domingo, 27 de novembro de 2011

Osteossarcoma e Pilates



O osteossarcoma (OS)  é um tumor maligno primário de ossos mais frequente em crianças, adolescentes, adultos e jovens. Seu pico de incidência ocorre na segunda década de vida; representa aproximadamente 5% das doenças malignas da infância e adolescência.
Nos últimos 25 anos, observou-se uma melhora significativa no prognóstico de pacientes com OS, especialmente aqueles com doença localizada.
Antes da década de 70, esses pacientes eram tratados apenas em cirurgias, porém mais da metade deles apresentava recidiva sistêmica da doença em menos de 6 meses e 90% evoluíam para óbito por progressão da doença. A partir de 1970, vários estudos randomizados mostraram que a associação de quimioterapia a cirurgia permitiu melhorar significativamente os índices de cura. Nas últimas décadas, observaram-se também significativos avanços na qualidade das próteses ortopédicas e no uso, cada vez mais frequentes, de cirurgias conservadoras; esses avanços representam uma importante contribuição para a qualidade de vida desses pacientes.
Pacientes com doença localizada tem um prognóstico mais favorável do que aqueles com doença metastática. Idade, volume, local e ressecabilidade de tumor primário, bem como nível sérico de desidrogenase láctica (LDH) e resposta a quimioterapia neoadjuvante, são as características clínicas com reconhecida importância prognóstica.
Dessa forma, pacientes com prognóstico favorável podem se beneficiar de tratamentos menos agressivos, enquanto que, para pacientes com maior risco de recidiva, tem-se investigado o papel de programas terapêuticos de maior dose-intensidade das drogas antineoplásicas conhecidas ou de estudos clínicos com novas drogas.
O conhecimento das características clínicas dos pacientes com OS no nosso meio permitirá identificar estratégias que sejam importantes no delineamento de protocolos terapêuticos adaptados à nossa realidade.
Como osteoblastos do osso normal, as células que formam esse tipo de câncer se torna matriz óssea. Mas a matriz óssea de um osteosarcoma não é tão forte como o de ossos normal.
A maioria dos osteossarcomas ocorrem em crianças e adultos jovens. Adolescentes são os mais comumente afetados devido a faixa etária, mas osteosarcoma pode ocorrer em qualquer idade. Em crianças e adultos jovens, osteossarcoma geralmente se desenvolve em áreas onde o osso está crescendo rapidamente, como perto das extremidades dos ossos longos. A maioria dos tumores se desenvolvem nos ossos ao redor do joelho, tanto no fêmur distal (parte inferior do osso da coxa) ou a tíbia proximal (parte superior da tíbia). O úmero proximal (parte do osso do braço perto do ombro) é o local mais comum. No entanto, osteossarcoma pode desenvolver em qualquer osso, incluindo os ossos da pelve (quadril), ombro, e mandíbula. Isto é especialmente verdadeiro em adultos mais velhos.

Subtipos de osteossarcoma:
Vários subtipos de osteossarcoma podem ser identificados por sua aparência no exame de imagem.
Com base em como eles se parecem sob o microscópio, osteossarcomas podem ser classificados como de alta grau, grau intermediário, ou de baixo grau.
Osteossarcomas de alto grau: Estes são os tipos mais rápido crescimento do osteossarcoma. Quando visto sob um microscópio, elas não se parecem com o osso normal e têm muitas células na processo de divisão.
A maioria dos osteossarcomas que ocorrem em crianças e adolescentes são de alto grau.
Osteossarcoma não é um câncer comum. Cada ano, cerca de 800 novos casos de osteossarcoma são diagnosticados nos Estados Unidos. Cerca de 400 destes são em crianças e adolescentes. A maioria dos osteossarcomas ocorrem em crianças e adultos jovens com idades entre 10 e 30 anos.
Adolescentes são o grupo etário mais afetado, mas osteossarcoma pode ocorrer em qualquer idade. Cerca de 10% de todos os osteossarcomas ocorre em pessoas com idade acima de 60 anos. Respondem por cerca de 3% dos cânceres infantis, mas eles formam uma grande parte menor porcentagem de cânceres de adultos.

Quais são os fatores de risco para osteosarcoma?
Um fator de risco é qualquer coisa que afete a sua chance de adquirir uma doença como o câncer.Fatores de risco relacionados ao estilo de vida são importantes em muitos cânceres em adultos. Exemplos de riscos relacionados com o estilo de vida incluem a obesidade, dietas não saudáveis, não realizar atividade física, fumar e beber álcool em excesso. Mas ao contrário de muitos cânceres de adulto, estilo de vida relacionados com fatores de risco não parecem desempenhar um grande papel no câncer infantil, incluindo a infância.




Pilates é uma técnica de exercício da mente / corpo que se estende e alonga com movimentos fluidos. Ele é único porque muitos dos exercícios são realizados sem sobrecarga nas articulações.
A coluna vertebral alinhada coloca menos stress no pescoço e nas costas.Joseph Pilates criou os exercícios de Pilates na década de 1920 baseado no conceito de "Controllogy", que visa coordenar mente, corpo e espírito. Pilates foi influenciado tanto pela yoga e Tai chi. Consequentemente, muitos dos exercícios feitos no Pilates pode ser semelhante àqueles que você tem feito em uma aula de ioga. Pilates acreditava que a qualidade e não a quantidade, do movimento que era importante. Como resultado, Pilates enfatiza técnicas de respiração adequada a mecânica do corpo junto com o controle e precisão.Pilates acreditava que a coluna foi um verdadeiro indicador de sua saúde, então ele tinha todo o exercício no foco na área abdominal. Ele também desenvolveu exercícios que trabalham e aumentam a mobilidade da coluna e trabalha os músculos nas costas. (Isso também facilita uma boa postura.) 
A técnica de Pilates foi ampliada e modificada por profissionais de saúde, o Pilates praticado hoje é semelhante, mas não precisamente o mesmo que inventado pelo Pilates há 85 anos.Mulheres em tratamento de câncer, muitas vezes encontram-se diante de uma esmagadora quimioterapia, gerando fadiga muscular. Pilates pode oferecer uma introdução suave ou re-introdução de exercícios que podem ajudar as mulheres a conquistar ou reconquistar força e resistência. Pilates também pode ajudá-lo a recuperar uma postura mais ereta porque os exercícios não só trabalham os músculos posturais no tronco e nas costas, mas também exigem que você se concentre em como seu corpo se sente quando se está corretamente alinhado. Fazendo Pilates adequadamente exige concentração nos movimentos que estão sendo realizados.Mulheres que fizeram cirurgia de linfonodos estão em maior risco de desenvolver linfedema. Mulheres em risco de linfedema pode exercer, mas tem que ter cuidado e começar a usar pesos leves lentamente, e então, gradualmente, aumentar a resistência. Uma vez que muitos exercícios do Pilates são exercícios abdominais, eles são um ajuste natural para aqueles alunos com linfedema. Além disso, exercícios abdominais podem aumentar o bombeamento, melhorando o retorno linfático para o lado esquerdo do pescoço, braço esquerdo, tronco e pernas, que pode ajudar o fluxo do fluido linfático. 
A ênfase na respiração, as contrações musculares durante o Pilates pode também ajudar a impulsionar fluido linfático fora da região abdominal e drenar o tronco e braço.
Pilates pode ser executado em equipamentos, tais como reformer  e cadillac, ou no soloÉ aconselhável trabalhar com um especialista que tenha experiência com estes equipamentos.


Coisas a considerar antes de começar Pilates:

1) Sempre obter a permissão do seu médico antes de participar de Pilates ou qualquer
programa de exercícios.
2) Ter uma linha de base DEXA scan ou densitometria óssea (teste de densidade óssea) para ver se você tem baixa densidade óssea (osteopenia ou osteoporose). Se fizer isso, há certos exercícios de Pilates que envolvem flexão e torção da coluna que você deve não fazer ou que devem ser modificados para você.
3) Ter aula com um instrutor de Pilates que tem experiência com os problemas específicos enfrentados 
pelo aluno. É importante trabalhar com alguém que pode se adaptar ou alterar os exercícios para atender às suas necessidades especiais.
4) O aluno pode começar com sessões individuais ou com até 3 alunos por horário antes de se juntar com
uma turma maior de praticantes de Pilates. Se for fazer aulas em grupo, é importante no primeiro momento aprender o básico, como coluna neutra, respiração e controle, antes de embarcar em sessões de grupo.
5) Nada deve ser doloroso. Fale de modo que o exercício pode ser modificado para se adequar a seu corpo!
6) Pilates deve ser relaxante, mas você deve se sentir energizado, alerta e mais forte depois da aula.
7) Pilates é uma atividade difícil já que tem foco mental, concentração e trabalho físico para fazê-lo corretamente. Não desista enquanto os benefícios se tornarão aparentes.

Fonte:      
  • Naomi, A. MA OTR/L CHT. Pilates for Breast Cancer Survivors.
  • Clinical features in osteosarcoma and prognostic implication.

Imagens:
  • Google

sábado, 26 de novembro de 2011

MÉTODO GDS - "RESPIRAR É PREENCHER ESPAÇOS"



Atendo um paciente com problema de quadril, cujo ortopedista indicou fisioterapia antes de reavaliar a necessidade de cirurgia. Durante a última sessão, ele relatou que está percebendo uma redução progressiva da dor. Contente com o precoce resultado e com a possibilidade de "escapar" da cirurgia, ele me fez a seguinte pergunta: como os fisioterapeutas estudam o "físico" na faculdade? A pergunta me soou um pouco ambígua, então aproveitei o modo como ele a elaborou para utilizar um "jogo de palavras". Assim, dei andamento ao assunto desta maneira: ao te prescrever uma medicação anti-inflamatória, seu médico está esperando um resultado na bioquímica dos tecidos que estão sofrendo uma irritação mecânica. Ele também indicou meu trabalho, pois acredita que a fisioterapia irá favorecer uma resposta física, ou melhor, biofísica. Fisioterapeutas, Educadores Físicos, Psicomotricistas e Terapeutas Ocupacionais são profissionais que trabalham com a "física", embora "físico" possa ser um sinônimo da palavra corpo, e o corpo seja o campo de atuação de todas essas profissões.

Vou te explicar melhor ... e continuei o diálogo com meu paciente construindo todo um pensamento. 

No colégio, mais especificamente no ensino médio, você certamente aprendeu diversos conteúdos das "ciências", que podemos transportar para a sua compreensão da fisiologia. Por exemplo, todas as estrutura do corpo apresentam propriedades elásticas distintas. Se eu me refiro a algo que é elástico, é porque sofre variação de comprimento. Para o nosso sistema biomecânico, comprimento está relacionado a uma maior alavanca e, por sua vez, maior capacidade de geração de força. Você se lembrar de Arquimedes? Acredito que não tenha conhecido muitos com esse nome! Este, a quem me refiro, viveu na Grécia há mais ou menos 250 a.C. Foi dele a célebre frase: "Dê-me um ponto de apoio, e moverei o mundo".


E a Lei de Boyle-Mariotte? Esses nomes não são estranhos, não é? Robert Boyle e Edmé Mariotte foram dois cientistas que aparentemente não se conheceram. O primeiro era inglês e o outro, francês. Ambos trabalharam na mesma época e, curiosamente, sobre o mesmo tema. Eles obtiveram o mesmo resultado em suas pesquisas. Por esta razão, a lei de compressibilidade dos gases é conhecida pelo nome dos dois autores. Do que se trata o assunto ? À temperatura constante, o volume ocupado por determinado gás é inversamente proporcional à sua pressão. Assim sendo, se duplicarmos a pressão, o volume será reduzido pela metade (p1xV1 = p2xV2 = constante; p=pressão e v=volume). Qualquer que tenha sido o ano em que você prestou vestibular, com certeza este assunto fez parte de sua prova!


Vou ilustrar isso, agora, para fazer uma ligação com os dois últimos textos que escrevi ...


Tente visualizar uma garrafa aberta para a entrada dos gases atmosféricos. Essa garrafa contem um êmbolo transversal que divide este recipiente em uma câmara superior e outra inferior. Esse êmbolo é móvel e quando você realiza um trabalho para descê-lo dentro da garrafa, essa ação aumentará o volume da câmara imediatamente acima dele. Por sua vez, o volume da câmara de baixo será reduzido, mas a massa não sofrerá alteração. Certo? Acontece que quando a câmara tem o seu volume reduzido sem que ocorra variação da massa, necessariamente teremos aumento da pressão em seu interior.

A partir dos fenômenos que constatamos pelas leis na física, fica mais fácil observamos a biomecânica, e neste caso específico, compreendermos melhor o que se passa no sistema respiratório. Pense, agora, que essa garrafa é a região tóraco-abdominal e o êmbolo é o músculo diafragma. Como sou seu amigo, deixo para você a possibilidade de escolher se a garrafa será de vinho cabernet sauvignon, de Whisky "paraguaio" ou uma pet 2 litros de refrigerante "não importa a marca". Brincadeiras à parte, as leis da física ocorrerão, quaisquer que sejam as garrafas. Porém, devemos ter em mente que a diferença de tamanho das câmaras das garrafas, a disposição do êmbolo e, uma coisa que não foi mencionada, que é o fator de complacência da própria garrafa, afinal a de vinho é feita de um material diferente da pet de refrigerante, poderão interferir na mecânica pressão X volume quando compararmos os diferentes tipos de garrafas.


Vamos transportar isso para os nossos conceitos GDS... Comparar nossas diferentes "garrafas tóraco-abdominais".

Cada tipologia vai fazer um "desenho" dentro da linha de referência GDS. Como as massas e intermassas são interdependentes, ao se posicionarem no espaço, estarão sujeitas aos acordos de nossas cadeias musculares. No último texto disse que PA é a nossa estrutura biomecânica de referência, mas que não devemos considerá-la como um ideal a ser buscado. Ainda mais, por que é impossível encontramos indivíduos arquetipicamente "puros". Nós somos a combinação de todas as estruturas e seus ajustes. Afinal, podemos encontrar alguns ajustes fisiologicamente úteis, enquanto outros estão no nível do aceitável ou, até mesmo, estarem extremamente desorganizantes. 

O que observamos nessa estrutura de referência "ideal"? Em PA com AP, observamos, no plano sagital, todas as massas alinhadas ao eixo de referência GDS. PA coloca ponto fixo em cima na inspiração e AP flexibiliza as intermassas devolvendo as lordoses funcionais durante a expiração. A oitava vértebra torácica estará sempre no ápice da cifose por que AM estará presente em seu feudo, imprimindo sua marca útil. A PM quando útil, por sua vez, agirá no seu feudo que é o membro inferior, verticalizando o ilíaco e o sacro. PL terá uma dupla função na bacia, imprimir a rotação externa nos fêmures e ao mesmo tempo controlar o fechamento dos ísquios. AL ancorará a cintura escapular à bacia. Ela constitui o elo de passagem da tensão entre as cadeias articulares do membro inferior e superior. Sendo assim, temos os feudos de todas as cadeias musculares imprimindo suas marcas úteis, imprescindíveis para a boa fisiologia. Não podemos esquecer que os pivôs precisarão estar livres para as recorrentes recuperações dos desequilíbrios.


O que aconteceria se esse PA entrasse em excesso? Seja em uma PA isolada ou em competição com AP, o tórax terá a forma de um tonel pois estará suspenso à coluna cérvico-dorsal. A pressão na "garrafa tóraco-abdominal" será grande na câmara superior e, também, na inferior. Como tudo está suspenso, nossa fáscia endotorácica impedirá a descida do centro frênico, que corresponde ao nosso êmbolo. As fibras musculares do diafragma assumirão esse ponto fixo que estará mais alto, confirmando a elevação das costelas que também tiveram a ajuda dos intercostais. Qualquer trabalho para reequilibrar a hiperpressão tóraco-abdominal, sem antes devolver a ritmicidade de PA e AP, sobretudo na região cervical, será de pouca valia. 

A PM em excesso coloca nossas massas anteriormente à linha de referência GDS. Com relação ao tórax, este caracteriza-se por seu grande diâmetro ântero-posterior. O diafragma, coitado dele, acompanha anteriormente a horizontalização do esterno, levando consigo o centro frênico para uma posição mais anterior. Resultado: bloqueio inspiratório. A porção vertebral do diafragma toma ponto fixo embaixo pela retificação da coluna dorso-lombar. Resultado 2: bloqueio expiratório. Diferente de PA, que tem excesso de atividade do transverso do abdome, PM tem um abdome flácido. A pressão na câmara superior de nossa "garrafa" estará altíssima, enquanto na câmara inferior, diminuída. Pessoas com esta característica tipológica irão trabalhar exaustivamente o abdome sem sucesso. Se você se "espanta" com o volume anterior do tórax e com o tamanho da "barriga", que tal primeiro, observar o que se passa na região tóraco-lombar?  Talvez trabalhar o enrolamento anterior do corpo sobre uma bola suiça para tirar o excesso de tensão posterior e buscar, em seguida, reprogramar a verticalização do ilíaco, do sacro e do esterno seja um bom começo. Concorda ?

AM em excesso, diferentemente de PM, colocará nossa "garrafa" atrás da linha de referência GDS. Além disso, se caracterizará pela diminuição do diâmetro ântero-posterior. Combinado com AL, teremos, também, a redução do diâmetro lateral, mas com PL, podemos dizer que estaremos diante de um tórax paradoxal, uma vez que encontraremos um aumento do diâmetro lateral. De qualquer maneira, o diafragma assumirá uma posição mais baixa em função da ação cifosante imposta, principalmente, pelo reto do abdome e peitoral maior (feixes esternais e abdominais). A pressão na câmara superior de nossa "garrafa" estará baixa, diferente da inferior que se encontrará bem alta. Sendo assim, a descida do centro frênico só será possível trazendo consigo a coluna dorsal que progressivamente se fixará em uma grande cifose. Quem sabe, o trabalho deva ter início pela redução da pressão da parte inferior da "garrafa" antes de dirigir as atenções para a câmara superior ?  Lembre que esse indivíduo pode estar fixado em uma cifose e algumas estruturas intratorácicas podem estar bem encurtadas. Algumas vezes, a posição em decúbito dorsal na maca pode ser o suficiente para deflagrar algumas reatividades. Uma almofada em triângulo ajuda muito nesses casos. 


E o AP? Pessoalmente, acredito que seja a tipologia mais difícil de se trabalhar. Com relação ao tórax, encontra-se achatado por falta de ação muscular. Por essa razão, tem uma característica astênica. A respiração é predominantemente abdominal pela ausência de suporte mecânico. Nessa tipologia se faz necessário um verdadeiro trabalho de construção estrutural. Coloque o paciente de pé, crie a sensação do suporte ósseo de PM, a percepção da base e do volume corporal de AM, e a noção de eixo e ritmicidade de PA com AP. 

Para finalizar: Philippe Campignion afirma que a respiração está intimamente ligada à mecânica global do corpo e, sobretudo, que respirar é preencher espaços. O autor deixa claro que "tipologia não é defeito". As particularidades respiratórias encontradas nas diversas estruturas arquetípicas não correspondem a desvios patológicos, e é extremamente importante compreender que a forma não necessariamente configura um problema. O excesso, porém, pode levar na direção de um quadro patológico.

Respir-Ações ... Meu livro predileto!!

OBS: "o meu também"!!

Silvana Souza


Abraço,

Alexandre de Mayor


Bibliografia

. Campignion P. Aspectos Biomecânicos - Cadeias Musculares e Articulares - Método G.D.S. - Noções Básicas. São Paulo: Summus; 2003.

. Campignion P. Respir-Ações. São Paulo: Summus; 1998.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pilates e psicologia corporal




Pilates é um programa de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade e dedica-se a explorar o potencial de mudança do corpo humano.
O principal músculo da respiração é o diafragma. Ele está conectado à coluna em diversos pontos, desde o topo até a base. além disso se conecta também com músculos, como os abdominais, órgãos internos, além dos nervos, veias e artérias. O músculo diafragmático tem sua primeira contração no momento do nascimento (passagem da vida fetal para extra-uterina), impulsionando o ato respiratório, a circulação e a digestão e intervindo diretamente na fonação.
Um diafragma inibido, que não funciona bem, pode afetar todos estes sistemas e causar uma série de problemas como, por exemplo, dores nas costas, distúrbios gastrointestinais, cefaléias e a própria ansiedade.
Este bloqueio do diafragma, além de estar relacionado a condições de vida, foi se formando durante todo o processo de desenvolvimento infantil. A maioria da educação que recebemos e, até mesmo que transmitimos, é sempre permeada de repressões. O indivíduo, sem poder seguir seu próprio ritmo de desenvolvimento e se expressar sem medo, acaba bloqueando o diafragma e criando a ansiedade que, é "o temor da ocorrência de um perigo ou de uma punição". O bloqueio diafragmático faz com que a pessoa desenvolva o traço caracterial masoquista, capaz de transformar o prazer em desprazer.
O medo da explosão do masoquismo faz com que ele prenda a respiração na ansiedade e suporte até certo ponto, onde será necessário expirar. Dessa forma, o trabalho realizado pelo psicólogo corporal (na vegetoterapia caractero-analítica), a nível diafragmático é centrado na respiração. A ansiedade leva o indivíduo a desenvolver uma atitude respiratória de tipo inspiratório. Assim, a vegetoterapia está voltada particularmente a função expiratória.
O corpo contém a história do indivíduo e é por meio dele que a vegetoterapia busca resgatar emoções e lembranças mais profundas, a fim de restabelecer a motilidade biopsíquica por meio da anulação da rigidez da musculatura.
Uma respiração otimizada, mobiliza a coluna vertebral na região do tórax, que provoca a mobilização do sistema nervoso autônomo que, dentre tantas outras atividades, é responsável pela digestão, reprodução, sono e relaxamento.

Piaget foi um dos grandes estudiosos da Psicologia do Desenvolvimento; dedicou-se exclusivamente ao estudo do desenvolvimento cognitivo, quer dizer, à gênese da inteligência e da lógica. Ele concluiu pela existência de quatro estágios ou fases do desenvolvimento da 3 inteligência. Em cada estágio há um estilo característico através do qual a criança constrói seu conhecimento. Vejamos:

•  Primeiro estágio Î Sensório motor (ou prático) 0 – 2 anos: trabalho mental: estabelecer relações entre as ações e as modificações que elas provocam no ambiente físico; exercício dos reflexos; manipulação do mundo por meio da ação. Ao final, constância/permanência do objeto. 
•  Segundo estágio Î Pré-operatório (ou intuitivo) 2 – 6 anos: desenvolvimento da capacidade simbólica (símbolos mentais: imagens e palavras que representam objetos ausentes); explosão linguística; características do pensamento (egocentrismo, intuição, variância); pensamento dependente das ações externas. 
•  Terceiro estágio Î Operatório-concreto – 7 – 11 anos: capacidade de ação interna: operação. Características da operação: reversibilidade/invariância – conservação (quantidade, constância, peso, volume); descentração/capacidade de seriação/capacidade 
de classificação. 
•  Quarto estágio Î Operacional-formal (abstrato) – 11 anos... A operação se realiza através da linguagem (conceitos). O raciocínio é hipotético-dedutivo (levantamento de hipóteses; realização de deduções). Essa capacidade de sair-se bem com as palavras e essa independência em relação ao recurso concreto permite: ganho de tempo; aprofundamento do conhecimento; domínio da ciência da filosofia. 

Quanto à afetividade, o psicanalista Sigmund Freud afirmava que os dados fornecidos pela psicanálise têm consequências importantes para a compreensão das relações inter-humanas, principalmente ao mostrar que o objeto de relação é um objeto individual construído pelo mundo interno fantástico (de fantasia) variando com nossos investimentos e em função de nossa história e de nossos estados afetivos.
Pode-se ainda destacar os estudos realizados por Henry Wallon, o qual não separou o aspecto cognitivo do afetivo. Seus trabalhos dedicam um grande espaço às emoções como formação intermediária entre o corpo, sua fisiologia, seus reflexos e as condutas psíquicas de adaptação. A atuação está estritamente ligada ao movimento, e as posturas são as primeiras figuras de expressão e comunicação que servirão de base ao pensamento concebido, antes de tudo, como uma das formas de ação. Segundo Wallon, o movimento é a base do pensamento. É a primeira forma de integração com o exterior.
O Pilates otimiza a respiração e potencializa a capacidade respiratória. Em todos os exercícios a respiração é enfatizada como instrumento para atingir qualidade na execução dos movimentos. O contrário também acontece, pois movimentos adequados com a região do tronco estimulam e ampliam a entrada e saída de ar nos pulmões. 
O trabalho desenvolvido na vegetoterapia juntamente com a prática do Pilates praticados pelo paciente ansioso poderá auxiliá-lo a enfrentar melhor a sua ansiedade, na medida em que a capacidade respiratória (principalmente expiração) é modificada.
Se o indivíduo ansioso é capaz de aprender a expirar, podemos, até certo ponto, modificar a sua condição energética diafragmática onde a ansiedade está contida. O Pilates mobiliza a musculatura desta região e, na medida em que a respiração é solicitada durante a execução dos exercícios, esta se torna um ato voluntário e consciente. Esta condição de consciência auxilia a pessoa ansiosa a perceber sua respiração superficial e irregular, muitas vezes apontadas pelo psicoterapeuta da clínica. Quando o indivíduo chegar para o trabalho clínico com o psicoterapeuta já tomou consciência da qualidade da sua respiração e do quando está inspirando e expirando, o que por consequência irá auxiliar em muito no trabalho da vegetoterapia. 
Assim, seja na execução dos exercícios propostos no método Pilates, a solicitação de uma expiração completa estará sempre presente, contribuindo para liberar a ansiedade contida no diafragma destes indivíduos.
Apenas na prática clínica poderá validar a relevância desta proposta de trabalho interdisciplinar entre o psicólogo corporal e um profissional habilitado no método Pilates no auxílio ao indivíduo com ansiedade. Porém, a teoria apresenta argumentos positivos, que se considerados, poderão beneficiar e somar aos trabalhos já realizados em casos de ansiedade.


Fonte:

  • Rosset, J. Psicologia Corporal e Pilates: Trabalhando contra a ansiedade. Trabalho de curso de Especialização em Psicologia Corporal. Centro Reichiano, 2009. 

  • Krueger, M.F. A relevância da afetividade da educação infantil.

Imagem:

  • Google


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pilates na reabilitação



O método pilates é um trabalho que se baseia em exercícios de força e mobilidade utilizando para tais técnicas e exercícios específicos. Este método permite desenvolver nos seus praticantes uma maior tomada de consciência corporal.
Em todos os princípios do método que são: concentração, controle, centro (power house), movimento fluido, precisão e respiração, que reside em uma base comum: a especificidade de cada ser humano numa dimensão biopsicossocial, isto é, a capacidade desta modalidade se adaptar e se direcionar às diferentes características de cada praticante. Neste sentido, são inúmeros os estudos e os profissionais de saúde que associam a sua prática a inúmeros benefícios, concretamente ao nível da prevenção e tratamento de algumas patologias (como por exemplo, os problemas de próstata, a incontinência urinária, entre outros), melhoria do equilíbrio, dos níveis de atenção e de concentração, da coordenação neuromotora, da mobilidade articular, da redução de dores da coluna, melhoria do sistema imunitário e do sistema linfático, aumento dos níveis de conhecimento de si próprio.
Será neste sentido, e tendo em conta todos os princípios e metodologias utilizadas pelo método Pilates, que podemos considerar a sua prática uma importante fonte de estímulo do bem-estar global. O método obedece a uma seqüência de módulos que se divide em: Básico, Intermediário e Avançado. Os equipamentos são usados em todos os módulos, com variações nos ângulos, na carga e a freqüência dos movimentos. 
Os exercícios devem ser feitos suavemente com o máximo de atenção e não devem ser executados automaticamente. Para isso, um mesmo movimento não é repetido mais do que 10 vezes.
Joseph Pilates criou mais de 500 exercícios diferenciados que em comum fortalecem e alongam toda musculatura do corpo, melhoram a flexibilidade e a coordenação e proporcionam relaxamento, muita conscientização corporal sem contar o constante trabalho respiratório e os cuidados com a correção da postura.
A prática freqüente da técnica de Pilates traz os seguintes benefícios: fortalece o corpo, especialmente a musculatura abdominal; alonga e dá flexibilidade; desenvolve a consciência corporal e melhora a coordenação; ajuda a descomprimir lesões na coluna; prepara áreas enfraquecidas para a reabilitação; deixa as articulações mais móveis; desenvolve os músculos que suportam a coluna, aliviando dores crônicas na região; eleva a capacidade de contração muscular; aumenta a densidade óssea; melhora a postura e induz a combater o estresse; diminui a tensão e fadiga; relaxa e ajuda a combater o estresse; aumenta a capacidade respiratória e cardiovascular; desperta, revitaliza e dá sensação de leveza; otimiza o desempenho de atletas; diminui o percentual de gordura corporal; estimula a circulação; diminui a tensão pré-menstrual; auxilia no tratamento de complicações nos joelhos, ombros e panturrilhas, acidentes automobilísticos, reumatismo, poliomielites, pós-cirurgias, pré e pós-parto.
Um dos grandes princípios do Pilates é o alinhamento do centro de força, juntamente com a respiração. Em outras palavras, o método atua no sentido de alinhar os 3 pontos da coluna vertebral, occipital, dorsal média e sacro respeitando suas curvas fisiológicas lordoses cervicais e lombares, e cifose torácica, em um auto-crescimento, ao mesmo tempo em que trabalha a respiração, liberando a região superior do tórax. Somado a isso, há a utilização de abdominais (em especial o transverso do abdômen), formando um centro alinhado, forte e equilibrado, que constitui a base para todos os movimentos do corpo humano.
O Pilates também pode trazer diversos benefícios para os praticantes da terceira idade. O método garante o aumento da densidade óssea; libera a tensão das articulações, deixando-as mais móveis e flexíveis; aumenta a capacidade respiratória e cardiovascular; melhora a postura, evitando possíveis lesões de coluna; e desenvolve o corpo e os músculos, diminuindo a fadiga do dia a dia. 
Mediante a isso, pode-se dizer que o método Pilates de condicionamento físico está apto à proporcionar satisfação total aos praticantes da terceira idade que desejam obter uma melhor qualidade de vida, aproveitando ao máximo seu corpo e sua saúde.
O Método Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para o fisioterapeuta na reabilitação, apresentando benefícios variados, quando aplicado de acordo com seus princípios, e poucas contra-indicações, além do seu uso voltado ao fitness. A maioria das contra-indicações não impede a aplicação do método, apenas exige algumas alterações e cuidados, enfatizando que o método seja individualizado. As indicações são muitas e variadas, podendo ser aplicado em populações especiais como gestantes idosos e atletas e também em vários problemas ortopédicos. Segundo diversos estudos, os resultados do Método Pilates, no que compete ao tratamento de desvios posturais e distúrbios osteomioligamentares, têm sido satisfatórios. Há carência de estudos sobre o método, em diferentes aplicações, sendo necessária maior ênfase em pesquisas na área, utilizando amostras maiores.

Fonte:
  • Costa, T.A. Benefícios do método Pilates na reabilitação. 
  • Comunello, J.F. Benefícios do método Pilates e sua aplicação na reabilitação.

Imagem:
  • Studio de Pilates Metacorpus.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O períneo e o pilates




O assoalho pélvico ou como também  é conhecido, o diafragma pélvico,  é formado pelos músculos levantadores do ânus e coccígeo. Ele se estende entre o púbis anteriormente e o cóccix posteriormente e de uma parede lateral da pelve até a outra. 
Os músculos do assoalho pélvico têm importantes funções, contraem-se para manter a continência urinária e fecal e relaxam-se permitindo o esvaziamento intestinal e vesical, evitam o deslocamento dos  órgãos  pélvicos e  participam da responsividade sexual feminina normal,  sendo extremamente distendidos para permitir o parto. Mas, devem-se contrair novamente durante o pós-parto para permitir a continuidade das suas diversas funções. 
Os músculos do períneo controlam funções essenciais como a micção , a defecação e a ereção.
Tomando o exemplo do períneo feminino na micção e na defecação, que são comuns aos dois sexos, analisaremos inicialmente os mecanismos da continência urinária e da micção.

Controle urinário

A bexiga é um reservatório que permite compensar a secreção permanente de urina pelos rins e o controle da sua evacuação. A repleção da bexiga provoca um desejo de micção. Dessa forma, a continência e a micção voluntária são funções extremamente importantes para a autonomia das pessoas.
A continência urinária permite o enchimento progressivo da bexiga, órgão mais anterior da pelve. Enquanto o músculo esfíncter interno da uretra , formado pelo músculo liso, estiver contraído, a bexiga mantém a continência urinária. Um segundo músculo, o esfíncter externo da uretra, formado por músculo estriado, ou seja, voluntário, situado na uretra membranosa, no plano superficial do períneo, controla a continência e o curso da micção. É a contração voluntária desse esfíncter que permite retardar a micção quando ocorre um forte desejo de urinar.


A micção ou ato de urinar depende de quatro fatores:
  • o relaxamento do músculo esfíncter interno da uretra;
  • a contração do detrusor, músculo liso da parede da bexiga;
  • o relaxamento do músculo esfíncter externo da uretra posterior;
  • a contração dos músculos da cinta abdominal, diafragma e músculos largos do abdome, oblíquo interno e, sobretudo, o transverso.
Controle fecal (os das fezes)

As fezes acumulam-se no reto, porção terminal, calibrosa, que se segue ao colo sigmóide, por sua vez uma continuação do colo descendente. Quando o reto está cheio, ocorre o desejo de evacuação.
A continência fecal é controlada por duas ações:
  • ação do músculo levantador do ânus, parte do plano superficial do períneo e formado de fibras musculares estriadas, ou seja, voluntárias, em torno do músculo precedente. Ela controla a contenção e também, pelo seu relaxamento, a evacuação.
A evacuação está sob a dependência de quatro fatores;
  • o relaxamento do músculo levantador do ânus, retificando o canal anal;
  • a contração da musculatura lisa da parede do reto, particularmente dos feixes longitudinais  e das fibras circulares, num mecanismo peristáltico, ou seja, contração sucessiva de fibras em ondas progressivas em direção distal; 
  • o relaxamento do esfíncter externo do ânus;
  • a contração dos músculos da cinta abdominal, diafragma e músculos largos do abdome (particularmente o oblíquo externo e, sobretudo, o transverso). 
Uma das opções de tratamento é o treinamento funcional do assoalho pélvico, que consiste em contrações específicas dos músculos que o compõem e tem como benefícios a melhora da percepção e consciência corporal da região pélvica,  o  aumento da  sua vascularização, tonicidade e força muscular. Com estes exercícios perineais podem-se prevenir e tratar diversos problemas que surgem com o enfraquecimento dos músculos pubococccígeos.
O método Pilates é um programa de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade, e dedica-se a explorar o potencial de mudança do corpo humano. 
Um estudo realizado com mulheres idosas com diagnóstico de incontinência urinária de esforço, após realizarem o método Pilates visando o fortalecimento do assoalho pélvico, revelou que o método foi eficiente reduzindo as perdas urinárias e aumentando a força muscular do períneo.
Atualmente o Método Pilates vem sendo assunto de diferentes estudos, que buscam comprovar os benefícios relatados por praticantes do método.
A fisioterapia dispõe de vários métodos que têm como objetivo o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, pois a melhora da função desta musculatura favorece uma contração consciente e efetiva, conquistando benefícios relacionados aos elementos de sustentação e melhora da resistência uretral. 
A continência  é assegurada por uma pressão intrauretral maior que a intravesical. 
Neste sentido o músculo elevador do ânus pode funcionar como um segundo esfíncter, pois ele contorna e envolve a uretra proximal. Quando ocorre aumento da pressão intra-abdominal ou deseja-se interromper o jato miccional o elevador do ânus é recrutado, podendo diminuir ou eliminar a perda involuntária de urina durante o esforço.
Para fazer este trabalho, daremos algumas dicas tiradas da revista Pilates: 

- Feche os olhos, inspire… e ao expirar tente afundar o umbigo, isto é, vai encolhendo a barriga tentando mandar todo o ar para fora, principalmente o que sobe para o peito.
- Nesse momento você imagina que está fechando uma calça bem apertada e se não encolher a barriga, o zíper pode pinçar a sua pele e o botão da calça não fecha (nesse momento você está conectando o abdome transverso que vai fazer o efeito do tubo da pasta de dente – se você apertar o tubo a pasta vai para outro lugar e é isso o que acontece com as vísceras e órgãos internos.)

Agora imagine que você começou a urinar mas vai interromper o fluxo, puxando tudo para dentro e para cima de volta (nesta hora você está conectando o assoalho pélvico, que no efeito do tubo da pasta de dente seria a tampa que não deixa a pasta descer, portanto as vísceras vão subir em direção a caixa torácica. E ao mesmo tempo que eleva a Bexiga e o Útero, vai também contribuir para o aumento dos espaços intervertebrais diminuindo a compressão dos discos entre as vértebras.

Exercícios do pilates que trabalham os músculos adutores e do períneo:

Horse


Instruções:

1. Sentado sobre o Barrel com as pernas abduzidas.
2. Aduza membros inferiores, elevando o corpo e trancando o "xixi" para trabalhar bem o períneo.
3. Retorne à posição inicial.

Ponte no solo com flex ring

















Objetivos:
Fortalecer glúteo máximo, bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso, gastrocnêmio, sóleo e mobilização de coluna.

Instruções:

1. Deitado em decúbito dorsal, pernas flexionadas a 90º, apoiar a ponta dos pés no solo.
2. Eleve o quadril do mat e aperte o flex ring trancando o "xixi".
3. Retorne a posição inicial.


Sit Up


Objetivos:
Fortalecer abdômen e mobilizar a coluna.

Instruções:
1. Deitado em decúbito dorsal, pés apoiados e segurando a barra torre com as mãos.
2. Realize a flexão do tronco levando a barra em direção ao teto e peça o comando ao aluno para trancar o "xixi" quando tiver realizando o movimento.
3. Retorne à posição inicial desenrolando o tronco.

Fonte:
  • Andreazza E., Serra E. A influência do método pilates no fortalecimento do assoalho pélvico.
  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008.
  • Metacorpus Studio de Pilates.
  • Revista Pilates

Imagens:
  • Netter
  • Google
  • Metacorpus




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The hundred


Vamos falar do exercício mais conhecido no Pilates, o The Hundred.
É um exercício que pode ser realizado no solo ou nos aparelhos e tem como principal objetivo o trabalho do abdomen e dos membros inferiores, o músculo reto abdominal, oblíquos, transverso abdominal e reto femoral. 
É concentrado no centro do corpo e sua energia parte para as extremidades. 

Forma correta de ser executado:

Instruções:

1. Deitado em decúbito dorsal, cotovelos estendidos com ombros, coxofemoral e joelhos flexionados a 90º.
2. Estenda as duas pernas, aproximadamente a 45º em relação ao solo, leve o queixo no peito e retire as costas do solo até o nível das escápulas. Simultaneamente abaixe os dois braços.
3. Retorne a posição inicial.

Este exercício pode ser executado para frente e fazendo uma extensão dos ombros levando o tronco em diagonal.

Cuidados:
Certifique-se que a coluna lombar permaneça em contato com o solo. Caso não consiga, eleve as pernas em um ângulo maior para preservar a coluna lombar. 
Cuidado também com os movimentos exagerados de flexão anterior e flexão lateral, os corpos vertebrais rolam sobre o núcleo, enquanto as articulações zigoapofisárias orientam os movimentos. O disco intervertebral fica então em formato de cone, com a base posteriormente, e o núcleo pulposo é empurrado para trás. Sua pressão sobre as fibras posteriores do anel fibroso aumenta. 
Esses movimentos produzem um estresse compressivo em um lado dos discos e um estresse de tensão no outro lado, ao passo que a rotação da coluna vertebral cria um estresse de cisalhamento nos discos. Durante a realização das atividades diárias, a compressão é a forma mais comum de sobrecarga a que a coluna vertebral é submetida. 


Para alunos avançados e sem comprometimento da região lombar, o aluno pode bombear para cima e para baixo com movimentos rápidos durante a expiração.
A ideia final é realizar 100 ações de bombeamento com os braços (10 sequências de 10 respirações), daí o nome do exercício.

Contra-indicação:

Esse exercício é potente mas não deve ser passado para todos os alunos, principalmente quem tem hiperlordose lombar. O músculo psoas tem origem retroperitoneal na superfície anterior do processo transverso, na borda lateral dos corpos vertebrais de T12 a L5. Insere-se no trocânter menor do fêmur e em curta distância abaixo da borda medial do seu eixo. No caso de uma pessoa com padrão hiperlordótico é comum encontrar um psoas encurtado e tenso, assim quando o individuo se encontra a 90º de quadril e é solicitado um movimento de extensão o aumento do braço de alavanca vai para 45º para se executar o Hundred, o reto abdominal por estar fraco acaba tracionando o psoas que traciona as vértebras lombares anteriormente levando a um aumento da hiperlordose lombar. Então, para pessoas com hiperlordose e dor nesta região, o indicado seria exercícios para o  fortalecimento dos músculos do "core", garantir uma boa estabilização do centro para então evoluir e não ter nenhuma complicação. 


Fonte: 
  • Apostila do curso de Formação básica em Pilates Metacorpus
  • Haal J. S., Biomecânica Básica, Manole, 5ª edição, São Paulo, 2009.
  • Kapandji A. I., Fisiologia articular coluna vertebral, Guanabara Koogan, 6º edição, Rio de Janeiro 2008.
  • Rev. Bras. Anestesiol. vol.57 no.2 Campinas Mar./Apr. 2007
     
Imagens:
  • Google


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