondilólise

É uma má formação anatômica ou fratura de estresse ou trauma que provoca a descontinuidade dos pares articulares, podendo ser unilateral, associada ou não a espondilolistese, (se a fratura alterar a estabilidade vertebral), apresentando graus variados de separação.

Etiologia

Alterações no desenvolvimento gerando má formação vertebral e fraturas por estresse são as principais causas.
O istmo vertebral é a região mais vulnerável aos microtraumas repetitivos. Estes ocorrem nas várias atividades físicas de um indivíduo em crescimento, tais como judô, ginástica olímpica, lutas, levantamento de peso, e esportes que exigem saltos, os quais apresentam maior incidência de espondilólise. Os atletas envolvidos com esportes que exigem movimentos de rotação repetitiva, extensão ou flexão acentuada, podem apresentar esta lesão.
Como esta lesão foi descrita apenas em humanos, é possível que a postura ereta associada a estresse inapropriado possa representar um fator etiológico importante. Provavelmente, estas diferentes origens estejam presentes sozinhas ou de maneira associada em cada caso.

Incidência

A prevalência parece ser aumentada em homens e indivíduos fortemente ativos ou em atletas. Há um forte componente de hereditariedade. A maioria dos casos ocorre em L5 (cerca de 90%), o defeito é unilateral em um quinto das ocorrências. Quanto mais cranial for a vértebra menor a frequência da espondilólise (menor carga nos pedículos articulares).

Diagnóstico

A história clínica fornece os elementos para o diagnóstico. O exame físico geralmente não é o característico, sendo que a dor lombar pode ocorrer na região central ou lateral; caso a lesão for unilateral perceptível à palpação, o paciente poderá apresentar posição antálgica, com modificações posturais.
O diagnóstico é confirmado com radiografias da região lombosacra A.P, perfil e oblíquoas (onde é encontrado o típico sinal radiológico do "cachorro de Lachapelle"), as radiografias dinâmicas em flexão e extensão permitem melhor caracterização da instabilidade e fornecem dados que podem ter importância na conduta terapêutica.
Porém, na fase inicial da espondilólise a lesão somente é visível em exames que demonstram alta sensibilidade, como a cintilografia óssea e a ressonância magnética, porém a tomografia computadorizada permite a nítida visualização da lesão na fase inicial, (mais indicada na fase de edema), através dos cortes paralelos ao ístmo vertebral.

Tratamento e contra indicações:

.Evitar rolamento caudo-cranial com cargas excessivas sobre as vértebras
.O peso corporal é uma contra indicação
.Evitar a extensao de tronco

O que deve ser realizado:

.Alongamento axial
.Rolamentos crânio-caudal
.Trabalhar tonificação dos músculos eretores
.Fortalecimento abdominal principalmente transverso.


Espondilolistese




É uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre a outra e provoca um desalinhamento da coluna. Este deslizamento ocorre de forma muito lenta, e muitas vezes está estacionado.

Tipos de espondilolistese:

Associada à espondilólise

Deslizamento vertebral anterior com presença de alterações nos arcos neurais originadas por traumas ou deformações congênitas.

Espondilolistese degenerativa

É uma forma particular de estenose degenerativa do canal vertebral lombar caracterizada pelo deslizamento de uma vértebra em presença de arco neural íntegro. Ela resulta da degeneração do disco associada à artrose dos elementos articulares posteriores. A estenose é agravada pela deformação degenerativa dos processos articulares e obstrução constante dos recessos laterais. Correspondem a 25% dos casos de espondilolisteses com predominância no nível L4-L5.

Etiologia

Atletas jovens com diagnóstico de espondilólise tem maior risco de desenvolver espondilolistese emtre 9 e 14 anos de idade sendo mais encontrada o sexo feminino do que no masculino, em outro estudo realizado a sintomatologia foi antes dos 20 anos de idade em 23% dos 415 pacientes analisados.
Em um estudo feito com 100 ginastas americanas, constatou que 11% desta população apresentavam alteração nos pares interarticulares devido aos movimentos repetitivos de hiperflexão e de torção da coluna.

Classificação

.Grau 1: ocorre um deslizamento de 25%
.Grau 2: ocorre um deslizamento de 50%
.Grau 3: ocorre um deslizamento de 75%
.Grau 4: deslizamento completo sendo nomeado de espondiloaptose, deslocamento completo de L5 à frente de S1.


Instabilidade da coluna lombar

Resposta anormal a uma força externa, devido a um aumento da mobilidade do segmento motor, além dos limites da amplitude normal, isto pode ocorrer devido a uma falha dos elementos estáticos ou dinâmicos ou alterações no sistema neuromuscular. Durante a extensão da coluna a estabilização virá do ligamento longitudinal anterior, do anel fibroso anterior e das articulações facetárias. Pode ocorrer hipertrofia do ligamento amarelo devido ao excesso de hiperextensão gerando estenose no canal vertebral.
Na presença de degeneração ou trauma o efeito estabilizador das estruturas estáticas diminui tornando necessário uma maior intervenção dos componentes dinâmicos (músculos, tendões e fáscias tóraco lombar). As estruturas musculares tem uma ação direta (prevenção de um movimento indesejado), no caso da espondilolistese seria a extensão da coluna. Já o sistema de controle neural é responsável pelo equilíbrio estático e dinâmico que são monitorados por receptores localizados nos ligamentos e articulações que são transmitidas através do circuito neuronal ativando grupos musculares específicos que "restauram a estabilidade". Porém, essa estabilidade só acontecerá se houver um equilíbrio de forças dos músculos envolvidos com a área afetada (M. psoas, M. multífidos, M. eretores da coluna).
A quinta vértebra é sustentada entre as cristas ilíacas e ancorada pelos ligamentos ílio lombares. A quarta vértebra lombar é mais vulnerável, sobretudo quando o sacro é alto congenitamente estando L5 invaginada entre as cristas ilíacas.

Alterações posturais da espondilolistese

O tórax apresenta-se retificado com a pelve em báscula anterior levando as coxofemurais em rotação interna.
Na maioria dos pacientes ocorre uma verticalização sacral e retificação lombar gerando um encurtamento na cadeia posterior. A marcha anserina passa a ser típica.
A presença de quadro álgico só aparece a partir do grau 2, estando localizado na região lombar e às vezes na região glútea e região posterior da coxa . É relatada dor do tipo mecânica, que é decorrente do esforço físico e melhora com o repouso.
Pode ocorrer dor do tipo ciática por compressão da raiz nervosa devido ao estreitamento do forame de conjugação devido a uma formação de massa fibrocartilaginosa no efeito (par interarticularis).

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico das instabilidades da coluna pela artrodese foi introduzido aproximadamente em 1920 e atualmente, está amplamente difundido. As fusões são realizadas em pacientes portadores de espondilolistese ou doença degenerativa acomentendo mais a regiões cervical e lombar.
Em 1969 houve a introdução do instrumental como o uso de parafusos pediculares tendo como objetivo: aumentar a estabilidade pós operatória e favorecer a consolidação da artrodese.
A eleição para cirurgia é quando a sintomatologia não regride com o tratamento conservador ou ocorre a listese progressiva acima de 50% (grau 3), já levando a distúrbios da marcha.

Tratamento

O tratamento consiste em um programa de exercícios específicos para o recrutamento do transverso do abdomen agindo em co-contração com os músculos paravertebrais, promovendo um aumento da rigidez da coluna lombar através de suas inserções na fáscia toracoabdominal em conjunto com um aumento da pressão intra-abdominal.
A ativação dos músculos abdominais, formam um colete lombar fisiológico (aumento da área lombar) que quando combinado com um posicionamento lombopélvico ideal (equilibrado) dissipam a pressão axial exercida sobre a coluna diminuindo o estresse nos pares articulares.

Leg pull front









(Ex: co-contração dos multífidos e abdomen)

Sit up

OBS: existem facilitadores, como a barra tower no cadillac ou wall unit para ajudar na execução e na evolução do movimento.



















(Ativação dos músculos abdominais)

Exercício contra-indicado

A extensão deverá ser evitada, já que este movimento pode agravar o escorregamento vertebral.

Swan
















Importante

O equilíbrio corporal na "síndrome do baixo cruzado" caracterizado pela fraqueza de glúteos e abdominais e aumento das atividades dos eretores da coluna e flexor do quadril (também presente na hiperlordose)

Fonte:
.Apostila Pilates Avançado Metacorpus

Imagens:
.Google

terça-feira, 12 de julho de 2011

Exercícios de Fortalecimento para crianças e adolescentes


As pesquisas mostram que tanto meninos quanto meninas beneficiam-se do treinamento de força na infância e nos anos da puberdade, mas as meninas jovens devem prestar atenção particular na formação da densidade óssea. Que tipos de programa de treinamento de força são adequados para os jovens? Exercícios resistidos orientados a brincadeiras são os melhores para manter as crianças concentradas, pois elas não tem o mesmo nível de atenção para os adultos e os adolescentes mais velhos, para o regimental trabalho com a carga. Recentemente, no entanto, cada vez mais crianças estão fazendo treinamento de força para aprimorar seus jogos esportivos e reduzir lesões. As pesquisas demonstram que os ganhos do treinamento de força para os jovens são os mesmos dos adultos. O treinamento com carga também tem os benefícios do condicionamento cardiorrespiratório, do relaxamento e da perda de peso.
Segurança é a principal preocupação ao trabalhar com jovens. Verifique se a área onde ficarão está livre de quinas pontiagudas. "Li recentemente sobre uma menina que quebrou o nariz e os dentes anteriores ao saltar sobre a bola de exercício e cair contra uma unidade domiciliar de entretenimento". Mantenha as bolas afastadas dos raios solares diretos e de fontes de calor. Elas não devem ser usadas em ambiente externo; no ambiente interno, podem ser facilmente danificadas ao rolarem por cima de pedregulhos e tachas. Ensine as crianças e os adolescentes a checarem o chão ao seu redor com cuidado e removerem objetos pontiagudos dos bolsos e punhos antes de brincarem com as bolas. Os tapetes de ioga antiderrapantes são os melhores para o trabalho com a bola, assim como pés descalços ou calçados com solas de borracha ou meias antiderrapantes. Vista roupas confortáveis que não sejam folgadas ou apertadas demais e cuide para que os cabelos longos não fiquem presos sob a bola.
É importante que a bola seja do tamanho correto. O tamanho da bola recomendado é de 30 centímetros para crianças com menos de cinco anos, 45 centímetros de cinco anos até 1,50 metro de altura e 55 centímetros de 1,50 a 1,70, segundo Joanne Posner- Mayer. Crianças ou adolescentes com sobrepeso ou aquelas que têm pernas muito longas talvez precisem usar uma bola maior que a sugerida. A regra para para o tamanho da bola é; quando a criança está sentada sobre a mesma, o ângulo de flexão dos quadris e dos joelhos deve ser o mais próximo de 90 graus possível.
O treinamento com carga não deve começar até que a criança tenha pelo menos 7 anos em alguns studios ou a partir dos 10 anos, antes disso deve ser realizado com cuidadosa supervisão.
Mantenha o nível de resistência baixo para evitar o estresse articular ou a lesão das estruturas em crescimento. Evite bolas pesadas com crianças, já que podem ser facilmente derrubadas ou arremessadas por acidente ou brincadeira. Não seria muito indicado utilizar faixas elásticas com crianças menores, as faixas coloridas são tentadoras demais e podem ser usadas como estilingues gigantes ou para brincar de prisão, ambas situações perigosas.
Os padrões respiratórios coordenados que usamos no Pilates são difíceis de serem ensinados para crianças e adolescentes, já que eles não absorvem informações da mesma maneira que os adultos. Ao invés disto, instrua-os a respirar naturalmente e expirar durante a fase de esforço. As crianças se hiperaquecem e se cansam mais rapidamente do que os adultos jovens e de meia-idade. Mantenha-as hidratadas e encoraje-as a realizar um aquecimento e um resfriamento completos. Pular corda ou saltar sobre a bola é uma boa maneira de aquecer o corpo, com um trabalho lúdico, empolgante a criança vai encarar como uma brincadeira e não uma obrigação, seja criativo e divirtam-se.

Fonte:
.Craig, C., Treinamento de Força com a bola, Phorte 1ª edição, São Paulo, 2007.

Imagens:
.Google

 
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