domingo, 15 de janeiro de 2012

Osteoartrite X Pilates



A osteoartrite é um processo localizado que é marcado por estreitamento do espaço articular devido à destruição progressiva da cartilagem articular e à formação de osteófitos na margem articular. A osteoartrite pode causar dor à atividade ou ao repouso, limita a amplitude do movimento, altera a marcha do indivíduo e interfere com as atividades de lazer e as atividades de vida diária.
O tratamento pode exigir a substituição cirúrgica da articulação, dependendo da gravidade da lesão. O tratamento conservador inclui exercícios para a amplitude de movimento com o objetivo de recuperar a cinemática articular fisiológica. Exercícios de fortalecimento para a musculatura comprometida são realizados para reduzir as forças articulares, e também podem ser utilizados dispositivos de independência (ortopédicos) para diminuir as forças articulares sobre a cabeça do fêmur e o acetábulo.
Inúmeros dispositivos de apoio estão disponíveis, como bengalas, bengalas de quatro pontas, andadores, muletas, etc. O uso de uma bengala pelo lado não afetado reduz as forças que atuam sobre o lado afetado durante a marcha. A força de reação do solo, produzida como resultado da 'pressão para baixo' do peso corporal da mão sobre a bengala, cria um momento que ajuda a neutralizar o momento criado pela gravidade sobre o quadril afetado na postura unilateral.



Luxação congênita de quadril

As luxações congênitas do quadril podem ser explicadas como um defeito do desenvolvimento do quadril no período intra-uterino. Estudos em neonatos indicam que posições extremas do quadril durante o desenvolvimento do feto causam grande dano à cartilagem articular. O quadril não forma um fulcro fixo de rotação em torno dos quais os movimentos possam ser produzidos, de modo que o acetábulo pode não se desenvolver completamente e a cabeça do fêmur pode não apresentar a forma esférica.

Luxação traumática de quadril

As luxações traumáticas do quadril geralmente ocorrem a partir de uma força aplicada sobre o eixo longo do fêmur com o joelho em posição flexionada. O quadril sofre luxação posterior e se apresenta com flexão, rotação medial e adução do quadril. Esse tipo de luxação causa lesão capsular e ligamentar. As condutas terapêuticas para a luxação posterior traumática do quadril incluem o fortalecimento dos extensores, rotadores laterais e abdutores do quadril. O fortalecimento destes músculos específicos estimula a estabilidade da cabeça do fêmur no acetábulo.
O Pilates vai contribuir de forma favorável nas limitações e na melhora do tônus da musculatura reorganizando seu alinhamento, atuando na prevenção de crises futuras.

Fonte:

  • Konin, J.G. Cinesiologia prática para Fisioterapeutas, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2006.
Imagens:
  • Google

Curso de Formação em Pilates Metacorpus Rio de Janeiro - Janeiro e Março/2012


 

Curso de Formação - Rio de Janeiro - RJ

Pilates: Uma visão atual na área da saúde


Meta do curso: Proporcionar aos profissionais da área da saúde uma nova visão sobre o mercado de atividade física e qualidade de vida, através de exercícios que conciliam condicionamento físico e terapia corporal com a finalidade de reequilibrar o corpo e cuidar de vários tipos de patologias músculo esqueléticas.

Podem participar do curso os profissionais e estudantes (a partir do 6°período) das áreas de Fisioterapia e Educação Física, e profissionais de áreas afins com consulta prévia à Metacorpus.

Inauguração do Novo Studio Metacorpus Pilates!


Local e data de realização: NOVO STUDIO METACORPUS COPACABANA - RUA BARATA RIBEIRO,668.
Turma de Janeiro de 2012:
20, 21 e 22 de Janeiro de 2012, Módulo I
27, 28 e 29 de Janeiro de 2012, Módulo II
Turma de Março de 2012:
09, 10 e 11 de Março de 2012, Módulo I
16, 17 e 18 de Março de 2012, Módulo II

Atenção! Ganhe 5% de desconto, fazendo sua reserva até 30 dias antes do início do curso

Carga horária: 120 a 200 horas/aula*
  • 80 horas/aula – 2 módulos teórico/práticos (de sexta a domingo em dois finais de semana)
  • 40 horas/aula - estágio supervisionado obrigatório
  • 80 horas/aula – estágio supervisionado opcional (sem custo adicional, desde que dentro do prazo)
* A hora/aula definida pelo MEC equivale a 45 minutos.
Prazo total para realização do estágio - 3 semanas para conclusão a contar da data inicial do curso, em dias de semana. 

O curso é ministrado de sexta a domingo, das 08:00 às 18:00. Durante os intervalos é servido coffee break. 

Conteúdo programático:
  • Princípios do Método
  • Avaliação Postural
  • Biomecânica dos Movimentos e seus diferenciais perante outras atividades.
  • Ações das cadeias musculares nos exercícios
  • Exercícios de Solo
    • Bola
    • Meia lua
    • Rolo
  • Exercícios nos aparelhos
    • Reformer
    • Cadeira
    • Wall unit
    • Trapézio
    • Ladder barrel
  • Exercícios para Propriocepção e Tração articular (Teórico-Prático)
  • Patologias
    • Abordagem Fisiológica e biomecânica
    • Principais patologias de coluna, ombro, quadril, joelhos, tornozelo
    • Indicações e contra-indicações dos exercícios
    • Estudos de casos clínicos reais
  • Técnicas para montar uma Aula
    • Objetivos
    • Diferenciação e adaptações dos exercícios
    • Dinâmicas de aulas com até 3 alunos
    • Público especial: Gestantes, Hipertensos, Atletas.
  • Associação de Técnicas de mobilização articular, kabat e RPG aplicadas ao Método Pilates.
  • Medicina preventiva
  • Como Montar um Studio
  • Estratégias de Propaganda e Marketing
  • Logística
  • Consultoria em Mercado de Trabalho
  • Avaliação


Equipe Ministrante: 
A Metacorpus possui uma equipe de instrutores altamente capacitados e treinados para ministrar os cursos em todo o país. Esses profissionais são selecionados entre os melhores do mercado, treinados e supervisionados pelos sócios-fundadores da Metacorpus, os fisioterapeutas Sérgio Machado e Michel Salgado, e escalados para cada um dos cursos. 

Instrutores supervisores:

Dr. Michel Henriques Salgado

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Fisioterapeuta do Inst. Nac. de Traumato-Ortopedia – INTO
  • Fisioterapeuta do Centro de futebol Zico de 2000 a 2002
  • Pós-graduado em Acupuntura
  • Formação em: Fisioterapia, Pilates, Kabat, Mulligan, Estabilização segmentar vertebral, Método Klein, Taping e Kinésio Tape.
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo

Dr. Sérgio Machado Cunha

  • Fundador e sócio da METACORPUS Studio Pilates
  • Formação em: Fisioterapia – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação
  • Pilates: Pilates Method and Motor Control – ministrado por Debbie Creamer (MPA, SPA, APA, APMA)
  • RPG/RPM – José Luiz Zaparoli e Fabio Mazzola – Escola do Corpo Gestão na Saúde, séries ISO 9000, 9001, 9002 – Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Ferramentas da qualidade e Índices de desempenho - Carlos Fajardo – Estácio de Sá
  • Curso de Chefia e Liderança – Renato Carneiro – UERJ
  • Trabalhos apresentados em Ergonomia e DORT - IBMR
A organização do curso se reserva o direito de substituir os palestrantes, sem comunicação previa, caso haja motivos de extrema necessidade. 

Informações Complementares 

Os participantes receberão material didático impresso e certificados quando da conclusão do curso. 

OBS: Os certificados só serão emitidos mediante o mínimo de 75% de freqüência, avaliação teórica e prática do conteúdo e o cumprimento total da carga horária de estágio supervisionado. 

*A Metacorpus se reserva o direito de cancelar o curso, caso não seja atingido o número mínimo de participantes. 


Entre em contato pelo email para garantir a sua vaga e fazer a sua inscrição:
Silvana Souza: silvanasouzafisio@hotmail.com ou
Diego Ramon: diego@metacorpus. com.br

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ballet na IstoÉ

Matéria da IstoÉ antiga, mas vale a pena conferir!!


Balé não tem idade

Em busca de boa forma, adultos passam a freqüentar as aulas de dança clássica nas academias

Carina Rabelo
Comportamento
Balé não tem idade
Em busca de boa forma, adultos passam a freqüentar as aulas de dança clássica nas academias

Carina Rabelo
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Há menos de uma década, poucas escolas de balé clássico aceitavam alunos iniciantes com mais de 10 anos de idade. O senso comum recomendava que, para alcançar uma alta performance, era preciso começar aos 5 anos. Mas isso gerou, em muitos casos, uma fuga das sapatilhas. Quem começava cedo desistia por não suportar a disciplina do treinamento.
E os que sonhavam com a dança, mas não haviam feito aulas na infância, acreditavam ser tarde para começar.
i83689.jpgCom o objetivo de democratizar o balé - e garantir a sobrevivência da arte no País - escolas de dança ampliaram o acesso ao clássico. A cada ano, novas turmas para adultos iniciantes são criadas. "Os professores desmistificaram o rigor no treinamento e tornaram a dança mais prazerosa. A técnica clássica não é alterada, mas cada aluno trabalha de acordo com as suas possibilidades", explica Jean-Marie Dubrul, professor da academia Sauer Danças, no Rio de Janeiro. Ex-coreógrafo do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Dubrul é um dos precursores no ensino de balé para adultos no País. Entre as suas alunas mais assíduas, estão as atrizes Alinne Moraes, Letícia Spiller, Paula Burlamaqui e Carolina Dieckmann, que descobriram o poder da prática no condicionamento físico.
Mas não só as globais perceberam os benefícios da dança. Há um mês, a psicóloga Cláudia Greco, 41 anos, começou a freqüentar as aulas da Sala Crisantempo, em São Paulo, e já sente os resultados. "O corpo fica mais flexível e ajuda na postura", afirma Cláudia, que não consegue ser assídua nas academias de ginástica. "Detesto malhação. Já tentei três vezes, mas nunca dá certo. No balé é diferente. A gente se exercita ouvindo música clássica. É maravilhoso", diz. A pedagoga Lucy Visani, 71 anos, dança desde os 15 anos, apenas pelo prazer. "As pessoas não acreditam que eu ainda faça aulas, um preconceito tipicamente brasileiro. Quando viajo para Paris e Nova York, freqüento cursos com gente de todas as idades", conta a aluna do Ballet Stagium, em São Paulo. As turmas reúnem iniciantes e ex-alunos. Segundo os professores, a heterogeneidade não compromete o desempenho. "O fundamental é fazer o movimento com consciência. Não existe essa coisa de ter que acertar ou fazer igual ao outro", comenta Beth Bastos, professora da Sala Crisantempo.
O balé também tem seus trunfos sobre a saúde. A artista plástica Jônia Guimarães, 47 anos, caiu na dança após uma crise de artrose. "O clássico de hoje trabalha a consciência corporal no aluno. Aprendemos a lidar com os ossos e músculos do nosso corpo", afirma. O benefício é comprovado pela ciência. Pesquisa recente divulgada pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, revela que o balé condiciona melhor o corpo que a natação, a campeã do título "o esporte mais completo do mundo". De acordo com os dados, os bailarinos ganham dos nadadores na rapidez dos reflexos, flexibilidade, salto, percentagem de gordura e equilíbrio corporal e psicológico. O benefício para a mente é certo. "É uma ótima maneira de trabalhar a auto-estima da pessoa, ensiná-la a se soltar. Na dança, o desprendimento é mais importante que a técnica", aposta a professora Geralda Bezerra de Araújo, 70 anos, do Ballet Stagium, que elabora o livro O sol nasce para todos, em que reúne histórias de bailarinos que provam que nunca é tarde para dançar.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Uma proposta de inclusão do método GDS no tratamento multidisciplinar da anorexia nervosa



Este artigo propõe a inclusão da terapia corporal baseada no método GDS no tratamento multidisciplinar da anorexia nervosa. A conduta usual do tratamento esta relacionada com a sua complexidade. A etiologia dos transtornos alimentares é constituída por um conjunto de fatores em interação, que envolvem componentes biológicos, psicológicos familiares e sócio-culturais. Tais aspectos determinam as dimensões necessárias na abordagem do tratamento desses transtornos. Isso porque a complexidade da condição clínica exige uma abordagem integrada e multiprofissional. Uma equipe composta por psiquiatra, clínico geral, psicólogo e nutricionista é o alicerce do tratamento, sobretudo em esquema ambulatorial e hospitalar. 
Existem três categorias de transtornos alimentares: anorexia nervosa (AN), bulimia e obesidade. O foco deste artigo será na anorexia nervosa, que é um transtorno alimentar caracterizado principalmente pela limitação da ingestão de alimentos devido à ideia "obcecada" de ser magra, aliado a um medo exarcebado de se ganhar peso chegando ao extremo de recusa alimentar. 
Segundo o DMS IV, a AN é caracterizada por: perda acentuada de peso, medo mórbido de engordar e alterações endócrinas.
O SID. -10 descreve como:
- o peso corporal é mantido em pelo menos 15% abaixo do índice de massa corporal esperado
- a perda de peso é auto-induzida
- transtornos endócrinos generalizados, hipotalâmico-hipofisário-gonadal.
- distorção de imagem corporal 
- início geralmente puberal.
Basicamente, na literatura médica, distingue-se dois tipos de anorexia nervosa: a do tipo restritivo e a do tipo compulsão periódica/purgativa. Na grande maioria, são mulheres que mesmo após perder muito peso, ainda permanecem com esse medo de engordar. A imagem corporal que elas possuem de si apresenta-se distorcida: mesmo estando magras, se percebem "gordas".
Estão presentes nesses transtornos rituais diários de controle de peso: pesar-se várias vezes ao dia, fazer medições do corpo e calcular a quantidade de calorias ingeridas. A manifestação pode variar de leve até casos fatais e é considerada pela psiquiatria uma "doença mental", mas com consequências físicas certíssimas e muitas vezes irreversíveis, que atinge 90% mulheres.
O corpo, na anorexia, quando na ausência de calorias, passa a se alimentar de suas próprias proteínas alimentares, ocasionando irregularidades no ritmo cardíaco ou mesmo uma insuficiência cardíaca. Apresentam queixas de constipação intestinal, dor abdominal, hipotermia (intolerância abaixo temperatura ambiente), pele ressecada e de aparência pálida, amenorréia (nas mulheres), diminuição do útero. Há também os sinais comportamentais que denotam uma grande preocupação: dificuldade de comer na presença de outras pessoas, hábitos alimentares diferentes como cortar o alimento em pedaços minúsculos , perfeccionismo, depressão, irritabilidade, mudanças constantes de humor, isolamento social, manias obsessivo-compulsivas (limpezas, organização...) e dificuldades de relacionamento.
Apesar de vários "grupos de risco", vemos cada vez mais casos de anorexia associados ao mundo da moda e dança, profissionais que tem alta exigência de que o corpo seja "magro e esguio". O padrão de beleza atual é rígido e cruel. Mulheres ávidas por um corpo esbelto e sem curvas travam uma verdadeira luta com seu próprio corpo.
A mulher moderna, sob ponto de vista sócio-cultural, está diante de uma enxurrada de informações veiculadas principalmente pela mídia que traz a seguinte mensagem: temos que ser  belas, jovens e saudáveis! Graças também a elas, convivemos com a tirania da perfeição física e do não envelhecimento. As revoluções femininas apontam conquistas e também armadilhas. Ao mesmo tempo em que a mulher conquistou o mercado de trabalho e a liberdade de escolha quanto ao momento da maternidade, existe hoje a busca de um corpo perfeito e, ainda que de uma forma diferente, a mantém num lugar de submissão. "Na contemporaneidade, o corpo idealizado é o corpo do consumo, nisso o sujeito é inserido na engrenagem de um sistema de consumo que lhe impõe ter desejos. Desejos que não deverão ser nunca satisfeitos, pois é do desejar sempre mais, sempre outra coisa, que esse sistema de consumo se alimenta. Já não se trata da máquina de produção que se alimentava de corpos, mas da lógica do consumo que alimenta sujeitos nunca saciados. 
Com isso, no lugar do indivíduo anônimo se instala o valor do indivíduo diferenciado, que se destaca dos outros, de imediato, pela sua aparência. Uma aparência da qual se assume ser a vitrine mais evidente e inequívoca do sujeito. Em pleno domínio da ditadura da aparência".
O ideal de beleza feminina passou a valorizar a busca de uma identificação com aquelas mulheres lindamente penteadas, maquiadas e magérrimas que a mídia faz questão de mostrar e não com a busca de uma identidade e de um corpo, que são individuais. Na busca de um ideal nos perdemos nos corpos do parecer. A beleza tornou-se um dever moral, saiu do âmbito físico.

A onda da consciência deve ser vivenciada em uma determinada cronologia: existir, construir e agir, ou seja, AM, PA e PM.
Para a autora a doença não existe, o que existe é uma dificuldade em realizar o projeto de base. E os transtornos alimentares tem ressonância com a não realização de um projeto PA (póstero-anterior), um ideal a ser construído e alcançado, de beleza, eixo e de ser. 
A primeira onda AM (ântero-medial), da criança, é vivida na família. Mas é na adolescência que se inicia a segunda onda PA-AP (sexualidade). Por isso, para se vivenciar esta estrutura, a anterior deve estar alimentada, dando base para esta construção.
Portanto, na anorexia poderíamos pensar na falta de uma boa maturação da estrutura AM, que é a estrutura responsável pela formação do ego e que dá a noção de existir, intimamente ligada à sensação corporal. O AM precisa de presença física, contato e estrutura. Tem urgência em sentir-se a si mesmo. Busca "um invólucro que lhe dê segurança, construído de múltiplas maneiras no seio do casulo familiar, ao redor da filiação racial, de suas tradições e ritos ancestrais. 
Está ligada ao reconhecimento de si, e ao sistema imunológico, com a "ajuda" de outra estrutura (AL).
No bebê, o sistema cenestésico predomina de modo absoluto, é a idade da mais profunda não-diferenciação, na qual o afeto e o percepto ainda são um só. Mas somente em idades subsequentes que poderemos compreender o papel desempenhado pelos afetos na percepção.
A sensibilidade mais a imagem conduzem ao gesto justo.
a ausência de imagens é, para o cérebro, uma ausência de referência que comporta um risco de exatidão.
A boa construção do eixo e da individualidade depende de imagens justas e de uma sensibilidade corporal desperta. 
Na anorexia, o corpo desencarnado "pede" a construção integral da unidade corpo/mente. Unidade esta que necessita da construção de uma bacia (base) para o crescimento do eixo vertebral, necessita a validação sensória para a construção da individualidade. Gerando um desenvolvimento com independência e com intimidade (com os outros e com si mesmo).  

Fonte:
  • Revista Olhar GDS, As cadeias musculares GDS e suas aplicações terapêuticas, 2007, nº1.
Imagem:
  • Google

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Natal Metacorpus

Primeiro Natal do nosso blog Personal High Performance.
Desejamos a todos os leitores do blog e amigos um maravilhoso Natal, cheio de amor, luz e paz.
Uma homenagem da equipe de Pilates Metacorpus do RJ.

Diego Ramon e Silvana Souza



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pilates e qualidade de vida para idosos


A atual busca por atividades físicas que promovam maior segurança para seus praticantes é constante, observando-se que esta preocupação pode ocorrer com maior frequência no público adulto e idoso. Dentre as diferentes ofertas de atividade física para o idoso que se encontram hoje nas academias, centros de convivência, clubes, escolas de dança, centros comunitários e/ou associações desportivas, enfim, espaços onde existe a proposta de atividade física, independente da modalidade executada, o Método Pilates vem ganhando amplitude e maior divulgação nesses ambientes de lazer, esporte e educação.
Uma aula de Pilates bem orientada por um profissional habilitado, é praticamente inexistente a possibilidade de lesões ou dores musculares, pois o impacto é zero”. Segundo uma entrevista realizada em um site especializado em saúde, justificou que a receptividade dos idosos frente ao Método Pilates se deve ao “respeito aos limites do corpo evita lesões e desgaste físico: a respiração correta aumenta a capacidade pulmonar e melhora a circulação; e o trabalho individualizado permite corrigir desvios posturais, trabalhando mais determinados músculos que outros. Isso é bom para todos, desde o esportista que não quer se machucar, até quem está se recuperando de um derrame”. A proposta do Método Pilates pode ser de melhoria na qualidade de vida de seus praticantes, através de uma condição otimizada de uma nova postura, desenvolvendo maior mobilidade, equilíbrio e agilidade, embasando-se numa tonificação muscular e em um ganho de flexibilidade e elasticidade, atingidas através de seus exercícios específicos. Contudo, a comprovação dos efeitos reais para os praticantes deste método se faz relevante, se considerarmos toda a importância da atividade física no cotidiano do idoso que necessita de um planejamento específico para essas atividades e de profissionais qualificados.
Partindo do pressuposto de que a população idosa está crescendo, alguns autores afirmam que no Brasil o número de idosos ( 60 anos de idade) passou de três milhões em 1960, para 7 milhões em 1975 e 14 milhões em 2002 (um aumento de 500% em quarenta anos) e estima-se que alcançará 32 milhões em 2020. E, também sugere que temos de encontrar os meios para: incorporar os idosos em nossa sociedade, mudar conceitos já enraizados e utilizar novas tecnologias, com inovação e sabedoria, a fim de alcançar de forma justa e democrática a equidade na distribuição dos serviços e facilidades para o grupo populacional que mais cresce em nosso país.
O envelhecimento humano como uma designação geral para um complexo de manifestações, que leva a um encurtamento da expectativa de vida com o aumento da idade. Sendo uma alteração irreversível da substância viva em função do tempo, dando manifestações de desgaste e um processo biológico, que leva à limitação das possibilidades e adaptação do organismo e ao aumento da possibilidade de morrer, reduzindo,
assim a capacidade de desempenho físico e mental do indivíduo. E, finalmente seria a consequência das alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o progresso do tempo da idade adulta até o fim da vida. Alguns especialistas em gerontologia e geriatria, às vezes, referem-se a pessoas entre 65 e 74 anos como idosos jovens, àquelas com mais de 75 de idosos velhos, e as com mais de 85 anos como idosos mais velhos. Contudo, esses rótulos podem ser mais úteis quando utilizados para se referirem à idade funcional. O conceito de velhice e as vantagens e desvantagens dessa etapa da vida foram verificados em um estudo no ano de 2003 com idosos participantes do Programa Conviver executado pela Secretaria Municipal de Bem Estar Social da Prefeitura Municipal de Cuiabá/MT. As desvantagens de ser velho apareceram em maior número de depoimentos, havendo uma grande ênfase nos fatores econômicos e de saúde, que implicam em limitações e prejuízos no dia-a-dia. O envelhecimento traz uma perda de resiliência não apenas fisiológica, mas também emocional e psicológica. Assim o idoso tende à depressão diante da doença por um conjunto multifatorial de determinantes como: menor resiliência emocional para suportar a enfermidade do que o jovem, sejam elas associadas à terceira idade, crônicas ou neurológicas, perdas e um distanciamento de suas referências no mundo moral, cultural, religioso e social do idoso.
A partir da reflexão deste fenômeno, cabe aos diferentes profissionais da área da saúde que estudam o envelhecimento humano, enquanto processo biológico, social, econômico, cultural e psicológico estarem atentos para a necessidade de independência do idoso. Principalmente, durante a realização de atividades corriqueiras, especificamente, as atividades de vida diária. Estas atividades têm o seu valor essencial para a autonomia do idoso, respeitando assim, primordialmente, a sua condição de vida e valorizando a dignidade humana.
O surgimento de um “novo-idoso”, com auto-suficiência e capacitado a administrar as suas tarefas diárias poderá ser uma conquista desta população e também dos profissionais envolvidos nesse planejamento para estratégias de qualidade de vida na velhice.
Envelhecer saudavelmente faz parte de um amplo processo de aprendizagem, porque a velhice está condicionada por normas e costumes que influenciam as diversas formas de agir dos sujeitos. Aprender a envelhecer é um processo que não começa depois dos 60 anos. Ele começa ainda na infância, porque é nessa etapa da vida que começam a interiorizar os sistemas normativos. Daí a ênfase dada aos trabalhos que integram gerações porque são importantes fontes de aprendizado.
Para a promoção de um envelhecimento ativo e saudável, a prática de atividade física serve como estratégia para uma melhor qualidade de vida. O que fortalece a necessidade de manutenção quando possível, de uma vida ativa ao longo do processo de envelhecimento humano. Segundo o Estatuto do Idoso, baseado na Lei número 10.741/2003, no que se refere o artigo 20 do capítulo V, “o idoso tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade”. O âmbito da atividade física para os idosos está centrado em quatro itens que são definidos nos seguintes termos: prevenção, manutenção, reabilitação e recreação. Qualquer pessoa, independente da idade, que realize atividade física o faz com um desses objetivos, ou para melhorar e manter a saúde, ou para sentir-se bem, ocupar o seu tempo livre, o qual redunda em um melhor bem-estar psíquico. Realizando atividade física, atinge-se uma melhora física, psíquica e sócio-afetiva. Tudo isso faz com que a qualidade de vida melhore.
As possibilidades positivas da atividade física na velhice, se justificam pelo consenso que, grande parte dos mecanismos implicados no processo de envelhecimento que são facilmente modificados pelo estilo de estilo de vida e pelos hábitos higiênicos e dietéticos adotados ao longo da vida. De tal maneira que quando se cumprem as recomendações destinadas a melhorar a saúde da população, pode-se atrasar e, inclusive, evitar problemas típicos da terceira idade. Recomendações como se movimentar e permanecer ativos, a mobilidade é a chave para manter-se jovem, são importantes, pois nada pior do que a imobilidade para envelhecer rapidamente.
Os benefícios da atividade física para idosos são inúmeros, esses benefícios abrangem desde o campo físico até o social: aumento da capacidade aeróbia; aumento na ventilação voluntária; melhora na flexibilidade; melhora na resistência muscular localizada; aumento do conteúdo de minerais ósseos; diminuição da resistência vascular; melhor tolerância à glicose; redução da concentração de lipídios; melhora do estado de ânimo, aumento da vitalidade e melhora significativa da qualidade de vida.
A elaboração de um programa de atividade física para a terceira idade deve levar basicamente em consideração o preparo, para que o idoso possa cumprir suas necessidades básicas diárias impostas pelo cotidiano.
A prescrição de exercício para idosos aponta que, os princípios gerais da prescrição se aplicam aos adultos de todas as idades. As adaptações relativas ao exercício também são semelhantes às dos outros grupos etários. A melhora percentual no VO2máx. de pessoas idosas é comparável àquela relatada na população mais jovem. Lamentavelmente, a inatividade física é mais comum no idoso que em qualquer outro grupo etário e pode contribuir para a perda de independência na idade avançada. Os componentes particularmente importantes da prescrição do exercício incluem aptidão cardiovascular, treinamento de resistência e flexibilidade.
O processo de envelhecimento traz alterações da força, portanto a força máxima de uma pessoa, geralmente bem acima das demandas diárias no início da vida, diminui de forma constante com o envelhecimento. Por exemplo, a capacidade de mudar da posição sentada para a posição em pé é comprometida em torno dos 50 anos e, por volta dos 80 anos, essa tarefa torna-se impossível para algumas pessoas. Os adultos mais velhos são tipicamente capazes de participar de atividades que exigem apenas quantidades moderadas de força muscular.
O Método Pilates "é um sistema de exercícios que possibilita maior integração do indivíduo no seu dia–a–dia. Trabalha com o corpo como um todo, corrige a postura e realinha a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável e longeva". Em suma, o método Pilates foi criado para se conseguir um corpo saudável, uma mente saudável e uma vida saudável. O Método Pilates com uma só palavra diriam que é movimento, com duas palavras diriam movimento com controle, e se tivessem de fazê-lo com três palavras seriam força, elasticidade e controle. Finalmente, “uma boa condição física é o primeiro requisito para ser feliz”, esta frase de Joseph Hubertus Pilates poderia resumir perfeitamente a filosofia do método criado por ele. Uma boa condição física que se consegue fazendo intervir não só o corpo, mas também a mente e o espírito, com o objetivo final de realizar as múltiplas tarefas da nossa vida diária com prazer e energia.
O Pilates baseia-se no fortalecimento do centro de força, expressão que denomina a circunferência do tronco inferior, a estrutura que suporta e reforça o resto do corpo. O segundo pilar do método é aplicação dos seis princípios básicos fundamentais: concentração, controle, centro, fluidez nos movimentos, respiração e precisão. Cada exercício foi concebido para integrar estes princípios. É necessário incorporar os princípios de uma forma correta e trabalhar os conceitos fundamentais até fluírem de forma natural e se converterem em hábitos.
Além dos exercícios realizados em decúbito ventral e dorsal, sentado, ou em pé, Pilates também criou equipamentos específicos compostos por molas a fim de desenvolver o seu método. Os equipamentos foram elaborados para auxiliar a execução dos exercícios de solo, além de restabelecer as principais fraquezas das pessoas, como a falta de conexão com o centro de força (cuja indicação mais evidente são os músculos abdominais “saltados” para fora), costelas abertas em excesso devido às retificações e compensações na região torácica, falta de mobilidade entre os segmentos vertebrais, restrições de movimentos na articulação coxo-femoral, rigidez, encurtamento dos músculos flexores do quadril e extensores da coluna lombar, excessiva tensão nas áreas da cintura escapular, e dificuldade para dissipar esta tensão. Os equipamentos de Pilates são considerados muito criativos e originais, apesar da aparência arcaica que apresentam e de alguns nomes assustadores como Guilhotina e Cadeira Elétrica. Não podemos deixar de lembrar que eles foram desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial, e talvez por esse motivo a inspiração tenha vindo destes antigos aparelhos de tortura. Os aparelhos mais utilizados são: reformer, cadillac ou trapézio, cadeiras, barrel e unidade de parede. Além de acessórios utilizados nos espaços que oferecem o Método Pilates, como: magic circle, bolas suíças (que não foram utilizadas originalmente por Pilates), elásticos, borrachas e halteres. A pesquisa médica vem esclarecendo cada vez mais a importância dos músculos estabilizadores. Se precisarmos retirar um livro de uma prateleira alta, não utilizamos primeiro a mão nem o ombro, mas os músculos posturais profundos, os quais estabilizam a espinha lombar, fazendo com que uma vértebra não se afaste muito de suas vizinhas. Esses músculos são o transverso do abdômen e um músculo posterior profundo denominado multífido. Eles formam um colete ou cinto natural de força em torno do centro do corpo de forma que o movimento possa ocorrer com facilidade, estabilidade e segurança.
O desequilíbrio entre a função dos músculos extensores e flexores do tronco, é um forte indício para o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar. Num estudo com o objetivo geral de analisar os aspectos motivacionais que levam a prática do Método Pilates e identificar se estes aspectos estariam relacionados a fatores da saúde, sociais e/ou estéticos. O principal aspecto motivacional, foi a busca por uma melhora na qualidade de vida. A melhora nas habilidades físicas e o fator “aliviar tensões e relaxar”. Os fatores que tiveram um maior percentual de respostas no item muito importante estão relacionados aos aspectos estéticos e de saúde.
É importante enfatizar durante as aulas à importância de manter um modo de vida ativo, um envelhecimento saudável, onde os níveis de independência na velhice estão intrinsecamente envolvidos com o estado de saúde geral, para isto, a atividade física é uma ferramenta valiosa para a manutenção da saúde e uma melhora da qualidade de vida em seu aspecto emocional e social.


Fonte:
  • Curi, V. S. A influência do método Pilates nas atividades de vida diária de idosas, 2009.
Imagens:
  • Google






 
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